Nem abriu e já é famosa!

A boutique Fivestory só vai abrir suas portas – e que portas! – dia 19 de abril. Numa town house da rua 69, no lado east, é claro. Roupas e acessórios masculinos e femininos top de linha. Luxury stuff, como se costuma dizer. Além de coisinhas, por assim dizer, para a casa e o bebê.

 

O nome é Fivestory, mas os andares parece que são só dois: subindo, adultos; descendo, casa e pimpolhos. Artigos importados, principalmente de Londres e Paris. A ideia é surpreender com peças exclusivas e de extremo bom gosto.

 

Vamos ver. Por enquanto, o que se pode fazer é elogiar a coragem de abrir uma boutique, por diferente que seja, numa época difícil e numa das áreas com mais boutiques por metro quadrado da ilha de Manhattan… :wink:

 

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Japonês offline.

O restaurante japonês Kyo Ya, que está completando cinco anos, não tem website e não pode ser reservado pelo OpenTable. Mas não é só: mesmo no mundo não-virtual, ele é complicado de achar. Primeiro de tudo, porque fica escondido numa espécie de basement. E segundo, porque não tem placa na porta. OK, tem uma placa, mas que diz apenas: Open.

 

Agora, se você conseguir encontrá-lo, vai-se dar muito bem. Primeiro (acho que já usei “primeiro” há pouco) porque é bonito. Segundo (acho que também já usei “segundo” há pouco) porque é bom. Estou, é claro, vendendo o peixe como eu comprei.  Mesmo porque, não sei se vocês sabem, eu odeio peixe. Mas nem por isso deixo de recomendar o local, que só tem arrancado elogios das colunas especializadas.

 

Todo de madeira, staff simpaticíssimo, respeitador das estações do ano (coisa rara em Manhattan) e com um cardápio tão repleto de iguarias que fica difícil escolher. É o que dizem os experts do ramo. Se eu gostasse de japonês, quer dizer, de restaurante japonês, iria correndo. E ia ficar muito braba se não encontrasse…

 

Se você está a fim tentar, aqui vai o endereço: 94 East Seventh Street. Boa sorte. E bom apetite! :wink:

 

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Atenção, brasileiros: apartamento à venda no Dakota!

Alguém se habilita?

Segundo a imprensa americana, russos, indianos e brasileiros estão comprando tudo quanto é imóvel nos Estados Unidos. Se for verdade mesmo (e parece que é), vou dar uma dica aos meus conterrâneos: o famoso edifício Dakota, cujo morador mais famoso continua sendo o John Lennon, está com um apartamento à venda. Com 474 m2, o imóvel tem oito janelas para o Central Park. E quase 30 metros de varanda.

Hoje são “apenas”  três dormitórios, mas você poderá mexer à vontade. Inclusive diminuir ou aumentar o número de lareiras que, at this point in time, são sete. Um momento, dei uma informação errada: você pode mexer à vontade, desde que o Comitê Estético do edifíco aprove. Exato, o condomínio têm um Comitê Estético. Que lhe faz uma visita antes e depois da obra, para ver se tudo foi feito como manda o figurino.

 

É, essa coisa da fiscalização é chata. Mas já pensou ter oito janelas sobre o Central Park? Dividir o elevador com celebridades? Viver cercado de história no coração de Manhattan? Claro que tudo isso tem um preço: $ 29,600,000.00 para ser mais exata. Não é extamente o que você está buscando? Nenhum problema: as alternativas são muitas. Mas pode riscar o do nº 15 da Park Avenue, que estava à venda até recentemente. Um magnata russo acaba de comprá-lo para sua filhinha de 22 anos. O preço? Redondos $ 80,000,000.00.

 

Não vamos ficar para trás, não é, gente? Qual é o brasileiro que se habilita a quebrar esse record?  :lol:

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Um restaurante chinês para gente grande. Quer dizer, para bolso grande.

Como o abrindoobico já tinha antecipado aqui, acaba de abrir as portas em Manhattan o sofisticado Hakkasan. Essa badalada griffe chinesa foi criada em Londres e se esparramou pela Ásia e Oriente Médio. Agora, com uma escala em Miami Beach, chega finalmente a New York. Na 311W 43rd Street. Quer dizer, no meio da bagunça de Times Square.

 

Mas é só entrar no Hakkasan para o clima mudar. Tudo de muito bom gosto, a começar da decoração. Dizem que a casa gastou em torno de 10 milhões de dólares num espaço que acomoda 200 pessoas. Um dinheiro que obviamente eles esperam receber de volta.

 

E pelos preços do cardápio, a coisa não vai demorar muito. Sério, tem prato chegando perto dos mil dólares! Estamos fora, certo? Mas há alternativas: o que o menu chama de Small Eats. De fato, se ficarmos nessa seção do cardápio, dá até para encarar. Mas não sai barato, não.

 

Então fica aí a dica. E como li recentemente que o “experiential consumer” (que está mais interessado em adquirir sensações) é mais feliz do que o “materialistic buyer” (que só quer comprar stuff), talvez seja mesmo o caso de reservar o Hakkasan. Como já diziam nossos sábios avós: mais vale um gosto do que seis vinténs…

 

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A arte de viajar. Ou melhor, a arte viajando.

La Grande Jatte, Georges Seurat. Foto gentilmente surrupiada do Google.

Estava eu em Chicago batendo ponto no Art Institute, mais exatamente nas salas  dedicadas ao Impressionismo europeu. Um respeitável acervo, diga-se de passagem, a começar pela obra-prima do Seurat: La Grande Jatte. Mas a ideia aqui não é pontificar sobre arte, terreno no qual sou apenas amadora (nos dois sentidos…) e sim falar de uma experiência que muita gente já viveu. Portanto, vamos recomeçar: estava eu lá, quando percebo que falta um quadro na parede. E, no centro do espaço vazio, a notinha esclarecedora: obra emprestada para a Frick Collection de New York. Bem, eu tinha estado na Frick Collection de New York alguns dias antes e tinha visto o quadro lá. Era o Acrobats at the Cirque Fernando, do Renoir.

 

Quantas vezes isso já não aconteceu com os milhares, está bem, as centenas, OK, as dezenas de leitores? A verdade é que as obras de arte viajam mais do que nossa turminha. E a gente fica cruzando com elas nas esquinas, quer dizer, nos museus da vida. Os Impressionistas, então, não param em casa! Onde quer que você vá, tem um deles dando uma canja no local.

 

E já que estamos no assunto, digníssima de nota a exposição da Frick Collection: Renoir, Impressionism, and Full-Lenght Painting. Quadros do mundo inteiro passando uma temporada em New York. Até 13 de maio, na verdade. Portanto, se você decidir dar um pulo ao Musée D’Orsay nesse período, vai encontrar dois Renoirs a menos. Um a menos na National Gallery de Londres… e assim por diante.

 

E a gente achava que viajava muito…   :wink:

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Era só o que faltava: uma feira dedicada ao divórcio!

Difícil de acreditar, não é? Mas, não só existe, como acaba de acontecer. Aqui em New York. Chama-se Start Over Smart. Uma ideia copiada sabe de onde? Da França: Paris já tem sua feira do divórcio há algum tempo. Além de Londres, Viena e Milão. E no que consiste o, vamos dizer, criativo evento? Consiste basicamente em dar uma mãozinha a quem se separou ou – o mundo está perdido! – está pensando em se separar.

 

Você chega lá, paga 75 doletas, e adentra o Metropolitan Pavillon, na 18th Street, onde também acontece – vejam vocês – a Wedding Expo. Uma vez lá dentro, suas alternativas são várias. Só para você ter uma ideia, as palestras vão desde “10 Coisas que Você Precisa Saber Antes de se Divorciar” até “10 Dicas de Moda para Quem se Divorciou”. Sem falar nas consultas com advogados, cirurgiões plásticos, agentes imobiliários, etc, etc. Como parte da feira, há também uma Saturday Party com a presença de um dating coach (que triste).

 

Segundo as empresárias (sim, são mulheres) o sucesso do evento estaria garantido pelas estatísticas: 50% dos casais americanos se separam. Estamos falando de mais de 1 milhão de divórcios por ano: portanto, 2 milhões de divorciados… Mesmo que só uma pequena fração desse grupo vá à feira, as moças de fato não vão ter do que reclamar.

 

Mesmo sendo “felicemente sposata” (como se diz na Itália) até que dá vontade de conhecer o evento. Por curiosidade profissional. Mas pagar 75 malandrinhos para ter uma experiência seguramente deprê, estou fora…

 

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Restaurante Buenos Aires. Com pratos muy Buenos.

A casa já tem anos de estrada, e só estou falando dela porque não é fácil achar uma carne em New York “do jeito que a gente gosta”.  O Buenos Aires resolve o problema. Eu sei que ninguém sai do Brasil, onde há milhares de churrascarias, para vir comer carne em New York. Mas às vezes pode bater uma vontade, não é? Mesmo que você esteja aqui há poucos dias. E se você mora aqui então, a vontade é permanente. Pelo menos para mim, carnívora que sou. Ou mais exatamente, picanhívora.

 

Mas estou saindo do assunto. Vamos voltar ao Buenos Aires. Claro que o cardápio teve que fazer uma concessão ou outra ao gosto local, mas sem perder a identidade. Está tudo lá: do jamon às papas fritas, passando por empanadas, chorizo, morcillas, asado de tira, e por aí afora, até o glorioso dulce de leche da sobremesa.

 

Os preços, bastante bons. E a carta de vinhos também, me disseram (já que não entendo nada de vinho…).  A localização é a chamada Alphabet City, um lugar que não costuma estar no mapa da maioria dos turistas. Mas que também não é assim fora de mão. E quando bate a vontade de carne, então, fica mais pertinho ainda!

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O Bloomberg pediu um taxi. Um brasileiro atendeu.

Foto gentilmente surrupiada da NYCTLC.

O novo taxi da cidade de New York só vai estar nas ruas no outono de 2013, mas você poderá vê-lo no New York International Auto Show, que acontece no Javits Center de 6 a 15 de abril. E se você está se perguntando o que tem a ver o novo taxi com o abrindoobico, já explico.

 

Apesar de ser gênero de primeira necessidade em Manhattan, a frota de taxi da cidade deixa muuuuuuito a desejar. Veículos sujos, caindo aos pedações e, além disso, inadequados. Quem fica com todo o espaço é o motorista. O pobre do passageiro, que paga a conta, tem que se contentar com 30 centímetros de espaço para acomodar as pernas. Portanto, a notícia de um novo taxi para a cidade tem que ser espalhada aos quatro ventos, acompanhada de muitos aplausos. Mais aplausos, por favor.

 

Mas isso não é tudo. Quer dizer, há um outro dado que fez o blog se interessar pela notícia. O taxi que venceu a dura concorrência lançada pelo prefeito Bloomberg, pasmem vocês, não é de nenhuma montadora americana. É um veículo Nissan. Japonês, portanto. Agora, quem é que está no comando da Nissan? Aliás, quem é que está no comando da Nissan e da Renault? O brasileiro Carlos Ghosn, que dia 3 de abril abre oficialmente o salão ao lado do bilionário prefeito.

 

Enfim, uma boa notícia para os brasileiros de qualquer parte do mundo que fazem a linha “por que me ufano”. Mas melhor ainda para os brasileiros que moram em New York e dependem desse meio de transporte. Valeu, Carlos.

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