Kutsher’s Tribeca: a muito bem-vinda cozinha judaica.

Quem gosta da boa cozinha judaica, levante a mão. Quem gosta de boas porções, levante a mão. Quem gosta de lugares simpáticos e despretensiosos, levante a mão. Todo mundo de mão levantada? Tá bom, agora vou contar: acabou de abrir em Tribeca um restaurante que soma tudo isso que falei e que, ainda por cima, é bonito. Todo em madeira clarinha, com amplo espaço entre as mesas.

O ideal é começar pela Matzo Ball Soup, prato de resistência da casa. E continuar com as inúmeras alternativas do cardápio. Eu, por exemplo, fico com a língua de vitelo. Ou o frango assado. Ou o pastrami de peito de pato. Etc, etc. Para os aficcionados, a recomendação é o gelfite fish que, no Kutsher, é preparado com o halibut.

Segundo a crítica, a casa, apesar de competente, ainda pode melhorar. Mas, cá entre nós, numa ilha onde 90% dos restaurantes são italianos, franceses ou japoneses, a boa cozinha judaica é mais do que bem-vinda. Não precisa ser estratosfericamente boa: tem que ser boa e basta!

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Um lugar pra quem entende de vinho. E pra quem não entende também.

O nome é CorkBuzz, que traduzido seria algo como o Buxixo da Rolha. O nome completo, Corkbuzz Wine Studio. Um wine-centric restaurant, na definição dos proprietários. Um lugar onde os seguidores de Bacco podem explorar 35 vinhos em taça e mais de 200 em garrafa.

 

Localizado na vizinhança da Union Square e não distante da Washigton Square (gracinha de lugar) o CorkBuzz tem mil atividades além de servir vinhos e pratos deliciosos. Tem blog focado, -adivinhem! – em vinho. Tem aulas de… vinho. Tem espaço para eventos. Tem uma noite por mês em que você pode trazer seu vinho de casa (olhe a responsabilidade!). E, acima de tudo, tem um ambiente gostoso e descontraído – a mesma informalidade de uma área que inclui a New York University.

 

O cardápio de comidinhas, assim como a lista de vinhos, muda com frequência, mas é muito difícil errar. Um prato que, dizem, se sobressai é o tutano com blue cheese. Como não gosto de tutano, e menos ainda de cheese, infelizmente não posso opinar. Mas há também massas, ostras, camarões, variações de batata, além do famoso presunto Benton do Tennessee. Verdade que ainda sou mais o de Parma, mas infelizmente não se pode ter tudo…

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A trattoria dos pais da Lady Gaga.

Eles dizem que não tem nada a ver. Que o restaurante não pretende absolutamente faturar em cima da fama da filha mais velha, uma tal de Stefani Germanotta que por coincidência é hoje a mulher mais famosa do mundo. Eles dizem tudo isso: que a intenção é apenas abrir um local para servir delícias do sul da Itália, do tipo osso bucco.

 

Bom, cá entre nós, difícil acreditar que o pai e a mãe de Lady Gaga resolvam abrir um restaurante em Manhattan e ao mesmo tempo decidam, como se costuma dizer, não misturar as coisas. “Ah, sim, somos pais da Lady Gaga mas, vejam bem, a Lady Gaga é a Lady Gaga e nosso restaurante é nosso resturante…”

 

Não cola, não é? Tanto é assim que a casa nem abriu e já tem gente acampada na frente esperando ver a moça. Ou pelo menos aproximar-se de algo relacionado com ela: o pai, a mãe, as fotos de família que farão parte da decoração, etc, etc.

 

O que fazer? Independente de qual seja a real intenção do casal Germanotta, se você está pensando em conhecer uma nova trattoria em New York, aproveite e anote: Joanne Trattoria. Obviamente você vai pelo cardápio mas sempre preparado para, quem sabe, cruzar com a Stefani na sobremesa. E rezando para que essa surpresa não seja incluída na conta…

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L’École. Um restaurante que está há anos fazendo escola.

O lugar não é novidade, aliás tem décadas de existência, mas a gente costuma se esquecer dele. É até natural: na ânsia por casas novas, todo mundo acaba passando batido pelos endereços tradicionais e competentes. Bom, eu estou aqui para lembrar que o L’École é um deles.

 

Numa espécie de meio andar para cima, na esquina da Broadway com a Grand, o L’École, como o nome diz, é uma escola de culinária criada pelo French Culinary Institute. Desde 1984, passaram por seus bancos (melhor dizendo, fogões) nomes respeitadíssimos da gastronomia local e beyond. São eles que preparam e são eles que servem.

 

Para o curso diurno, o L’École exige seis meses de dedicação. Para o curso noturno, nove meses. E, mesmo que você não pretenda se tornar um profissional, a casa está de portas abertas para amadores interessados seja em culinária, management (de restaurantes, é claro) ou enologia.

 

Outra boa surpresa, além da simpatia do staff, são os preços. No almoço, por $ 30.00 você escolhe entrada, prato principal  e sobremesa. No jantar, o prix fixe é de $ 47.00. Tudo no maior capricho. Ou caprichô. Cardápio bem cuidado, porções civilizadas, e qualidade excepcional.

 

Na sua próxima vinda à cidade, não deixe de conhecer vários dos inesgotáveis novos restaurantes. Mas reserve um tempinho para ir à escola. Ou melhor, ao L’École. Segurei até agora, mas agora vou dizer: um restaurante nota 10!  Não só porque é bom mas, se você ainda precisa de um argumento adicional, porque fica no SoHo. Ah, sim, e as mesas são espaçosas: portanto, acomodam sacolas sem problemas…

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Em New York as grandes lojas têm de tudo, inclusive restaurante.

Este post é só para lembrar quem já sabe – e informar quem ainda desconhece – que as grandes lojas de departamentos de Manhattan não têm apenas cafeterias e praças de alimentação. As grandes lojas, as grandes grandes mesmo, possuem todas (tá bom, quase todas) um senhor restaurante. A começar pelo oitavo andar da Saks: o Cafe SFA. Que, além de um competente cardápio, tem vista para o rooftop garden do Rockefeller Center e para a Saint Patrick’s Cathedral.

 

Prefere a Bloomingdale’s? É só “pegar” o Le Train Bleu, que fica entre o sexto e o sétimo andares. Como o nome deixa imaginar, trata-se de um vagão restaurante estilizado. O cardápio não é nenhum Orient Express mas, como se costuma dizer, dá perfeitamente para o gasto.

 

Na Macy’s, como todo mundo já sabe, estamos mais para praça de alimentação, mas o Cellar Bar & Grill serve um honesto hamburger. Além de hot dogs com salsichas do tamanho de uma bengala…

 

Subindo do basement, e principalmente de nível, temos em seguida o Fred’s da Barneys New York. Lugar bonito, gente bonita, cardápio sofisticado, onde se destaca (iéqui!) o sanduíche de lagosta.

Subindo mais ainda de nível, vamos para a Bergdorf Goodman que, segundo a crítica, possui os dois melhores department store restaurants da ilha: o BG no sétimo andar, com vista para a 5a. Avenida e o Central Park; e o Goodman’s que, embora fique no basement, é considerado o number one da casa.

Se o Goodman’s estiver cheio, como costuma acontecer, uma dica é atravessar a rua para a Bergdorf Goodman men’s store e sentar no Bar III. O cardápio é o mesmo e raramente há espera.

Quem falta? Ah, a Lord & Taylor. A loja já teve restaurante próprio no passado, mas mais recentemente decidiu passar a bola para a cadeia Sarabeth’s. Nada de excepcional mas perfeitamente encarável.

E a Century 21? Que eu saiba, não tem restaurante. E, com todo o respeito que a casa merece pelos inestimáveis serviços prestados à comunidade brasileira, acho melhor mesmo que não tenha…

 

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Monkey Bar. Para você jantar bonito.

Em 2009, Graydon Carter, editor da Vanity Fair, revista que, para mim, perdeu muito do seu encanto com a morte do Dominick Dunne; o Graydon Carter, eu dizia, lançou-se como restaurateur. Na verdade, o que eles fizeram foi resgatar um local histórico (inaugurado durante a Lei Seca) e transformá-lo muito mais num clube do que num restaurante. Para entrar no Monkey Bar, de fato, você tinha que ser uma celebrity ou então enviar um email, aguardar resposta, e depois aceitar jantar às 5:30 da tarde…

 

Mas agora acabou essa coisa de patota (meu Deus, ainda se fala patota?!). O Monkey Bar, que fica no Hotel Elysée, liberou geral. Antes disso, o Graydon Carter deu uma geral na casa: trouxe um novo sócio, um novo chef, um novo wine director, uma nova cocktail queen, e por aí afora.

 

O resultado não poderia ter sido melhor. Agora acessível até através do Open Table, o Monkey Bar tem arrancado elogios de público e crítica. Cordialidade, boa comida, ambiente gostoso, lugar bonito e preços… bom, não existem milagres, certo? Mas, se você evitar trufas, as entrées ficam em torno de 30 doletas.

 

Mas a melhor notícia, além do cardápio e da adega, é poder estar à vontade num local que tem história e decor para esbanjar. O mural do ilustrador Ed Sorel, por exemplo, já é quase um landmark. Para resumir, é tudo muito bonito. E o dress code, bastante liberal também. Mas é claro que regata não dá…

 

Se você se cansar do fast food, ou mesmo do slow food sem imaginação e sem environment, faça uma reserva no Monkey Bar. Lembrando que por ali já passaram Marlon Brando, Maria Callas, Ava Gardner, Sidney Poitier, entre outros. Macacos me mordam se você não gostar do local!

 

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Um Wine Bar com a griffe Zabar: uma rima de dar água na boca.

Se você gosta do Eat - o complemento ideal para uma manhã no Metropolitan Museum! –  ou do Vinegar Factory, o Eli Zabar tem uma boa notícia para lhe dar: Eli’s Essential Wine Bar. Com localização estratégica (Madison com a 74)  o wine bar fica no segundo andar do novo endereço Zabar para comidinhas rápidas: sanduíches e outras delícias to go.

Como tudo o que o empresário faz é sempre bem feito, acho que vale a pena conferir essa investida dele no terreno enológico. Verdade que ele já tinha uma wine shop colada no supermercado ma-ra-vi-lho-so da 3a. com a 80. Mas aqui é para consumir in loco!

Infelizmente o local é tão recente que você ainda não encontra avaliações na internet. Mas, again, o sobrenome do moço mais do que recomenda. Acho que roteiro Metropolitan-Eat tem tudo para ganhar um novo pit-stop: Eli’s Wine Bar-Metropolitan-Eat.

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Olha aí, pá. Um restaurante português em Midtown.

Um jornal brincou, dizendo que é o único e melhor restaurante português de Midtown. Mas era só uma brincadeira. Independente de não haver concorrência, o Alfama se insere tranquilamente na categoria dos “bons”.

 

Para quem não sabe, na verdade não se trata de um novo restaurante. O Alfama simplesmente mudou do West Village para a 52, East side. No Village, uma decoração rústica como se costuma encontrar em tantos locais lusitanos. No East side, um ambiente clean e contemporary.

 

Quanto ao que realmente interessa (a cozinha!) parece que há altos e baixos. Como todo restaurante português, o Alfama tem um extenso cardápio e, portanto, fica difícil de manter o assim chamado standard de qualidade. O segredo é  não inventar: há opções excelentes não só de Portugal, mas também de Moçambique, Macau e Brasil.

 

Sempre no lado positivo, eu acrescentaria os vinhos: Dão, Douro, Alentejo (não existe Aquemtejo?) Porto, etc, etc. E as sobremesas, com delícias de ovos saindo pelo ladrão.

 

Então, anote aí: Alfama. Quando você se cansar dos hambúrgeres e dos cupcakes, é sempre é bom saber que existe um bacalhau e um pastel de Belém esperando por você…


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