Será que Nova York voltará a ser a velha Nova York?

Muitos acham que, se acontecer, não será tão cedo. Pior ainda: para muitos outros não deverá acontecer nunca. Não só Nova York, é claro, como o mundo como um todo. Mas já que o abrindoobico não se ocupa de mundo, fiquemos aqui no meu pedaço: a Grande Maçã, que há mais de um ano vem sendo subtraída de quase tudo o que a tornou a capital do mundo.

Ah, mas as coisas voltarão – dizem os mais otimistas. Sim, parte delas deverá voltar. Mas e as milhares de pessoas que deixaram a cidade para sempre? Os milhares de restaurantes e lojas que fecharam? Os hotéis que desapareceram na fumaça? Os projetos cancelados? A taxa de desemprego? A homelesseness cada vez mais acentuada? A queda na arrecadação que já se manifesta, por exemplo, nas ruas esburacadas? O metrô com apenas 20% de ocupação tendo que cortar serviços? A Broadway que, se reabrir, vai ser com 25% ou 50% de ocupação – e todo mundo com máscara (atores/atrizes também?!)? Idem os cinemas. Etc, etc, etc.

Exemplo de “cabana” usada pelos restaurantes.

Complicado, pessoal. Estou aqui torcendo por uma volta ao normal, novo normal, normal 2022, o que quer que seja… Mas saio às ruas e me vem uma tristeza muito grande ao ver o chamado tecido urbano completamente alterado. Sem falar das barracas, tendas, ocas, iglus (e o que mais você possa imaginar) construídos no meio da rua pelos bares e restaurantes na tentativa de sobreviver à crise. Turistas? Very few e, ao que tudo indica, domésticos. O que só comprova que ainda temos ainda uma long way to go.

Aqui entra The Old Blue Eyes e sobe música: “Start spreading the news…”. Gente, que saudade!

 

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Comentários
  • Leio com o coração apertado, saudoso e sem perspectiva. Esses dias estava pensando que quando voltarmos a viajar será doloroso vermos as cidades assim.

    6 de abril, 2021
  • Que tristeza…

    9 de abril, 2021

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