Piuí-chá-chá-chá. A melhor maneira de ir de cá pra lá ou de lá pra cá.

Trem bala. E põe bala nisso.

Na bagagem, só o necessário – além da necéssaire, é claro! Metrô até a estação. Embarque tranquilo, rodando sua malinha 4 rodas (viu, Riq?) até a plataforma. A bordo, jornais, revistas, eventualmente internet, lanches e bebidas. Na janela, cidadezinhas maravilhosas que você acaba pin-pointing pra voltar. E tudo isso sem deixar a assim chamada “terra firme”.

Aí, duas ou três horas depois, você pode estar na Alemanha, na Holanda, na Inglaterra, na Suíça, etc – com a vantagem adicional de descer no centro da cidade. O que mais pode pedir um turista?! Ah, sim: que o hotel seja perto e bom. É o que geralmente procuro fazer: rodar malinha pela calçada (tá bom, às vezes usando só 2 rodas) até o mais affordable xis estrelas do pedaço (xis, obviamente, podendo variar de país a país).

Enfim, gente: o que estou fazendo é a apologia deslavada do trem. Na Europa, é claro. Sim, vai ser mais caro do que as (in)famous low-cost-airlines. Mas há vantagens imbatíveis. Primeiro, fica aqui no chão. Segundo, você economiza taxi de e para o aeroporto. E terceiro (consequência do segundo) embarca e desembarca no centro da cidade. Ainda não é suficiente? Tá bom, então continue com seu aviãozinho apertado, turbulento e, 80% do tempo, atrasado. Eu vou em frente de piuí-chá-chá-chá.

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A Itália finalmente entendeu que “piano, piano non si va lontano”.

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A Trenitalia acaba de informar que a partir de 2011 uma nova empresa  privada de trens super velozes começa a operar no país. A idéia é ligar lugares bonitos a lugares mais bonitos ainda, em menos tempo  e com mais eficiência. Eu me pergunto se isso quer dizer que o site deles também funcionará melhor. De qualquer maneira, a Nuovo Trasporto Viaggiatori informa que uma viagem de Nápoles a Milão será feita em não mais do que 3 horas. O trem, uma versão mais moderna do TGV francês, vai se chamar AGV – Automotrice Grande Vitesse.

Além de diminuir as distâncias, o AGV também deverá poluir menos: a informação é que o trem consumirá  até 15% menos energia do que os demais trens velozes. Por falar nisso, o velho pendolino (que liga Roma a Milão) também sofreu um upgrade o ano passado, limando pouco mais de uma hora do tempo de viagem.

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