Paris fazendo escola…

Alguns anos atrás, o prefeito de New York visitou a França para conhecer a experiência parisiense com as bicicletas compartilhadas. Segundo ele, o sistema não seria adequado  para o traçado urbano de New York. E a coisa ficou por aí. Mas não é que, por algum motivo ou fato novo, o Bloomberg mudou de idéia? Em julho, as primeiras 420 dock-stations serão inaguradas em Manhattan.

 

No total, serão 600 bike-share stations, com um total de 10.000 bikes. A maior “frota” de bicicletas compartilhadas dos Estados Unidos e uma das maiores do mundo. Nas seguintes áreas: Midtown, Lower Manhattan, Brooklyn, e futuramente parte do Queens.

 

Como funciona? Infelizmente, via membership: você terá que pagar $ 95.00 por ano para poder usar as duas-rodas quantas vezes quiser, mas nunca mais de 45 minutos por vez. Superado esse tempo, o usuário terá que pagar extra.

 

Mas se é membership, não entendi como é que a coisa deverá funcionar para os turistas! Uma grande interrogação, enfim. Outra é a que vem dos moradores da ilha, já que as stations vão roubar ainda mais parking spaces.

 

Espero que tudo isso se resolva, pois a idéia é ótima e já provou que funciona em inúmeras cidades nos cinco continentes. Todo mundo pedalando, fazendo exercício, e poupando o planeta. Eu também entraria nessa mas, por mais que tenha pesquisado, ainda não encontrei confirmação de que triciclos também serão disponibilizados… :wink:

 

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Do you speak chinenglish?

Maior barraco no Queens. Há uma autoridade lá querendo obrigar que todas as placas de lojas, restaurantes, etc, sejam em inglês ou que pelo menos contenham a versão em inglês.

Como são mais de 120 línguas no bairro (sim, vou repetir: mais de 120 línguas!) o argumento do rapaz acaba fazendo um pouco de sentido. Segundo ele, se a galera não se comunicar em inglês, vai se comunicar como? Cada um falando seu idioma?

E o pior é que a autoridade em questão também é imigrante: portanto, insuspeita para estar propondo a medida. Como eu não sei o que vai dar, avanço aqui algumas sugestões para os restaurantes brasileiros que também pululam na área: One, Two, Bean & Rice (esse foi fácil); Cowboy Bean (Feijão Tropeiro); Gaucho All You Can Eat (Rodízio Gaúcho); Varied Commercial (Comercial Variado); e por aí afora.

Agora falando sério: sou totalmente a favor da diversidade, mas desde que não impeça a integração. Um bairro com 120 línguas é uma coisa fascinante, mas que tal aprendermos a língua do país onde o bairro fica?

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Termômetro nos 40º? Cerveja geladinha.

Serviço público do abrindoobico. Com New York tomada por uma onda de calor senegalesco, nada melhor do que rever a relação dos principais beer gardens da cidade.

Para começar, o que talvez seja o mais antigo deles: Bohemian Hall & Beer Garden  em Astoria, Queens (completando um século esse ano).

Mas há endereços mais novos e mais próximos. O mais badalado, o Biergarten, no sofisticado Standard Hotel, ao lado  da High Line. Dizem que é a melhor seleção de cervejas, salsichas e pretzels da ilha. Ah, além de mesas de ping-pong para você se aventurar enquanto bebe.

Saindo de Manhattan de novo, vale a pena conhecer o Loreley no Brooklyn. Aqui, além da cerveja e da salsicha, você pode saborear também um extenso cardápio de pratos alemães.

Ainda no Brooklyn (puxa vida, tudo acontece lá!), o Der Schwarze Kölner  com mesinhas na calçada. Dirigido por alemães, frequentado por alemães, o local tem dezenas de cervejas e iguarias… adivinhem de que nacionalidade?

Também fora de Manhattan, mas em Long Island City, fica o Studio Square . É o maior deles, além de ser um garden de verdade, com árvores e tudo mais. A desvantagem é que se trata também de um sports bar, com os indefectíveis televisores ligados. Ah, sim, e tudo um pouco misturado: cerveja alemã e salsicha convivendo com buffalo wings,  sushi, mojito, sangria… Mas não é que tem atraído gente? Filas na porta…

Para terminar, algo menos convencional: Shanghai Tide, no Flushing, Queens. Na verdade, é um restaurante. Com a diferença de que, por apenas 26 dólares, você pode comer e beber durante duas horas. As cervejas? Budweiser ou chinesa. Um pouco unusual? Concordo, mas é sempre uma alternativa às onipresentes cervejas e salscihas da Bavária.

Parece que nos próximos dias a temperatura vai cair um pouco, mas uma cerveja (seja ela da Bavária ou de algum cantão da China) continua caindo bem.

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God save the Queens!

Montreal no Queens.

Da região de Quebec para o Queens borough. Mais exatamente, do famoso Au Pied de Cochon, de Montreal, para o M.Wells, o novo restaurante-atração de Long Island City. O chef, o badalado Hugue Dufour ao lado da esposa, Sarah Obraitis. Ele, do Canadá; ela, do Queens mesmo. Uma união de cozinhas que deu mais do que certo. De início, o M. Wells só servia breakfast e almoço – um começo cuidadoso. Mas, já há alguns meses, teve início também o serviço de jantar – por enquanto só três vezes por semana.

 

Claro que você já deve estar dizendo: mas no Queens?! Simples, é só tomar o metro 7, direção Hunters Point. Quanto ao local, não há como errar: o M. Wells ocupou o espaço de um tradicional diner com paredes externas cromadas. Do tipo American Graffitti (alguém se lembra?).

Bom, o cardápio é um festival de calorias. E, pra ser gostoso, não poderia ser de outra maneira, estou errada? Cozinha “quebecois-American”, com pratos que vão de patinha de rãs (iéc!) a picles de língua de porco (iéc!) passando por beef tartare, rolls de lagosta, meatloaf, tamales de foie gras, pizza de panela, spaghetti com meatballs, etc.

 

Embora façam parte do cardápio, os tourtieres – uma meat pie tradicional de Quebec e que fez a fama de Dufour por lá – são muito difíceis de encontrar. Mas há muita caloria, quer dizer, iguaria pra todo mundo se (in)fartar.

Wells. No Queens. Pra quem não does boroughs, até que tenho falado bastante deles… :wink:

 

 

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