O Zé ali da esquina.

Sunday, February 7, 2010 by abrindoobico

Tijolinho à vista, mas o nome não.

Primeiro de tudo, longe de mim a idéia de querer invadir a praia do Boa Vida ou do DCPV. Mas é que preciso contar de um Café aberto há pouco tempo aqui em New York. Não que eu vá avaliar o cardápio, comentar a decoração ou discorrer sobre o serviço. Nada disso. Só quero falar da coincidência de estar caminhando (ou fazer de conta que estou caminhando: meu pobre pé!) aqui pela vizinhança, quando me deparo com um local chamado Zé.

Lugar charmosíssimo, no coração de um bairro super residencial: o Sutton Place e a apenas alguns quarteirões da ONU. Reconheci o espaço, antes ocupado por uma daquelas floriculturas carésimas (onde uma dúzia de rosas você tinha que dividir em 12 vezes no cartão…).

Fotinho que peguei do site do Zé Café

Bem, procura daqui, procura dali e (como não podia deixar de ser) o dono é brasileiro. E o chef trabalhou anteriormente no Le Cirque.

Agora já não vai ser estranho eu sair de casa, dizendo: – Vou até o , ali na esquina.

Ah, sim: a esquina em questão é a da 1a. Avenida com a 52. E, na verdade, o fica a alguns metros do cruzamento. Com um letreiro discreto – até demais.  Número 398, para ser precisa. Coisa que sempre precisa, certo?

Mais um que se vai…

Sunday, January 31, 2010 by abrindoobico

Não sei quantos de vocês conheceram o local, mas o centenário Café e Gourmet Market Bazzini está para fechar suas portas.  Um prédio do século XIX na Greenwich Street, com pé direito altíssimo, mesas comunais, sanduíches gigantescos, sopas deliciosas e um maravilhoso mercadinho de importados. Sem falar nas “nuts” que na verdade deram origem ao business.

E por que  o Bazzini estaria fechando? Não, não é por causa da crise – embora ela tenha dizimado “ene” outros cafés e restaurantes nas redondezas. O que fechou o Bazzini foi a abertuta do Whole Foods algumas quadras abaixo. Como disse um jornalista, é como abrir um WalMart ao lado de uma mercearia.

Enfim, a história de sempre: Davi contra Golias. Só que ultimamente é o gigante que tem vencido a parada. No mesmo prédio do Whole Foods, também abriram filiais a Barnes & Noble e a Bed Bath & Beyond. Ninguém precisa pensar muito pra saber o que vai acontecer com as pequenas livrarias da área. Idem com as lojas de coisas para casa.

É o gigantismo, gente – uma tendência que empobrece cada vez mais nossa experiência cotidiana. Tudo grande, tudo igual, tudo medíocre (só sentido literal do termo).

Alguém, please, me leva de volta pra Europa?!

Pode faltar pão, mas o circo vai bem, obrigado.

Monday, January 11, 2010 by abrindoobico

E nem é uma liquidação!

Quer ver a nova montagem de Carmen no Metropolitan? Todos os ingressos pagáveis já sumiram há muito tempo…

Quer ver Carmen transmitida ao vivo, em HD, num dos vários cinemas dos Estados Unidos e Canadá? Também está difícil.

Quer ver Avatar em IMAX 3D? Está sold out.

Quer ver Little Night Music, Billy Elliot, Jersey Boys, South Pacific, The Lion King (ainda!), West Side Story ou Wicked? De duas, uma: ingressos nos quais você vai ter que investir o orçamento do mês ou ingressos para os quais usam o eufemismo de “visão parcial”. Quer dizer, em vez do show, você vai ver uma coluna.

E por aí afora. Teatro, cinema, museus, etc. A conclusão a que se chega é que, apesar da crise, a indústria do entretenimento está bombando. Êpa, nesses tempos tumultados, é melhor usar outra expressão: vai de vento em popa…

Esta rua é um palavrão.

Monday, January 4, 2010 by abrindoobico

A rua é um pouco maior que a placa

Já a conhecia de priscas eras, mas voltei lá para algumas fotos. É uma rua de, estourando, 60 metros no 1er Arrondissement.  Perto do Louvre.  Tirando um antiquariado e uma galeria de fotos, não há mais nada de notável na extensa artéria.  Ah, sim, também existe um hotel – mas, por tudo que li, é melhor manter distância dele.

Claro que, por razões óbvias, acho o nome interessante.  Mas mais interessante é o que está por trás dele.  A rua não ganhou esse epíteto porque alguém gostasse da ave, mas sim porque “pelican” era o som mais próximo do palavrão que identificava a rua na idade média.

De fato, até o século XIX muitos logradouros públicos parisienses eram chamados por nomes chulos (eta palavrinha estranha!). Com o advento dos bons modos (prática precursora do politicamente correto) tornou-se necessário rebatizar dezenas de ruas e praças – entre elas, a Rue du Pélican.

Só para dar um exemplo, o nome original da Place de la République era  Place de La Raie Publique (ou Praça das Mulheres Públicas…).  O gosto pelo trocadilho fácil (forma popular de humor) era generalizado.  Quando a Ministra Marthe Richard (estado civil, viúva) fechou as famosas casas de tolerância parisienses, o povo passou a chamá-la de Veuve Qui Clôt (a viúva que fechou).  Quanto à Rua do Pelicano, o nome medieval é chulo demais pra ser reproduzido num blog de mocinha fina.  Tá bom, fina mas nem tão mocinha.

Pular, pular…

Wednesday, December 30, 2009 by abrindoobico

Cheers!

Impedida de pular em função de uma nada sexy botinha ortopédica, venho desejar a todas/todos minhas/meus queridíssimas/queridíssimos leitoras/leitores  (o politicamente-correto é realmente um saco, hein?) que pulem de alegria neste ano que se inicia.

Mesmo porque, pra ser melhor do que 2009, acho que 2010 não vai precisar fazer muita força. Ao menos, é o que pensa essa moradora de um país que economicamente anda perdendo de goleada pro Brasil…

Ho! Ho! Ho! (ou talvez devesse dizer Oh! Oh! Oh!)

Monday, December 21, 2009 by abrindoobico

Olha eu aqui de saco cheio...!

A esta altura do campeonato, todos já sabem que meu coração bate forte por um velhinho de barbas brancas e modelito vermelho (guarda-roupa limitadíssimo, diga-se de passagem) que uma vez por ano dá o ar de sua graça.

Pensando nele, surrupiei essa imagem tão sympa da internet (daí o oh! oh! oh!) para desejar aos meus inumeríssimos! e queridos leitores e amigos um Papai Noel cheio de alegrias, saúde, amor, união e, last but not least, um 2010 pontilhado de viagens a preços pagáveis, sem problemas de excesso peso, sem filas em aeroportos, sem atrasos nem cancelamentos de voos, etc, etc.

Que viajemos muito! E que voltemos sempre com muitas novidades e muita vontade de blogar ou tuitar todas elas.

Paris blanche-neige

Thursday, December 17, 2009 by abrindoobico

Atendendo a (meus) pedidos, neve em Paris

Uma coisa que sempre passou “em branco” pra mim: neve em Paris. Nunca tinha conseguido ver!  A coisa já tinha virado piada: bastava o avião de volta decolar… pra começar a nevar. Quando eu chegava ao meu destino, encontrava vários emails de amigas dizendo que eu havia perdido a nevasca da década ou, quiçá, do século.

Desta vez, enganei um bobo… Acordei hoje, abri a cortina bem devagarzinho e tcham, tcham, tacham, tcham (são quatro tchans, certo?): o telhadinho do prédio ao lado todo branquinho. Nem esperei o café (mesmo porque não tomo café): coloquei o casaco em cima do pijama e lá fui eu pra rua.  Fotografar antes que acabe, ou melhor, antes que vire lama.

Agora estou no lucro: já vi neve em Paris. E, segundo dizem os mentirosologistas, pode nevar muito mais ainda!

Luzinha deve ser coisa de direita.

Tuesday, December 15, 2009 by abrindoobico

100 anos de história

Enquanto a Rive Droite (principalmente os Champs Élysées) está feericamente iluminada, a Rive Gauche permanece quase às escuras. Com exceção das luzinhas (equivocadas) da Rue de Rennes e da maravilhosa coreografia do Hotel Lutetia (foto), não há muito o que se ver do lado esquerdo do Sena.

Mas o Lutetia, uma das primeiras construções Art Deco de Paris, de fato vale a pena. Famoso por atrair famosos, o hotel conheceu “days of fame and days of shame” nos seus 100 anos de história. Os days of shame aconteceram durante a II Guerra, quando o prédio serviu de residência para os oficiais da ocupação.

Com a liberação de Paris (em 1944) o hotel passou a ser usado como centro de repatriação para prisioneiros de guerra. Depois disso, foi totalmente restaurado até voltar à sua antiga glória.

Claro que o preço da diária é um pouquinho salgado, mas passar em frente ou visitar o lobby não custa nada… OK, talvez custe uma taça de vinho. Que obviamente vai estar na casa dos dois dígitos. De euros. Mas também, num lugar com tanta história, o que é que você esperava?

Fazendo anniversaire de mariage.

Monday, December 14, 2009 by abrindoobico

Soltando rojão

Não tem como não fazer um pequeno merchã de um maridão que, não só me traz pra Paris pra celebrar nossos 22 anos de casados, como também prepara surpresas num de meus restaurantes favoritos.

Primeiro, um steak tartare em forma de coração. Ah, fiquei tão passada que esqueci de fotografar – mas podem acreditar: ficou uma belezura! E depois, na hora da sobremesa, um gateau anniversaire com direito a “fogos de artifício”. Claro que ele diz que foi coincidência, inciativa do resturante diante de um romântico casal de meia idade (epa!), essas coisas… Vocês acreditam? Eu não!

E mais não digo, porque vou enchê-lo de beijos.

Papai Noel chegou adiantado e trouxe a Carlinha.

Tuesday, December 8, 2009 by abrindoobico

Mais uma delícia de encontro

Uma surpresa super-gostosa: a Carlinha, que está em Houston a trabalho, veio passar o finde em NY. Eu, arroz de festa, não poderia deixar passar essa oportunidade de conhecer a ela e ao Leo. Uma boa pasta, um ótimo papo, e já íntimos para nosso grande encontro em abril no Rio.