Extra! Extra! Acaba de nascer a ABBV!

O Abrindo o Bico, um blog 100% focado em Nova York, hoje pede licença à geografia para falar de algo extremamente importante que está acontecendo no Brasil: a criação da Associação Brasileira de Blogs de Viagem. Para vocês terem uma ideia melhor, trata-se da primeira entidade do gênero na América Latina.

 

Com estrutura jurídica organizada,  diretoria constituída, registro encaminhado e, mais importante ainda, com código de ética aprovado. Claro que, a essa altura, você deve estar se perguntando qual benefício a associação irá trazer para os leitores. Para responder, acho que não preciso usar mais do que uma palavrinha: trans-pa-rên-cia. A ABBV, como bem lembrou a primeira Presidente da entidade, quer “… criar condições para que o desenvolvimento do mercado de blogs de viagem ocorra de maneira ética e transparente entre blogueiros e empresas e entre blogueiros e leitores”.

 

Associação sem fins lucrativos, a ABBV vai concentrar energias na tarefa de profissionalizar o segmento – para que você, leitor, possa confiar na qualidade e na veracidade da informação recebida. Isenção, enfim: a necessidade de manter a clássica e clara separação entre editorial e comercial.

 

Conto tudo isso com muito orgulho porque o Abrindo o Bico teve a honra de participar do grupo fundador. A lista completa é a seguinte: A Janela LaranjaConexão Paris, JeguiandoMatraqueandoSundaycooksUma Malla pelo mundoViajando com Pimpolhos, Viaje na Viagem e Abrindo o Bico, blogs que, combinados, recebem mais de 1,1 milhão de visitas únicas por mês, e têm mais de 2,5 milhões páginas vistas mensalmente.

 

O Abrindo o Bico deseja todo o sucesso à  ABBV e “volta” para New York  com a certeza de que foi dado um grande salto de qualidade. Importante para quem escreve e fundamental para quem viaja.

 

 

O site da associação já está no ar:  abbv.net.br. Dê uma olhada!

 

E, para completar, a diretoria da ABBV no biênio 2012/2014:

Presidente – Sílvia Oliveira (Matraqueando)

Vice-presidente – Lucia Malla (Uma Malla Pelo Mundo)

DIRETORIAS

Assuntos internacionais – Marcie Grynblat Pellicano (Abrindo o Bico)

Fotografia e Imagem Digital – Marcio Nel Cimatti (A Janela Laranja)

Planejamento e Relações com o Mercado – Elisa Araujo (Viaje na Viagem)

Tecnologia – Frederico Marvila (Sundaycooks)

Comunicação e Mídias Digitais - Ricardo Freire (Viaje na Viagem) e Natalie Soares Ruano (Sundaycooks)

Informação e Pesquisa – Mariana Berutto (Conexão Paris)

Mobilização e Integração – Janaína Calaça (Jeguiando) e Sut-Mie Guibert (Viajando com Pimpolhos)

 

 

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Atenção, atletas: que tal umas braçadas no East River?

Ilustração Dreamstime®

Com o verão batendo à porta, as alternativas de lazer em New York começam a pulular: feirinhas de rua, cinema ao ar livre, teatro ao ar livre, concertos ao ar livre, dança ao ar livre, festivais gastronômicos, passeios guiados, leituras coletivas, observação astronômica, “espiamento” de passarinhos, poesia ao pôr do sol, etcetera, etcetera, etcetera.

 

Como se já não fosse bastante, a tudo isso ainda temos que adicionar eventos aquáticos no East River. Não, não estou falando de shows aquáticos. É natação mesmo: você envergando seu lindo maiozinho e, tchibum!, mergulhando nas águas temperadas do rio que até agora você só atravessou pela ponte ou de barco.

 

As alternativas são várias. Dia 15 de julho, por exemplo, acontece o Brooklyn Bridge Swim: você mergulha no Brooklyn Bridge Park e nada até a South Street em Manhattan. E dia 28, sempre em julho, você pode nadar de Manhattan até Governors Island, seguindo o Governors Island Swim.

 

Quem organiza esses eventos todos é a NYC Swim. E claro que eles impõem algumas condições para evitar que desavisados sucumbam no meio do caminho. Além de cobrar um fee. Dê uma olhada no site: se você for do ramo, acho que vale a pena participar, mesmo porque a distância maior não supera duas milhas. Você acha muito? Bom, então a alternativa é dar uma de espectador: afinal, clicar a câmera é sempre menos cansativo do que dar uma braçada… :mrgreen:

 

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Vamos dançar?

Foto Dreamstime®

De 26 de junho a 14 de julho, o Lincoln Center vai proporcionar o maior arrasta-pé para todo mundo que estiver disposto a  dar seus rodopios no salão. Salão é modo de dizer, porque a coisa acontece mesmo é a céu aberto! É o Midsummer Night Swing. O local? O Damrosch Park, que é aquele espaço à esquerda do Metropolitan Opera House, onde frequentemente está acontecendo alguma coisa. Desta vez é dança. Todo tipo de dança que você imaginar: swing, salsa, rock, tango, mambo, charanga, jazz, cumbia, boogie woogie, etc, etc. Ah, sim, também tem forró, vejam vocês!

 

Para participar é muito simples: é só pagar $ 17.00 por pessoa e adentrar o salão, quer dizer, o tablado. Se quiser comprar uma “permanente” para 15 noitadas, custa apenas $ 160.00 e pode ser usada por até duas pessoa por noite. Tudo isso com direito a uma dance lesson. Ainda há outras alternativas de ingresso: swing pass, latin pass, etc. Dê uma conferida.

 

O que a organização recomenda, entretanto, é deixar a bolsa em casa. Ou então usar o bag check ao custo de $ 3.00. Outra recomendação é não fotografar no meio do salão: claro que a ideia é evitar colisões de casais mais entusiasmados. Mas do lado de fora, pode.

 

E se chover? Nenhum problema. Todo dia, às 20:30, a organização diz se vai haver função ou não. Se não houver, você troca o bilhete ou recebe seu dinheiro de volta. Agora, se chover depois das 20:30, você dançou… Nenhum problema, certo? Mesmo porque é para isso que você foi lá… :wink:

 

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Monet no New York Botanical Garden.

Foto Dreamstime®

Não, não se trata de mais uma exposição do grande mestre do Impressionismo (se bem que haja dois quadros lá) mas sim de uma idéia inovadora: o transplante de seus jardins de Giverny para o Bronx.

Na verdade o que fizeram foi recriar, em versão reduzida, dois dos principais jardins que o pintor cultivou na sua famosa casa de campo do norte da França: um, mais tradicional e de inspiração francesa; o outro, mais fantasioso e de inspiração japonesa.

A surpresa começa já na entrada da “mostra”: uma das alas da Glass House se abre para uma recriação da Grand Allée de Giverny, com flores saindo pelo ladrão. E o que é mais maravilhoso: são flores alegadamente plantadas pelo próprio pintor, que mantinha tudo muito anotadinho.

E lá fora o desbunde continua, apesar de nem tudo ainda ter desabrochado. Os famosos waterlilies, por exemplo, imortalizados nas gigantescas telas do Orangerie, começam a abrir agora. São mais de cinquenta variedades, muitas delas “descendentes diretas” das que Monet plantou na França.

Claro que uma ida a Giverny continua sendo uma experiência inegualável, mas não me parece uma má idéia dar um pulo no Bronx. No mínimo, pela originalidade da idéia e pela dedicação que seguramente foi empregada. O problema é que, ao contrário das flores que curtem esse calor adoidado, eu costumo murchar no verão… :sad:

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Comidinhas com cimento.

Chega o verão, quer dizer, nem chega o verão e os nova-iorquinos enlouquecem. Qualquer pedacinho de verde vira parque ou praia. E quando não tem verde, eles vão de concreto mesmo. A prova maior disso é o Madison Square Eats. Num triângulo de cimento ao lado do Madison Square Park, mais exatamente na intersecção da Broadway, 5a. Avenida e rua 25, concentram-se este mês várias barraquinhas das mais descoladas eateries de New York. E, no pouco espaço que sobra, dezenas de mesas ao sol e ao mormaço inclementes.

 

Parece ser o maior barato, dada a afluência que vi sábado por lá. Mas eu, é claro, só fotografei e passei batido. Nada contra essas iniciativas, que trazem vida e colorido para a cidade. Mas o que não consigo entender é por que alguém comeria ali naquele aperto e naquele sol quando poderia, por exemplo, ir ao Eataly que fica a apenas 50 metros dali. Ou pelo menos curtir a sombra do parque ao lado.

 

A verdade é que, quando se trata de verão, eu não entendo mesmo. Prefiro um bom ar condicionado, de preferência em casa. De qualquer maneira, fica aí o registro da feirinha. Cujo endereço exato, aliás, é Worth Square. Se você gosta de calor, it’s worht it… :lol:

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A 5a. Avenida ficou (ainda) mais doce!

A Lindt acaba de inaugurar, no lado ímpar da 5a. Avenida, o que alguns veículos chamaram de sua “flagship chocolate boutique”.  Bom, mais do que depressa fui lá conhecer. Não, não foi bem assim. Na verdade, passei lá a caminho do teatro. Ainda bem, porque se tivesse ido especialmente teria voltado frustrada.

 

Não que a loja não tenha todas as delícias que o tradicional chocolatier suíço costuma produzir, mas simplesmente porque de “flagship” o endereço não tem nada. É simplesmente mais uma das cinquenta e tantas lojas que a empresa mantém no país. Bem fornida, bem sortida, mas nada de diferente.

 

Flagship ou não, a notícia importante é que agora você tem Lindt nos dois lados da 5a. Avenida: a “antiga” no lado par (número 692); e a nova no lado ímpar (número 665). O que significa que vai ser mais difícil resistir à tentação, pois meu truque de andar só no lado ímpar acaba de ir para o brejo… :wink:

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Um livro seu na biblioteca.

Se você sempre quis ter um livro seu numa biblioteca, seu sonho acaba de se realizar. Graças  ao Sketchbook Project, da Brooklyn Art Library, qualquer criança ou adulto, profissional ou amador, pode preencher um livro de 32 páginas e arquivá-lo nas estantes da instituição.

 

Até agora, a Brooklyn Library já recebeu mais de 12.500 obras de 130 países. Como é que funciona? Muito simples: você vai até lá, paga $ 25.00 e recebe o compêndio com 32 páginas em branco. Aí é só criar: desenhos, histórias, colagem, fotos, o diabo.

 

Se não quiser fazer in loco, também não precisa. Basta acessar o site e fazer o pedido: depois de receber a base em branco, você cria sua obra. Num segundo momento, ela é fotografada e digitalizada pela própria instituição. A única coisa é que  esse serviço online vai lhe custar 30 doletas adicionais.

 

Mas vale a pena, como se pode ver pelo acervo da Digital Library, que é o braço digital do projeto. Eu, pelo menos, fiquei interessada. Verdade que não sei ainda como preencheria as 32 páginas, mas também não deve ser difícil. Afinal, a essa altura da vida, quem é que não tem histórias pra contar, fotos pra mostrar ou papelada para colar…? :wink:

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Paris fazendo escola…

Alguns anos atrás, o prefeito de New York visitou a França para conhecer a experiência parisiense com as bicicletas compartilhadas. Segundo ele, o sistema não seria adequado  para o traçado urbano de New York. E a coisa ficou por aí. Mas não é que, por algum motivo ou fato novo, o Bloomberg mudou de idéia? Em julho, as primeiras 420 dock-stations serão inaguradas em Manhattan.

 

No total, serão 600 bike-share stations, com um total de 10.000 bikes. A maior “frota” de bicicletas compartilhadas dos Estados Unidos e uma das maiores do mundo. Nas seguintes áreas: Midtown, Lower Manhattan, Brooklyn, e futuramente parte do Queens.

 

Como funciona? Infelizmente, via membership: você terá que pagar $ 95.00 por ano para poder usar as duas-rodas quantas vezes quiser, mas nunca mais de 45 minutos por vez. Superado esse tempo, o usuário terá que pagar extra.

 

Mas se é membership, não entendi como é que a coisa deverá funcionar para os turistas! Uma grande interrogação, enfim. Outra é a que vem dos moradores da ilha, já que as stations vão roubar ainda mais parking spaces.

 

Espero que tudo isso se resolva, pois a idéia é ótima e já provou que funciona em inúmeras cidades nos cinco continentes. Todo mundo pedalando, fazendo exercício, e poupando o planeta. Eu também entraria nessa mas, por mais que tenha pesquisado, ainda não encontrei confirmação de que triciclos também serão disponibilizados… :wink:

 

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