Posts Tagged ‘Restaurantes’

Gordinhos, salivem!

Thursday, July 29, 2010

Tutta roba buona!

A grande novidade culinária da cidade abre muito em breve, na West 23rd, pertinho da 5th Avenue: EATALY!

A idéia, importada de Torino, é mais um empreendimento dos restaurateurs Joseph Bastianich e Mario Batali – o que significa que a coisa já é sucesso, antes mesmo de ter aberto.

Projetado nos moldes do Chelsea Market, o Eataly vai ser um espaço enorme dedicado à gastronomia italiana: mercadinhos de comida, peixaria, açougue, lanchonetes e  alguns restaurantes. Claro que, sendo um local italiano, não podem faltar as gelaterie e uma imensa adega de vinho.

Uma informação perigosa para a cintura: a maioria das lojas vai ter um balcãozinho onde você pode saborear um antipasto, beliscar um pannino…portanto, clima de alerta total.

Curiosamente o maior restaurante, o Manzo, vai ser dedicado – como o próprio nome indica – aos prazeres da carne. Digo “curiosamente” porque, em 15 anos de Itália, nunca encontrei um prato de carne digno de write home about. Vamos conferir.

O Zé ali da esquina.

Sunday, February 7, 2010

Tijolinho à vista, mas o nome não.

Primeiro de tudo, longe de mim a idéia de querer invadir a praia do Boa Vida ou do DCPV. Mas é que preciso contar de um Café aberto há pouco tempo aqui em New York. Não que eu vá avaliar o cardápio, comentar a decoração ou discorrer sobre o serviço. Nada disso. Só quero falar da coincidência de estar caminhando (ou fazer de conta que estou caminhando: meu pobre pé!) aqui pela vizinhança, quando me deparo com um local chamado Zé.

Lugar charmosíssimo, no coração de um bairro super residencial: o Sutton Place e a apenas alguns quarteirões da ONU. Reconheci o espaço, antes ocupado por uma daquelas floriculturas carésimas (onde uma dúzia de rosas você tinha que dividir em 12 vezes no cartão…).

Fotinho que peguei do site do Zé Café

Bem, procura daqui, procura dali e (como não podia deixar de ser) o dono é brasileiro. E o chef trabalhou anteriormente no Le Cirque.

Agora já não vai ser estranho eu sair de casa, dizendo: – Vou até o , ali na esquina.

Ah, sim: a esquina em questão é a da 1a. Avenida com a 52. E, na verdade, o fica a alguns metros do cruzamento. Com um letreiro discreto – até demais.  Número 398, para ser precisa. Coisa que sempre precisa, certo?

Mais um que se vai…

Sunday, January 31, 2010

Não sei quantos de vocês conheceram o local, mas o centenário Café e Gourmet Market Bazzini está para fechar suas portas.  Um prédio do século XIX na Greenwich Street, com pé direito altíssimo, mesas comunais, sanduíches gigantescos, sopas deliciosas e um maravilhoso mercadinho de importados. Sem falar nas “nuts” que na verdade deram origem ao business.

E por que  o Bazzini estaria fechando? Não, não é por causa da crise – embora ela tenha dizimado “ene” outros cafés e restaurantes nas redondezas. O que fechou o Bazzini foi a abertuta do Whole Foods algumas quadras abaixo. Como disse um jornalista, é como abrir um WalMart ao lado de uma mercearia.

Enfim, a história de sempre: Davi contra Golias. Só que ultimamente é o gigante que tem vencido a parada. No mesmo prédio do Whole Foods, também abriram filiais a Barnes & Noble e a Bed Bath & Beyond. Ninguém precisa pensar muito pra saber o que vai acontecer com as pequenas livrarias da área. Idem com as lojas de coisas para casa.

É o gigantismo, gente – uma tendência que empobrece cada vez mais nossa experiência cotidiana. Tudo grande, tudo igual, tudo medíocre (só sentido literal do termo).

Alguém, please, me leva de volta pra Europa?!

Indo pra Rússia de metrô.

Sunday, November 29, 2009

De midtown para a Rússia

Como todo mundo sabe, o metrô de Moscou é um dos mais bonitos do mundo. Já o metrô que me leva a Brighton Beach, a Rússia local, está longe de ser uma Brastemp. Mas o que fazer? Pelo menos sei que em 1 hora chego de midtown a esse que é um dos bairros étnicos mais característicos de New York.

quer dizer: tá russo

Estive lá hoje. E repetiu-se a sensação de que a viagem não acontece apenas no espaço mas também no tempo: uma espécie de volta à infância. Primeiro, por causa da língua, com a qual ainda consigo me fazer entender. E segundo, por causa dos cheiros. O que me faz chegar ao objetivo de minha ida ao local: comprar algumas arrobas de pelmeni, um dos pratos russos com os quais cresci.

Ocasião em que, obviamente, aproveitei para demonstrar meus vastos conhecimentos do idioma de Tolstoi.  Até que desta vez não fui mal, pois só não consegui me lembrar da quantidade (alguém aí sabe como se fala doze em russo?).

Enfim, pra quem se interessar, Brighton Beach fica no Brooklin, pertinho de Coney Island. O bairro já foi chamado de Little Odessa, graças à grande concentração de ucranianos. Com o tempo, aos ucranianos juntaram-se russos, poloneses, armenos, turcos, e outras etnias. São poucas ruas, a principal delas se estendendo embaixo de um big worm (quer dizer, de um minhocão). Além das inúmeras lojas de alimentos e dos letreiros ilegíveis, o que caracteriza o pedaço é a poluição visual.

Lá em cima, o trem; cá embaixo, o maior vai-e-vem.

Pra fugir dessa man-made-ugliness, basta andar duzentos metros e encontrar o mar. E se por acaso você estiver com saudade do Guarujá, Brighton Beach não só tem praia como também calçadão. Mas o que vale mesmo a visita, apesar da feiúra do bairro, são os restaurantes étnicos – vários deles recomendados pelos  mais respeitados guias do gênero.

Guarujanovsky

Aqui eu ia emendar um comentário recomendando a famosa peça de Neil Simon que acabou de voltar para a Broadway: Brighton Beach Memoirs. Como disse, ia recomendar. Depois de uma semana, a peça desse monstro sagrado do teatro americano saiu de cartaz… Agora, se você tiver mesmo interesse, só alugando a versão cinematográfica de 1968. Ou indo ao local onde tudo aconteceu.

Pra terminar, uma informação familiar: a beneficiária principal desta minha incursão a Brighton Beach aterrissa em NY dia 25 de dezembro (tal qual Papai Noel). Quer dizer, a filhota, também fanática de pelmeni, vem passar as festas comigo. Se ela não ler esse blog, o pelmeni vai ser uma surpresa. Se o ler, a surpresa vai ser minha: sabendo desde já da iguaria, imaginem o apetite com que ela vai chegar…

Que a Natalie e o Fred não me leiam…

Saturday, November 7, 2009

Muito papo entre um prato e outro

 

No primeiro encontro, tomamos um café meio às pressas no Juan Valdez. No segundo, almoçamos no Pepolino. Sim, já sei que você deve estar se perguntando: quem “tomamos”, quem “almoçamos”? Bem, no café éramos a Lucia e eu. No almoço, estava também sua amiga Mary.

O Juan Valdez (uma espécie de show room do café colombiano) resume-se a um único endereço em New York, mas dá de goleada nas centenas de Starbucks que pululam na cidade. Pelo menos é o que me dizem, já que não tomo a infusão em questão.

Para o Pepolino (Tomilho, em português), também só tenho elogios. Comida e serviços excelentes. Some-se a isso a boa companhia, um vinhozinho pas mal (pra elas, bien compris, porque eu tinha que voltar pro trabalho!) e sobremesas de dar água na boca. Aliás, foi a sobremesa (ou a ausência dela) que salvou minha amizade com a Natalie e o Fred.

Explico: quando pedi a sobremesa para a Lucia e a Mary, o dono do estaurante (Patrizio) estava ocupado ao telefone. O garçon (talvez novo na casa) trouxe apenas as sobremesas solicitadas  – e não o cheesecake que eles sempre me servem como cortesia (habituè tem essas vantagens…). Já para a Natalie e o Fred, o cheesecake não só veio, como desapareceu em rápidas colheradas.

Bem, Natalie e Fred: se isto é um consolo, o doce-paixão de vocês desta vez foi poupado. Pra Lucia e a Mary, portanto, fica aqui o convite de um breve retorno: há um cheesecake à espera de vocês.

Leia sobre esses restaurantes antes que eles passem.

Wednesday, September 30, 2009

HotDog2

Por se tratar de restaurantes sobre rodas, as estrelas do Guia Michellin (uma fábrica de pneus!) seriam mais do que adequadas.  Mas na verdade é o Vendy Awards. Mais exatamente, a quinta edição do prêmio que escolhe os melhores restaurantes ambulantes da cidade: os chamados food carts e  lunch trucks.  Sim, as carrocinhas que você vê em cada esquina de Nova York, vendendo de cachorro quente a kebab, passando por tacos e uma infinidade de outros quitutes étnicos.

Um dos títulos mais  disputados (o Rookie of the Year) foi para o Schnitzel & Things que fica, ou melhor, estaciona na West 52nd Street.  Mas não só lá: a cada dia semana, os proprietários escolhem um lugar diferente – e avisam a clientela via Twitter!  Se você é chegado em salsicha com chucrute, siga esse veículo!

Na categoria People’s Taste Award ganhou (pelo segundo ano consecutivo) o Biryani Cart que estaciona na West 46th, ao lado da Avenida das Américas. E o prêmio máximo foi para o Country Boys, um street-cart que serve tacos e só opera nos finais de semana no Brooklin: a matriz, nos campos de futebol do Red Hook Park; e a filial, no Brooklyn Flea em Fort Greene.

Segundo o festejado chef Mario Batali , o  Vendy Awards é o Oscar da cozinha para a verdadeira Nova York. Para conferir, e aproveitar os bons preços,  dê uma espiada no site  Midtown Lunch. Você escolhe a especialidade e depois a locação. Alternativa é o que não falta. E, como reconhece esse prêmio anual, também não falta qualidade.

OK, está bem, alguma coisa fica faltando: mesa e cadeira. Mas também o que você queria? Comer bem, barato e, ainda por cima, confortavelmente?!

Ai, ai, ai, ai…tá chegando a hora….

Friday, September 25, 2009

Tordesilhas

Tudo o que é bom, acaba. Tudo o que é muito bom, também – não é mesmo? Pois é, minha temporada em Sampa está na reta final.

Mas não posso reclamar: além de visitar os “istas”, consegui fazer um monte de coisas.

Conheci – e adorei – um restaurante novo: o Tordesilhas, do qual virei fã de carteirinha. Gostei muito também do La Frontera. Já no Ping Pong, preferi abrir mão da carteirinha…

Meus amigos Trips fizeram uma festa pra mim , onde fui super-paparicada. Obrigada de novo, meus queridos.

Revi muitas amigas e amigos. Tomei café da manhã fora, almocei fora, jantei fora – até lanches na padoca eu tomei. Honestamente? Vou ficar pelo menos 2 semanas sem pisar num restaurante…

Fiz um monte de comprinhas para minha casinha e muitas outras para minha cabecinha.

Fui ao teatro e vi coisas muito boas. E  outras nem tanto.

Ganhei presentes bárbaros, que levo comigo na mala e no coração.

Namorei minha filhota a não mais poder.

À custas de me repetir, who could ask for anything more?

E, pra melhorar, sei que no ano que vem tem mais. E em grande escala. Nossa diretora social já está preparando uma mega-reunião no Rio para abril.

E, enquanto abril não chega, o próximo capítulo será uma reunião Vermontiana, dentro de duas semanas. Adivinhem com quem?

 

BlogBlogs.Com.Br

Briga virtual, amizade real.

Sunday, July 19, 2009

Antes mesmo de conhecer o José Eduardo, eu já tinha brigado com ele. Explico: no mais puro estilo deixa-que-eu-chuto, eu me meti (de inxerida, mesmo!) numa discussão virtual dele com uma pessoa que comentava no blog do VnV. E, como todo mundo que se mete no meio de algo que não lhe diz respeito,  eu não sabia exatamente o que estava em jogo – e, como consequência, dei um mega fora.

Felizmente o Zé não guarda rancores e, depois que me desculpei, o mal-entendido inicial deu lugar a uma amizade no éter (não usei “virtual” pra evitar a rima).

Bom, o tempo passou e finalmente pintou a possibilidade de um encontro em Boston – metade do caminho entre Vermont, onde ele mora, e NY, onde moro eu. Pra unir o agradável ao útil, aproveitei pra marcar algumas reuniões de trabalho na cidade.

E foi a caminho de uma delas (quem diria) que dei de cara com o Zé, a Debora e o Pedro tomando lanche! Existe coincidência maior? Quer dizer, encontro marcado para o fim da tarde e a gente se cruza sem pré-aviso no meio do dia!!  Acho que era mesmo para acontecer.

Boston1

Abraços, apresentações e a confirmação: jantar no fim do dia em Cambridge, no Henrietta’s Table. Um restaurante que, usando ingredientes 100% orgânicos, consegue agradar 100% dos clientes, sejam eles vegetarianos, carnívoros, amantes do vinho ou da cerveja. As sobremesas, então, são daquelas que não deixam nada sobre(a)mesa.

Henrietta

Foi nessa atmosfera que falamos de tudo e de todos (falando sempre bem, é claro…). E marcamos um eventual encontro em Vermont no início do outono, quando as folhas vão do verde para o amarelo, para o ferrugem, e finalmente para o chão (esperamos chegar lá, é claro, antes desse último estágio).

Em New York, a quase-estupidamente-gelada já não vem estupidamente sozinha.

Sunday, June 14, 2009

Finalmente uma moda européia, de  que tanto gosto, está sendo copiada em NY: petiscos grátis para acompanhar a cervejinha.  Até pouco tempo atrás, você entrava num bar ou num pub pra tomar uma geladinha (que aqui nunca é tão geladinha assim!) e era só isso o que serviam. Nem uma mísera batatinha chip de cortesia. Depois de anos de Itália, onde você pode escolher o bar da cervejinha em função do petisco que a acompanha, foi meio difícil aceitar essa sovinice. Agora, finalmente, parece que eles se tocaram.  Alguns bares de NY e Brooklin começam a servir pizzinhas, salgadinhos fritos ou até mesmo um pequeno buffet. São poucos os locais, são pequenas as porções, mas a mudança é bem-vinda.

Então, se tiver fome na sua próxima visita a NY, mate a sede.

Eis alguns endereços:

Temple Bar
332 Lafayette Street
(212) 925.4242

El Cantinero
86 University Place
(212) 255.9378

Rudy’s Bar and Grill
627 Ninth Avenue
(212) 974.9169

Tarallucci & Vino
15 East 18th Street
(212) 228.5400

Brazen Head
228 Atlantic Avenue
(718) 488.0430

Jantando com Candice Bergen e Donald Sutherland

Wednesday, June 3, 2009

Bem, não exatamente. Mas ontem, saindo tarde do escritório, e com fome, fui jantar num dos meus lugares favoritos em NY: o Cafe Shun Lee.

ShunLee
Restaurante chinês daqueles que servem dumplings. Aqueles quitutes que vem num carrinho. Dois carrinhos, na verdade: um carrinho para os dumplings a vapor e outro para os dumplings fritos. Não, não tenho foto: ainda não sou blogueira profissional e não ando com a máquina. Essa foto eu surrupiei da internet. Mas mesmo que tivesse uma camera, eu – tentando agir como uma verdadeira novaiorquina – não teria fotografado celebrities . Enfim: numa mesa, com a mulher, estava Donald Sutherland. E do outro lado, Candice Bergen com o marido. Um mais charmoso do que o outro, e ela mais bela do que nunca. Babei um pouquinho – no guardanapo, tudo muito discreto, e fui embora, sem fazer a mínima menção de tê-los visto. New York é mesmo o máximo….