A trattoria dos pais da Lady Gaga.

Eles dizem que não tem nada a ver. Que o restaurante não pretende absolutamente faturar em cima da fama da filha mais velha, uma tal de Stefani Germanotta que por coincidência é hoje a mulher mais famosa do mundo. Eles dizem tudo isso: que a intenção é apenas abrir um local para servir delícias do sul da Itália, do tipo osso bucco.

 

Bom, cá entre nós, difícil acreditar que o pai e a mãe de Lady Gaga resolvam abrir um restaurante em Manhattan e ao mesmo tempo decidam, como se costuma dizer, não misturar as coisas. “Ah, sim, somos pais da Lady Gaga mas, vejam bem, a Lady Gaga é a Lady Gaga e nosso restaurante é nosso resturante…”

 

Não cola, não é? Tanto é assim que a casa nem abriu e já tem gente acampada na frente esperando ver a moça. Ou pelo menos aproximar-se de algo relacionado com ela: o pai, a mãe, as fotos de família que farão parte da decoração, etc, etc.

 

O que fazer? Independente de qual seja a real intenção do casal Germanotta, se você está pensando em conhecer uma nova trattoria em New York, aproveite e anote: Joanne Trattoria. Obviamente você vai pelo cardápio mas sempre preparado para, quem sabe, cruzar com a Stefani na sobremesa. E rezando para que essa surpresa não seja incluída na conta…

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De Paris para New York: uma academia de make-up.

Já existia em Paris, Nice e Seoul. Agora você a encontra também em Manhattan. Estou falando da Make-Up Forever Academy, que acabou de abrir na Union Square. Make-up profissional com três cursos específicos: Beauty-Fashion, Television/Film e Stage/Artistic.

 

Quem fundou a escola em 2002 foi a famosa Dany Sanz, a mesma profissional que criou a marca Make-Up Forever em 1984. Acreditando existir uma lacuna (lacuna é bom, não é?) nesse mercado, Dany achou que era hora de dividir a experiência acumulada. Além, é claro, de criar um novo e rentável business para a marca.

 

Você pode pedir informações através do site, mas já adianto que o curso de 7 semanas custa em torno de $ 4,500.00. Não é pouco, mas o importante é que você sai de lá com um respeitável canudo nas mãos. Afinal, o brand Make-Up Forever é de fazer qualquer profissional tirar o chapéu. Com todo o cuidado para não desmanchar os cabelos, é claro…

 

Quero só ver se agora a Andrea não volta correndo pra cá…

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Tem cada vez mais museus fazendo hora extra.

Não é de hoje que os museus decidiram dar uma esticada no expediente. Em muitos deles, pelo menos uma vez por semana a gente tem um chorinho de duas ou três horas no horário de fechamento. O que acaba sendo uma mão na roda para quem trabalha ou para quem está visitando e quer fazer render ao máximo o tempo de permanência.

 

Não estou falando apenas do American Museum of Natural History que, pegando carona no filme Night at the Museum, passou a abrir suas portas para crianças dispostas a viver a mesma experiência do Ben Stiller (na verdade, foi o contrário, pois o museu faz sleepover desde 2005). Nem do Rubin Museum do Chelsea onde, por 55 doletas, você pode, em datas pre-determinadas, é claro, dormir com as obras de arte e inclusive ter seus sonhos interpretados por psicólogos de plantão.

 

Estou falando mais exatamente dos horários dilatados que mais e mais museus de New York passaram a praticar. Novidades não só no horário, mas também na oferta: palestras, encontros com celebrities, restaurantes, shows, espaço para eventos, o diabo. Na verdade, parece que tudo começou, ou se cristalizou, com a exposição do Alexander McQueen, que obrigou o Metropolitan a esticar o horário até meia-noite nos últimos dias da mostra (apesar do museu já ficar aberto até 21:00 às sextas e aos sábados).

 

Nessa onda, o que fez o Fashion Institute of Technology, que possui no seu acervo várias criações do McQueen? Passou a abrir até as 20:00 de terça a sexta. Já o Museum of the Moving Image no Queens criou (ou copiou do Guggenheim) o After Hours Specials. E o Bronx Museum of the Arts mandou ver a First Friday, que mantém a casa aberta até as 23:00.

 

O Whitney fica aberto até as 21:00 às sextas-feiras. O Guggenheim, até as 19:45 às sextas e aos sábados. O New Museum, na Bowery, até as 21:00 às quintas. O MoMa abre até as 20:30 na primeira quinta do mês; e até as 20:00 toda sexta-feira. Além disso, seu Modern’s Bar Room estica até as 22:30 de segunda a quinta; até as 23:00 às sextas e sábados; e até 21:30 aos domingos. O que me faz voltar ao Whitney: o restaurante Untitled, que pertence à mesma cadeia do Modern, também faz serão três vezes por semana.

 

Até a New York Historical Society, depois de uma milionária reforma, não só passou a abrir até as 20:00 toda sexta-feira, como também inaugurou um Caffè administrado pelo mesmo restaurateur do Buddakan e Morimoto. Enfim, está todo mundo a fim de aproveitar a night. Ou melhor, faturar a night. Até alguns anos atrás, por exemplo, álcool não rimava absolutamente com museu. Hoje, os chardonnays e as margaritas rolam com a maior tranquilidade nas mais tradicionais instituições de Manhattan.

 

 

Outra modalidade de hora extra, que quase todos museus praticam, são as noites dedicadas aos “sócios”. A velha história de que quem tem carteirinha tem privilégio. Já fui a vários desses eventos e devo dizer que a parte social é chata (pelo menos para mim): o indefectível coquetel no lobby. Oh god, abomino sociabilizar! Mas depois fica ótimo: visitar as galerias, dividindo o espaço com um décimo da população costumeira. Isso é muito bom.

 

Mas enfim: com carteirinha ou sem carteirinha, tem cada vez mais museu fazendo hora extra. O que elimina a possibilidade de desculpas esfarrapadas do tipo: ah, não fui porque não deu tempo. Dá, sim. Mesmo que ele (o tempo) tenha que ser dividido com as horas que você vai gastar na fila da Abercrombie ou nas araras da Century 21…   :wink:

 

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Tem informação pipocando na cidade!

De longe parece um OVNI. De perto, continua parecendo um objeto não identificado, só que não voa: fica ali paradinho na calçada. De preferência nas esquinas ou espaços pedéstricos (inventei agora) de grande movimento. Estou falando dos novos quiosques de informação que a prefeitura – acredito que seja ela – está distribuindo pela cidade.

 

Identificá-los é fácil por causa do grande “i” redondo em cima. E aqui não é o “i” da Apple, não. É simplesmente “i” de “information”. Em baixo dele, inúmeros escaninhos (palavra do tempo do onça) com dezenas de folhetos, volantes, etc, etc, sobre tudo o que se passa na cidade.

 

Não olhei os folhetos um por um, mesmo porque um batalhão de curiosos barrava meu acesso. Mas basicamente são informações sobre entretenimento, cultura, mapas da cidade e do metrô. Já cruzei com dois ou três desses quiosques, todos no West Side, e pelo movimento em volta acho que a ideia agradou. Só não sei o que acontece quando chove: vai ver que ele sai voando para a marquise mais próxima…  :lol:

 

Agora falando sério: tudo bem a internet, os motores de busca, os milhares de apps, etc, mas que é bom se informar com um papelzinho de vez em quando, isso lá é! :wink:

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Dean & DeLuca agora faz pão em casa.

Quem segue meu blog sabe que tenho falado muito frequentemente das iniciativas do grupo Zabar. O que fazer se são eles que estão fazendo e acontecendo? Mas, para provar que eu não falo só deles, aí vai um post promovendo a “concorrência”.

 

Partindo do princípio de que a Dean & DeLuca sempre foi uma das principais specialty-food chains de New York, a coisa até que demorou. Na verdade, demorou quase 35 anos. Mas agora é oficial: a casa passa a amassar o próprio pão. Portanto, além das marcas que você já encontrava lá, a partir de agora você também poderá se deliciar com pão feito em casa.

 

Feito em casa por um senhor padeiro! Com passagem pela Fauchon de Paris, e pelo Per Se e Bouchon Bakery aqui de New York. O primeiro produto, como não poderia deixar de ser, é a velha e boa baguette. Seguida por round sourdough, pain de mie, e uma lista imensa de deliciosas variações de carboidratos, alguns deles enriquecidos com nuts e frutas da estação.

 

No início, infelizmente, só as lojas do SoHo e da Madison vão vender os pães da casa. Mas como é absolutamente improvável que você venha a New York sem passar pela Madison ou pelo Soho, não há com que se preocupar. É só esperar surgir aquela fomezinha gostosa e pronto: Dean & DeLuca, here I come!

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Extra, extra: a banca agora aluga bicicletas.

Sabe aquela edícola octogonal na entrada west do Central Park, bem em frente do Columbus Circle? Aquela que já apareceu em trocentos longas metragens, inclusive Bullets Over Broadway do Woody Allen? Pois é, dançou. Não a edícola, mas o tipo de comércio. Como a licença do concessionário (acho que é esse o nome, não é?) ia expirar, o pessoal do Central Park pensou bem, viu que tinha outro jornaleiro ali pertinho, e decidiu virar a mesa. Quer dizer, a edícola. A partir de agora (quer dizer, na primavera) a Bike and Roll passa a comandar o espaço.

Claro que fico chateada com o jornaleiro que perdeu o ponto, mas para quem visita New York a mudança foi para melhor. É chegar ali, alugar uma bicicleta e virar o Central Park do avesso. Uma delícia, digo eu do alto de minha zero experiência com veículos de duas rodas. Mas também ninguém precisa ser ciclista para saber que bicicleta é o melhor meio de transporte num parque que tem quase 10 km de perímetro e ocupa 6% da área de Manhattan!

Cansa um pouco? Claro que cansa, mas é para isso que o parque tem 9.000 bancos (servindo de pit stop), 24.000 árvores (fornecendo sombra), e 150 fontes (garantindo água fresca). Quanto ao preço do aluguel, é em torno de 15 dólares por hora ou aproximadamente $ 45.00 para o dia todo.

A única coisa chata é que tem que usar capacete. It’s the law! Se você não concorda com a exigência, sempre sobra a alternativa de uma caminhada ou de um carriage ride. Ou simplesmente comprar um jornal numa edícola que continue funcionando e esparramar-se confortavelmente num banco. Uma coisa posso garantir: vai cansar bem menos…

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New York é “um barato”!

Dedico este post aos queridos Denise Mustafa e Claudio Sena que desembarcam na Big Apple nos próximos dias.

 

 

Se você está lendo este texto com a esperança de descobrir lugares novos e descolados para passar as festas em NY, sugiro que você pare por aqui.

 

Mas se a idéia é saber como curtir a cidade com os olhos e não com o cartão de crédito, você está no lugar certo.

 

Na minha opinião, e na de alguns milhões de outras pessoas, o fim de ano é quando New York dá o melhor de si. Exigindo, é claro, a respectiva contrapartida que é fazer você levar a mão ao bolso o mais frequentemente possível. Mas que ela fica bonita, isso fica: toda enfeitada só esperando você chegar. Você e o Papai Noel, obviamente.

 

De qualquer maneira, como disse lá em cima, o objetivo deste post é fazer com que sua mão e seu bolso se encontrem só de vez em quando. Então vamos começar: para entrar no clima, recomendo um passeio na 5a. Avenida, começando no cruzamento da 57th street, onde está pendurado o floco de neve mais conhecido do mundo. Caminhando no sentido do tráfego, curta as luzinhas e as vitrines das lojas. Uma paradinha no Rockefeller Center, para ver a árvore da NBC, é necessária. E para registrar na sua agenda que você não pode deixar de esquiar também.

 

Aí aproveite que ainda não é a noite de Natal nem de Ano Novo e dê uma entradinha para conhecer a St. Patrick’s Cathedral. Saindo desse templo, pare num dos mais tradicionais templos de consumo da cidade, a Saks 5th Avenue, e limite-se a ver as lindas montagens natalinas das vitrines.

 

Continuando na 5a. você chegará ao Bryant Park, que é um dos mais charmosos da cidade. Ele fica atrás do imponente prédio da New York Library e, nessa época do ano, hospeda a feirinha de Natal mais simpática da ilha. Sei que alguns irão questionar essa afirmação, defendendo o mercadinho da Union Square. Nenhum problema. Mas com minha longa experiência de colecionadora de Papai Noel, sustento categoricamente:  a feirinha do Bryant Park é melhor!

 

Depois de curtir as várias barraquinhas, saia pela 42nd Street, direção west, e ande até o coração da cidade: o Times Square. Ali, pare um momento para relembrar as dezenas de filmes que usaram este cenário e sinta-se mais próximo de todos eles.

 

Curiosamente, entretanto, o que você não vai econtrar na iluminação feérica do pedaço é  Papai Noel. E, como a essa altura do campeonato você já percebeu que tenho uma  certa queda pelo velhinho, sugiro visitarmos outra freguesia. O que pode perfeitamente ser feito no dia seguinte: alugue uma bicicleta e vá passear no Central Park. Com sorte (ou azar, pois escorrega pra burro) terá nevado e você poderá curtir o lençol branco que mamãe natureza providenciou.

 

Saindo do parque, vá até o Lincoln Center. Além de respirar arte, você poderá visitar a feirinha, a lojinha (lojinha é modo de dizer), sentar displicentemente na rampa que se sobrepõe ao novo restaurante e, como não?, clicar fotos e mais fotos.

 

E como até agora você foi muito contido nos gastos, sugiro uma escalada ao Top of the Rock para uma das vistas mais bonitas da cidade. E, antes que alguém pergunte, já adianto a resposta: sim, eu prefiro o Top of the Rock ao Empire State. Mas claro que é uma questão de gosto pessoal. Sem citar o fato de poder comprar pela internet e reservar horário, em vez de ficar hooooras esperando na fila e no frio…

 

Citei meia dúzia de lugares, manjados como se costuma dizer, mas que ninguém se cansa de visitar. Além deles, é claro, existem infindáveis alternativas do que fazer nessa que é a capital do mundo. Meio abatida pela crise, é verdade, mas sempre capital.

 

E se, em suas caminhadas, você encontrar o Papai Noel, não esqueça de perguntar se ele já recebeu minha cartinha. E me avise, é claro…

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Um restaurante que não importa pasta: importa a mãe do Chef.

Como é fácil imaginar, encontra-se de tudo no cenário gastronômico de Manhattan. Chefs tradicionais, chefs inovadores, restaurantes maravilhosos, restaurantes medíocres, pratos que viram moda, pratos que caem no esquecimento, etc, etc, etc. Afinal, são mais de 25.000 bares e restaurantes que pululam na ilha, cada um tentando encontrar seu lugar ao sol.

 

Nesse clima, como disse acima (com rima e tudo), é natural que os chefs se esforcem para colocar um bom prato na mesa e uma boa notinha na imprensa. Estou dizendo tudo isso para chegar ao Gradisca, um restaurante italiano que existe há 11 anos no West Village.

 

Em 2005, ao receber a visita de sua mãe de Bologna, o proprietário Galeano teve uma idéia. Na verdade, uma brilhante ideia: pedir à mamma que preparasse tortellini para a clientela. Desnecessário dizer o sucesso da empreitada. De lá para cá, a Sra. Schenardi passou a fazer a ponte aérea Bologna / New York várias vezes por ano. Sempre deixando uma generosa provisão de tortellini num freezer fechado a sete chaves.

 

Vale conferir. Idealmente quando estiver presente a Sra. Schenardi, que trabalha à vista de todo mundo para aguçar ainda mais o apetite. Mas se ela não estiver, também continua valendo uma visita: afinal, é sempre o macarrão da mamma… :wink:

 

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