The best coffee in New York? There’s an app for that!

Tem app para tudo, não é? Então, por que não haveria também para os melhores cafés de Manhattan? Na verdade há vários, mas as preferências parecem recair sobre o New York’s Best Coffee. Ao custo de mais ou menos meia xícara de café:  $ 0.99 tanto para iPhone quanto para Android.

 

A lista é de 75 locais. Não é muito, mas é o crème de la crème. O app localiza você e dá as melhores opções de cafèzinho no pedaço. E para você poder decidir com mais facilidade, o app também oferece reviews, avisa se tem Wi-Fi, descreve os grãos disponíveis, etc. Quem já usou, gostou muito.

 

E já que estamos falando de café em Manhattan, não dá para deixar de fora a Starbucks. Qualquer que seja nossa posição ( eu a-b-o-m-i-n-o! )em relação a essa mega-galática cadeia de lojas, eles estão aí servindo milhões de xícaras por dia e dando espaço para turistas cansados e aspirantes a escritores.

 

Bom, a Starbucks também tem seu app. E, se você abrir uma conta no site e “lincá-la” com o app, você vai ganhar um cafèzinho no seu aniversário (já sei, é pouco) e vai poder pagar a conta com seu celular. Ah, sim, e vai ganhar pontos a cada compra que fizer.

 

Resumindo: de um lado, o app para gourmets: New York’s Best Coffee. Do outro, o app dos que não dão muita importância ao cafèzinho: Starbucks. Agora é só escolher. Ou, como o do Starbucks é grátis, você pode também ficar com os dois.

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Atenção, carnívoros: com vocês, o Cannibal.

Foto gentilmente cedida pela Luciana Betenson.

Não precisa nem dizer qual é a especialidade do recém-aberto restaurante, ou melhor, bar Cannibal. Carne, carne, carne. Segundo os jornais, é mais um endereço da nova tendência de servir no balcão pratos um pouco mais substanciosos. E botem substância nisso!

Você acompanha seu drink, de preferência cerveja, com coisas do tipo: coney dogs dripping with savory beef heart ragù; peppery duck liver mousse topped with sweet, smoky bacon-onion jam e – atenção amantes da Jewish cuisine! -um fenomenal sanduíche de corned beef tongue, um dos melhores da cidade.

Como se não bastasse o Cannibal ter esse nome e um cardápio essencialmente animal, o local ainda acumula a função de açougue! Exato, você pode tomar um drink, saborear um quitutes, e ainda voltar para casa com uma picanha debaixo do braço. Tá bom, picanha não, mas um belo ribeye, sim.

Para os menos amantes da carne, o Cannibal oferece algumas alternativas, principalmente peixe e ovos com curry. E se a idéia for apenas matar a sede, a coleção de cervejas também é capaz de impressionar tanto amadores quanto profissionais.

Se você é um carnívoro inveterado, anote aí. Parece que o Cannibal tem tudo para convencer, a começar do nome…

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Stieglitz colecionou. O Metropolitan expõe.

A exposição começou há pouco mais de uma semana e até ontem pelo menos ainda estava relativamente vazia. Mas essa moleza não vai durar, simplesmente porque a mostra é muito-muito boa. Estou falando de “Stieglitz and His Artists: Matisse to O’Keeffe”. Uma coleção que o Metropolitan Museum comprou em 1949, mas só agora decidiu mostrar por inteira. São centenas de obras que Alfred Stieglitz, o fotógrafo que descobriu, promoveu e esposou Georgia O’Keefe, reuniu ao longo da vida. E que obras! Foi Stieglitz, por exemplo, quem apresentou ao público americano nomes como Rodin, Cézanne, Picasso e Matisse.

 

Além de ser um mestre da fotografia, o grande mérito dele foi, num primeiro momento, promover a arte moderna européia. E depois, quando se apaixonou por Georgia, concentrar forças na arte moderna americana. E está tudo lá: são centenas de obras sala após sala, muitas delas praticamente desconhecidas do grande público. Fotografias, aquarelas, óleos, crayons, esculturas, etc, etc, com assinatura dos já citados monstros sagrados mais Toulouse Lautrec, Wassily Kandinsky, Arthur Dove, Charles Demuth, Paul Strand, Marius de Zayas, e uma  extensa lista de menos famosos mas não menos talentosos.

 

A mostra só vai até 2 de janeiro e, quanto mais perto do final do ano, mais difícil vai ser o acesso. Mais ainda com todas as novidades que o Metropolitan está apresentando. A principal delas? A nova galeria (com 15 salas!) dedicada à arte islâmica e que será inaugurada dia 1º de novembro. Fique atento! Como todos os anos, New York prepara-se para receber alguns milhões de turistas. Claro que sempre dá para entrar, mas você vai ter que curtir os quadros por cima do ombro do cidadão à sua frente…

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O panorama culinário em New York tá russo!

Pushkin, Rasputin… e agora Onegin. Nesta sexta-feira, abre as portas no West Village o novo Onegin Restaurant. Russo, obviamente. Mas com umchef ucraniano. Acho ótimo que haja cada vez mais endereços servindo pratos da terrinha. Ou da terrovska. Só que o Onegin, devo dizer, é um pouco formal demais. Cadeiras estofadas, candelabros, aquelas coisas. Mas as previsões quanto à cozinha são bastante boas.

 

A começar do beef stroganoff, passando pelo ma-ra-vi-lho-so pelmeni, caviar com blini, solyanka (sopa com carne defumada), strudel de cogumelos e, obviamente, muitos doces. Parece que que a liquor license não chega a tempo para a abertura, mas brevemente muita vodka deverá rolar no pedaço.

 

Repetindo, o Onegin é bastante formal. Quer dizer, não dá para ir de jeans e tênis. Mas, para um almoço ou jantar um pouco mais cerimonioso, pode ser uma pedida. Ele não tem nada a ver com o restaurante homônimo de St. Petersburg (ao qual não fui) mas a idéia é que você se sinta como se estivesse por lá.

 

Não sei se você vai se interessar ou não, mas fica aqui o convite do abrindoobico: o primeiro que for ao Onegin do West Village mande um feedback para o blog.

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The mega book store is dead. Long live the small book store.

Nunca fui fã das mega-livrarias: as Barnes & Noble e Borders da vida. Foi a expansão delas que levou para o brejo centenas de pequenas e bem fornidas lojas. Verdade que, em New York, algumas ainda resistem bravamente. Como a Shakespeare & Co. Ou a Crawford Doyle, estrategicamente ao lado do Eat… Mas infelizmente são poucas as que se safaram rolo compressor das grandes cadeias.

 

Agora, vejam vocês, a história toma outro rumo. As lojas gigantes desaparecem uma depois da outra; e as pequenas e independentes botam as manguinhas de fora. Não que eu esteja feliz com o fechamento das gigantes; afinal, é sempre uma livraria que se vai. Mas fico feliz com a possibilidade de encontrar novas lojas, com personalidade própria, em vez da mesmice que eram as já citadas mastodônticas.

 

Bom, tudo isso para dizer que na Prince Street (exato, no SoHo, pertinho do Balthazar e  de tantos outros pontos de atração turística) existe a McNally Jackson Books. Eu sei que parece marca de whisky, mas é uma das livrarias mais descoladas do pedaço. Ou do pedação que é Manhattan.

 

Por quê? Bom, começa com a seleção de livros e revistas. O crème de la crème das várias categorias: fiction, non fiction, essays, poetry, travel, design, photography, etc, etc. E continua com o bom astral, o café (pequeno, é verdade) mas com Wi-Fi, e o subsolo com espaço para frequentes palestras e tardes/noites de autógrafo.

 

Todo mundo que vem a New York vai ao Soho, não é? Então, depois ou no meio das inevitáveis compritchas e passeios, dê uma passada na McJ. Você pode simplesmente respirar um ar mais cult; pode comprar um livro; ou ainda, surprise!,  pode imprimir em minutos o livro que você sempre quis publicar: basta trazê-lo num pen-drive. Mas, olhe lá, não exagere no número de cópias! Afinal, depois de ter corrido o SoHo, imagino que sua mala já esteja um pouquinho comprometida…

 

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O metrô é o mesmo, mas o mapa mudou.

Quem viaja para as principais capitais do mundo, e costuma usar metrô, sabe muito bem que o subway de New York não é nenhuma Brastemp. Aliás, longe disso. Uma rede velha, lenta, barulhenta, insuficiente de um ponto de vista de cobertura, e com estações que deixam muito a desejar. A começar das inexistentes ou inoperantes escadas rolantes ( :wink: ).

 

Por essas e por outras é que sou uma usuária (e defensora ferrenha) do velho e bom ônibus. Pode demorar mais, mas sem o stress e o desconforto da lata velha que circula no underground dessa ilha bafejada pela fortuna.

 

Mas estou me afastando do meu tema. Tudo o que eu queria dizer, mesmo porque são milhões as pessoas que usam metrô e ninguém precisa necessariamente concordar com minhas opiniões; o que eu queria dizer enfim é que o mapa do metrô  de New York  mudou.

 

Verdade que você vai ter que prestar muita atenção para notar a novidade, mas os mais atentos vão acabar descobrindo. Não foi acrescentada nenhuma nova estação, é claro. Aliás, foram eliminadas várias, pois (vá entender isso) a prefeitura puxou o tapete de muitas linhas. A novidade do novo mapa, na verdade, está nas ruas que desapareceram literalmente do mapa e nas ruas que surgiram. O critério foi mostrar apenas as artérias (hic) significativas para quem esteja querendo localizar determinada estação.

 

Para saber o que entrou e o que saiu, você vai ter que consultar os dois mapas: o antigo e o novo. Mas, cá entre nós, pode manter o antigo. Você vai chegar ao seu destino do mesmo jeito: devagar quase parando.

 

Ah, sim, à parte o novo mapa, tem uma coisa muito positiva que não posso deixar de reconhecer: nas colunas de algumas estações, o MTA está colocando o roteiro completo do metrô em questão, estação por estação. Isso é muito bom, pois muitas vezes (ou quase sempre) a gente chega à plataforma e não sabe nem para que lado ir…

 

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Picasso, agora bem mais perto!

Como minha dica de Picasso em Connecticut não deu o menor Ibope, mexi os pauzinhos para que trouxessem o catalão também para New York  :lol:  . Fato é que a Frick Collection exibe até 8 de janeiro “Picasso Drawing’s 1890-1921: Reinventing Tradition” com três décadas de desenhos cobrindo os períodos rosa e azul do famoso pintor. Se uma simples visita à Frick já valia a pena pela concentração de arte que a mansão oferece, com Picasso o programa se torna mais maravilhoso ainda.

 

Segundo a imprensa do setor, é a maior exposição do artista na cidade em mais de vinte anos. São 61 desenhos, começando com a primeira obra que ele teria assinado… aos 9 de anos de idade. A partir daí, contando com o total apoio do pai – um pintor que  nunca decolou – o talento de Picasso desabrocha e, na exposição, a gente pode acompanhar esse fantástico crescimento em direção à genialidade. Uma conquista que, olhando a timeline das obras, parece muito fácil e natural. Mas que, como todos sabemos, foi extremamente suada. Falta de recursos, fome, incompreensão, tudo jogando contra. Mas o mestre felizmente resistiu.

 

Se você passar por New York até 8 de janeiro, coloque a Frick no programa. É bem mais perto do que Connecticut, é ao lado do Central Park, é um lugar maravilhoso, é recheado de obras-primas, e é onde 61 desenhos do mestre dos mestres vão estar expostos até a primeira sexta-feira de janeiro. Tempo suficiente para você não deixar passar a oportunidade. Tá bom, não vou insistir mais. Só vou lembrar que, para chegar até a Frick, enfrentei fila, bloqueio de ruas e a Spansih Heritage Parade se arrastando pela 5a. Avenida. Bom, pelo pelo menos era Spanish como Picasso…

 

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Tertulia. O restaurante que tem “buxixo” no nome.

É exatamente esse o nome do restaurante da hora aqui em New York: Tertulia. A palavra, de origem espanhola, significa “reunião informal para discutir algum tema”. Quer dizer, buxixo, bate-papo, conversação, etc. E buxixo é de fato o que o resturante mais tem provocado. Só para dar uma idéia dos habitués: Gwyneth Paltrow, Beyoncé e Jay-Z

 

Mas vamos ao que interessa: o Tertulia, obviamente, é um restaurante espanhol. E com um chef que teve sua formação no Vermont. Não sei o que isso possa significar termos de expertise, mas sei que Vermont é uma gracinha e que sempre comi muito bem por lá!

 

No cardápio, aquelas delícias que a gente só costuma degustar na terra de Cervantes (uau, essa foi linda!): de pan con tomate a paella, passando por pratos suínos, “carneirinos”, e por aí afora. Sem falar nas sobremesas!

 

Um restaurante tão in assim é claro que só podia estar no West Village. Portanto, dá para esperar mesa bebericando em algum outro lugar tão badalado quanto. E depois, quando finalmente chegar sua vez, degustar um spanish dish na companhia (OK, na proximidade) de algum famoso.

 

Alguém aí interessado nas celebrities? De minha parte, sou muito mais o pan con tomate…

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