A New York da Paula Bicudo.

 

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?

Peguei um táxi mesmo e chegar em Manhattan pela primeira vez de táxi, cruzando as pontes, me emocionou muito. Eu finalmente estava no cenário de muitos dos meus filmes prediletos e era mais bonito ainda ao vivo, e mais caótico. Acho táxi ou limo vale pela poesia da chegada pela primeira vez, ainda que mais lento e caro.

 

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

Claro que foi ir pra rua. Logo que chegamos, já fomos fazer um lindo passeio pelo Central Park e conhecer os famosos Strawberry Fields.  Estava uma linda manhã de verão e a primeira impressão da cidade não poderia ser melhor.

 

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

Sai de SP com muitos restaurantes que eu queria conhecer já reservados, pelo menos para jantar. Usei o site www.opentable.com e não me arrependi. A dica em NY é reservar os restaurantes um pouco mais tarde, tipo 20.30h a 21h, e se consegue mesa em quase todos eles, a não ser talvez nos lugares mega ultra hiper badalados e recém inaugurados. Isso porque os novaiorquinos costumam jantar cedo, pelo que pude observar. Durante o dia, comíamos em delis pelo caminho mesmo, mas eu sempre levo comigo uma lista de lugares mais indicados em cada região da cidade.

 

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?

Nova York é tudo que você quiser, a cidade tem o maior leque de possibilidades que eu já pude me deparar em uma cidade. Compras não são a minha praia, mas mesmo para pessoas como eu, NY é uma tentação e devo confessar que voltei da cidade com a maior mala que já voltei de viagem na vida (mas mesmo assim, uma mala só). Gosto de andar na rua, sentir a cidade, me localizar, e além do roteiro básico de museus e Broadway, acho interessante passear em áreas menos turísticas da cidade, como o Upper West Side, por exemplo. Para muitos, NY é Midtown.

 

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?

Como já falei, gostei muito de ficar hospedada no Upper West Side, talvez escolhesse essa área para morar se vivesse na cidade, mas tenho um carinho todo especial pela bagunça e alegria diária do Soho.

 

Outlet é out ou ainda é in? Qual?

Eu acho super OUT, nunca fui em nenhum, não perderia um minuto da vibrante cidade para me amontoar em lojas procurando barganhas. Não curto.

 

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).

Vá no verão ou primavera, para curtir a cidade em um clima mais ameno, com dias mais longos e ter mais tempo para explorá-la. E não tente “abraçar o mundo com as pernas”. Não dá pra ver (ou comprar tudo) na primeira e nem na trigésima vez. Deguste a cidade aos poucos.

 

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

Levo a certeza de voltar o mais breve possível.

 

 

 

 

 

 

Comentários (4)

Todos no mesmo barco.

PaulaMauricio

A Paula , o Mauricio, e Cia. Ltda. vieram passear em NY. E, de todos os passeios pra fazer nesta cidade, nenhum supera o de barquinho – imagino que vocês já tenham percebido minha predileção aquática….  Mais ainda um passeio desses, feito ao “tarde” entardecer do verão americano. Então, a Paula comprou bilhetes no New York City Watertaxi para um roteiro que começa e termina no Pier 17 – aquele onde tem sempre o maior buxixo. E lá fomos nós…

BMW

Esse passeio, que custa $25.00 e dura aproximadamente 90 minutos, faz uma meia voltinha na ilha: sai do East River, dá uma entradinha no Hudson River, fica um tempinho parado na Estátua da Liberdade – onde a tripulação faz questão de ajudar todo mundo a tirar as melhores fotos possíveis –  retoma o East River e sobe até o decadente prédio da ONU oferecendo ângulos incríveis para fotos do BMW.  Não, não o carro.  BMW é a fórmulação mnemônica das três primeiras pontes do East River: Brooklyn, Manhattan e Williamsburg.

 

FinDistrict

 

Nossa sorte é que tínhamos tido tempo de conversar antes do passeio. Sim, porque como em quase todo programa turístico nesta cidade, o barco tinha um “animador”.  Um cara com um fôlego invejável que não parou de falar enquanto não contou – em verso e prosa – a história de NY inteirinha.  I-n-t-e-i-r-i-n-h-a e aos berros! E todos gostaram, menos nós. Eu topava tranquilamente pagar um pouco mais pra poder curtir o passeio em silêncio. Mas americano é assim: eles acham que precisam acrescentar emoção à emoção natural que todos já sentíamos.

ParqueER

Mas resistimos bravamente ao desagradável “atrapalhador” e não o deixamos estragar nosso passeio – muito menos a alegria de ter mais uma VnVzinha aqui em NY.

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