New York é “um barato”!

Dedico este post aos queridos Denise Mustafa e Claudio Sena que desembarcam na Big Apple nos próximos dias.

 

 

Se você está lendo este texto com a esperança de descobrir lugares novos e descolados para passar as festas em NY, sugiro que você pare por aqui.

 

Mas se a idéia é saber como curtir a cidade com os olhos e não com o cartão de crédito, você está no lugar certo.

 

Na minha opinião, e na de alguns milhões de outras pessoas, o fim de ano é quando New York dá o melhor de si. Exigindo, é claro, a respectiva contrapartida que é fazer você levar a mão ao bolso o mais frequentemente possível. Mas que ela fica bonita, isso fica: toda enfeitada só esperando você chegar. Você e o Papai Noel, obviamente.

 

De qualquer maneira, como disse lá em cima, o objetivo deste post é fazer com que sua mão e seu bolso se encontrem só de vez em quando. Então vamos começar: para entrar no clima, recomendo um passeio na 5a. Avenida, começando no cruzamento da 57th street, onde está pendurado o floco de neve mais conhecido do mundo. Caminhando no sentido do tráfego, curta as luzinhas e as vitrines das lojas. Uma paradinha no Rockefeller Center, para ver a árvore da NBC, é necessária. E para registrar na sua agenda que você não pode deixar de esquiar também.

 

Aí aproveite que ainda não é a noite de Natal nem de Ano Novo e dê uma entradinha para conhecer a St. Patrick’s Cathedral. Saindo desse templo, pare num dos mais tradicionais templos de consumo da cidade, a Saks 5th Avenue, e limite-se a ver as lindas montagens natalinas das vitrines.

 

Continuando na 5a. você chegará ao Bryant Park, que é um dos mais charmosos da cidade. Ele fica atrás do imponente prédio da New York Library e, nessa época do ano, hospeda a feirinha de Natal mais simpática da ilha. Sei que alguns irão questionar essa afirmação, defendendo o mercadinho da Union Square. Nenhum problema. Mas com minha longa experiência de colecionadora de Papai Noel, sustento categoricamente:  a feirinha do Bryant Park é melhor!

 

Depois de curtir as várias barraquinhas, saia pela 42nd Street, direção west, e ande até o coração da cidade: o Times Square. Ali, pare um momento para relembrar as dezenas de filmes que usaram este cenário e sinta-se mais próximo de todos eles.

 

Curiosamente, entretanto, o que você não vai econtrar na iluminação feérica do pedaço é  Papai Noel. E, como a essa altura do campeonato você já percebeu que tenho uma  certa queda pelo velhinho, sugiro visitarmos outra freguesia. O que pode perfeitamente ser feito no dia seguinte: alugue uma bicicleta e vá passear no Central Park. Com sorte (ou azar, pois escorrega pra burro) terá nevado e você poderá curtir o lençol branco que mamãe natureza providenciou.

 

Saindo do parque, vá até o Lincoln Center. Além de respirar arte, você poderá visitar a feirinha, a lojinha (lojinha é modo de dizer), sentar displicentemente na rampa que se sobrepõe ao novo restaurante e, como não?, clicar fotos e mais fotos.

 

E como até agora você foi muito contido nos gastos, sugiro uma escalada ao Top of the Rock para uma das vistas mais bonitas da cidade. E, antes que alguém pergunte, já adianto a resposta: sim, eu prefiro o Top of the Rock ao Empire State. Mas claro que é uma questão de gosto pessoal. Sem citar o fato de poder comprar pela internet e reservar horário, em vez de ficar hooooras esperando na fila e no frio…

 

Citei meia dúzia de lugares, manjados como se costuma dizer, mas que ninguém se cansa de visitar. Além deles, é claro, existem infindáveis alternativas do que fazer nessa que é a capital do mundo. Meio abatida pela crise, é verdade, mas sempre capital.

 

E se, em suas caminhadas, você encontrar o Papai Noel, não esqueça de perguntar se ele já recebeu minha cartinha. E me avise, é claro…

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Blogagem Coletiva – Umas tanto, outras nada. Mariana.

Arraial D'Ajuda. Foto Mariana.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e eu, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

 

Com a palavra, a Mariana (Merel).

 

Primeiramente, agradeço à Marcie pelo espaço e gentileza e parabenizo os trips que inventaram essa brincadeira tão legal, mas tão legal, que aos 45 do 2º tempo fiquei morrendo de vontade e resolvi participar também.

Aí vão minhas eleitas! E as não-eleitas, as well.

REPETECOS

 

Minas Gerais – Vale um estado? Minas me dá vontade de visitar todo fim de semana. Quando pequena ia sempre a São Lourenço, e ano passado estive pela primeira vez em Belo Horizonte. Dois dias não foram o suficiente para curtir o tanto que eu gostaria da capital. Adorei conhecer o Mercado Central, com todas as suas gostosuras; ficar até amanhecer na pista d’A Obra, dançando clássicos dos anos 80; passar o dia naquela lindeza que é o Inhotim… e descobrir que em Minas existem muito mais tipos de biscoito de polvilho do que eu jamais poderia supor. O Inhotim por si só já seria razão para retornar muitas vezes, mas quero voltar para conhecer Tiradentes. E tenho um dia que ir ainda a Mariana (vaidades…) e à Serra da Canastra.

 

New York by Merel.

Nova York – Eu queria gostar menos dessa cidade, eu juro que eu queria, mas é mais forte do que eu. Não é meu “tipo” de lugar pra turistar não, mas Nova York me dobra, me dá uma rasteira que só ela. Porque tem muita coisa pra fazer, e você nunca sai de lá tendo feito tudo o que gostaria. E, ainda por cima, consegue ser bonita a danadinha. É uma cidade grande e bonita. Covardia.

 

Paraty. Foto Mariana.

Paraty – Pousadinha, mar, jeito de interior e cachaça. Precisa de mais alguma coisa? Fui a Paraty duas vezes, iria ainda muitas outras e faria de novo tudo o que já fiz. Acho tão bonitinha aquela cidade que tenho vontade de abrir bem os braços e tentar ver se ela cabe dentro. Gosto do jeito relaxado, um lugar de mar que não tem desfile de moda. Que se conserve assim.

 

Paris – Eu não queria conhecer Paris. Não conseguia entender o que todo mundo via naquela cidade. Que clichê! Romance, Torre Eiffel, macarrons — tédio! Mas eu fui pra Europa, e o roteiro do mochilão acabou me conduzindo pra lá, por simples conveniências de itinerário e hospedagem grátis. Logo na chegada, num entardecer de outono, vi o Sena e todos aqueles tons de azul-petróleo… e chorei. Ponto pra Paris. Preciso voltar porque não comi macarrons. Não só por isso, claro. Pelos croissants também.

 

Bahia – Vale um estado, de novo? Posso repetir tudo que falei de Minas, colocando um pouquinho de dendê. A Bahia me parece inesgotável e as duas vezes em que estive lá senti uma felicidade tão grande que me pego aqui rindo, só de relembrar. Acho que o único outro lugar que me fez chorar quando cheguei, além do Sena, foi o Quadrado.

 

 

UMA VEZ E TÁ DE BOM TAMANHO

 

Cruzeiro – Tá, cruzeiro não é lugar. Se bem que, no fundo, meio que é. Enfim. Fazer cruzeiro mais de uma vez acho que só com um bom motivo, como por exemplo o Roberto Carlos no Emoções em Alto Mar. (Estou brincando, gente. Quer dizer, talvez não esteja.)

 

Bariloche – Para quem não é aficionado por esportes na neve, uma experiência desse gênero já está mais do que suficiente, né? Fui na idade certa, com 7 anos, e me diverti muito na viagem. Mas sei que hoje em dia não me encantaria tanto quanto me encantei lá atrás.

 

Amsterdã – Não me levem a mal, eu adorei Amsterdã. Mesmo. Mas não acho que seja uma cidade que me peça para revisitá-la. A viagem coube direitinho dentro dos dias que dediquei a ela, e na verdade eu acho que me diverti tanto que talvez seja melhor guardar as memórias como elas estão.

 

Estocolmo – A cidade é linda e era um grande sonho conhecê-la. Mas achei a atmosfera pouco acolhedora e, sei lá, as cidades para mim são as suas pessoas também. Não posso dizer que me decepcionei ou não gostei da visita, mas gosto de me sentir um pouco mais bem-vinda onde vou, e isso não cabe aos prédios, aos barquinhos e nem ao smörgåsbord.

 

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Blogagem Coletiva – Umas tanto, outras nada.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e eu, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Como se costuma dizer no idioma de Shakeaspeare, with me there’s no perhaps. Meu mapa-múndi se divide em três categorias muito simples: os lugares NEVER WILL; os lugares NEVER AGAIN; e os lugares AGAIN AND AGAIN. Mas como a idéia aqui é só fazer duas listas, vou deixar de lado os lugares NEVER WILL (o que tem a vantagem adicional de não despertar a ira do Gabriel Britto…).

Então vamos aos lugares NEVER AGAIN, lembrando que não tenho nada contra eles. Simplesmente não pretendo voltar, pois o tempo é escasso e o mundo é grande demais.

Bruxelas. No fundo, no fundo, a famosa capital da União Européia e sede da OTAN se resume a uma praça. Vi-tá-visto (a não ser que a Daniela requisite minha presença…).

Viena. Antiga capital do império austro-húngaro, com palácios, parques, teatros, cafés, wiener schnitzel, sachertorte, apfestrudel, Sissi-a imperatriz, etc, a cidade parece ter tudo para conquistar. Mas não me conquistou. Que fazer? Simples: vi-tá-visto.

Montreal. Com Toronto de um lado e Quebec de outro, quem quer voltar para Montreal? Not me.

Budapeste. Foi a crise econômica? Foi a infeliz escolha de hotel? Foi a época do ano? Não sei. O que sei é que a cidade ficou muito aquém de minha expectativa.

Cracóvia. A segunda cidade da Polônia se insere na mesma categoria de Bruxelas (cidade-praça). Com a agravante de ficar mais longe. Enfim, fui, vi, tá visto.

E agora, tchan-tchan-tchan-tchan, os lugares AGAIN AND AGAIN:

Disparada na frente, Paris. Pelos motivos óbvios: a baguette, quer dizer, a beleza. O paté, quer dizer, a história. O vinho, quer dizer, os museus… Em segundo lugar, Madri (basicamente pelos mesmos motivos). O terceiro lugar? Elementar, meu caro Watson: Londres, a capital da diversidade. E,   last but not least, a gracinha de Lisboa.

Na mesma categoria AGAIN AND AGAIN, mas ocupando uma posição toda especial no coração de quem escreve essas mal traçadas linhas, enfileiram-se Roma, onde morei e da qual guardo gratissimi ricordi (tirando o calor, é claro);

Roma, bella Roma.

Sydney, por sua (não encontro nada melhor do que esse antigo clichê) beleza sem par. Mais o clima, a gente e o mar. Até rimou.

Sydney

Spoleto, pela concentração de séculos de história numa área menor do que o Ibirapuera. Sem falar da cozinha umbra…

Spoleto

Istambul, recém descoberta e felizmente com muito ainda por descobrir.

Istambul

Strasbourg, disputando pescoço a pescoço com Spoleto no quesito história e beleza.

Strasbourg

San Francisco, uma Sydney com menos fuso horário, de onde nem o prometido Big One consegue me afastar.

 

San Francisco

E, para encerrar, Nantucket: a ilha que, de tanto gostar, tenho até ciúme de  falar a respeito.

Nantucket

Ah, já ia me esquecendo: existe também uma categoria híbrida, que é o NEVER-AGAIN-SÓ-QUE-AGAIN-AND-AGAIN. Representante máximo, Miami: a cidade-somatória de tudo que não gosto, a começar do calor. Sempre digo que não volto mas, por trabalho ou circunstância, estou sempre voando para lá. Ainda bem que ali pertinho tem Fort Lauderdale

 

 

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Blogagem Coletiva: Umas com tanto, outras com nada. Lena.

Antuérpia. Foto Lena Máximo.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

 

Com a palavra, a Lena Máximo.

 

 

Quando vi por alto a conversa no twitter sobre cidades de uma vez só versus cidades de muitas vezes, que começou (acho) com as opiniões dos trips sobre Viena (onde muitos não querem voltar uma segunda vez), parei um minuto para pensar.  Será que eu tenho alguma cidade na minha lista para onde não quero voltar de jeito nenhum? Hummm…. Assim de sopetão só conseguia pensar em uma: O Havre, na Normandia.  Em Viena mesmo, eu estive uma única vez e acho que não fiquei nem 24 horas! Então não cheguei a esgotar a cidade e voltaria a ela com prazer, principalmente como parte de um roteiro englobando outras cidades que desejo conhecer. Na verdade, gosto de acreditar que voltarei a maioria dos lugares que visitei, mesmo aqueles de mais difícil acesso.

Aí pensei mais um pouquinho… Não valem aquelas cidadezinhas sem nenhum atrativo turístico, né? Daquelas onde a gente foi parar totalmente por acaso. Pensando então apenas nas cidades ou lugares onde fomos como destino e não de passagem, só porque estavam no meio do caminho.  Acho que algumas simplesmente cortamos por causa da distância e do custo que significaria uma volta até aquele lugar repetido, quando poderíamos investir em um lugar novo com a capacidade de nos surpreender.  Isso acontece principalmente com as cidades ou lugares que chamaria de “cenário” ou “cartão postal”. São lugares como Foz do Iguaçu, Lençóis Maranhenses,  Amazônia, Pisa, Bruges, Fiordes Noruegueses, várias praias, etc.  Foi, viu o cartão postal, tá visto. Será?

Eu não me importaria de ir novamente a Foz do Iguaçu, para acompanhar alguém querido. Mudaria um pouco o passeio ficando no hotel das Cataratas e fazendo aqueles passeios de bote que não fiz da outra vez. Os Lençóis Maranhenses eu considero um dos lugares mais especiais que existem. Adoraria voltar se não fosse tão longe e difícil de chegar. Poderia incluir uma área onde não estive da primeira vez, como Santo Amaro. Já a Amazônia é um lugar onde várias viagens são possíveis. Se da primeira vez passei por Belém (para onde iria de novo!), Marajó, Santarém, Alter do Chão e Alenquer, da próxima iria para Manaus e algum hotel de selva.

Trancoso. Foto Lena Máximo.

Quanto às praias, aí o critério é totalmente subjetivo.  A princípio não voltaria a Galinhos, nem São Miguel do Gostoso, a não ser que fosse de passagem , no meio de uma “road trip” entre Natal e Fortaleza. Ou seja, não pegaria um avião de São Paulo para Natal apenas para passar uns dias em Galinhos. Mas pegaria MIL  vezes um vôo para Porto Seguro, apenas para ir a Trancoso e Arraial d´Ajuda. Tipo do lugar onde não precisa ter nada para fazer;  a contemplação basta! Seja da paisagem, seja do Quadrado ou da lua que nasce atrás da igreja ;-)

Aruba seria um lugar que viu tá visto. Mas e aquele mar azulzinho tão mais perto de casa do que o Oceano Indico ou Pacífico? Iria de novo e incluiria Curaçao e Bonnaire, onde não fui da primeira vez. Voltaria também a Fernando de Noronha, Pipa, Maceió, rota ecológica e talvez a Jeri, que amei, mas é meio longe e difícil de chegar. Mas com certeza ela seria cotada para um réveillon especial!

Às vezes, cidades que não eram nada simplesmente acontecem! Caso de Tiradentes, por exemplo. Fiz o circuito das cidades históricas de Minas há muitos anos. Beeem turisticamente falando.  Adorei Tiradentes, mas passei apenas algumas horas ali. De lá pra cá, Tiradentes passou a ter Festival de Cinema, Festival de Gastronomia, etc. etc. Claro que gostaria de voltar, mas da próxima vez quero ficar lá. Nada de sobe e desce em ônibus para ver 5 cidades!

Quando morei no Texas como estudante de intercâmbio, tive oportunidade de passar uns dias em San Antonio, que eu nunca tinha ouvido falar e adorei! A cidade é uma belezinha, mas nunca pensei que um dia eu voltaria a pisar naquele Paseo Del Rio. Mas não é que muitos anos depois, fui visitar um casal de amigos em Dallas (outra de uma única vez) e acabamos indo passar o réveillon em San Antonio? Ou seja, coisas acontecem… Não precisaria ter voltado e a cidade não me pareceu nem um pouco diferente, mesmo 17 anos mais tarde.

Porém,  já me aconteceu de voltar para uma cidade onde absolutamente não tinha nenhuma intenção de voltar, mesmo tendo gostado bastante da primeira vez,  e experimentar uma sensação bem diferente.  Ninguém pensaria em voltar uma segunda vez a Saint Paul de Vences, exatamente por ser um cartão postal, um presépio. Eu voltei,  após 17 anos e me surpreendi  novamente! Achei muito diferente.  O tempo quando não muda os lugares, muda a gente!

A propósito, o TEMPO! Este cara tem o dom de às vezes nos roubar a experiência de ter estado em um lugar. Vendo hoje fotos de lugares onde estive há mais de 20 anos e que seriam lugares de uma única viagem, como a Escandinávia, seus fiordes e belas capitais, acho que se repetisse o passeio seria quase como se fosse a primeira vez!

Viagens diferentes também causam impressões diferentes. Ir a um lugar só ou acompanhada por amigos, é bem diferente de ir com um amor. E por este ponto de vista daria para fazer um repeteco de tudo! ;-)

Há várias cidades, tanto no Brasil quanto fora, que não esgotei. Cidades onde fiquei pouco tempo e não vi tudo o que gostaria de ter visto ou onde não tive uma experiência mais forte e, portanto, preciso de mais uma chance. Poderiam ser visitadas não como destino em si, mas como parte de um roteiro mais amplo. Exemplo: Munique, para incluir a rota romântica da Baviera. Madri, para ir até Toledo e arredores. Santiago, para visitar mais um pouco do Chile. Salvador, porque ainda não consegui sentir a cidade direito ;-)

Cidades onde gostaria de voltar: Montpellier pelo menos mais uma vez, porque passei uma temporada lá depois da faculdade e morro de saudades! Florença como base para um giro pela região. Roma, porque não explorei os arredores. Londres, porque é daquelas cidades onde uma visita nunca é igual à outra. Buzios, porque é deliciosa!

Algumas cidades são fáceis. As que ficam perto de casa, basta pegar o carro e possuem a incrível capacidade de nos oferecer uma enorme sensação de relaxamento, mesmo com toda a muvuca e trânsito para chegar até elas, como as praias do litoral Norte de São Paulo, incluindo Parati/RJ. Estas são para voltar sempre!

Paris. Foto de Lena Máximo.

Cidades onde eu iria várias vezes por ano se tivesse $$$$$: Paris, Paris, Paris, Paris! Nova York,  Rio de Janeiro, Buenos Aires.

Resumindo: acho que sou monótona! Não me importo em repetir lugares que gosto. E mesmo tendo muita vontade de conhecer países e continentes novos, se passasse o resto da minha vida tirando férias anuais para me esticar nas praias da Bahia, vagando pelo interior da França e da Itália, me emocionando em Paris, batendo perna em Nova York ou caminhando pelas ruas e praças de Ipanema e Leblon, eu já estaria feliz da vida!

 

 

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Blogagem Coletiva – Umas com tanto, outras com nada. Carina.

Foto gentilmente surripiada de http://www.kenya-advisor.com/images

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a ideia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Com a palavra, a Carina Dittrich

Eu vivo viajando!

Minha vida é viajar, diariamente.

Eu escolhi fazer roteiros de viagens como profissão e a cada roteiro que vou desenvolvendo vou viajando, retornando inúmeras vezes aos mesmos lugares. As mesmas praças, os mesmos museus, as mesmas estações de metrô… E não enjôo. Nunca!

Existem lugares que são unanimidades. Paris por exemplo.

Sou uma eterna encantada por Paris, estive 22 vezes na cidade (sim, eu conto cada uma delas) e não me importaria de voltar mais algumas 44…

E Paris é a cidade que eu mais voltei viajando da minha mesa de trabalho, é a cidade que mais fiz roteiros de viagem. Seguida de perto por Madrid.

Todos que vem à Europa QUEREM se encantar por Paris, ela é Dama do Coração de todos viajantes e por isto, incluí-la é fácil, é indispensável.

Mas pra onde eu voltaria sempre?

Vale dizer pra todas cidades que visitei?

Não, não vale, eu sei, e também nem é verdade, porque existe algumas cidades eu não voltaria tão fácil. Eu digo não voltaria tão fácil, porque dizer que eu NUNCA voltaria é demais. Quem sabe com um pouco mais de sol, com um pouco mais de gentilezas, com um pouco mais de conforto, um pouco mais de liberdade, eu voltaria sim, a todas elas!

A minha lista “Eu volto agora” é cheia de obviedades como Londres, Chicago, Volendam (na Holanda, fofíssima!), Bangkok, Maldivas (ahhh, as Maldivas…),  mas tem as bem menos óbvias como o Quênia, que ganhou meu coração como país mais receptivo que já pisei.

Aliás, a África é meu conflito.

Vivo desejando voltar pra lá, sempre que vou plaejar alguma viagem, a África entra como forte candidata a próximo destino, e é justamente na África que ficam os 2 lugares onde, hoje, eu não voltaria muito fácil.

Se você me convidasse pra ir agora pra Tanger, no Marrocos e pra Safaga, no Egito, eu iria agradecer e dispensar.

Pra Tanger toda viagem começou errada, o barco que sairia do sul da Espanha atrasou horas, a travessia de meia hora levou 2 horas e meia, e ao chegar lá fomos atacadas por inúmeros “guias” que queriam nos mostrar a cidade. Passei medo, achei tudo sujo e por inúmeras vezes me senti na idade média. Senti alívio de embarcar de volta pra Espanha e dali nasceu meu “temor” com o norte da África. Eu disse NORTE da África.

Safaga é um balneário à beira do Mar Vermelho, e ideal para prática do windsurf. E como tenho marido windsurfista wannabe, lá fomos nós. 3 x. (Sim, eu dei chance ao lugar).

E em todas elas, a questão cultural foi decisiva pra eu empurrar mais e mais pra frente minha ida ao Cairo e conhecer as pirâmides. Espero fazer isto ainda nesta vida!

Não tive boas experiências em Safaga e me senti invadida inúmeras vezes. Em lugares onde voce não se sente a vontade, o que você faz? Não volta. E não indica.

Lugares com pessoas treinadas pra te enganar, crianças ensinadas a pedir e mendigar me fazem questionar o ser humano. Miséria não é desculpa, afinal eu não escrevi acima que o Quênia foi o lugar onde melhor fui recebida até hoje?

Vá ao Quênia, sem medo de ser feliz, todos merecem ver aqueles sorrisos e entender que a felicidade depende menos do que você tem e mais de quem você tem!

Boa viagem!!

 

 

 

 

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Arrivederci. Oops, não, au revoir!

Todo mundo sabe que I love New York. Mas não posso deixar de dizer que, nos dias de nossa conVnVenção, I loved New York ainda mais!  Claro que sou suspeita pra fazer qualquer avaliação sobre o evento, mas posso afirmar com toda isenção: espero que a VnVNY2011 tenha feito vocês tão felizes quanto fez a mim! Muito obrigada por tudo! E um obrigado especial à Julie, nossa hostess junior.

Confesso que, quando o número de pessoas começou a aumentar, fiquei meio insegura. Era muita “responsa”. Mas no primeiro encontro no parque, com todo mundo feliz de se ver, ficou claro que tudo correria smoothly. Havia amizade, alegria, afeto, camaradagem, essas coisas que tornam as relações mais fáceis e mais gostosas de viver.

Foi muito bom (ih, olha eu emitindo opinião..!)  O que mais posso dizer? Ah, sim, desculpem-me por eventuais falhas, tosses e espirros incluídos. Como anunciou o Comandante, parece que nos veremos em Paris (ulalá!).  Portanto, arrivederci! Êpa, arrivederci é pra 2013… rs, rs.

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Engordando a maçã.

A Big Apple é como coração de mãe: sempre cabe mais um.

Em 2010 quase 2 milhões de brasileiros visitaram os Estados Unidos. Desse total, 438.000 incluíram Nova York no roteiro (pra onde é que teriam ido os outros?!). É quase meio milhão de brasileiros na Grande Maçã, ajudando a gastar 31 bilhões de dólares… que é o que a cidade faturou com turismo o ano passado.

Por que estou dizendo isso? Porque este ano, com a inestimável contribuição da VnVNY2011, esses índices vão explodir. De turistas, teremos (por baixo, por baixo) uns 50 a mais… O acréscimo no faturamento da cidade, então, mal dá pra calcular: muito dindim vai rolar nas compras, passeios e restaurantes…

Os institutos de medição que se preparem. Está pra começar mais uma VnV!

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We love New York.

A série  “A sua New York” chega ao fim. E quem escreve o “The End” é alguém que nunca foi a New York. Com vocês o Gabriel Prehn Britto.

 

Tudo começa com um tweet ainda em Guarulhos: GRU-JFK. Então são 10 horas de voo noturno e a aterrissagem logo no início do dia em Nova York. É quando vem a parte chata: a imigração. É impossível ficar 100% calmo, mas a maioria passa e segue em frente.

 

Do aeroporto para o hotel, dá para ir de várias formas. Tem limousine, van, metrô, ônibus e táxi. Este último pode ser mais caro e mais chato, mas aqueles carros amarelos são a cara da cidade e nada como entrar em um logo na chegada. Com sorte, você pega um motorista indiano com turbante. Mais perfeito que isso, só se o trânsito estiver fluindo até Manhattan.

 

Esqueça o early check-in no hotel. Salvo em invasões extraterrestres e catástrofes planetárias, você não vai querer ficar no quarto em Nova York. Apenas largue as malas e pergunte onde fica o café mais próximo (provavelmente será um Starbucks, aproveite para usar o wi-fi) para comer e iniciar a peregrinação turística.

 

Se você for prevenido, já vai ter lido o site da Time Out inteiro e chegado sabendo quais eventos e espetáculos quer ver, com tíquetes devidamente comprados pela internet. Então não se precupe com isso e esbalde-se entre algumas das atrações mais famosas do mundo: Guggenheim, Moma, Museu de História Natural, Central Park, Estátua da Liberdade (a história dela é linda, não desdenhe), 5ª Avenida, loja da Apple na 5ª Avenida, Broadway, Times Square, Rockefeller Center, Flatiron, Chrysler e Empire State Building, ONU, Grand Central Station, Ponte do Brooklin, Wall Street, o touro, Chinatown, Little Italy, o falecido CBGB, Downtown, Uptown, SoHo, Tribeca, Upper West Side, Upper East Side, Harlem, Bronx e bairros e mais bairros perfeitos para você encher os pés de bolhas, caminhando entre lojinhas, lojas e lojões, galerias, cafés e restaurantes.

 

Depois de alguns dias de desbunde total com a mistura de prédios, culturas, pessoas, criatividade, arte, modernices, tecnologias, compras e caos, prepare-se para voltar para casa com excesso de bagagem e de saudade. Não sem antes ficar peladão (virtual ou realmente) na frente de um agente da TSA no aeroporto, a caminho de casa.

 

Isso é Nova York.

 

Mas eu nunca fui a Nova York.

 

A maior cidade dos Estados Unidos é tão falada, escrita, fotografada e filmada que qualquer pessoa com um pouco de atenção é capaz de imaginar um roteiro básico por ela sem precisar ler guias.

 

Um dia eu coloco o meu roteiro imaginário em prática.

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