A New York da Aline Saraiva.

 

Nota da Redação: A Aline é uma amiga que mora em New York há 4 anos e volta para o Brasil em fevereiro.

 

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?

Depende da quantidade de malas, mas normalmente vou pra casa de metrô. Acho o máximo ter essa possibilidade!

 

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

Bom, considerando que eu moro em NY, não penso em passeios. Chego em casa e normalmente vou ao Fairway fazer compras pra casa. Pra mim é o melhor mercado da cidade, muita variedade e preço bom, além de muitos produtos orgânicos. Agora o Upper West Side está ainda mais bem servido de mercados bons e baratos, já que o Trader’s Joe também abriu uma loja por lá. Fica bem perto do metrô vermelho na 72.

 

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

Restaurantes favoritos!

No Upper West Side tem o Cafe Lalo que, além de muito charmoso, tem comidinhas muito bem feitas e doces deliciosos.

No East Village tem o Oyama, um japonês baratinho e bem honesto; o Blind Pig, o bar que tem a cerveja mais gelada da cidade, e o Yuca, um latino disputado e que tem uma caipirinha quase brasileira.

No Lower East Side ficam o Macondo, um colombiano de comida deliciosa, drinks diferentes, chocolate quente dos sonhos e atendimento amigável; o Café Charbon, um francês sem frescura e o The Sixth Ward, um pub tranquilão, com um quintal no fundo, maravilhoso no verão.

No Gramercy tem o Pete’s Tavern, o pub mais antigo de NY que nunca fechou (tem outros mais antigos, mas que passaram um tempo fechados), onde a comida é boa e o atendimento bem simpático.

No Meatpacking tem o Brass Monkey, um pub descoladão, bem pertinho do rio Hudson, com roof top que fica lotado nas noites quentes; o Pop Burger, na nona avenida, que tem uns mini burgers deliciosos e o Gansevoort, um bar bem legal e charmoso no alto de um hotel. Bom pra paquerar!

O hamburguer que eu mais gosto fica no Walkers, em Tribeca.

Ali perto do Hilton tem um restaurante chinês que tem uns noodles deliciosos, além de um choppinho gelado e bem tirado (para os padrões novaiorquinos).

Ih… Ainda tem muitos… Escreveria até amanhã…

 

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?

Eu gosto muito de cinema e, por sorte, tem um bem pertinho da minha casa. Mas o meu passeio favorito é ir ao River Side Park nos domingos à tarde, quando está calor. Eu compro uma tossed salad, almoço sentadinha num banquinho de frente pro rio Hudson e depois fico lendo. É uma delícia!!

 

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?

Amo o Upper West Side! É uma região tranquila, sem o barulhão de Downtown, e super acessível por causa das várias linhas de metrô.

 

Outlet é out ou ainda é in? Qual?

Só fui uma vez ao Jersey Gardens e não recomendo.

 

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).

Se puder, compre menos e olhe mais a cidade. Ande e olhe muito pra cima, a cidade tem prédios lindos. Os parques também são charmosíssimos.

 

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

Ainda não sei bem como é isso. Te conto quando descobrir, combinado? :wink:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A New York do PêEsse.

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?

Até hoje, em todas as quatro vezes em que estive em NYC, usei o serviço de shuttle para ir para o hotel. Duas vezes pousei em Newark e duas em JFK e o esquema foi parecido. Sempre comprei e reservei pela Internet, com antecedência. Na hora de estipular o horário, costumo acrescentar 45 minutos ao horário previsto de chegada do meu vôo, porque em média é o que usualmente gasto com imigração, retirar bagagem etc.

Vou relatar com mais detalhes minha última experiência, que foi em setembro de 2010. Usei a empresa SuperShuttle. A reserva foi facilmente feita pela Internet. Primeiro, digitei “supershuttle coupon discount” no Google e consegui um código que me dava 10% de desconto. Na prática, ganhei quase a gorjeta que dei ao motorista. Em seguida, fiz a reserva pelo site, indicando como horário de chegada 45 minutos depois do horário previsto para a chegada do meu vôo. Como disse antes, acho é o mínimo que se gasta entre sair do avião, passar pela fila da imigração e retirar as malas da esteira. De todo modo, os dados do vôo também são pedidos, de modo que eu acho que em caso de atrasos significativos ou cancelamentos o cliente não deve ser prejudicado. Ao final, paguei US$ 18,62 por pessoa (preço final já com impostos) no cartão de crédito e imprimi o comprovante, que também é enviado por e-mail.

No caso do Terminal 4 do JFK, onde pousei (cheguei de TAM), logo na saída (isto é, na chegada ao saguão do aeroporto, já depois do procedimento de imigração, malas etc.) há dois guichês “genéricos” de ground transportation. Fui até eles, apresentei o comprovante de pagamento, a atendente ligou para a central da empresa SuperShuttle no aeroporto, obteve a informação de quando sairia a próxima van e me entregou um cupom, dizendo que eu deveria entregá-lo ao motorista. Esse cupom dizia que eu já havia pago e que minha van sairia estimativamente em vinte minutos. Em seguida, ela pediu que eu esperasse ali mesmo, onde há um banquinho no qual as pessoas ficam esperando seus respectivos meios de transporte. Uns dez minutos depois (se muito), chegou o motorista, chamou meu nome e fomos para a van ele, eu e outros passageiros. Ele estaciona a van bem próximo do lugar onde você fica esperando.

Chegando na van, a pior parte. O motorista, com uma mão só (na outra ele segurava um telefone-rádio e um café), ficou tentando arrumar a mala de todos os passageiros naquele espaço mínimo costumeiramente existente na parte de trás das vans. As malas sofrem muito, principalmente as que ficam embaixo. Cada pancada… No Terminal 4 embarcaram umas oito pessoas. Depois disso ele passou em outro terminal, pegou mais uma pessoa e seguiu viagem.

Meu hotel era em Midtown. Não fui o primeiro a ser entregue, nem o último. Fiquei ali pela metade. Mesmo assim, fiquei uma boa hora e meia dentro da van, talvez por conta do tráfego do fim da tarde. Na chegada na porta do hotel, o motorista tirou todas as malas que ainda estavam em cima da minha, entregou-me a minha, repôs todas as malas na van (sempre com uma só mão e sem nenhum cuidado – e haja porrada nas malas…), pediu o cupom que comprovava o pagamento, recebeu a gorjeta e foi embora.

Na hora de ir embora, eu sempre voltei de táxi, porque os serviços de shuttle, depois que você informa o horário de seu vôo de volta, sempre querem passar muito antes no seu hotel, normalmente com cinco horas de antecedência. Para as empresas de shuttle talvez essa antecedência toda seja necessária, porque ela ainda vai pegar mais pessoas em outros hotéis, pode haver trânsito etc. mas para mim é um exagero. Por isso sempre usei táxi comum, pelo taxímetro mesmo, parado na porta do hotel. No entanto, dessa última vez, para ir de Manhattan (Midtown) para o aeroporto JFK, usei os serviços da AirportLimo indicado pelo Alex Melo lá no Viaje na Viagem. Como meu vôo era diurno e eu tinha de estar bem cedo no aeroporto, não quis fazer uso de vans. Ainda do Brasil, pelo site, solicitei uma cotação. O site pede que você informe horário, endereço do local onde será buscado, número de pessoas e quantidade de malas. Uma meia hora depois, você recebe um e-mail indicando quanto fica a corrida nos termos pedidos. Se você aceitar, basta clicar em um link no próprio corpo do e-mail e efetuar a reserva, com pagamento em cartão de crédito.

No meu caso, a corrida ficou por US$ 47,50 para duas pessoas e três malas saindo às 5h45 da manhã e o próprio e-mail de confirmação dizia que nesse preço a gorjeta de 20% estava incluída e que eu só teria de pagar pedágio, se existente. Cinco minutos antes do horário marcado um carro enorme (que não era van nem táxi) chegou e o motorista equatoriano procurou por mim. As três malas couberam fácil no porta-malas e acho que em uma hora estava no aeroporto JFK (tráfego zero, em um começo de manhã de domingo). A rota que o motorista escolheu exigia que eu pagasse US$ 5,50 de pedágio. Ele me avisou antes e disse que havia outro caminho, mais demorado, pelo qual não se pagava pedágio. Preferi o mais rápido mesmo.

No caminho, percebi que na verdade o site é apenas um intermediador. Você diz como quer sua corrida e ele vê com diversos prestadores de serviços quem pode lhe atender. No meu caso, o motorista equatoriano trabalhava com o pai, ambos como motoristas, apenas transportando pessoas em seu próprio carro, depois de contatados por essas empresas que fazem esses serviços. Segundo ele, 30% do valor fica com a empresa.

Mesmo sabendo que já tinha pago gorjeta antecipadamente quando fiz a reserva, fiquei sem jeito de não dar alguma coisa para o motorista. Por isso, preferia que a gorjeta não estivesse incluída no preço, para não ficar aquela sensação de eu tê-la pago duas vezes. Paciência, faz parte.

Hoje, depois de sempre ter usado shuttle na chegada a NYC e táxi comum na saída, comparando os dois meios de chegar e sair do aeroporto JFK, acho que para duas pessoas a relação custo X benefício X cansaço é desfavorável para o shuttle e benéfica para essas empresas de transporte privativo. Na AirportLimo, por exemplo, você paga mais que um shuttle e menos que um táxi e tem um serviço só seu, sem maiores demoras. Para duas pessoas a diferença de preço não é tanta e você não tem de entrar em fila de guichê de ground transportation, esperar a van chegar até você e depois no seu hotel e suas malas também não sofrem tanto. Depois de dez horas de vôo, vale a pena. Da próxima vez, se a diferença de preços permanecer parecida, abandonarei o shuttle e usarei a AirportLimo tanto para chegar quanto para sair do aeroporto. No entanto, para quem está sozinho, pelo preço, o shuttle, pelo menos na chegada, continua sendo uma boa opção.

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

Minha duração no hotel depois do check in não passa de cinco minutos, então não existe isso de desfazer malas, não. Quanto à programação, depende bastante. Normalmente, não faço programas mais sérios no dia de chegada, não. Como podem haver atrasos e como não sei como vai estar minha disposição na chegada, evito qualquer atração programada ou que precise de reserva (peças, restaurantes etc.). Costumo apenas sair para andar por uma região interessante, fazer as primeiras fotos, tentar encontrar um lugar simples mas bacana para comer, essas coisas. Programas sem compromisso, sem destino, sem horário.

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

Para almoço, não tenho muita programação, não. Tento conciliar uma refeição que não tome muito tempo mas que não seja fast food. Tenho uma listinha de sugestões dadas por amigos, lidas em blogs confiáveis etc. mais ou menos organizada por região e se na hora que bater a fome eu estiver por perto de alguma delas, vou até lá. Mas por um almocinho no Balthazar, que tem pratos muito bons e preços honestos, eu até me permito sair cinco ou seis estações de metrô da programação.

Não é que eu não goste de junk food. O hot dog do Grey’s Papaya, por exemplo, é ótimo.

Já jantar eu levo mais a sério. Gosto de aproveitar a excelente gastronomia novaiorquina. Normalmente, faço reserva em restaurantes com boas recomendações. Já fui no Jean Georges e adorei. É caro, é três estrelas no Michelin mas vale rigorosamente cada centavo. Atendimento impecável, comida divina. Literalmente aqui you get what you pay for. Por sugestão da querida Maryanne fui ao The Modern. Outro grande restaurante. Ambiente muito bonito, comida saborosíssima.

Quando vou ao teatro dificilmente consigo combinar o horário do fim da peça com um restaurante legal. Mesmo em NYC as últimas reservas ainda são para horários muito cedo (algo em torno de 10:30PM, um pouco mais ou um pouco menos dependendo do restaurante), de modo que assim que acaba a peça você tem de ir rápido para o restaurante. Por experiência própria, vi que não vale a pena a correria. Mesmo aceitando a reserva, o atendimento não é lá essas coisas, já que está todo mundo meio com pressa para que você acabe logo. Então em dias de peça eu como sem maiores critérios, tentando encontrar um lugar que esteja aberto e a comida seja boa. Acolhendo indicações de amigos brasileiros, por duas vezes eu tentei o Carmine’s, que fica bem próximo da região dos teatros. Não vou mais nem recomendo. Achei a comida um misto de grosseira, comum e ruim. Mas muitos brasileiros adoram.

Quando não tenho um jantar mais elaborado reservado, saio à procura de experiências, conferindo se aquela indicação me dada por alguém ou lida em algum lugar é boa mesmo ou não. Ou então procuro um supermercado Whole Foods para um sushi fresquinho aprovadíssimo. Sobre o Whole Foods, não há pedida melhor naquele dia em que se sabe que não vai rolar mais nada a não ser capotar na cama.

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?

Museus (o Cloisters foi uma ótima surpresa dessa última vez), peças da Broadway (não vejo a hora de assistir a Homem Aranha), NBA no Madison Square Garden (comprando com antecedência uma boa posição no ginásio pode sair por um bom preço) e passeios, muitos passeios. Sempre. Aliás, o Frommer’s 24 Great Walks in New York ajuda bastante nisso. Contém bons roteiros de caminhada que passam pelo óbvio, por atrações menos conhecidas e por lugares com detalhes que passariam despercebidos a olho nu.

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?

Dessa última vez voltei com uma vontade enorme de explorar ainda mais o SoHo e o Greenwich Village. Da próxima, devo me hospedar por ali.

Outlet é out ou ainda é in? Qual?

Depende. Para aquele que está precisando fazer compras em grandes quantidades, tipo aquela pessoa que está fazendo a primeira viagem para os EUA e portanto vai satisfazer pela primeira vez seus compreensíveis impulsos consumistas (já que no Brasil a absurda carga tributária e a incompreensível margem de lucro dos empresários deixa tudo caríssimo), ou para aquele pai de família que precisa comprar roupas para si, sua esposa e seus três filhos adolescentes, ir a um outlet é válido. Nesse caso, o viajante precisa se assumir. Se vai comprar, vá mesmo. Acorde cedo, chegue meia hora de o outlet abrir, estude o mapa antes para saber onde ficam as lojas que faz questão de visitar, monte um roteiro lógico, não pare para almoçar e fique até fechar. Isso tudo para só precisar gastar um dia com compras. Se está indo para o outlet, vá de verdade e faça o que tem de ser feito.

Eu só fui ao Woodbury, isto é, não conheço o Jersey Gardens. O Woodbury é enorme, então é preciso ir disposto.

Mas atenção: só recomendo outlet para quem tem no mínimo sete dias em NYC. Quem vai ficar menos tempo que isso estará fazendo um péssimo, um lastimável negócio em gastar um dos seis ou menos dias indo a um outlet, ainda que o guarda-roupa esteja um bagaço. Dá para comprar em NYC mesmo e aproveitar melhor os poucos dias que tem na cidade.

Para aquele que já viajou antes, que não está com o guarda-roupa tão velho assim, que sempre que viaja compra alguma coisa, ou seja, para aquele que está aqui e ali repondo, não precisa sair de NYC para fazer boas compras, não. As lojas de departamento (gosto muito da Macy’s), as lojas de rua (no SoHo há várias) e a Century 21 dão conta do recado com louvor.

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).

Faça-se um favor: programe-se, pesquise e venha logo para essa que é uma das capitais do mundo.

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

Conjecturas e reflexões sobre quando eu voltarei.

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Mais uma “Square of Alimentation” em Manhattan.

Este é só um exemplo. Mas já pasta, não?

É o FoodParc do Eventi Hotel, na Avenida das Americas, entre a 29 e a 30. Com  design de Syd Mead (responsável “apenas” pela concepção visual de Blade Runner, Aliens e o primeiro Tron), a nova square de alimentation tem quatro estações para cobrir praticamente todos os gostos e preferências: 3B (Bacon, Burgers and Beer); Fornetti (italiano, desnecessário dizer); Red Farm (asiático com dim-sam e barbecue); e The Press (café, doces e sucos).

 

 

Para uma refeição rápida, no meio de uma maratona turística ou comprística, pode valer a pena. No mínimo, pela novidade. Ah, sim, e pela tecnologia. Você pode fazer seu pedido usando um dos 16 touchscreen kiosks espalhados pelo praça e seguir a cronologia de seu lanche via telões nas paredes. Ou saber quando está pronto através de um SMS.

 

 

Como disse um jornal aqui, as praças de alimentação estão deixando os malls e invadindo Manhattan. Ainda bem que, no caminho, elas têm feito um upgrade…

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Nao sei se é best seller, mas é o best list que eu já vi.

Adolf Konrad Packing List

Ontem ganhei de presente de uma amiga um livro fantástico! Chama-se “Lists, To-Dos, Illustrated Inventories, Collected Thoughts and Other Artist’s Enumerations from the Smithsonian’s Archives of American Art” (ufa…!).

 

Como o nome já deixa claro, é uma compilação de listas feitas por vários artistas. Para quem não entende a razão de eu ter gostado tanto do livro, explico: eu sou a rainha das listas. Faço listas para tudo. Até lista para fazer lista.

 

Assim sendo,  não poderia deixar de mostrar um exemplo: uma lista visual! Fala sério, não seria bárbaro fazer uma lista de mala com essa criatividade e talento?

 

Tenho certeza de que isso contará com o “Selo de Aprovação” da Sylvia.

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A New York da Carlinha Zobaran.

 

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?


Pego um taxi, nem penso.

 

A primeira vez que fui pra NY cheguei de ônibus vindo de Boston e peguei metrô. Foi terrível! Subir e descer escadas de mala nunca mais! Lembro de pensar: “quando será que começo a me divertir.”

 

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?


Dar uma volta. Conhecer a vizinhança…procurar um lugar para tomar café da manhã, a “minha” farmácia, o lugar que vou fazer lanchinhos por perto ou comprar comidas na última hora…

Normalmente a voltinha acaba em um passeio de dia inteiro…

 

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?


Ás vezes em locais recomendados e às vezes no que tiver por perto.

Eu sempre levo uma listinha, e poucas vezes saio do hotel só pra ir a um lugar, então conforme a região que estou abro minhas anotações e vejo se tem algum restaurante recomendado por perto ou então escolho um que me atraia.

Para almoço em viagem costumo comer alguma coisa rápida pela rua mesmo, sem muitas indicações.

Uma vez fui pra NY com amigas que levaram várias indicações de restaurantes e a gente conseguia sempre conciliar o passeio do dia com os restaurantes. Deu super certo, mas nunca comi tanto numa viagem!

 

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?


Não tem jeito, NY é para andar! Ando e acabo achando o que fazer pelo caminho!

Eu adoro musicais, sempre tento assistir algum. Já comprei pela internet, já comprei na bilheteria e já comprei TKTS, não tenho fórmula.

Sempre tento ir em algum museu ou exposição, mas não vou em todos não. Apenas um por vez.

E tem o Central Park, que ainda preciso conhecer melhor…Nas minhas tentativas, já peguei muita chuva ou muito frio.

 

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?


Não tenho área preferida ainda. Tenho que conhecer mais os cantinhos para ter meu preferido.

 

Outlet é out ou ainda é in? Qual?

Não tem como não fazer compras nos Estados Unidos. Comparando os preços com os do Brasil, vale muito a pena! Tem que aproveitar. Já fui no Woodbury uma vez, quando fui com as amigas, afinal juntando 4 mulheres em NY é sinal de compras…

Mas, até por já ter ido, não quero voltar. Vai ser difícil já que a maioria dos brasileiros quando viaja pra NY quer ir ao outlet…mas é longe e perde um dia da viagem…

E não sei fazer compras na Century 21! Já fui 3 vezes e sempre fiquei confusa lá dentro, não tem jeito.

 

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).


NY é a cidade que a gente acha que nunca foi, mas depois de tantos filmes e seriados até quem nunca foi acha que conhece.

Andar é a melhor forma de conhecer a cidade, mas como a cidade é grande, se precisar usar o metrô não tenha medo, é confuso, mas dá certo (claro que estudando pelo menos um pouquinho).

Se quiser fazer os passeios turistões não tenha vergonha, mas não fique preso só a isso.

E ande de bicicleta no Central Park e depois me conta, eu nunca consegui!

 

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

Vontade de voltar. Acho que nunca vou enjoar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Rosas gigantes na Park Avenue.

Breve aqui, flora e fauna gigantes.

Não tem o Grito de Carnaval? Então, o Grito de Primavera em New York vai acontecer dia 25 de janeiro, quando o artista plástico Will Ryman “inaugura” sua mais nova instalação: rosas gigantes, feitas de fiberglass e aço inoxidável, que deverão cobrir 10 blocos da Park Avenue, entre as ruas 57 e 67.

 

Com quase três metros de diâmetro e 8 metros de altura, as rosas terão as cores rosa (que não podia faltar, certo?) e vermelho. Além disso, haverá pétalas gigantes espalhadas pela avenida – algumas delas servindo também de espreguiçadeiras para eventuais cansados cidadãos.

 

Para contrastar com as flores (e mostrar que nem tudo são flores) o artista agregou à paisagem besouros, abelhas, joaninhas e pulgões – todos eles também em escala gigante. Sempre segundo o artista, a inspiração para o trabalho veio da sequência inicial do filme Blue Velvet, de David Lynch.

 

O jardim (ou kind of) via ficar “aberto” de 25 de janeiro a 31 de maio. Quer dizer, quem estiver na cidade no período, e quiser ver uma literalmente mega exposição, é só dar um pulinho até o parque. Quer dizer, a Park.

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A New York da Patricia Camargo.

 

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?

 

Esta viagem foi meio louca. Participei de um leilão de passagens da Lufthansa em 1999. Consegui naquela época por 800 reais duas passagens triangulares: Sampa – New York – Frankfurt – Sampa. Foi tudo tão repentino, que nem deu tempo para planejar nada. Chegamos e entramos em um táxi. Para voltar ao aeroporto, contratamos um shuttle.

 

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

 

Diretinho para o Museu de História Natural caminhando pelo Central Park.

 

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

 

Eu adorei um restaurante que nem sei se ainda existe. Foi uma dica de um cliente. Na época era advogada e encontramos um amigo-cliente em New York, que nos levou ao Sofia´s, um restaurante italiano. Lembro que comi um penne alla vodka. Apaixonante!

 

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?

 

Estive 4 dias e não comprei nada. Bom, mentira, fazia dez graus negativos e comprei um chapéu/gorro de pele (risos). Fui à Broadway, museus, fiz o passeio de charrete pelo Central Park, o passeio de barco pela Ellis Island e pela ilhota da Estátua da Liberdade. Caminhei muito e usei mal o complicado metrô! (risos)

 

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?

 

A “milha dos museus“. É muta coisa boa em tão pouco espaço!

 

Outlet é out ou ainda é in? Qual?

 

Tem gente que desfruta muito comprando. Eu  odeio carregar peso, por isso muitas vezes deixo as compras de lado. Cada um deve fazer aquilo que mais gosta e punto. Out é fazer algo só porque alguém diz que é “trend”.

 

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).

 

Planeje a viagem antes. É muita coisa para ver. Uma loucura. Outra coisa: leve um sapato velho e confortável, NY é perfeita para caminhar.

 

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

 

Sentia que havia participado de um filme. É incrível ver o pessoal chegando e saindo do trabalho, é igualzinho o que se vê no cinema. NY é um grande set de filmagens. Voltei me sentindo “star” (risos)!

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cerveja em farmácia? No Brooklyn tem.

Estupidamente farmacêutica...

Estou falando sério – e vou contar a história toda. Aconteceu no Brooklyn. A Duane Read que, como todo mundo sabe, tem esse nome porque nasceu entre a Rua Duane e a Rua Read; a Duane Read, eu dizia, resolveu chegar ao Brooklyn. Só que o pessoal lá olha meio torto pra toda e qualquer cadeia de lojas. Mais ainda porque a Duane Read iria tomar o lugar de uma farmácia local, que atendia a vizinhança desde a época em que talco ainda era gênero de primeira necessidade.

 

Bom, quando ouviram falar da chegada da mega-cadeia-de-drogarias-que-deve-ter-250-lojas-em-Manhattan, os brooklynianos se alvoroçaram e prometeram resistência total.

 

A Duane Read, boba que não é, o que fez? Botou a agência deles pra pensar. A agência – menos boba ainda – fez uma pesquisa e descobriu que o que faltava no pedaço era uma loja de cervejas. Daí à solução do problema foi um pulo.

 

O espaço dentro da farmácia se chama Williamsburg Beer Bar. Você pode degustar (só degustar) em torno de 10 marcas de cervejas, com a consultoria de pessoal especializado. E ainda pode desfrutar de um walk-in-refrigerator com dezenas de cervejas locais, nacionais e importadas.

Não foi necessário mais do que isso pra mudar a opinião de quem via na Duane Read uma espécie de invasor. Hoje, poucos meses depois da inauguração da loja, os ânimos se acalmaram totalmente. Moral da história? Não há tradição que resista a uma cerveja geladinha!

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