O High Line está cheio de dedos.
Arte, New York 2 years atrás 4 comentários

Foto: Friends of the High Line, N.Y.Times.

Se há uma característica das instituições ligadas à arte em New York, é o fato de elas não pararem no ponto. Podiam perfeitamente fazer menos, mas estão sempre tentando fazer mais. O High Line, por exemplo, foi uma iniciativa maravilhosa: transformaram quilômetros de ferro velho numa nova área de lazer e numa atração turística que tem roubado público de vários outros landmarks da cidade. Podiam ter parado por aí, certo? Mas não. Não passa mês sem que aconteça alguma coisa nessa espécie de big worm. Exposições, happenings, instalações, the devil.

 

De janeiro para cá, então, a bola da vez são imensos outdoors cujo objetivo é simplesmente o de provocar. Assim, no intransitivo. O primeiro foi uma gigantografia de uma cédula de 100 mil dólares, que o Nixon tirou de circulação em 1969. O atual, do artista plástico Maurizio Cattelan que acabou de expor no Guggenheim, são 10 dedos com uma excelente manicure e cheios de joias, mas ao mesmo tempo destacados (iéqui!) das mãos às quais obviamente devem pertencer. É chocante. E você tem até 30 de junho para conferir.

 

Mas a coisa não pára por aí. O pessoal do High Line está estudando a possibilidade de comprar uma escultura do Jeff Koons chamada Train. Do que se trata? Uma locomotiva gigantesca, pendurada sobre a passagem da 10a. Avenida, que gira as rodas, apita, e solta fumaça. Uma referência, é claro, à função original do elevado.

 

Com um custo de mais de 20 milhões, ainda não se sabe se a coisa vai sair ou não. Se não sair, o Getty Museum de Los Angeles já levantou a mãozinha: eles têm a grana e querem o “trenzinho”. Quanto a nós, só resta esperar pra ver aonde é que vai parar esse trem… :lol: