E dá-lhe chocolate!

Como se já não bastasse a super-hiper-deliciosa loja da Lindt na 5a. Avenida para levar para o brejo qualquer tentativa de dieta, chega a Manhattan uma imensa flagship store da famosa Neuhaus de Bruxelas.

 

Não sou grande fã de chocolate belga, mas não posso deixar de reconhecer que eles sejam bons no assunto. Na verdade, cerveja e chocolate é com eles mesmos. Estão aí o Godiva e a Stella Artois que não me deixam mentir.

 

Mas voltemos ao Neuhaus, a marca que praticamente inventou os pralines de chocolate duro por fora e cremoso por dentro. No começo, era só chocolate. Mas com o tempo começaram a inventar: hoje você encontra variações sazonais de raspberry, strawberry e demais berries…

 

Na nova loja, as inovações não param aí. O chocolatier oferece também variedades que fazem um par perfeito com vinho, chocolate ou chá. Enfim, o requinte do requinte. E a dieta que se dane…

 

Meninas e meninos, anotem o endereço. Ou, munam-se de coragem, e não anotem….

Comentários (8)

O Bloomberg pediu um taxi. Um brasileiro atendeu.

Foto gentilmente surrupiada da NYCTLC.

O novo taxi da cidade de New York só vai estar nas ruas no outono de 2013, mas você poderá vê-lo no New York International Auto Show, que acontece no Javits Center de 6 a 15 de abril. E se você está se perguntando o que tem a ver o novo taxi com o abrindoobico, já explico.

 

Apesar de ser gênero de primeira necessidade em Manhattan, a frota de taxi da cidade deixa muuuuuuito a desejar. Veículos sujos, caindo aos pedações e, além disso, inadequados. Quem fica com todo o espaço é o motorista. O pobre do passageiro, que paga a conta, tem que se contentar com 30 centímetros de espaço para acomodar as pernas. Portanto, a notícia de um novo taxi para a cidade tem que ser espalhada aos quatro ventos, acompanhada de muitos aplausos. Mais aplausos, por favor.

 

Mas isso não é tudo. Quer dizer, há um outro dado que fez o blog se interessar pela notícia. O taxi que venceu a dura concorrência lançada pelo prefeito Bloomberg, pasmem vocês, não é de nenhuma montadora americana. É um veículo Nissan. Japonês, portanto. Agora, quem é que está no comando da Nissan? Aliás, quem é que está no comando da Nissan e da Renault? O brasileiro Carlos Ghosn, que dia 3 de abril abre oficialmente o salão ao lado do bilionário prefeito.

 

Enfim, uma boa notícia para os brasileiros de qualquer parte do mundo que fazem a linha “por que me ufano”. Mas melhor ainda para os brasileiros que moram em New York e dependem desse meio de transporte. Valeu, Carlos.

Comentários (7)

CityMaps: o nome é ruim, mas o app é bom. 

Ruim porque parece que se trata apenas de mais um mapa, quando na verdade tanto o app quanto o website são muito mais do que isso. O pano de fundo de fato é o grid de Manhattan, mas em cima dele é que as coisas acontecem: você tem, quarteirão por quarteirão (ou bloco por bloco, para ficar mais novaiorquino…), todos os estabelecimentos comerciais do pedaço: lojas, restaurantes, bares, cinemas, museus, teatros, hotéis, etc, etc. E tudo (ou quase tudo) identificado por seus respectivos logotipos. Quer dizer, mais fácil do que roubar pirulito de criança.

Você abre o app, clica no seu ponto de interesse e fica sabendo, no mínimo, endereço e telefone do lugar. Digo no mínimo porque, como regra, o app fornece todas as informações. Se é um cinema, você tem acesso aos filmes em cartaz e aos horários; se é um parking, você tem acesso aos preços; se é um restaurante, você pode reservar; e assim por diante. E, como o app está linkado ao Twitter e Foursquare, você também tem acesso aos feeds respectivos.

Com base em meus abrangentes e científicos testes :shock: , ouso dizer que o app funciona bastante bem. Mais ainda pelo fato de o próprio criador afirmar que a coisa na verdade ainda não está totalmente pronta. Logo, logo, os interessados (quer dizer, os estabelecimentos) vão poder postar updates diretamente no site.

Duas informações importantes. Primeira: por enquanto, o CityMaps só está disponível no iPhone e nos iOS devices, mas parece que já vem aí a versão Android. Segunda: por enquanto também, o app só mapeia os estabelecimentos que ficam no nível da rua e que hoje são aproximadamente 35.000… Acho que já está mais do que bom, não é?  :-)

Comentários (7)

Idlewild Books: uma livraria diferente.

Foto gentilmente cedida pela Danielle Levkovits.

Não posso dizer que seja novidade, mesmo porque a inauguração aconteceu em 2008. Mas posso tranquilamente afirmar que continua sendo a única livraria que arranja os livros na prateleiras utilizando o critério geográfico. Como assim? Simples: os guias de turismo da Itália, por exemplo, estão junto com os romances de autores italianos, com as gramáticas de língua italiana, com os livros de culinária italiana… com todos as obras, enfim, que tenham alguma coisa a ver com a Itália. Brilhante!

 

Claro que o sistema exige um certo background cultural por parte do prezado leitor, mas nada que os amantes de uma boa leitura já não possuam. E, depois, o lugar é tão convidativo que você pode browse tranquilamente pelas prateleiras e descobrir coisas maravilhosas.

 

Na verdade, a Idlewild é uma livraria de guias de viagem. E, em torno deles, literatura  e manuais de língua estrangeira. Além disso, a casa oferece também cursos de língua estrangeira, sendo os principais francês, italiano e espanhol.

 

Mas já aviso: a casa não tem poltronas e demais confortos que aprendemos a usufruir nas mega-stores. Mas, para compensar, também não tem seção infantil. Quer dizer, você pode fuçar com toda a tranquilidade do mundo. Ah, sim, como vocês podem ver pelo link,  a Idlewild fica em Manhattan mas – para variar – também tem uma filial no Brooklyn…

 

E por que cargas de H2O o lugar se chama Idlewild? Porque é uma livraria especializada em travel guides – e Idlewild, vejam vocês, era nome do JFK Airport enquanto o JFK ainda estava alive and kicking. E dá-lhe kicking… :lol:

 

 

Comentários (11)

Antes de escolher um restaurante, consulte o “higienômetro”!

Ainda não é um app, mas já é de grandíssima utilidade: a web page do NYT dedicada ao “New York Health Department Restaurant Ratings Map”.  Do que se trata? Um mapa interativo com a avaliação atualizada de todos os aproximadamente 24.000 locais de New York. Restaurantes, bares, cafés, delicatessens, confeitarias, etc, etc. Está tudo lá.

 

Basta você inserir o nome do local: o site lhe dá a categoria que ele ocupa no ranking de higiene criado pela prefeitura (A, B ou C) e também as violações que ocorreram após essa classificação.

Aviso desde já que muita das infrações se devem a exigências absurdas por parte do departamento de higiene. Mas há também coisas graves, do tipo rato da cozinha. Deus me livre! :shock:

 

O mais importante, na minha opinião, é que o local tenha o grau A. Isso sem dúvida já é um bom cartão de visita. Depois vêm as violações. Se for coisa do tipo “a temperatura do sorvete estava muito alta” podemos tranquilamente ignorar. Se for algo mais grave, tipo o que relatei acima e prefiro não repetir, então mantenha distância.

 

Ah, sim, os graus também mudam. Não vou citar nomes, pois está tudo no site, mas para mim foi uma (má) surpresa saber que um dos meus locais preferidos foi rebaixado para B. E com violações mais próximas de X, Y, Z…

Comentários (5)

Hospede-se no Brooklyn, mas perto da ponte.

Com a brooklinização crescente de New York – quer dizer, tudo o que acontece de novo na cidade parece que está acontecendo no Brooklyn – achei que pudesse ser prático pinçar três ou quatro hotéis mais perto da famosa Brooklyn Bridge. Portanto, mais perto de Manhattan, onde não é que também não estejam acontecendo coisas… :wink:

 

O primeiro deles já tinha aparecido aqui no abrindoobico. É o Sheraton Brooklyn. Um hotel de rede, é claro, mas por isso mesmo sem supresa. Você já sabe o que espera; e o que vem geralmente é de boa qualidade. O segundo, também de rede, é o Marriott Brooklyn Bridge. Preços semelhantes aos do Sheraton, oscilando em torno de $ 200.00, e qualidade idem.

 

O terceiro, mais inovativo, é para quem torce o nariz para as grandes cadeias. O Nu Hotel Brooklyn. Um hotel mais design, mais transado (ainda se fala isso?). O nível de preço permanece o mesmo, mas fique atento às promoções.

 

Afastando-me um pouco mais da ponte, eu incluiria o Hotel Le Bleu. Preços um pouco menores, mas com o mesmo clima de um hotel-boutique. E um rooftop lounge (no verão) com vista maravilhosa de Manhattan.

 

Last but not least, para quem quiser evitar qualquer tipo de hotel, eu indicaria a Akawaaba Mansion. Não sei se vocês já ouviram falar. Um bed & breakfast chic, que começou no Brooklyn e hoje já tem vários endereços (Washington inclusive). A proprietária, Monique Greewood, é uma espécie de Oprah Winfrey do bed & breakfast. O lugar é divino: apenas quatro apartamentos numa mansão de estilo italiano, construída em 1860. Vale conferir. Pararicação, conforto, e a 15 minutos de Manhattan…

 

Claro que existem muitos outros hotéis que estão pipocando no Brooklyn. Mas, se essa seleção puder pelo menos ajudar você a iniciar a pesquisa, já me dou por satisfeita. :-)

 

Comentários (3)

Só dá Brooklyn!

Gentilmente surrupiado do amigo de todas as horas, Google.

Parece provocação mas o que posso fazer se tudo o que acontece de mais importante em New York nas áreas gastronômica e de shopping, está acontecendo no Brooklyn?!  Na verdade, a única coisa que posso fazer é curvar-me às evidências. E talvez rever aquela história de “I don’t do boroughs”. Afinal, a frase já ficou mais velha do que a série que lhe deu origem. Sex & the City, para quem não se lembra.

 

Mas sem perder o fio da meada: é só folhear as revistas e jornais que se ocupam do assunto para constatar que só dá Brooklyn. Melhor papelaria? Brooklyn. A Paper Source, que eu conheço de Georgetown. Melhor loja de sapatos, digamos, acessíveis? Brooklyn. A Shoe Market, que expõe mais de 50 marcas para não fazer feio em lugar nenhum.

 

Melhor loja de moda para homens? Brooklyn. A Goose Barnacle, cuja seleção de marcas é baseada em qualidade e durabilidade. A lista continua. Melhor loja de jeans? Brooklyn. A Brooklyn Denin Company, que trabalha com mais de 30 griffes e tem tudo organizadinho por marca, índice de desbotamento (se é que existe a expressão), e caimento (ou fit).

 

E olha que ainda não falei de restaurantes… O que tem pipocado de coisa boa por lá não é brincadeira. Sem falar dos clássicos. Peter Luger em primeiro lugar. Nada contra as churrascarias ditas brasileiras, mas a costela do Peter é para a tirar a gente do sério. E entre os novos locais, que tal um duplamente estrelado pelo Michelin? Estou falando do Brooklyn Fare… que o abrindoobico já tinha citado no passado. Isso para citar apenas um. Na verdade, são mais de 700 os locais dignos de nota no Brooklyn.

 

Quer dizer, o bairro está com tudo e não está prosa. Resultado? Vamos ter que tomar o metro B com mais frequência e esticar até o bairro que é três vezes maior do de Manhattan. E que começa a superar Manhattan também nas atracões.

Comentários (12)

Tem cada vez mais museus fazendo hora extra.

Não é de hoje que os museus decidiram dar uma esticada no expediente. Em muitos deles, pelo menos uma vez por semana a gente tem um chorinho de duas ou três horas no horário de fechamento. O que acaba sendo uma mão na roda para quem trabalha ou para quem está visitando e quer fazer render ao máximo o tempo de permanência.

 

Não estou falando apenas do American Museum of Natural History que, pegando carona no filme Night at the Museum, passou a abrir suas portas para crianças dispostas a viver a mesma experiência do Ben Stiller (na verdade, foi o contrário, pois o museu faz sleepover desde 2005). Nem do Rubin Museum do Chelsea onde, por 55 doletas, você pode, em datas pre-determinadas, é claro, dormir com as obras de arte e inclusive ter seus sonhos interpretados por psicólogos de plantão.

 

Estou falando mais exatamente dos horários dilatados que mais e mais museus de New York passaram a praticar. Novidades não só no horário, mas também na oferta: palestras, encontros com celebrities, restaurantes, shows, espaço para eventos, o diabo. Na verdade, parece que tudo começou, ou se cristalizou, com a exposição do Alexander McQueen, que obrigou o Metropolitan a esticar o horário até meia-noite nos últimos dias da mostra (apesar do museu já ficar aberto até 21:00 às sextas e aos sábados).

 

Nessa onda, o que fez o Fashion Institute of Technology, que possui no seu acervo várias criações do McQueen? Passou a abrir até as 20:00 de terça a sexta. Já o Museum of the Moving Image no Queens criou (ou copiou do Guggenheim) o After Hours Specials. E o Bronx Museum of the Arts mandou ver a First Friday, que mantém a casa aberta até as 23:00.

 

O Whitney fica aberto até as 21:00 às sextas-feiras. O Guggenheim, até as 19:45 às sextas e aos sábados. O New Museum, na Bowery, até as 21:00 às quintas. O MoMa abre até as 20:30 na primeira quinta do mês; e até as 20:00 toda sexta-feira. Além disso, seu Modern’s Bar Room estica até as 22:30 de segunda a quinta; até as 23:00 às sextas e sábados; e até 21:30 aos domingos. O que me faz voltar ao Whitney: o restaurante Untitled, que pertence à mesma cadeia do Modern, também faz serão três vezes por semana.

 

Até a New York Historical Society, depois de uma milionária reforma, não só passou a abrir até as 20:00 toda sexta-feira, como também inaugurou um Caffè administrado pelo mesmo restaurateur do Buddakan e Morimoto. Enfim, está todo mundo a fim de aproveitar a night. Ou melhor, faturar a night. Até alguns anos atrás, por exemplo, álcool não rimava absolutamente com museu. Hoje, os chardonnays e as margaritas rolam com a maior tranquilidade nas mais tradicionais instituições de Manhattan.

 

 

Outra modalidade de hora extra, que quase todos museus praticam, são as noites dedicadas aos “sócios”. A velha história de que quem tem carteirinha tem privilégio. Já fui a vários desses eventos e devo dizer que a parte social é chata (pelo menos para mim): o indefectível coquetel no lobby. Oh god, abomino sociabilizar! Mas depois fica ótimo: visitar as galerias, dividindo o espaço com um décimo da população costumeira. Isso é muito bom.

 

Mas enfim: com carteirinha ou sem carteirinha, tem cada vez mais museu fazendo hora extra. O que elimina a possibilidade de desculpas esfarrapadas do tipo: ah, não fui porque não deu tempo. Dá, sim. Mesmo que ele (o tempo) tenha que ser dividido com as horas que você vai gastar na fila da Abercrombie ou nas araras da Century 21…   :wink:

 

Comentários (4)

Switch to our mobile site