LaGrandeJatte

A arte de viajar. Ou melhor, a arte viajando.

Estava eu em Chicago batendo ponto no Art Institute, mais exatamente nas salas  dedicadas ao Impressionismo europeu. Um respeitável acervo, diga-se de passagem, a começar pela obra-prima do Seurat: La Grande Jatte. Mas a ideia aqui não é pontificar sobre arte, terreno no qual sou apenas amadora (nos dois sentidos…) e sim falar de uma experiência que muita gente já viveu. Portanto, vamos recomeçar: estava eu lá, quando percebo que falta um quadro na parede. E, no centro do espaço vazio, a notinha esclarecedora: obra emprestada para a Frick Collection de New York. Bem, eu tinha estado na Frick Collection de New York alguns dias antes e tinha visto o quadro lá. Era o Acrobats at the Cirque Fernando, do Renoir.

Quantas vezes isso já não aconteceu com os milhares, está bem, as centenas, OK, as dezenas de leitores? A verdade é que as obras de arte viajam mais do que nossa turminha. E a gente fica cruzando com elas nas esquinas, quer dizer, nos museus da vida. Os Impressionistas, então, não param em casa! Onde quer que você vá, tem um deles dando uma canja no local.

E já que estamos no assunto, digníssima de nota a exposição da Frick Collection: Renoir, Impressionism, and Full-Lenght Painting. Quadros do mundo inteiro passando uma temporada em New York. Até 13 de maio, na verdade. Portanto, se você decidir dar um pulo ao Musée D’Orsay nesse período, vai encontrar dois Renoirs a menos. Um a menos na National Gallery de Londres… e assim por diante.

E a gente achava que viajava muito…   😉

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Comentários
  • Ou seja, se os impressionistas fossem vivos hoje, eles seriam trips e participariam de
    nossas ConVnVções! 🙂 Ôôô!! Minha turma!!

    7 de abril, 2012
  • Taí porque sou fã de carteirinha dos impressionistas. Eles também adoram viajar.

    7 de abril, 2012
  • O pior é quando você vai a um museu só para ver determinada obra e ela está “viajando”… é como ir a Paris encontrar um amigo e ter um bilhetinho na porta: “Estou em Pindaminhangaba, por favor volte outra hora”.

    7 de abril, 2012
  • Verdade! Eles viajam muito!

    7 de abril, 2012
  • E eu adoro a Frick Collection e com essa exposição fica mais adorável ainda. É tão bom morar em NY, né queridona?

    8 de abril, 2012
  • Talvez hoje com a crise na Europs e EUA, talvez muitas destas obras poderiam dar uma visitada ao nosso Brasil. Mas será? Não vemos este movimento por estas bandas, somente Copa/Olimpíadas, bandas de Rock e etc cadê as pessoas que tentam trazer ou promover arte de qualidade ao nosso país.
    Nesta passagem pela Europa, li um entrevista da Viuva do Thyssen (Museu Thysse-
    Bornemisza, Madrid) e ela falava de obras que estavam emprestadas e da nova Mecenas do Mundo a Rainha do Qatar, que está comprando muito para o museu nacional de seu país.

    Mas deixa pra lá, é assim e já me decepcionei com alguns avisos de parede também.

    Feliz Pásco Marcie!!!

    8 de abril, 2012
  • Eu acho ótimo quando as exposições circulam. Às vezes não temos oportunidade de vê-las em certas cidades e eventualmente elas aparecem por aqui. É a conjugação perfeita da arte que viaja com a arte de viajar.

    9 de abril, 2012
  • A gente pode até ficar com pena quando espera encontrar uma obra e ela não está “em casa”, mas tem sensação mais gostosa do que ir a um museu e se bater com alguém que você ama e não sabia que estava ali?? Ja aconteceu isto comigo quando encontrei Renoir, Degas e Rodan, Osgemeos pelas esquinas da vida… Ganhei o dia!

    11 de abril, 2012

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