Um app para você “ouvir” o Central Park.

Uma idéia genial da dupla Bluebrain: um free app para o iPhone que só entra em ação a partir do momento em que você entra no Central Park. Basta entrar para começar a ouvir sons como os de uma orquestra afinando seus instrumentos. E, logo em seguida, o “concerto” tem início. O app responde ao caminho que você decidir tomar, gerando sons específicos para esse ou aquela alameda; essa ou aquela árvore; esse ou aquele lago…

 

Os temas musicais mudam a cada 20 ou 30 passos e parecem surgir dos objetos ou  das áreas por onde você passa: estátuas, playgrounds, monumentos, etc. E sempre com sequências adequadas à localização: um tema alegre na vizinhança das áreas infantis e romântico nas imediações dos assim chamados bancos para namoro.

 

A primeira coisa que eu pensei foi: bom, deve ser meio irritante a mudança de um tema para outro. Mas parece que não. A transição é redonda. Um tema se sobrepõe ao outro à medida que você anda; aumenta ou diminui de volume, mas produzindo sempre uma experiência agradável. E única, já que você escolhe qual caminho você quer “tocar”.

 

O app, que entra na categoria dos location-aware devices, se chama Central Park (Listen to the Light) e, segundo os criadores, levou pelo menos dois anos para tomar forma. Mas parece que valeu. O software é free, mas está trazendo um buxixo valioso para a dupla. E aqui em Manhattan, mais cedo ou mais tarde, buxixo também vira dinheiro.

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The best coffee in New York? There’s an app for that!

Tem app para tudo, não é? Então, por que não haveria também para os melhores cafés de Manhattan? Na verdade há vários, mas as preferências parecem recair sobre o New York’s Best Coffee. Ao custo de mais ou menos meia xícara de café:  $ 0.99 tanto para iPhone quanto para Android.

 

A lista é de 75 locais. Não é muito, mas é o crème de la crème. O app localiza você e dá as melhores opções de cafèzinho no pedaço. E para você poder decidir com mais facilidade, o app também oferece reviews, avisa se tem Wi-Fi, descreve os grãos disponíveis, etc. Quem já usou, gostou muito.

 

E já que estamos falando de café em Manhattan, não dá para deixar de fora a Starbucks. Qualquer que seja nossa posição ( eu a-b-o-m-i-n-o! )em relação a essa mega-galática cadeia de lojas, eles estão aí servindo milhões de xícaras por dia e dando espaço para turistas cansados e aspirantes a escritores.

 

Bom, a Starbucks também tem seu app. E, se você abrir uma conta no site e “lincá-la” com o app, você vai ganhar um cafèzinho no seu aniversário (já sei, é pouco) e vai poder pagar a conta com seu celular. Ah, sim, e vai ganhar pontos a cada compra que fizer.

 

Resumindo: de um lado, o app para gourmets: New York’s Best Coffee. Do outro, o app dos que não dão muita importância ao cafèzinho: Starbucks. Agora é só escolher. Ou, como o do Starbucks é grátis, você pode também ficar com os dois.

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The mega book store is dead. Long live the small book store.

Nunca fui fã das mega-livrarias: as Barnes & Noble e Borders da vida. Foi a expansão delas que levou para o brejo centenas de pequenas e bem fornidas lojas. Verdade que, em New York, algumas ainda resistem bravamente. Como a Shakespeare & Co. Ou a Crawford Doyle, estrategicamente ao lado do Eat… Mas infelizmente são poucas as que se safaram rolo compressor das grandes cadeias.

 

Agora, vejam vocês, a história toma outro rumo. As lojas gigantes desaparecem uma depois da outra; e as pequenas e independentes botam as manguinhas de fora. Não que eu esteja feliz com o fechamento das gigantes; afinal, é sempre uma livraria que se vai. Mas fico feliz com a possibilidade de encontrar novas lojas, com personalidade própria, em vez da mesmice que eram as já citadas mastodônticas.

 

Bom, tudo isso para dizer que na Prince Street (exato, no SoHo, pertinho do Balthazar e  de tantos outros pontos de atração turística) existe a McNally Jackson Books. Eu sei que parece marca de whisky, mas é uma das livrarias mais descoladas do pedaço. Ou do pedação que é Manhattan.

 

Por quê? Bom, começa com a seleção de livros e revistas. O crème de la crème das várias categorias: fiction, non fiction, essays, poetry, travel, design, photography, etc, etc. E continua com o bom astral, o café (pequeno, é verdade) mas com Wi-Fi, e o subsolo com espaço para frequentes palestras e tardes/noites de autógrafo.

 

Todo mundo que vem a New York vai ao Soho, não é? Então, depois ou no meio das inevitáveis compritchas e passeios, dê uma passada na McJ. Você pode simplesmente respirar um ar mais cult; pode comprar um livro; ou ainda, surprise!,  pode imprimir em minutos o livro que você sempre quis publicar: basta trazê-lo num pen-drive. Mas, olhe lá, não exagere no número de cópias! Afinal, depois de ter corrido o SoHo, imagino que sua mala já esteja um pouquinho comprometida…

 

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A chegada do outono vista da água.

Oficialmente o outono já começou, mas parece que ainda não avisaram as árvores. As de New York, pelo menos, continuam ignorando que suas folhinhas vão ter que mudar de cor. Deve ser um atraso natural, quer dizer, da natureza. O lado bom é que isso deixa mais tempo para todo mundo programar uma ida ao Central Park ou Connecticut ou, mais longe ainda, Vermont.

 

Esse ano, entretanto, acho que vou mudar. Vou olhar as folhinhas a partir do deck de um barco. Tá bom, não é bem um deck nem é bem um barco. É o New York Water Taxi, que esse ano vai fazer três viagens Hudson acima: dias 23 e 30 de outubro, e dia 6 de novembro. São apenas três domingos, depois baubau: as árvores, coitadinhas, vão ficar peladas até março/abril.

 

Os barcos partem às 12:30PM do Pier 17, South Street Seaport, e fazem uma escala às 12:50PM no Pier 84, West 44th Street. O preço, $ 45.00 por pessoa, com direito a chá e beverages. Mas também há um bar para quem preferir algo mais forte. O único problema é que os lugares são poucos e a natureza não espera.

 

Então, mãos à obra. O fall foliage é uma das grandes atrações da cidade. E, vista da água, pode ser mais atraente ainda.

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Pas-de-deux by Paul McCartney

Como vocês sabem (ou acho que sabem) dia 29 de julho fui ver o Paul McCartney no Yankee Stadium. A-mei! O rapaz (tá bom, o senhor) segurou um show de mais de duas horas com a energia de um adolescente e o talento de quem está há mais de quatro décadas na estrada.

 

Mas por que estou dizendo isso quase dois meses depois do acontecido? Simplesmente porque dia 22 de setembro, no Lincoln Center, o moço vai revelar sua mais recente criação: Ocean’s Kingdom. Coreografada por Peter Martins, a love story (dizem que é uma love story)  será performada ( :lol: ) pelo New York City Ballet.

 

É o acontecimento do ano! Paul McCartney, Peter Martins e o New York City Ballet! Maravilhoso, não é? O único problema é que não estarei na cidade naquele dia… Mas já estou me programando para uma das próximas apresentações.

 

Se você pretende passar por New York neste outono/inverno, aproveite e faça o mesmo: Ocean’s Kingdom, no Lincoln Center.

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Lower Manhattan, cada vez mais Upper.

Dez anos depois do ataque terrorista às torres gêmeas, a Lower Manhattan está vivendo um verdadeiro renascimento. Basta ver o espaço que ela tem ocupado nas páginas de turismo, entretenimento ou culinária. O abrindoobico, sempre ou quase sempre atento, pinçou um ramalhete (bonito!) de opções menos conhecidas da assim chamada Baixa Manhattan.

Vamos começar por um passeio de barco, mas não os manjados Circle Line. Nesse  aqui, você veleja 90 minutos em volta da ilha na réplica de uma escuna do século XIX. A saída é na South Street Seaport. 

Dependendo da hora do dia, seu segundo programa pode ser cultural ou etílico. O cultural fica por conta do injustamente pouco lembrado National Museum of the American Indian, que cobre a América como um todo. Situado próximo do Battery Park, só o prédio já é um espetáculo. E o mais curioso é conhecer um pouco dos índios Lenapes, que venderam “Manahatta” para os europeus… a preço de banana.

Mais para o fim do dia, a pedida é o happy hour da Stone Street. É como se você estivesse numa cidade de praia sem praia. Mesas na calçada, mesas na rua, mesas em qualquer lugar onde couber uma mesa. E centenas de profissionais do mercado financeiro, às vezes comemorando, às vezes afogando as mágoas de alguma queda do Dow Jones.

Se você se entusiasmou ou se entusiasmar com essa pequena amostra de programação para a Lower Manhattan, o negócio é se hospedar por lá também. O Cosmopolitan, que todo mundo conhece, está em obras embora continue ativo. Mas vale também conferir o Gild Hall, na 15 Gold Street. O hotel pertence à cadeia Thompson, o que já é uma recomendação. Mas melhor ainda é o preço, que pode chegar a $ 179.00 nos fins de semana.

Então é isso: a próxima vez que você baixar em New York, talvez valha a pena dedicar um pouco mais de tempo à Baixa Manhattan.

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Cadê a lagosta que estava aqui?

Todo mundo conhece o Zabar’s, a food store mais famosa de New York . E quase todo mundo também já deve ter ouvido falar de um dos carros-chefe da casa: a salada de lagosta. A mítica Lobster Salad. Toneladas da iguaria devem ter sido vendidas nesses 70 anos de atividades do empório.

Bom, mas não é que um dias desses algo surpreendente aconteceu? Um repórter de  um pequeno jornal de New Orleans veio à cidade e decidiu experimentar o famoso prato. Experimentou e ficou encafifado. Mandou examinar a substância só para descobrir que (vejam vocês) não havia um grama de lagosta no citado prato.

Bom, repórter que é, botou a boca do trombone. E como reagiu a tradicional casa? Com declarações do tipo “vejam bem”… “não é exatamente assim”…. “podemos explicar”…”não tem lagosta, mas é como se tivesse”… etc, etc, etc. Mas não passou muito tempo antes de eles terem que admitir a verdade. De lagosta mesmo, nunca houve necas de pitibiriba. Tanto é assim que tiveram de rebatizar o prato: a antiga Lobster Salad agora se chama Zabster Salad…

Parabéns ao repórter pelo involuntário furo de reportagem. E bola preta (alguém conhece a expressão?) para o Zabar’s. Tudo bem que a salada fosse gostosa, mas não deixava de ser gato por lebre.

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Abaixo New York! Viva os boroughs!

Se as mensagens que se leem nas camisetas tem razão (meu deus, onde ficam os circunflexos?!) New York anda meio por baixo. Foi-se o tempo do “I love New York“. O que se vê agora em oito de cada dez t-shirts que circulam na cidade é I love Brooklyn, I love Manhattan, I love Staten Island, e por aí afora.

 

Tanto é verdade que a própria prefeitura, através de seu braço de turismo  está dando o maior gás para essa tendência. É só checar a online store deles . Logo na primeira camiseta, a sigla NYC está se desfazendo e dando lugar para os cinco boroughs.

 

E é isso mesmo que falam os principais fabricantes das chamadas tees: o negócio agora é promover os bairros individualmente e esquecer um pouco a cidade como um todo. E dá-lhe principalmente Brooklyn, como o abrindoobico pode constatar: o que tenho escrito de post sobre o bairro não é brincadeira.

 

Então agora cada um que escolha sua área de preferência, da agitada Manhattan à pacata Staten Island, e compre a camiseta que preferir. Já eu, sempre na linha do I don’t do boroughs, vou continuar prestigiando o Milton Glaser. Sim, o criador do I CORAÇÃO NY.

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