Uma aula de arquitetura. Num iate. Com champagne.

Uma câmera numa mão, taça de champagne na outra.

Até dezembro, semana sim, semana não, você vai encontrar algo diferente no Chelsea Pier (22 com a Hudson): um iate de madeira, inspirado nos modelos dos anos 20, que vai levar você num giro também diferente em torno da ilha de Manhattan.

É o “Round-Manhattan Architecture Tour”, administrado pelos membros da Associação Internacional de Arquitetura, seção Nova York. Você vai navegar o Hudson, o East River e o Harlem River. Um giro de 360 graus, cruzando 18 pontes, no conforto do ar condicionado, com champagne e  hors d’ oeuvres.

Enquanto isso, vai absorvendo os ensinamentos do guia de plantão – que é sempre um membro da associação, com profundo conhecimento da história arquitetônica da ilha e adjacências. De Battery Park até os Cloisters, você vai ficar por dentro das principais construções que compõem o pra lá de famoso skyline de Nova York.

Claro que, com tanta especificidade e conforto, o tour tem um preço. Mais exatamente, $ 75 doletas por pessoa. Salgado? Talvez seja por causa dos salgadinhos que, por esse preço, têm mesmo que se chamar hors d’ouvres…

Agora, falando sério: pra quem se interessa pelo assunto, o tour é uma oportunidade de ouro de conhecer Manhattan por um outro ângulo. E pra quem não se interessa, também. Champagne e snack num iate ao redor da ilha é um programa pra ser seriamente considerado. Olhaí o calendário até o final do ano: September 4, September 18, October 3, October 7, October 17, November 13, November 21, December 4, December 12.

Por que coloquei esse tour no meu blog? Porque a Daniela (@danibelgium) fez uma ótima sugestão: mostrar o máximo de coisas legais de se ver ou fazer nesta cidade maravilhosa – pra que todo mundo fique morrendo de vontade de vir para a VnVNY2011 ©.

Espero que esteja dando certo…

Comentários (24)

Todo mundo de pé!

Café literalmente expresso.

Um café com 3 horas de internet grátis? Pois é, vai acabar!

Por culpa da crise, do preço dos aluguéis e, principalmente, do abuso praticado pela freguesia, os proprietários de coffeehouses em New York estão literalmente puxando a cadeira de seus espaçosos clientes.

Se a moda pega (como parece estar pegando), é uma era que se fecha. Amplos espaços, com cadeiras, mesas, poltronas, tomadas de eletricidade, WIFI, o diabo. E todo mundo lá, estacionando seus laptops por horas e horas. De graça. Quando muito, consumindo um latte. Ou (abuso dos abusos) levando bebida e comida de casa.

A-ca-bou. Ou vai acabar. A marcha-a-ré já começou. Em vez de coffehouses, coffe-bars. Fazendo o que eles estão ali pra fazer melhor: café expresso. Pra ser tomado de pé. E ciao!

Sabe de uma coisa? No fundo acho que é até bom. Numa época de paranóia com vírus, bactérias e bedbugs, eu é que não vou me arriscar com surradas poltronas públicas.

Quer se esparramar? Vai pra casa!

Comentários (4)

As duas New Yorks.

New York for free.

Existem duas New Yorks. A mais famosa é a que detona cartões de crédito num piscar de olhos. A outra, menos conhecida, é a que oferece de graça (isso mesmo, free) um leque imenso de atividades culturais e de entretenimento.

Vamos falar de música. Na primeira New York, você gasta uma fortuna na Broadway, no Lincoln Center, no Met ou numa casa de jazz. Na segunda, você não gasta nada – e assiste a espetáculos de excelente nível. Só a título de exemplo, olha o que os jornais pinçam essa semana (sem falar nas apresentações ao ar livre da New York Philharmonic, do Metropolitan Opera e de várias outras companhias):

1-Hootenanny, um happening musical todo domingo no Washington Square Park, das 13 às 17 horas.

2- Lunchtime Concerts, dos alunos da Juilliard, das 12:30 às 13:30, toda  terça-feira no 180 da Maiden Lane, no Financial DIstrict.

3- Johann Sebastian Bach na Grace Church, toda quarta-feira (de terça a sexta depois do Labor Day) das 12:20 às 12:50.

4- Drums Circle, todo domingo às 16:30 no Central Park (perto da estátua do Beethoven). A curiosidade é que vários intregrantes do grupo fizeram parte da trilha sonora do filme The Visitor (não sei o nome em português…).

5- Continuando com percussão, tem também o Drummer’s Grove, no Prospect Park do Brooklyn, todo domingo às 14:00. Pra se ter uma idéia do sucesso da empreitada, o evento existe há 40 anos!

6- OK, música num McDonald’s pode parecer estranho, mas é isso que você encontra no 160 da Broadway (Financial District) todo dia das 11:00 às 16:00. E antes que você duvide da qualidade, é frequente a apresentação de artistas que frequentam o palco do Carnegie Hall

Concluindo: claro que não tem como não morrer com uma nota preta numa visita a New York.  Mas, pesquisando um pouco, talvez não tenha que ser tão preta assim. Cinza escuro, quem sabe.

Comentários (16)

Davi continua desafiando Golias. Ainda bem!

Corajosamente aberta.

Apesar das Barnes & Noble da vida; apesar do Kindle; apesar do Ipad; apesar do fechamento de ícones como a Madison Avenue Bookshop ou a Gotham Book Mart, as pequenas e independentes livrarias de New York continuam, não só alive and kicking, como também pipocando em vários pontos. A mais festejada delas, que (falha imperdoável!) ainda não conheço, é a Greenlight Bookstore, na badaladíssima Fulton Street do Brooklyn. Com design do arquiteto Frederick Tang, a Greenlight ainda tem a vantagem de estar cercada de autores por todos os lados (exato, quase todos moram no pedaço).

As outras livrarias também não ficam para trás em charme e conteúdo: a Book Culture, na Broadway com a 14; a Posman Books, no Chelsea Market (filial da da Grand Central Station); a Idlewild, na 19 com a 5a., especializada (olhaí, pessoal!) em livros de viagem que não têm nada a ver com os surrados guias que a gente encontra nas mastodônticas B&N ou Borders; a P.S. Bookshop, que fica “embaixo” da Brooklyn Bridge (Front Street); e uma pá de outros nomes.

Vale mencionar também duas ou três honrosas sobreviventes da época em que o destino das pequenas livrarias parecia ser o inapelável fechamento: a Crawford Doyle, que fica a dois quarteirões do Eat (quer dizer, você pode fazer felizes seu paladar e seu intelecto); a Shakespeare, na Lexington e também na Broadway; e a St. Marks (talvez minha preferida) na 3a. Avenida, entre a 8 e a 9.  E obviamente a Strand, que dispensa apresentação.

Claro que a Apple e a Century 21 vão continuar a ser os principais destinos das hordas e hordas de turistas que despencam na cidade. Mas, podendo abrir um espacinho na agenda, acho que vale a pena uma visita a uma livraria independente. Claro que não dá para eliminar os golias do livro; mas os davis felizmente vão continuar incomodando.

Comentários (6)

O que é que Moby-Dick tem a ver com o novo Gansevoort Hotel, na Park Avenue?

Bom, primeiro de tudo é importante lembrar que o hotel inaugura bem a tempo para a VnVNY2011. Abrindo parêntese: você já sabe da Primeira-Mega-Hiper-Super-ConVnVenção-Internacional que acontecerá aqui em NY em abril do ano que vem , certo? Just in case, dê um pulinho na Majô para se inteirar do assunto. Fechando parêntese.

Voltando ao hotel. Sim, o Gansevoort da Park (esquina da 29th) vai ser uma filial do famoso hotel da rua do mesmo nome, no Meatpacking District. Como se costuma dizer no Bananão: coisa fina! Lobby de três andares, piso de granito, uma mega lareira, candelabros, o diabo. Com 249 luxuosíssimos apartamentos  e não sei quantas suítes, o hotel ainda conta com uma piscina no roof, lounge para festas, e vistas deslumbrantes.

Restaurantes, sendo o principal deles de cozinha italiana. Um bar cuja decoração procura reproduzir os ambientes secretos do tempo da Lei Seca. Spa. Gym. Beauty Salon. Yoga. Etc. Tudo obviamente por um preço cuja “salgabilidade” vamos conhecer em breve.

Não me confundam com a baleia do Twitter.

Bom, mas onde é que entra Moby-Dick nessa história? Seguinte: a Gansevoort Street, onde surgiu o primeiro hotel, é uma homenagem a Peter Gansevoort, herói da Guerra de Independência: foi ele que defendeu o pedaço contra os ingleses. Agora veja você: o Peter, além de herói de guerra, foi também cervejeiro e avô de Herman Melville - autor justamente do clássico Moby-Dick.

Cultura inútil? Peut-être, mas é que acho incrível como as coisas mais disparatadas acabam se relacionando. E isso pode dar motivo pra você conhecer o hotel, ler sobre o Peter, reler Moby-Dicky, rever o arrastado mas fascinante filme de John Houston, tomar uma cerveja ou dedicar-se ao pacífico esporte do Whale Watching… A escolher.

Comentários (6)

New York Fashion Week muda para endereço mais fashion ainda.

Depois de ocupar durante 16 anos o Bryant Park (uma espécie de quintal na New York Public Library) o NY Fashion Week parte de mala (bota mala nisso!) e cuia para o seu new address. Que não é outro senão o venerável Lincoln Center. Exato, esse mesmo! O primeiro evento acontece de 9 a 16 de setembro, já com a coleção primavera-verão 2011.

As novas instalações, não só levam a moda pra mais perto da arte, como multiplicam os espaços. Em vez das improvisadas tendas brancas, venues sofisticadíssimas: The Theatre, The Stage, The Box e The Studio. Todas com tecnologia digital, passarelas ajustáveis e platéia no formato stadium-seating.

Claro que só os desfiles já seriam motivo suficiente para hordas de interessados e curiosos invadirem a área. Mas vai ter mais: em volta, estão sendo construídos lojas, bares e resturantes, esses últimos com chefs badaladíssimos (viu, Edu e Alexandra?).

Bem, então anotem aí: a partir de setembro, as giseles, adrianas e lucianas passam a ser vizinhas do ballet e da opera. Nada contra o moda, mas acho que fico com a dança e o canto.

Comentários (7)