Duas letras difíceis de encontrar em Heidelberg: WC.

Cinco Euros acima do nível do rio.

Estando em Frankfurt, nada mais adequado do que dar um pulo a Heidelberg, cidadezinha universitária que se espreguiça ao longo do caudaloso Neckar (pô, até que ficou bonito!). Fui de carro – e, como o escritório da Avis era na estação, me perguntei por que cargas d’água não escolhi o trem! Mas já era tarde demais. E lá fui eu, enfrentando as ilegíveis placas de sinalização alemãs (todas com uma economia absurda de vogais). Mas cheguei! Não sem antes dar uma parada no únicobanheiro visitável que encontrei no caminho: o do hotel Marriott (que não nos ouçam).

Bom, Heidelberg é uma gracinha (quem não concordar, levante a mão!). O rio, as ruas de paralelepípedos, a antiga ponte, as pracinhas, as igrejas… e lá em cima, majestoso (não podia ser outro o adjetivo), o castelo. Cuja visita nos obriga, de cara, a tomar uma decisão importante: usar a estradinha, usar as escadas ou usar o teleférico recém-reformado. Nas duas primeiras alternativas, você queima algo em torno de 5.000 calorias. Na terceira, queima 5 euros. Foi com essa que fiquei. Em poucos minutos, estava lá em cima – num cenário que descortina (pô, hoje to esbajando…) todo o vale à sua frente. Lindo o castelo, com as várias épocas arquitetônicas em evidência. Rodei, fotografei, rodei, fotografei… e aí corri de volta para o teleférico, pois os banheiros (a pagamento!) estavam todos fechados. Vai ver que não é costume frequentá-los aos sábados…

De volta ao nível do Neckar, um almocinho rápido (perdoem-me os puristas, mas fui a um chinês delicioso) e back to Frankfurt. Gostei muito de Heidelberg – e com banheiro, então, vou gostar muito mais!

Comentários (6)

Vamos para a praia? No inverno? Numa balsa de carga?

Quase lá..

Nas infelizmente raras (mini) férias que consigo produzir no apertado calendário da família – férias de verdade, desconectadas de todo e qualquer gadget tecnológico – costumo ir para a praia. Sim, já sei que neste momento a maioria de meus dois leitores já deve estar se perguntando: você, na praia?! Explico: sim, na praia, só que durante o inverno.

Só que este ano, por circunstâncias, a viagem foi antecipada para o outono – o que acabou gerando uma experiência bastante diferente. Explico: como rotina, vou para Nantucket em dezembro, quando os termômetros oscilam entre 5 e 10 graus negativos (preferência que seguramente herdei de meus antepassados eslavos). Bem, mesmo que fosse outono, obviamente esperava encontrar temperaturas de um dígito. Mas que nada! Sol total e aquele clima que se costuma chamar (discutivelmente, na minha opinião) de “agradável”.

Um skyline com muito mais sky

De qualquer maneira, mesmo este morno outono já foi suficiente para estancar o fluxo de visitantes. De fato, a ilha – congestionadíssima no verão –  já tinha se esvaziado completamente de turistas. Pena que, por ainda estarmos muito longe do Natal, nem todas as decorações e liquidações estavam a postos. E pra quem gosta de fotografar (e faz coleção de Papai Noel) essa não foi uma boa notícia.

Agora um pouco de informação. Nantucket é uma pequena ilha, distante 50 km da costa de Massachusetts. População residente, 10.000. Um lugar que parou no tempo – mais ou menos no século XIX. Cheia de pequenos bed & breakfasts; lojinhas muito diferentes das que estamos acostumados a ver; livrarias aconchegantes (Claro, não é? O que mais há pra fazer numa ilha?) e muitos restaurantes, a maioria dos quais fechada no inverno. Por ser um destino de turismo de verão, quase tudo fecha na metade de setembro e só reabre no final de abril. Felizmente (ou infelizmente) um ou dois pubs permanecem abertos o ano inteiro, impedindo assim o tão sonhado início de minha dieta.

 

Cruzamentos muito perigosos!

Abro um parêntese para uma curiosidade: a única cadeia de loja que conseguiu entrar em Nantucket foi a Ralph Lauren. E, ainda assim, porque se submeteu a todas as restrições impostas pela legislação local: ocupou um espaço que já existia, colocou uma plaquinha muito pequena na porta, e não mudou a fachada. Nantucket é de fato uma experiência única. Imagine caminhar pelas ruas sem encontrar um Mc Donald’s, um Starbucks, um KFC, etc, etc.

 

Exceção

Bem, teci loas à cidade, mas atenção: é um lugar que só conheço no inverno. No verão, imagino que seja como um destino praiano qualquer: muita gente e muito calor. Se você gosta disso, enfrente cinco ou seis horas de carro (a partir de New York), duas horas e meia de balsa, e congestionamentos permanentes nos poucos quilômetros da rede viária da pequena ilha. No inverno, tudo muda. Mas você não vai no inverno, não é?

Uma esquina qualquer…

Em tempo: eu demorei muito menos tempo pra ir. E, por ter chegado antes, aceitamos embarcar numa balsa de carga. Dezenas de monstruosos caminhões, e nosso carrinho perdido entre eles. Um espaço mínimo na “torre de comando” para nós e os demais caminhoneiros; e nenhuma mordomia do tipo hot dog, cerveja, etc. De qualquer maneira, chegamos antes! E pudemos aproveitar os aproximadamente 50 minutos de vantagem, antes que o sol se pusesse pontualmente às 16:10 da tarde! Mas, acreditem: que maravilhoso por de sol!

 

Nota da Redação : apesar de o sistema não mostrar, este post gerou comentários. Para ler, é só clicar Comentários no final do texto.

Comentários (19)

Per farla breve….

Siga essa placa....

Siga essa placa....

Depois de quatro looongos dias passados na Calábria, mais exatamente em Civita, Castrovillari, Frascineto, Papasidoro e outros municípios dos quais você nunca ouviu falar, chego à conclusão de que a plaquinha que mais me deixou feliz foi mesmo a que aparece nesta foto.

Nota da Redação : apesar de o sistema não mostrar, este post gerou comentários. Para ler, é só clicar Comentários no final do texto.

Comentários (2)

De família, canyon e bilinguismo.

pra onde vou exatamente?

pra onde vou exatamente?

Acho que, plagiando o Vnv, hoje vou rodar uma charada.  Como é só uma brincadeirinha (peço a vênia ao Riq),  não vai haver troféu. Mas quem acertar (mesmo fazendo uso de minhas dicas, fotos e informações) ganha minha total admiração.

 

Primeiras impressões

Primeiras impressões

As dicas: viagem bienal com a família, ou parte dela, para o lugar onde a própria começou. De fato, dessa cidadezinha – perto de onde judas perdeu a bota (olhaí, CSI: bota!) – saíram o nonno e a nonna e foram dar com os costados em São Carlos, mais conhecida por Sunca.

A metrópole em todo seu esplendor

A metrópole em todo seu esplendor

A cidade (cidade é modo de dizer) fica situada entre dois mares – embora isso não a transforme num balneário.  Longe disso.  De qualquer maneira, água (doce) é um dos motivos pelos quais o vilarejo é mais conhecido.  O outro é o fato de ela ser uma das poucas cidades bilíngues do país.

 

O marco zero

O marco zero

A água comparece na forma de um canyon (notem meu cuidado, não compartilhado pelos locais, em não acrescentar o adjetivo grand); um canyon, eu dizia, por onde flui um nada caudaloso rio usado no verão para grandes competições aquáticas. E, por competições aquáticas, por favor não entendam kayaking ou rafting ou nenhum outro ing. Trata-se de uma corrida a pé no leito do rio e contra a correnteza!

O ( tá bom) Grand Canyon del Raganello

O ( tá bom) Grand Canyon del Raganello

O bilinguismo, mantido vivo desde o século XVI (e praticado pela maioria dos milhares, desculpe, mil habitantes do município), fica evidente nas placas de trânsito (trânsito?!) e nos cardápios dos vários (mais de um são vários, certo?) restaurantes da cidade.

 

Italiano ou Arbereshe?

Italiano ou Arbereshe?

O fato de a cidade ser um museu a céu aberto não foi suficiente para que administração abrisse mão de abrir um museu. E já que a instituição existe, é entrar e entender, num reduzido espaço de área e de tempo, o que é a história do município desde a imigração albanesa de 1470.

 

Cultura abundante

Cultura abundante

Saindo do museu, por favor olhe para os dois lados: o trânsito frenético pode comprometer seu discernimento e sua capacidade de atravessar a rua com segurança.

 

Antes de atravessar olhe para os dois lados

Antes de atravessar olhe para os dois lados

Bom, isso foi tudo. Terminei o post mas infelizmente o fim-de-semana que passo aqui ainda não terminou! Mentirinha (verdade!) mentirinha (verdade!) mentirinha…

 

Pra não dizer que não falei das flores, oops, frutas

Pra não dizer que não falei das flores, oops, frutas

Nota da Redação : apesar de o sistema não mostrar, este post gerou comentários. Para ler, é só clicar Comentários no final do texto.

 

Comentários (0)

Voltando pra casa (que casa, cara pálida?)

Alguém já se emocionou ao ver um aeroporto?

Alguém já se emocionou ao ver um aeroporto?

Pois é…não moro mais em Roma. E, durante esse ano e meio desde que mudei daqui, empurrei esse fato lá pro fundo da cabecinha e não pensei mais nisso.

 

Piazza del Popolo

Piazza del Popolo

Mas agora, hora da viagem bienal com a família, a coisa apertou. Eu tinha que decidir por um hotel, coisa que, em tempos normais, já não é fácil em Roma. Mas, com essa sensação estranha de ter que ir para um hotel e não mais pra casa, eu rejeitava tudo, dos melhores aos piores.

 

Um grupo organizado

Um grupo organizado

Como eram poucos dias, intercalados com outras viagens, não valeria a pena alugar um apê.  Salvou o dia o maridão (sempre ele…) lembrando uma coisa que eu sempre dizia: “o dia em que não morar mais em Roma, quero ficar nesse hotel aqui.”

 

Mica male, no?

Mica male, no?

Como essa só foi a chegada, deixo aqui algumas fotinhos pra quem quiser matar as saudades ou conhecer.  Depois tem mais.

Belezura

Belezura

Tipicamente romano

Tipicamente romano

Arrivederci a presto!

Nota da Redação : apesar de o sistema não mostrar, este post gerou comentários. Para ler, é só clicar Comentários no final do texto.

Comentários (0)