Que a Natalie e o Fred não me leiam…

Muito papo entre um prato e outro

 

No primeiro encontro, tomamos um café meio às pressas no Juan Valdez. No segundo, almoçamos no Pepolino. Sim, já sei que você deve estar se perguntando: quem “tomamos”, quem “almoçamos”? Bem, no café éramos a Lucia e eu. No almoço, estava também sua amiga Mary.

O Juan Valdez (uma espécie de show room do café colombiano) resume-se a um único endereço em New York, mas dá de goleada nas centenas de Starbucks que pululam na cidade. Pelo menos é o que me dizem, já que não tomo a infusão em questão.

Para o Pepolino (Tomilho, em português), também só tenho elogios. Comida e serviços excelentes. Some-se a isso a boa companhia, um vinhozinho pas mal (pra elas, bien compris, porque eu tinha que voltar pro trabalho!) e sobremesas de dar água na boca. Aliás, foi a sobremesa (ou a ausência dela) que salvou minha amizade com a Natalie e o Fred.

Explico: quando pedi a sobremesa para a Lucia e a Mary, o dono do estaurante (Patrizio) estava ocupado ao telefone. O garçon (talvez novo na casa) trouxe apenas as sobremesas solicitadas  – e não o cheesecake que eles sempre me servem como cortesia (habituè tem essas vantagens…). Já para a Natalie e o Fred, o cheesecake não só veio, como desapareceu em rápidas colheradas.

Bem, Natalie e Fred: se isto é um consolo, o doce-paixão de vocês desta vez foi poupado. Pra Lucia e a Mary, portanto, fica aqui o convite de um breve retorno: há um cheesecake à espera de vocês.

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As folhas podem não ter caído, mas eu fiquei caidinha por Burlington.

colors

Logo ali, a uma horinha de vôo de New York, fica Burlington. Uma gracinha de lugar que, apesar de ser a maior cidade do estado de Vermont, não foi agraciada com o título de sede de governo. A capital, como provavelmente você já sabe, é Montpelier – uma vila de 8.500 almas que ocupa a posição de menor capital dos Estados Unidos.

Platano

Burlington, para não ficar para trás,  arrebatou para si a posição de menor maior-cidade de todos os cinquenta estados da união. Mas o  fato mais importante com relação a Burlington (informação que você não encontra nos livros de geografia) é que lá moram o José e a Débora.  Que foram guias espetaculares e incansáveis nesta incursão (não excursão!) de dois dias que fizemos à região.

UnivVermont

Lugar encantador.

Ah, esta era a vista do meu hotel (desde que você pedisse licença pra entrar num dos impagáveis quartos de frente pro Lake Champlain).

vistahotel

 

Um centrinho adorável,  cheio de lojinhas e lojonas, mas com o charme de cidade pequena.

Centrinho

Em cada esquina, um arranjo de flores.

esquinas

A maioria das pessoas vai pro Vermont com um único objetivo: esquiar. Not me. Eu fui para ver o outono. Mas fui com tanta sede ao pote que acabei chegando cedo demais: uma  semana antes do ponto alto da assim chamada foliage season.

Mas mesmo que tenha sido só uma amostra das cores incríveis que acontecem na “alta estação”, pra mim mais do que valeu. Rodamos por lugares maravilhosos. Um para ser anotado: Stowe. E a Scenic Route: pouco mais de 4 milhas de bosques com bosques e paisagens de tirar o fôlego.

Mountain

Uma vez lá, por que não?, fizemos um lanche no lodge da verdadeira Família Von Trapp. Não, não encontramos a Julie Andrews nem o Richard Plummer, mas a comida estava uma delícia.

TrappLodge

Queridos Débora e José, muito obrigada pelos passeios inesquecíveis, pela atenção que recebemos, e pelo carinho que vocês demonstraram. E já ficamos marcados: nosso próximo encontro será em NY, certo?  Mas não fiquem muito tranquilos, não: o encontro aqui  não elimina a possibilidade de voltarmos a Burlington num futuro próximo…

 

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Ai, ai, ai, ai…tá chegando a hora….

Tordesilhas

Tudo o que é bom, acaba. Tudo o que é muito bom, também – não é mesmo? Pois é, minha temporada em Sampa está na reta final.

Mas não posso reclamar: além de visitar os “istas”, consegui fazer um monte de coisas.

Conheci – e adorei – um restaurante novo: o Tordesilhas, do qual virei fã de carteirinha. Gostei muito também do La Frontera. Já no Ping Pong, preferi abrir mão da carteirinha…

Meus amigos Trips fizeram uma festa pra mim , onde fui super-paparicada. Obrigada de novo, meus queridos.

Revi muitas amigas e amigos. Tomei café da manhã fora, almocei fora, jantei fora – até lanches na padoca eu tomei. Honestamente? Vou ficar pelo menos 2 semanas sem pisar num restaurante…

Fiz um monte de comprinhas para minha casinha e muitas outras para minha cabecinha.

Fui ao teatro e vi coisas muito boas. E  outras nem tanto.

Ganhei presentes bárbaros, que levo comigo na mala e no coração.

Namorei minha filhota a não mais poder.

À custas de me repetir, who could ask for anything more?

E, pra melhorar, sei que no ano que vem tem mais. E em grande escala. Nossa diretora social já está preparando uma mega-reunião no Rio para abril.

E, enquanto abril não chega, o próximo capítulo será uma reunião Vermontiana, dentro de duas semanas. Adivinhem com quem?

 

BlogBlogs.Com.Br

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Friends

Não, não estou me referindo à extinta série da TV americana, mas sim aos velhos e novos amigos que encontro quando venho pra São Paulo.

Vocês se lembram (quando este blog nasceu) que eu falava de uma comunidade de friends que eu não conhecia, que não se conheciam, mas que mais cedo ou mais tarde acabariam se materializando? Pois é, aconteceu: já conheci várias pessoas, em vários lugares diferentes. Uma pá de gente com quem tenho passado ótimos momentos. Aliás, quem lê meu blog já está careca de saber disso.

E, nesta visita a São Paulo, não foi diferente. Minha nova amiga Ladyrasta recebeu um grupo de amigos do VnV para uma agradabilíssima reunião em sua linda casa. A reportagem completa está lá na queridíssima Majô.

Comes-e-bebes e ótimos papos, daqueles que só a diversidade de pessoas, interesses e vivências pode garantir. Com música de fundo, é claro. E, justamente por ser “de fundo”, não prestei atenção se Gershwin fez parte da seleção. Mas que devia fazer, devia: “Who could ask for anything more, who could ask for anything more?…”

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