New York é “um barato”!

Dedico este post aos queridos Denise Mustafa e Claudio Sena que desembarcam na Big Apple nos próximos dias.

 

 

Se você está lendo este texto com a esperança de descobrir lugares novos e descolados para passar as festas em NY, sugiro que você pare por aqui.

 

Mas se a idéia é saber como curtir a cidade com os olhos e não com o cartão de crédito, você está no lugar certo.

 

Na minha opinião, e na de alguns milhões de outras pessoas, o fim de ano é quando New York dá o melhor de si. Exigindo, é claro, a respectiva contrapartida que é fazer você levar a mão ao bolso o mais frequentemente possível. Mas que ela fica bonita, isso fica: toda enfeitada só esperando você chegar. Você e o Papai Noel, obviamente.

 

De qualquer maneira, como disse lá em cima, o objetivo deste post é fazer com que sua mão e seu bolso se encontrem só de vez em quando. Então vamos começar: para entrar no clima, recomendo um passeio na 5a. Avenida, começando no cruzamento da 57th street, onde está pendurado o floco de neve mais conhecido do mundo. Caminhando no sentido do tráfego, curta as luzinhas e as vitrines das lojas. Uma paradinha no Rockefeller Center, para ver a árvore da NBC, é necessária. E para registrar na sua agenda que você não pode deixar de esquiar também.

 

Aí aproveite que ainda não é a noite de Natal nem de Ano Novo e dê uma entradinha para conhecer a St. Patrick’s Cathedral. Saindo desse templo, pare num dos mais tradicionais templos de consumo da cidade, a Saks 5th Avenue, e limite-se a ver as lindas montagens natalinas das vitrines.

 

Continuando na 5a. você chegará ao Bryant Park, que é um dos mais charmosos da cidade. Ele fica atrás do imponente prédio da New York Library e, nessa época do ano, hospeda a feirinha de Natal mais simpática da ilha. Sei que alguns irão questionar essa afirmação, defendendo o mercadinho da Union Square. Nenhum problema. Mas com minha longa experiência de colecionadora de Papai Noel, sustento categoricamente:  a feirinha do Bryant Park é melhor!

 

Depois de curtir as várias barraquinhas, saia pela 42nd Street, direção west, e ande até o coração da cidade: o Times Square. Ali, pare um momento para relembrar as dezenas de filmes que usaram este cenário e sinta-se mais próximo de todos eles.

 

Curiosamente, entretanto, o que você não vai econtrar na iluminação feérica do pedaço é  Papai Noel. E, como a essa altura do campeonato você já percebeu que tenho uma  certa queda pelo velhinho, sugiro visitarmos outra freguesia. O que pode perfeitamente ser feito no dia seguinte: alugue uma bicicleta e vá passear no Central Park. Com sorte (ou azar, pois escorrega pra burro) terá nevado e você poderá curtir o lençol branco que mamãe natureza providenciou.

 

Saindo do parque, vá até o Lincoln Center. Além de respirar arte, você poderá visitar a feirinha, a lojinha (lojinha é modo de dizer), sentar displicentemente na rampa que se sobrepõe ao novo restaurante e, como não?, clicar fotos e mais fotos.

 

E como até agora você foi muito contido nos gastos, sugiro uma escalada ao Top of the Rock para uma das vistas mais bonitas da cidade. E, antes que alguém pergunte, já adianto a resposta: sim, eu prefiro o Top of the Rock ao Empire State. Mas claro que é uma questão de gosto pessoal. Sem citar o fato de poder comprar pela internet e reservar horário, em vez de ficar hooooras esperando na fila e no frio…

 

Citei meia dúzia de lugares, manjados como se costuma dizer, mas que ninguém se cansa de visitar. Além deles, é claro, existem infindáveis alternativas do que fazer nessa que é a capital do mundo. Meio abatida pela crise, é verdade, mas sempre capital.

 

E se, em suas caminhadas, você encontrar o Papai Noel, não esqueça de perguntar se ele já recebeu minha cartinha. E me avise, é claro…

Comentários (27)

O roteiro das luzinhas.

Não deixe de passar aqui.

Se você também é chegado/a em luzinha, quer dizer, em decoração de natal, aqui vai um roteiro pra cobrir as principais atrações de New York num mínimo espaço de tempo.

Comece na 34, com as vitrines da Macy’s. Dali, caminhe até 5a., vire à esquerda e só pare na Lord & Taylor. Próxima etapa, sempre na mesma calçada, o Bryant Park com seu rinque de patinação e sua feirinha de natal, que é uma recriação das antigas feiras alemãs.

Cruzando o parque e seguindo pela 42, você chega a Times Square – onde o termo “luzinha” obviamente não descreve o que vamos encontrar. O que já é feérico, nessa época então fica… (hum, qual é o superlativo de feérico?!).

Bom, agora você pode voltar pra 5a. caminhando pela 48, e ticar Rockefeller Center (tudo bem a tradição, mas a decoração continua não sendo nenhuma brastemp), a Saks, e a Catedral St. Patrick.

Sempre na 5a. você vai encontrar mais luzinhas famosas pela frente: Cartier, Henri Bendel, Tiffany, Bergdorf Goodman, a renascida F.A.O. Schwarz, etc. E o tradicionalíssimo floco de neve suspenso na esquina da 57, gentileza da Swarovski.

Daqui você pode pegar a 5a. direção west e, de lá, para o Time Warner Center (Columbus Circle). Ou então deixar-se atrair pela claridade irresistível que emana (puxa vida, que verbo chic!) da loja da Apple e mergulhar na luz de um ipad, ipod, iphone ou o que seja…

 

Comentários (12)

Luzinha deve ser coisa de direita.

100 anos de história

Enquanto a Rive Droite (principalmente os Champs Élysées) está feericamente iluminada, a Rive Gauche permanece quase às escuras. Com exceção das luzinhas (equivocadas) da Rue de Rennes e da maravilhosa coreografia do Hotel Lutetia (foto), não há muito o que se ver do lado esquerdo do Sena.

Mas o Lutetia, uma das primeiras construções Art Deco de Paris, de fato vale a pena. Famoso por atrair famosos, o hotel conheceu “days of fame and days of shame” nos seus 100 anos de história. Os days of shame aconteceram durante a II Guerra, quando o prédio serviu de residência para os oficiais da ocupação.

Com a liberação de Paris (em 1944) o hotel passou a ser usado como centro de repatriação para prisioneiros de guerra. Depois disso, foi totalmente restaurado até voltar à sua antiga glória.

Claro que o preço da diária é um pouquinho salgado, mas passar em frente ou visitar o lobby não custa nada… OK, talvez custe uma taça de vinho. Que obviamente vai estar na casa dos dois dígitos. De euros. Mas também, num lugar com tanta história, o que é que você esperava?

Comentários (1)

Switch to our mobile site