Atenção, brasileiros: apartamento à venda no Dakota!

Alguém se habilita?

Segundo a imprensa americana, russos, indianos e brasileiros estão comprando tudo quanto é imóvel nos Estados Unidos. Se for verdade mesmo (e parece que é), vou dar uma dica aos meus conterrâneos: o famoso edifício Dakota, cujo morador mais famoso continua sendo o John Lennon, está com um apartamento à venda. Com 474 m2, o imóvel tem oito janelas para o Central Park. E quase 30 metros de varanda.

Hoje são “apenas”  três dormitórios, mas você poderá mexer à vontade. Inclusive diminuir ou aumentar o número de lareiras que, at this point in time, são sete. Um momento, dei uma informação errada: você pode mexer à vontade, desde que o Comitê Estético do edifíco aprove. Exato, o condomínio têm um Comitê Estético. Que lhe faz uma visita antes e depois da obra, para ver se tudo foi feito como manda o figurino.

 

É, essa coisa da fiscalização é chata. Mas já pensou ter oito janelas sobre o Central Park? Dividir o elevador com celebridades? Viver cercado de história no coração de Manhattan? Claro que tudo isso tem um preço: $ 29,600,000.00 para ser mais exata. Não é extamente o que você está buscando? Nenhum problema: as alternativas são muitas. Mas pode riscar o do nº 15 da Park Avenue, que estava à venda até recentemente. Um magnata russo acaba de comprá-lo para sua filhinha de 22 anos. O preço? Redondos $ 80,000,000.00.

 

Não vamos ficar para trás, não é, gente? Qual é o brasileiro que se habilita a quebrar esse record?  :lol:

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Extra, extra: a banca agora aluga bicicletas.

Sabe aquela edícola octogonal na entrada west do Central Park, bem em frente do Columbus Circle? Aquela que já apareceu em trocentos longas metragens, inclusive Bullets Over Broadway do Woody Allen? Pois é, dançou. Não a edícola, mas o tipo de comércio. Como a licença do concessionário (acho que é esse o nome, não é?) ia expirar, o pessoal do Central Park pensou bem, viu que tinha outro jornaleiro ali pertinho, e decidiu virar a mesa. Quer dizer, a edícola. A partir de agora (quer dizer, na primavera) a Bike and Roll passa a comandar o espaço.

Claro que fico chateada com o jornaleiro que perdeu o ponto, mas para quem visita New York a mudança foi para melhor. É chegar ali, alugar uma bicicleta e virar o Central Park do avesso. Uma delícia, digo eu do alto de minha zero experiência com veículos de duas rodas. Mas também ninguém precisa ser ciclista para saber que bicicleta é o melhor meio de transporte num parque que tem quase 10 km de perímetro e ocupa 6% da área de Manhattan!

Cansa um pouco? Claro que cansa, mas é para isso que o parque tem 9.000 bancos (servindo de pit stop), 24.000 árvores (fornecendo sombra), e 150 fontes (garantindo água fresca). Quanto ao preço do aluguel, é em torno de 15 dólares por hora ou aproximadamente $ 45.00 para o dia todo.

A única coisa chata é que tem que usar capacete. It’s the law! Se você não concorda com a exigência, sempre sobra a alternativa de uma caminhada ou de um carriage ride. Ou simplesmente comprar um jornal numa edícola que continue funcionando e esparramar-se confortavelmente num banco. Uma coisa posso garantir: vai cansar bem menos…

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New York é “um barato”!

Dedico este post aos queridos Denise Mustafa e Claudio Sena que desembarcam na Big Apple nos próximos dias.

 

 

Se você está lendo este texto com a esperança de descobrir lugares novos e descolados para passar as festas em NY, sugiro que você pare por aqui.

 

Mas se a idéia é saber como curtir a cidade com os olhos e não com o cartão de crédito, você está no lugar certo.

 

Na minha opinião, e na de alguns milhões de outras pessoas, o fim de ano é quando New York dá o melhor de si. Exigindo, é claro, a respectiva contrapartida que é fazer você levar a mão ao bolso o mais frequentemente possível. Mas que ela fica bonita, isso fica: toda enfeitada só esperando você chegar. Você e o Papai Noel, obviamente.

 

De qualquer maneira, como disse lá em cima, o objetivo deste post é fazer com que sua mão e seu bolso se encontrem só de vez em quando. Então vamos começar: para entrar no clima, recomendo um passeio na 5a. Avenida, começando no cruzamento da 57th street, onde está pendurado o floco de neve mais conhecido do mundo. Caminhando no sentido do tráfego, curta as luzinhas e as vitrines das lojas. Uma paradinha no Rockefeller Center, para ver a árvore da NBC, é necessária. E para registrar na sua agenda que você não pode deixar de esquiar também.

 

Aí aproveite que ainda não é a noite de Natal nem de Ano Novo e dê uma entradinha para conhecer a St. Patrick’s Cathedral. Saindo desse templo, pare num dos mais tradicionais templos de consumo da cidade, a Saks 5th Avenue, e limite-se a ver as lindas montagens natalinas das vitrines.

 

Continuando na 5a. você chegará ao Bryant Park, que é um dos mais charmosos da cidade. Ele fica atrás do imponente prédio da New York Library e, nessa época do ano, hospeda a feirinha de Natal mais simpática da ilha. Sei que alguns irão questionar essa afirmação, defendendo o mercadinho da Union Square. Nenhum problema. Mas com minha longa experiência de colecionadora de Papai Noel, sustento categoricamente:  a feirinha do Bryant Park é melhor!

 

Depois de curtir as várias barraquinhas, saia pela 42nd Street, direção west, e ande até o coração da cidade: o Times Square. Ali, pare um momento para relembrar as dezenas de filmes que usaram este cenário e sinta-se mais próximo de todos eles.

 

Curiosamente, entretanto, o que você não vai econtrar na iluminação feérica do pedaço é  Papai Noel. E, como a essa altura do campeonato você já percebeu que tenho uma  certa queda pelo velhinho, sugiro visitarmos outra freguesia. O que pode perfeitamente ser feito no dia seguinte: alugue uma bicicleta e vá passear no Central Park. Com sorte (ou azar, pois escorrega pra burro) terá nevado e você poderá curtir o lençol branco que mamãe natureza providenciou.

 

Saindo do parque, vá até o Lincoln Center. Além de respirar arte, você poderá visitar a feirinha, a lojinha (lojinha é modo de dizer), sentar displicentemente na rampa que se sobrepõe ao novo restaurante e, como não?, clicar fotos e mais fotos.

 

E como até agora você foi muito contido nos gastos, sugiro uma escalada ao Top of the Rock para uma das vistas mais bonitas da cidade. E, antes que alguém pergunte, já adianto a resposta: sim, eu prefiro o Top of the Rock ao Empire State. Mas claro que é uma questão de gosto pessoal. Sem citar o fato de poder comprar pela internet e reservar horário, em vez de ficar hooooras esperando na fila e no frio…

 

Citei meia dúzia de lugares, manjados como se costuma dizer, mas que ninguém se cansa de visitar. Além deles, é claro, existem infindáveis alternativas do que fazer nessa que é a capital do mundo. Meio abatida pela crise, é verdade, mas sempre capital.

 

E se, em suas caminhadas, você encontrar o Papai Noel, não esqueça de perguntar se ele já recebeu minha cartinha. E me avise, é claro…

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Um app para você “ouvir” o Central Park.

Uma idéia genial da dupla Bluebrain: um free app para o iPhone que só entra em ação a partir do momento em que você entra no Central Park. Basta entrar para começar a ouvir sons como os de uma orquestra afinando seus instrumentos. E, logo em seguida, o “concerto” tem início. O app responde ao caminho que você decidir tomar, gerando sons específicos para esse ou aquela alameda; essa ou aquela árvore; esse ou aquele lago…

 

Os temas musicais mudam a cada 20 ou 30 passos e parecem surgir dos objetos ou  das áreas por onde você passa: estátuas, playgrounds, monumentos, etc. E sempre com sequências adequadas à localização: um tema alegre na vizinhança das áreas infantis e romântico nas imediações dos assim chamados bancos para namoro.

 

A primeira coisa que eu pensei foi: bom, deve ser meio irritante a mudança de um tema para outro. Mas parece que não. A transição é redonda. Um tema se sobrepõe ao outro à medida que você anda; aumenta ou diminui de volume, mas produzindo sempre uma experiência agradável. E única, já que você escolhe qual caminho você quer “tocar”.

 

O app, que entra na categoria dos location-aware devices, se chama Central Park (Listen to the Light) e, segundo os criadores, levou pelo menos dois anos para tomar forma. Mas parece que valeu. O software é free, mas está trazendo um buxixo valioso para a dupla. E aqui em Manhattan, mais cedo ou mais tarde, buxixo também vira dinheiro.

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No Central Park, mas não no centro do buxixo.

Não é aqui, mas é pertinho.

Grande como é o Central Park, é claro que os “lugares preferidos” abundam (epa!). Todo mundo que vai lá acaba elegendo seu spot favorito. Eu também. Mais ainda agora que o lago (o famoso The Pond) acaba de passar por uma reforma de alguns milhões de dólares.

Mas não estou falando do lago, não. Quer dizer, não do lugar onde todo mundo vai: o Loeb Boathouse. Não é que também não seja bonito ou prático. Claro que é: você pode alugar barco, gôndola (sim, gôndola), bicicleta, le diable. Mas o problema é que fica assim de gente…

Pertinho dali fica um cantinho chamado Wagner Cove. Uma espécie de oásis, com uma qualidade fundamental para quando o parque está superpovoado (quer dizer, sempre): tranquilidade. Lá você encontra um velho gazebo com dois bancos de madeira (além de um tronco de árvore meio tombado, onde também dá pra sentar). E na frente, o verde e o lago. E o silêncio. Com o devido cuidado, dá até pra levar farofa – mas sem álcool, é claro!

Fica aí a sugestão. Mas o mais provável é que no caminho até lá (entrada pela Central Park West e 72) você vai acabar achando outros lugares descolados. Afinal, num parque com  quase 10 km de perímetro, 24 mil árvores, 7 lagos, 36 pontes, 9.000 bancos, etc, etc, não é mesmo difícil encontrar um canto.

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