Fila: uma mostra sem, uma loja com.

New York Public Library

 

Depois de adiar inúmeras vezes, neste final de semana fui à exposição dos 100 anos da New York Public Library. Meu trajeto, um ônibus crosstown da 1a. até a 5a. Avenida, dois quarteirões a pé até o ponto da 5a.,  e dali  um novo ônibus até a rua 40. Por que estou contando isso? Aguardem.

Na frente da biblioteca, dois casais de competentíssimos dançarinos dando uma canja para os passantes – todos eles (os passantes, é claro) clicando suas cameras fotográficas ou celulares. Curti um pouco e entrei.

 

 

A exposição acontece no térreo e não custa um único penny! Nenhuma fila. E pouca gente circulando. Tão pouca que, na primeira sala que entramos, estávamos sozinhos! Isso, é claro, só facilitou a fruição (uau!) da mostra. Coisas maravilhosas nas quatro áreas de que se compõe a exposição, todas elas – é claro – ligadas à escrita. Dos tijolinhos de argila dos sumérios ao MacBook do Steve Jobs.

Não há item que não atraia a atenção, mas obviamente alguns são as estrelas da mostra: a bíblia do Gutemberg; os diários e outros objetos do Jack Kerouac; o auto-retrato do Diego Rivera; a 1a. carta que Colombo escreveu da América; a bengala que Virginia Wolf deixou na margem do rio em que se suicidou; e por aí afora. Emocionante. Em pouco mais de uma hora, você dá um mergulho em alguns milhares de anos de história. E pode ter uma cópia de praticamente tudo no site.

 

Desculpem o deslumbramento, mas acho incrível poder ter acesso a tudo isso – ainda mais “de grátis”. E sem sair do corredor de compras tão venerado pelos turistas do mundo inteiro: a 5a. Avenida. Mas, apesar de ser grátis e ter uma localização privilegiada, por que é que a mostra estava tão vazia? Certamente porque as pessoas têm outras prioridades. Na ida, enquanto eu caminhava de um ponto de ônibus para o outro, não pude deixar de notar a longa e constrangedora fila da Abercrombie. Sem dúvida,  eu devo ser muito careta. Sumérios?! Virginia Wolf?! Parece que, pra muita gente, muito melhor é fazer fila pra uma t-shirt!…

 

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O abrindoobico trocou de penas!

Essa bonitização (na minha imodesta opinião, é claro!) que você está vendo aqui era para ter acontecido no aniversário do blog. Mas eu estava insegura: será que consigo?

Olhando pra minha loirice, o Fred, meu consultor para assuntos aleatórios based in Little Valleys, disse que seria difícil; que eu não deveria entrar nessa; que daria muito trabalho; que, pra resumir, eu iria break the face. Meu consultor based em New York, por seu lado, disse que – imagine! – claro que eu conseguiria. Pesei as duas opiniões e, ariana que sou, decidi correr o risco (pausa para o Fred mudar de email, twitter, endereço, etc).

Bom, o resultado aqui está. A duras penas (ai!), o abrindoobico mudou de cara e mudou de servidor. Mérito do Otávio! Tudo o que eu fiz foi azucriná-lo com loiras perguntas e exigências. Mas valeu! Claro que ainda faltam alguns acertos e que ainda pode dar um pepino ou outro. Mas tudo isso faz parte do processo.

Agora mais bonito e com mais espaço, o abrindoobico espera sua participação. E vou bater na madeira (virtual que seja) pra que tudo dê certo. Sejam bem-vindos: espero que vocês gostem!

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O que você faria com $ 1,500.00?

 

Não sei se você conhece o templo da cozinha japonesa em New York: o restaurante Masa. O Masa, ao qual eu nunca fui, fica ao lado do Per Se, ao qual eu também nunca fui; e do Porter House, ao qual eu também…(desnecessário completar). Os três ficam  no Time Warner Center (ali no Columbus Circle).

E por que eu estaria falando do Masa, se nunca coloquei os pés lá? Porque queria dividir com vocês minha estupefação com os preços praticados. Em 2004, quando o restaurante abriu, o menu fixo custava $ 300.00. Hoje está em $ 450.00. Repetindo e acrescentando: 450 dólares por pessoa, sem taxa, sem gorjeta e sem bebida! Um jantar a dois chega fácil a $ 1,500.00. Que, como lembrou um jornal, é o que ganham por mês 35% da população do país.

 

Todos concordam que a comida é do deuses. Ingredidentes vindos do Japão. Preparação primorosa. Apenas 26 lugares. No cell phone allowed. Etc, etc. Tudo bem: não discuto que a culinária possa atingir níveis de sofisticação beyond o alcance do comum dos mortais. Mas que não me pegam, não me pegam. Não só porque abomino sushi, mas principalmente porque tenho destinações muito mais interessantes para uma quantia como essa. Sem precisar me afastar muito do Time Warner Center…

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Cinema com cerveja.

 

 

Em janeiro, o abrindoobico falou do FoodParc, uma praça de alimentação toda tecnológica, na 6a. Avenida pertinho da 30th W. Bom, hoje o FoodParc volta ao blog por causa do calor. Como assim? Aproveitando o verão, o FoodParc criou um espaço temporário ao ar livre (tipo essas pop-up shops que pipocam por dois ou três meses). Cerveja de vários tipos e comidinhas. .

Só isso? Não: tem mais. Cerveja, comidinhas e baseball comendo solto nos telões. Pra quem não gosta de baseball (a própria aqui), o Food Parc, quer dizer, o BeerParc instalou um LED Jumbotron (quer dizer, um telãozão) para filmes. E sabe o que está passando este mês? Woody Allen! Toda terça e sábado, você pode se instalar confortavelmente com uma loira na mão (me refiro à cerveja!), um sanduíche de inspiração austríaca na outra, e curtir os clássicos do genial diretor que acabou de lançar Midnight in Paris (lindo!!!). E, se você não gosta nem de baseball nem de Woody  Allen, nenhum problema: é só olhar a programação: também tem Batman, Jurassic Park, e por aí afora.

BeerPark do FoodPark: um Bryant Park (onde também tem filme ao ar livre) acrescido de cerveja. E isso, convenhamos, muda tudo…

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Sightseeing com Sighteating.

 

Olha aí, pessoal: uma boa maneira de unir o agradável ao agradável. Um tour de dois bairros étnicos de Nova York que inclui, além do tour propriamente dito, degustações variadas do que as duas áreas oferecem de melhor.

Estou falando da Ahoy New York Tours and Tasting, uma empresa criada em 2008 que oferece uma espécie de serviço inédito:  algo que poderia ser chamado de sightseeing com sighteating. Por enquanto, eles só cobrem duas áreas da cidade: Chinatown e Little Italy. Mas, considerando a riqueza da cozinha e da cultura dessas duas regiões, tem muita coisa pra ver e, principalmente, degustar.

Como funciona? Depois de se inscrever online, você é comunicado sobre o local do encontro (sempre às 10:30 nas proximidades da Canal Street). Duração: 3 horas. Tamanho do grupo: 12 pessoas. Custo: $ 45.00 já incluída a degustação – que na verdade acaba sendo o almoço.

Claro que você pode correr os dois bairros sozinho e degustar o que bem entender. Mas não vai ter o expertise da Ahoy. O que eles fazem é levar os grupos a locais que estão fora do radar da mídia do setor – lugarzinhos descolados, family-owned, e com idade média de 100 anos…

Aquela que lhes escreve ainda não participou, mas a avaliação do serviço tem sido bastante positiva. Por que não participei? Porque, na parte italiana, um dos carros-chefe da degustação é a mozzarella fresca… E, se vocês ainda não sabem, eu fujo de queijo como o vampiro da luz (ou seria como o diabo da cruz?).

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E lá se vão dois anos…

Então, dois anos desde o dia em que virei blogueira.

O tempo passou voando (eu pelo menos tentei passá-lo assim, :lol: ). Para usar uma imagem do mundo real, o blog me abriu uma porta para um mundo de coisas boas: novos amigos, novos conhecimentos, novos lugares. Sei que existem mais de 160 milhões de blogs no mundo – e que, portanto, o abrindoobico é só uma gotinha d’água nesse oceano cibernético (puxa vida, que poético!). Mas é uma gotinha que me dá a maior alegria. Receber visitas, visitar, conhecer. Da Romênia ao Hawai, a gente poder falar, trocar experiência, como se estivéssemos num sarau do século passado (ou retrasado?).

 Bom, não estou falando nada de novo. A única novidade mesmo é o aniversário do blog. E eu até já apaguei as velinhas. Mas, assim como em toda festinha, elas insistem em acender de novo…Obrigado por tudo, pessoal!

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