Paris fazendo escola…

Alguns anos atrás, o prefeito de New York visitou a França para conhecer a experiência parisiense com as bicicletas compartilhadas. Segundo ele, o sistema não seria adequado  para o traçado urbano de New York. E a coisa ficou por aí. Mas não é que, por algum motivo ou fato novo, o Bloomberg mudou de idéia? Em julho, as primeiras 420 dock-stations serão inaguradas em Manhattan.

 

No total, serão 600 bike-share stations, com um total de 10.000 bikes. A maior “frota” de bicicletas compartilhadas dos Estados Unidos e uma das maiores do mundo. Nas seguintes áreas: Midtown, Lower Manhattan, Brooklyn, e futuramente parte do Queens.

 

Como funciona? Infelizmente, via membership: você terá que pagar $ 95.00 por ano para poder usar as duas-rodas quantas vezes quiser, mas nunca mais de 45 minutos por vez. Superado esse tempo, o usuário terá que pagar extra.

 

Mas se é membership, não entendi como é que a coisa deverá funcionar para os turistas! Uma grande interrogação, enfim. Outra é a que vem dos moradores da ilha, já que as stations vão roubar ainda mais parking spaces.

 

Espero que tudo isso se resolva, pois a idéia é ótima e já provou que funciona em inúmeras cidades nos cinco continentes. Todo mundo pedalando, fazendo exercício, e poupando o planeta. Eu também entraria nessa mas, por mais que tenha pesquisado, ainda não encontrei confirmação de que triciclos também serão disponibilizados… :wink:

 

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O Bloomberg pediu um taxi. Um brasileiro atendeu.

Foto gentilmente surrupiada da NYCTLC.

O novo taxi da cidade de New York só vai estar nas ruas no outono de 2013, mas você poderá vê-lo no New York International Auto Show, que acontece no Javits Center de 6 a 15 de abril. E se você está se perguntando o que tem a ver o novo taxi com o abrindoobico, já explico.

 

Apesar de ser gênero de primeira necessidade em Manhattan, a frota de taxi da cidade deixa muuuuuuito a desejar. Veículos sujos, caindo aos pedações e, além disso, inadequados. Quem fica com todo o espaço é o motorista. O pobre do passageiro, que paga a conta, tem que se contentar com 30 centímetros de espaço para acomodar as pernas. Portanto, a notícia de um novo taxi para a cidade tem que ser espalhada aos quatro ventos, acompanhada de muitos aplausos. Mais aplausos, por favor.

 

Mas isso não é tudo. Quer dizer, há um outro dado que fez o blog se interessar pela notícia. O taxi que venceu a dura concorrência lançada pelo prefeito Bloomberg, pasmem vocês, não é de nenhuma montadora americana. É um veículo Nissan. Japonês, portanto. Agora, quem é que está no comando da Nissan? Aliás, quem é que está no comando da Nissan e da Renault? O brasileiro Carlos Ghosn, que dia 3 de abril abre oficialmente o salão ao lado do bilionário prefeito.

 

Enfim, uma boa notícia para os brasileiros de qualquer parte do mundo que fazem a linha “por que me ufano”. Mas melhor ainda para os brasileiros que moram em New York e dependem desse meio de transporte. Valeu, Carlos.

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Extra, extra: a banca agora aluga bicicletas.

Sabe aquela edícola octogonal na entrada west do Central Park, bem em frente do Columbus Circle? Aquela que já apareceu em trocentos longas metragens, inclusive Bullets Over Broadway do Woody Allen? Pois é, dançou. Não a edícola, mas o tipo de comércio. Como a licença do concessionário (acho que é esse o nome, não é?) ia expirar, o pessoal do Central Park pensou bem, viu que tinha outro jornaleiro ali pertinho, e decidiu virar a mesa. Quer dizer, a edícola. A partir de agora (quer dizer, na primavera) a Bike and Roll passa a comandar o espaço.

Claro que fico chateada com o jornaleiro que perdeu o ponto, mas para quem visita New York a mudança foi para melhor. É chegar ali, alugar uma bicicleta e virar o Central Park do avesso. Uma delícia, digo eu do alto de minha zero experiência com veículos de duas rodas. Mas também ninguém precisa ser ciclista para saber que bicicleta é o melhor meio de transporte num parque que tem quase 10 km de perímetro e ocupa 6% da área de Manhattan!

Cansa um pouco? Claro que cansa, mas é para isso que o parque tem 9.000 bancos (servindo de pit stop), 24.000 árvores (fornecendo sombra), e 150 fontes (garantindo água fresca). Quanto ao preço do aluguel, é em torno de 15 dólares por hora ou aproximadamente $ 45.00 para o dia todo.

A única coisa chata é que tem que usar capacete. It’s the law! Se você não concorda com a exigência, sempre sobra a alternativa de uma caminhada ou de um carriage ride. Ou simplesmente comprar um jornal numa edícola que continue funcionando e esparramar-se confortavelmente num banco. Uma coisa posso garantir: vai cansar bem menos…

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O metrô é o mesmo, mas o mapa mudou.

Quem viaja para as principais capitais do mundo, e costuma usar metrô, sabe muito bem que o subway de New York não é nenhuma Brastemp. Aliás, longe disso. Uma rede velha, lenta, barulhenta, insuficiente de um ponto de vista de cobertura, e com estações que deixam muito a desejar. A começar das inexistentes ou inoperantes escadas rolantes ( :wink: ).

 

Por essas e por outras é que sou uma usuária (e defensora ferrenha) do velho e bom ônibus. Pode demorar mais, mas sem o stress e o desconforto da lata velha que circula no underground dessa ilha bafejada pela fortuna.

 

Mas estou me afastando do meu tema. Tudo o que eu queria dizer, mesmo porque são milhões as pessoas que usam metrô e ninguém precisa necessariamente concordar com minhas opiniões; o que eu queria dizer enfim é que o mapa do metrô  de New York  mudou.

 

Verdade que você vai ter que prestar muita atenção para notar a novidade, mas os mais atentos vão acabar descobrindo. Não foi acrescentada nenhuma nova estação, é claro. Aliás, foram eliminadas várias, pois (vá entender isso) a prefeitura puxou o tapete de muitas linhas. A novidade do novo mapa, na verdade, está nas ruas que desapareceram literalmente do mapa e nas ruas que surgiram. O critério foi mostrar apenas as artérias (hic) significativas para quem esteja querendo localizar determinada estação.

 

Para saber o que entrou e o que saiu, você vai ter que consultar os dois mapas: o antigo e o novo. Mas, cá entre nós, pode manter o antigo. Você vai chegar ao seu destino do mesmo jeito: devagar quase parando.

 

Ah, sim, à parte o novo mapa, tem uma coisa muito positiva que não posso deixar de reconhecer: nas colunas de algumas estações, o MTA está colocando o roteiro completo do metrô em questão, estação por estação. Isso é muito bom, pois muitas vezes (ou quase sempre) a gente chega à plataforma e não sabe nem para que lado ir…

 

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