Vamos para a praia? No inverno? Numa balsa de carga?
Pellicantour 5 years atrás 23 comentários

Quase lá..

Nas infelizmente raras (mini) férias que consigo produzir no apertado calendário da família – férias de verdade, desconectadas de todo e qualquer gadget tecnológico – costumo ir para a praia. Sim, já sei que neste momento a maioria de meus dois leitores já deve estar se perguntando: você, na praia?! Explico: sim, na praia, só que durante o inverno.

Só que este ano, por circunstâncias, a viagem foi antecipada para o outono – o que acabou gerando uma experiência bastante diferente. Explico: como rotina, vou para Nantucket em dezembro, quando os termômetros oscilam entre 5 e 10 graus negativos (preferência que seguramente herdei de meus antepassados eslavos). Bem, mesmo que fosse outono, obviamente esperava encontrar temperaturas de um dígito. Mas que nada! Sol total e aquele clima que se costuma chamar (discutivelmente, na minha opinião) de “agradável”.

Um skyline com muito mais sky

De qualquer maneira, mesmo este morno outono já foi suficiente para estancar o fluxo de visitantes. De fato, a ilha – congestionadíssima no verão –  já tinha se esvaziado completamente de turistas. Pena que, por ainda estarmos muito longe do Natal, nem todas as decorações e liquidações estavam a postos. E pra quem gosta de fotografar (e faz coleção de Papai Noel) essa não foi uma boa notícia.

Agora um pouco de informação. Nantucket é uma pequena ilha, distante 50 km da costa de Massachusetts. População residente, 10.000. Um lugar que parou no tempo – mais ou menos no século XIX. Cheia de pequenos bed & breakfasts; lojinhas muito diferentes das que estamos acostumados a ver; livrarias aconchegantes (Claro, não é? O que mais há pra fazer numa ilha?) e muitos restaurantes, a maioria dos quais fechada no inverno. Por ser um destino de turismo de verão, quase tudo fecha na metade de setembro e só reabre no final de abril. Felizmente (ou infelizmente) um ou dois pubs permanecem abertos o ano inteiro, impedindo assim o tão sonhado início de minha dieta.

 

Cruzamentos muito perigosos!

Abro um parêntese para uma curiosidade: a única cadeia de loja que conseguiu entrar em Nantucket foi a Ralph Lauren. E, ainda assim, porque se submeteu a todas as restrições impostas pela legislação local: ocupou um espaço que já existia, colocou uma plaquinha muito pequena na porta, e não mudou a fachada. Nantucket é de fato uma experiência única. Imagine caminhar pelas ruas sem encontrar um Mc Donald’s, um Starbucks, um KFC, etc, etc.

 

Exceção

Bem, teci loas à cidade, mas atenção: é um lugar que só conheço no inverno. No verão, imagino que seja como um destino praiano qualquer: muita gente e muito calor. Se você gosta disso, enfrente cinco ou seis horas de carro (a partir de New York), duas horas e meia de balsa, e congestionamentos permanentes nos poucos quilômetros da rede viária da pequena ilha. No inverno, tudo muda. Mas você não vai no inverno, não é?

Uma esquina qualquer…

Em tempo: eu demorei muito menos tempo pra ir. E, por ter chegado antes, aceitamos embarcar numa balsa de carga. Dezenas de monstruosos caminhões, e nosso carrinho perdido entre eles. Um espaço mínimo na “torre de comando” para nós e os demais caminhoneiros; e nenhuma mordomia do tipo hot dog, cerveja, etc. De qualquer maneira, chegamos antes! E pudemos aproveitar os aproximadamente 50 minutos de vantagem, antes que o sol se pusesse pontualmente às 16:10 da tarde! Mas, acreditem: que maravilhoso por de sol!

 

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