Cadê a lagosta que estava aqui?

Todo mundo conhece o Zabar’s, a food store mais famosa de New York . E quase todo mundo também já deve ter ouvido falar de um dos carros-chefe da casa: a salada de lagosta. A mítica Lobster Salad. Toneladas da iguaria devem ter sido vendidas nesses 70 anos de atividades do empório.

Bom, mas não é que um dias desses algo surpreendente aconteceu? Um repórter de  um pequeno jornal de New Orleans veio à cidade e decidiu experimentar o famoso prato. Experimentou e ficou encafifado. Mandou examinar a substância só para descobrir que (vejam vocês) não havia um grama de lagosta no citado prato.

Bom, repórter que é, botou a boca do trombone. E como reagiu a tradicional casa? Com declarações do tipo “vejam bem”… “não é exatamente assim”…. “podemos explicar”…”não tem lagosta, mas é como se tivesse”… etc, etc, etc. Mas não passou muito tempo antes de eles terem que admitir a verdade. De lagosta mesmo, nunca houve necas de pitibiriba. Tanto é assim que tiveram de rebatizar o prato: a antiga Lobster Salad agora se chama Zabster Salad…

Parabéns ao repórter pelo involuntário furo de reportagem. E bola preta (alguém conhece a expressão?) para o Zabar’s. Tudo bem que a salada fosse gostosa, mas não deixava de ser gato por lebre.

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Whaddahell?

A lista é longa. Cito as principais: St. Patrick’s Cathedral, Trinity Church , Cathedral of St. John the Divine, Riverside Church, Mahayana Buddhist Temple, Central Synagogue, Saint Thomas Church , St. Bartholomew’s Church, Park East Synagogue, Church of Transfiguration, Cathedral of Saint Nicholas, Abyssinian Baptist Church, Eldridge Street Synagogue, Grace Church, Bialystoker Synagogue, Mosque of Islamic Brotherhood, etc, etc, etc.

Resumindo: New York tem aproximadamente 6.000 dos assim chamados places of worship. Desse total, 2.500 são igrejas de culto católico e protestante. Aproximadamente 1.000 são sinagogas. Mesquitas contam-se em torno de 100. Além de centenas de templos quakers, ortodoxos, budistas, indianos e, de novo, etc, etc, etc.

Não é pouca coisa, certo? Mas, apesar de tudo isso, em uma semana a cidade pegou a rebarba de um terremoto e agora tem o Irene pela frente. O que concluir de tudo isso? Na minha santa (ui!) ignorância, a única coisa que consigo pensar é a seguinte: places de worship a cidade tem bastante; o que talvez esteja faltando seja o worship propriamente dito.

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Abaixo New York! Viva os boroughs!

Se as mensagens que se leem nas camisetas tem razão (meu deus, onde ficam os circunflexos?!) New York anda meio por baixo. Foi-se o tempo do “I love New York“. O que se vê agora em oito de cada dez t-shirts que circulam na cidade é I love Brooklyn, I love Manhattan, I love Staten Island, e por aí afora.

 

Tanto é verdade que a própria prefeitura, através de seu braço de turismo  está dando o maior gás para essa tendência. É só checar a online store deles . Logo na primeira camiseta, a sigla NYC está se desfazendo e dando lugar para os cinco boroughs.

 

E é isso mesmo que falam os principais fabricantes das chamadas tees: o negócio agora é promover os bairros individualmente e esquecer um pouco a cidade como um todo. E dá-lhe principalmente Brooklyn, como o abrindoobico pode constatar: o que tenho escrito de post sobre o bairro não é brincadeira.

 

Então agora cada um que escolha sua área de preferência, da agitada Manhattan à pacata Staten Island, e compre a camiseta que preferir. Já eu, sempre na linha do I don’t do boroughs, vou continuar prestigiando o Milton Glaser. Sim, o criador do I CORAÇÃO NY.

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Faraó faz sabático em New York.

Na verdade, um longo sabático: 10 anos! É esse o tempo que o faraó Amenemhat II vai ficar hospedado no Metropolitan Museum of Art. A estátua dele, é claro. Que pesa mais de 9 toneladas! Morar mesmo, o Amenemhat mora em Berlim. Mas, como o museu lá vai passar por uma longa reforma, despacharam a estátua para New York. A troco de uns trocados, é claro.

 

Imaginem a operação: mover nove toneladas de um museu para o outro. Mas deve ter sido bem mais fácil do que 4.000 anos atrás, quando carregaram o bloco de pedra (que era bem mais pesado!) 800 km da pedreira até o “studio” do escultor.

 

Amen, como ele seguramente vai ser chamado daqui a pouco tempo, já está instalado no Great Hall do Metropolitan, mas deverá mudar daqui em um ano para mais perto dos parentes (na famosa galeria egípcia do museu).

 

Então, anotem aí. Na próxima ou em qualquer outra viagem dos próximos dez anos, se faz mister ( :wink: ) dar um pulinho no Metropolitan e conhecer o atlético faraó que reinou há milhares de anos mas continua forte e rijo.

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Guggenheim on the go.

De uma parceria da BMW (que seguramente entrou com a grana)  com o Guggenheim (que entrou com o brain :wink: ), nasceu o BMW Guggenheim Lab, que o museu descreve como sendo uma combinação de inteligência, pesquisa e participação comunitária.

 

Afinal, do que se trata? Um momento. Primeiro, o endereço: um terreno baldio (bonita essa palavra) na esquina da Houston com a 2a. Avenida. Agora, vamos lá: trata-se de uma instalação, termo que a gente usa quando não sabe muito bem como definir a coisa.

 

Mas o objetivo da instalação/exposição/ou o que seja é muito claro: proporcionar uma “exploração interativa dos desafios que enfrentam hoje as grandes cidades do mundo”. Parece muito cabeça? Fique tranquilo que não é, não. As atividades são lúdicas, como o chamado Urbanologia, onde você aprende como funcionam as mega-capitais e faz sugestões sobre o que pode/deve ser melhorado.

 

Claro que a experiência deve interessar mais a arquitetos, urbanistas e apaixonados da área, mas o chamado “público em geral” também tem marcado presença. Posso entender: é arte, é do Guggenheim e, principalmente, é de graça!

 

Ah, sim, é só até 16 de de outubro. Depois, a instalaçäo inicia uma tournê de cinco anos ao redor do mundo.

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O Yotel de Heathrow aterissa em Manhattan.

O Yotel, que muitos já conhecem dos aeroportos de Londres e Amsterdam, abriu há apenas dois meses e já está bombando aqui em New York. Primeiro de tudo, pelo preço, que pode chegar a $ 149.00 (tarifa promocional). E, depois, pela tecnologia que envolve o projeto.

 

Check-in and out automático; robot para guardar a bagagem; free wi-fi (repito: free wi-fi!); flat screen TV; workstation com todos os plugs necessários; janelas até o chão; camas que viram sofá; chuveiros monsoom (que molham até pensamento); serviço de concierge 24/7 com o nome de Mission Control (resolve qualquer pepino); terraço  – com cabanas infláveis – que à noite se transforma num lounge. E o restaurante Doyho, cujas mesas desaparecem no chão se você quiser fazer um evento.

 

Tudo isso muito perto de Times Square: 570 da 10th Avenue (com a 42th Street). É muita banana para pouco tostão (como se dizia nos idos de…)? Qual é o catch, então? Na verdade, seria só o tamanho dos quartos. Para começar, eles não chamam de “rooms” mas sim de “cabins”. E, se você olhar as plantas no site, vai ver que o aproveitamente do espaço é extremamente inteligente. E, pagando mais, você pode sempre ter uma cabin maior para as inúmeras sacolas que certamente vai acabar acumulando.

 

Sem nenhuma intençao de fazer publicidade (pois não ganho para isso), o Yotel é a solução para quem procura um hotel state-of-the art por menos de 200 dolares…

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É virtual, mas é sempre Red Carpet.

Dica para quem vai estar em New York entre 8 e 25 de setembro.

A rede de televisão NBC e a Bloomingdale’s acabam de fazer uma parceria: de 8 a 25 de setembro, nas 32 lojas Bloomies, os clientes vão poder vivenciar uma experiência de realidade virtual. Como é que funciona? Primeiro de tudo, você precisa baixar o app GoldRun no seu iPhone. Depois, é só tirar fotos de você mesmo em determinados pontos das lojas. Graças a um recurso tecnológico que só o Fred entenderia, sua imagem vai ser “transportada” para o Red Carpet e, como resultado, você estará posando com celebrities da NBC.

Mas não é só. Além de partilhar sua foto red-carpetiana nos facebooks da vida, você ainda pode ganhar prêmios: uma ponta em alguma série da NBC ou dinheiro vivo pra gastar ali na loja mesmo. E tem mais: dia 8 de setembro (que é o Fashion Night Out) as vitrines da Bloomies com o tema NBC vão ser interativas. Tem que levar seu iPhone lá pra ver do que se trata.

Ah, sim: nenhum problema se você não planeja estar em Nova York no período. Nos sites da NBC e  da Bloomingdale’s, embora você não possa ter sua experiência de realidade virtual, estará habilitado a ganhar prêmios. E, cá entre nós, um prêmio real ainda continua sendo melhor do que qualquer virtualidade. :wink:

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Dois apps que merecem applausos.

Já falei que tecnologia não é minha praia.  O Fred que o diga! Portanto, só estou escrevendo sobre apps porque eles estão ligados a um assunto que me interessa muito: a Broadway. O primeiro app: tkts. Exatamente o que você está pensando: uma ferramenta grátis, criada pela TKTS, uma entidade sem fins lucrativos que procura facilitar o acesso aos teatros de New York.

E o que faz o tkts? Ele conta quais são os tickets disponíveis em cada uma das três lojas de desconto: Times Square, South Street Seaport e Downtown Brooklyn. Quer dizer, uma mão na roda para você não enfrentar duas horas de fila na Times Square, por exemplo, só para descobrir que o show que você quer só está à venda no Seaport…

O segundo app, At the Booth custa 99 cents, mas traz algumas vantagens. Verdade que ele só diz quais shows estão disponíveis na loja da Times Square, mas acontece que ele também informa qual é o tamanho da fila. Além disso, oferece a possibilidade de comprar os tickets online, através do site . Ambos disponíveis para Iphone, Android e WIndows 7.

Parece que o pessoal da TKTS torce um pouco o nariz para o pessoal do At the Booth, mas o que fazer? Os dois apps estão à disposição de quem se interessar a baixá-los. E o que os dois têm em comum é a possibilidade de tornar menos chata a espera na fila: é só navegar o app para encontrar informações importantes sobre os shows.

Dizem que são dois apps para aplaudir de pé. E como você já está de pé mesmo, naquela interminável fila…

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