É novo. É bom. E é italiano!

Estou falando de um dos mais novos restaurantes italianos de Manhattan: Il Buco Alimentari e Vineria, na 53 Great Jones Street, perto da Bowery. Na verdade, é mais do que um restaurante. É uma alimentari (ou grocery) com frios e pães maravilhosos, uma enoteca, e um restaurante.

 

Do mesmo proprietário do Il Buco, a nova casa é uma espécie de extensão natural que produz boa parte do cardápio e compra a outra parte de produtores independentes cuja integridade eles admiram. No fundo, o que eles procuram fazer é reproduzir em New York o mesmo modus operandi dos alimentari ou ristoranti que a gente ainda encontra nas maravilhosas cidadezinhas italianas: a “famiglia” botando a mão na massa para tudo o que ela sabe fazer e comprando os ingredientes e produtos complementares de fornecedores locais e de confiança com quem eles trabalham há algumas gerações!

 

A experiência deve estar funcionando pois, com apenas alguns meses, o Il Buco Alimentari e Vineria só tem somado elogios: os pães, os frios, os pratos e os vinhos. Mas não espere nada sofisticado. A idéia aqui é servir exatamente o contrário: coisas simples, boas e saborosas.

 

Como a casa fica no NoHo (ai, essa mania de batizar tudo quanto é metro quadrado!)  que é ao lado do SoHo, vale a pena dar uma esticada. Mesmo porque a alternativa é o JFK, um voo da Alitalia para Roma, e de lá de carro para, por exemplo, Spoleto

 

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The Steins collect: já vi duas vezes. E vou ver mais…

Gertrude Stein by Picasso. Cortesia Google.

Por circunstâncias (estava lá a trabalho) vi esta exposição no MOMA de San Francisco. Por circusntâncias de novo, vi a mesma exposição no Grand Palais em Paris. E menos circunstancialmente (pois moro aqui) vou vê-la pela terceira vez no Metropolitan de New York.

 

Como o nome diz, trata-se do acervo que Gertrude Stein (sim, a Kathy Bates do Midnight in Paris ) amealhou na famosíssima permanência dela em Paris. Amiga de Deus e todo mundo, a moça (por assim dizer) estava na hora certa, no lugar certo. Além disso, monstruosamente culta e avançada para a época, tinha um tremendo olho clínico para arte. Só para dar uma idéia de sua capacidade de visão, cito duas de suas “descobertas”: Picasso e Matisse.

 

Mas a lista de amigos e agregados que frequentaram o apartamento do casal Gertrude Stein e Alice Toklas vai muito além: Georges Braque, André Derain, Henri Rousseau, Guillaume Appolinaire, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald… meu Deus! Ah, sim, e sabem onde ficava o citado apartamento? Em frente ao prédio da Aliança Francesa: 27, Rue de Fleurus.

 

Bom, mas voltando à exposição: o foco são os trabalhos de Matisse e Picasso, mas  a mostra também tem um caminhão de outros mestres. De Bonnard a Maurice Denis, passando por Juan Gris, Francis Picabia, etc. Além de extensa memorabília cobrindo a carreira literária de Gertrude. Que escrevia torrencialmente, mas continua mais conhecida por uma única obra: Autobiografia de Alice B. Toklas. Dizem os iniciados que a moça mentiu um pouquinho aqui e ali mas, tendo vivido o que  ela viveu, acho que até dá para desculpar.

 

Anotem aí, então: de 28 de fevereiro a 3 de junho, no Metropolitan. Seguramente com direito a filas…

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Um bistrô inspirado na cidade de Nice. Very nice. 

O nome já revela a procedência (ou, no caso, a inspiração): Promenade des Anglais. Um restaurante francês com poucos meses de vida mas já com muitos admiradores. No Chelsea. Criação do mesmo proprietário do antigo Allegretti, que foi para o brejo com a crise. Acho que, por causa disso, aqui os preços são bem mais maneiros.

 

Cozinha do sul da França, invadindo também um pouquinho da Itália. Pastas, peixes (iéqui!) e carnes. Um must? Tartar de vitelo! Para quem gosta de dairy, dá para começar e terminar a refeição com ricotta. Spredable ricotta como appetizer; e torta de maçã com sorvete de ricotta como sobremesa.

 

Segundo a crítica, a decoração do local não é lá essas coisas. Mas para contrabalançar isso, cito um outro ponto positivo: Alain Allegretti, o proprietário, trabalhou quatro anos com Alain Ducasse que, cá entre nós, entende quelche chose de cozinha francesa…

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Kutsher’s Tribeca: a muito bem-vinda cozinha judaica.

Quem gosta da boa cozinha judaica, levante a mão. Quem gosta de boas porções, levante a mão. Quem gosta de lugares simpáticos e despretensiosos, levante a mão. Todo mundo de mão levantada? Tá bom, agora vou contar: acabou de abrir em Tribeca um restaurante que soma tudo isso que falei e que, ainda por cima, é bonito. Todo em madeira clarinha, com amplo espaço entre as mesas.

O ideal é começar pela Matzo Ball Soup, prato de resistência da casa. E continuar com as inúmeras alternativas do cardápio. Eu, por exemplo, fico com a língua de vitelo. Ou o frango assado. Ou o pastrami de peito de pato. Etc, etc. Para os aficcionados, a recomendação é o gelfite fish que, no Kutsher, é preparado com o halibut.

Segundo a crítica, a casa, apesar de competente, ainda pode melhorar. Mas, cá entre nós, numa ilha onde 90% dos restaurantes são italianos, franceses ou japoneses, a boa cozinha judaica é mais do que bem-vinda. Não precisa ser estratosfericamente boa: tem que ser boa e basta!

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Um lugar pra quem entende de vinho. E pra quem não entende também.

O nome é CorkBuzz, que traduzido seria algo como o Buxixo da Rolha. O nome completo, Corkbuzz Wine Studio. Um wine-centric restaurant, na definição dos proprietários. Um lugar onde os seguidores de Bacco podem explorar 35 vinhos em taça e mais de 200 em garrafa.

 

Localizado na vizinhança da Union Square e não distante da Washigton Square (gracinha de lugar) o CorkBuzz tem mil atividades além de servir vinhos e pratos deliciosos. Tem blog focado, -adivinhem! – em vinho. Tem aulas de… vinho. Tem espaço para eventos. Tem uma noite por mês em que você pode trazer seu vinho de casa (olhe a responsabilidade!). E, acima de tudo, tem um ambiente gostoso e descontraído – a mesma informalidade de uma área que inclui a New York University.

 

O cardápio de comidinhas, assim como a lista de vinhos, muda com frequência, mas é muito difícil errar. Um prato que, dizem, se sobressai é o tutano com blue cheese. Como não gosto de tutano, e menos ainda de cheese, infelizmente não posso opinar. Mas há também massas, ostras, camarões, variações de batata, além do famoso presunto Benton do Tennessee. Verdade que ainda sou mais o de Parma, mas infelizmente não se pode ter tudo…

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A trattoria dos pais da Lady Gaga.

Eles dizem que não tem nada a ver. Que o restaurante não pretende absolutamente faturar em cima da fama da filha mais velha, uma tal de Stefani Germanotta que por coincidência é hoje a mulher mais famosa do mundo. Eles dizem tudo isso: que a intenção é apenas abrir um local para servir delícias do sul da Itália, do tipo osso bucco.

 

Bom, cá entre nós, difícil acreditar que o pai e a mãe de Lady Gaga resolvam abrir um restaurante em Manhattan e ao mesmo tempo decidam, como se costuma dizer, não misturar as coisas. “Ah, sim, somos pais da Lady Gaga mas, vejam bem, a Lady Gaga é a Lady Gaga e nosso restaurante é nosso resturante…”

 

Não cola, não é? Tanto é assim que a casa nem abriu e já tem gente acampada na frente esperando ver a moça. Ou pelo menos aproximar-se de algo relacionado com ela: o pai, a mãe, as fotos de família que farão parte da decoração, etc, etc.

 

O que fazer? Independente de qual seja a real intenção do casal Germanotta, se você está pensando em conhecer uma nova trattoria em New York, aproveite e anote: Joanne Trattoria. Obviamente você vai pelo cardápio mas sempre preparado para, quem sabe, cruzar com a Stefani na sobremesa. E rezando para que essa surpresa não seja incluída na conta…

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De Paris para New York: uma academia de make-up.

Já existia em Paris, Nice e Seoul. Agora você a encontra também em Manhattan. Estou falando da Make-Up Forever Academy, que acabou de abrir na Union Square. Make-up profissional com três cursos específicos: Beauty-Fashion, Television/Film e Stage/Artistic.

 

Quem fundou a escola em 2002 foi a famosa Dany Sanz, a mesma profissional que criou a marca Make-Up Forever em 1984. Acreditando existir uma lacuna (lacuna é bom, não é?) nesse mercado, Dany achou que era hora de dividir a experiência acumulada. Além, é claro, de criar um novo e rentável business para a marca.

 

Você pode pedir informações através do site, mas já adianto que o curso de 7 semanas custa em torno de $ 4,500.00. Não é pouco, mas o importante é que você sai de lá com um respeitável canudo nas mãos. Afinal, o brand Make-Up Forever é de fazer qualquer profissional tirar o chapéu. Com todo o cuidado para não desmanchar os cabelos, é claro…

 

Quero só ver se agora a Andrea não volta correndo pra cá…

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Tem cada vez mais museus fazendo hora extra.

Não é de hoje que os museus decidiram dar uma esticada no expediente. Em muitos deles, pelo menos uma vez por semana a gente tem um chorinho de duas ou três horas no horário de fechamento. O que acaba sendo uma mão na roda para quem trabalha ou para quem está visitando e quer fazer render ao máximo o tempo de permanência.

 

Não estou falando apenas do American Museum of Natural History que, pegando carona no filme Night at the Museum, passou a abrir suas portas para crianças dispostas a viver a mesma experiência do Ben Stiller (na verdade, foi o contrário, pois o museu faz sleepover desde 2005). Nem do Rubin Museum do Chelsea onde, por 55 doletas, você pode, em datas pre-determinadas, é claro, dormir com as obras de arte e inclusive ter seus sonhos interpretados por psicólogos de plantão.

 

Estou falando mais exatamente dos horários dilatados que mais e mais museus de New York passaram a praticar. Novidades não só no horário, mas também na oferta: palestras, encontros com celebrities, restaurantes, shows, espaço para eventos, o diabo. Na verdade, parece que tudo começou, ou se cristalizou, com a exposição do Alexander McQueen, que obrigou o Metropolitan a esticar o horário até meia-noite nos últimos dias da mostra (apesar do museu já ficar aberto até 21:00 às sextas e aos sábados).

 

Nessa onda, o que fez o Fashion Institute of Technology, que possui no seu acervo várias criações do McQueen? Passou a abrir até as 20:00 de terça a sexta. Já o Museum of the Moving Image no Queens criou (ou copiou do Guggenheim) o After Hours Specials. E o Bronx Museum of the Arts mandou ver a First Friday, que mantém a casa aberta até as 23:00.

 

O Whitney fica aberto até as 21:00 às sextas-feiras. O Guggenheim, até as 19:45 às sextas e aos sábados. O New Museum, na Bowery, até as 21:00 às quintas. O MoMa abre até as 20:30 na primeira quinta do mês; e até as 20:00 toda sexta-feira. Além disso, seu Modern’s Bar Room estica até as 22:30 de segunda a quinta; até as 23:00 às sextas e sábados; e até 21:30 aos domingos. O que me faz voltar ao Whitney: o restaurante Untitled, que pertence à mesma cadeia do Modern, também faz serão três vezes por semana.

 

Até a New York Historical Society, depois de uma milionária reforma, não só passou a abrir até as 20:00 toda sexta-feira, como também inaugurou um Caffè administrado pelo mesmo restaurateur do Buddakan e Morimoto. Enfim, está todo mundo a fim de aproveitar a night. Ou melhor, faturar a night. Até alguns anos atrás, por exemplo, álcool não rimava absolutamente com museu. Hoje, os chardonnays e as margaritas rolam com a maior tranquilidade nas mais tradicionais instituições de Manhattan.

 

 

Outra modalidade de hora extra, que quase todos museus praticam, são as noites dedicadas aos “sócios”. A velha história de que quem tem carteirinha tem privilégio. Já fui a vários desses eventos e devo dizer que a parte social é chata (pelo menos para mim): o indefectível coquetel no lobby. Oh god, abomino sociabilizar! Mas depois fica ótimo: visitar as galerias, dividindo o espaço com um décimo da população costumeira. Isso é muito bom.

 

Mas enfim: com carteirinha ou sem carteirinha, tem cada vez mais museu fazendo hora extra. O que elimina a possibilidade de desculpas esfarrapadas do tipo: ah, não fui porque não deu tempo. Dá, sim. Mesmo que ele (o tempo) tenha que ser dividido com as horas que você vai gastar na fila da Abercrombie ou nas araras da Century 21…   :wink:

 

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