Como enfrentar o calor no inverno de New York?
Não é engano, não. Estou falando da diferença térmica que existe, durante o inverno na Big Apple, entre a rua e as lojas, restaurantes, cinemas, teatros e quetais. Uma hora estamos na rua, com o mercúrio escondidinho lá embaixo na casinha dele. No momento seguinte, entramos numa loja com o termômetro bombando. E aí saímos de novo para o Polo Norte da 5a. Avenida. E entramos de novo para a zona equatoriana de uma Macy’s da vida. E por aí afora. Dentro, fora. Dentro, fora. De 5 negativos para 25 positivos. And back again to minus 5…
Quer dizer, ninguém aguenta. A não ser que…e aqui entra a modesta sugestão do abrindoobico, baseada em anos de convivência com as intempéries norte-hemisféricas (existe isso?). Muito simples.
Primeiro de tudo, risque, cancele, delete de sua bagagem os inadequados ítens de vestuário tão ao gosto dos brasileiros: jeans e tênis. Superada essa resistência, tudo fica mais simples.
Aí vai o kit básico:
. camiseta manga comprida ( alô, Hering!);
. sweater fininho (atenção, UniQlo!);
. casaco de couro forrado ou (mais leve e mais barato!) casaco tipo edredon ( você vai parecer mais gordo/a, mas vai se proteger que é uma beleza); North Face, anyone?
. écharpe, também de cashmere;
. luvas de couro forradas;
. chapéu/gorro ou, no mínimo, protetor de orelhas (não saia de casa sem ele!);
. botas com meias confortáveis.
Vestido/a assim, é a maior moleza driblar as oscilações do termômetro. Claro que tem sempre a parte chata de tirar e por. Mas é sempre melhor do que não ter o que por na rua, porque o que você veste é insuficiente; ou do que não ter o que tirar na loja sem arriscar uma seminudez involuntária.
Aceito feedbacks e sugestões: o inverno está virando a esquina, mas ainda temos tempo para discutir. Como disse, minha fórmula tem funcionado, mas seguramente não é a única. Quem se habilita?
Só não vale sugerir álcool…


















