O restaurante é japonês mas o prato forte é da China.

China é modo de dizer: o  dono e quase toda a equipe são de Burma, que quem não faltou às aulas de geografia sabe que faz fronteira com a China. Estou falando do pequeno mas aplaudido Tabata Noodle, a nova casa em midtown que serve mais de uma dúzia de variações de lámen (a famosa noodle soup dos restaurantes chineses) todos com caldo de galinha ou vegetais.

 

Coisa rara nesse tipo de restaurante, o Tabata não tem apenas balcão: você pode se sentar confortavelmente em uma das mesas e ser muito bem atendido. Se bem que nas mesas você não vai poder acompanhar o ritual de preparação dos lámens. Bom, melhor você decidir in loco.

 

Claro que a essa altura alguém pode estar se perguntando: mas servem só sopa?! A resposta é: não. O Tabata também oferece outros quitutes. A começar dos dumplings (ou gyosa) de carne de porco. Mas o que mais me atraiu no cardápio foi uma montanha de arroz num prato com o stir fry que você preferir em cima: alguns levinhos e outros apimentados ou à base de leite de coco (Burma, lembra?).

 

Por ser competente, bem localizado e ter ótimos preços (os pratos custam em torno de $ 10.00) o Tabata merece uma visita. Ainda mais pensando no frio que vem aí pela frente. Um lámen ou  noodle ou sopa que seja, sempre vale a pena.

 

 

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Comida para Reis e Rainhas a preços razoavelmente plebeus.

Se vir essa placa, entre correndo!

Com a licença da Lu Betenson e do Edu Luz, vou falar um pouco de dim sums.

Primeiro de tudo, importante lembrar que li a história no cardápio e que a engulo com o maior prazer – assim como as outras delícias que fazem parte do menu.

Os dim sums foram inicialmente criados como amouse-bouche para os Imperadores da Dinastia Sung, que costumavam saboreá-los acompanhados de chá. Com a invasão dos mongóis, no século 13, o imperador de plantão mudou-se para o Sul, mais exatamente para o Cantão (arroz cantonês, anyone?), espalhando a novidade pelo caminho.

Agora o restaurante onde li isso: o Yank Sing. Fundado em 1958 por Alice Chan (obviously, uma mulher), só tive o prazer de conhecê-lo em 1984, quando morei por uma temporada em San Francisco.  Era uma casinha pequena, cheia de salas apertadas, na região do Embarcadero. Hoje cresceram (já têm duas sedes) mas a qualidade dos pratos continua rigorosamente a mesma.

Assim como seu maior defeito: eles continuam abrindo só para o almoço. Cada vez que volto lá e pergunto se já abrem pro jantar, ouço sempre a mesma resposta: estamos estudando… Na verdade, a resistência deve ter alguma coisa a ver com a tradição: na China antiga, os dim sums também só eram ingeridos até o meio da tarde.

Mas, calculando direitinho (como eu fiz) dá pra pegar um vôo JFK/SFO e chegar a tempo para  o primeiro dos dois almoços do fim de semana. E voltar na segunda-feira cedinho, com a maravilhosa sensação de ter  sido tratado como um rei. Ou melhor, como a esposa dele.

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Jantando com Candice Bergen e Donald Sutherland

Bem, não exatamente. Mas ontem, saindo tarde do escritório, e com fome, fui jantar num dos meus lugares favoritos em NY: o Cafe Shun Lee.

ShunLee
Restaurante chinês daqueles que servem dumplings. Aqueles quitutes que vem num carrinho. Dois carrinhos, na verdade: um carrinho para os dumplings a vapor e outro para os dumplings fritos. Não, não tenho foto: ainda não sou blogueira profissional e não ando com a máquina. Essa foto eu surrupiei da internet. Mas mesmo que tivesse uma camera, eu – tentando agir como uma verdadeira novaiorquina – não teria fotografado celebrities . Enfim: numa mesa, com a mulher, estava Donald Sutherland. E do outro lado, Candice Bergen com o marido. Um mais charmoso do que o outro, e ela mais bela do que nunca. Babei um pouquinho – no guardanapo, tudo muito discreto, e fui embora, sem fazer a mínima menção de tê-los visto. New York é mesmo o máximo….

 

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