Assim dá até vontade de casar de novo!

Um belo presente de casamento, não?

Ontem recebi um convite de casamento. E, para poder escolher o presente com calma, fui correndo ver em qual loja o casal havia deixado a lista. Mas, no lugar da tradicional lista, eis que encontro uma novidade que  deu até comichão de voltar ao altar.

Funciona da seguinte maneira: o casal escolhe uma cidade para a lua-de-mel, escolhe o hotel, escolhe onde pretende jantar, os passeios que quer fazer, e até as doceiras onde vai parar para tomar um cafézinho. O próprio site atribui um valor a cada coisa e divide este valor em pequenos pacotinhos. Os amigos do casal, ao adentrar o site, são recebidos com as mais variadas opções – nas mais variadas faixas de preço.

Você pode presentear uma diária do hotel X, a US$ 120.00, ou um passeio, por US$ 85.00, ou um jantar no restaurante Y, por US$ 50.00.

Como os restaurantes (que o casal em questão escolheu) não me agradaram, optei por oferecer um passeio e um café da tarde numa das confeitarias que faziam parte da lista.  Os noivos já tomaram conhecimento de meu presente e já me agradeceram, prometendo trazer uma fotinho deles no local.

Achei o máximo – mas gostaria de inovar. Como não me vejo casando novamente, será que não daria para adaptar a mesma idéia para outras, digamos, ocasiões festivas? Aniversário e aniversário de casamento, por exemplo. Se sim, aguardem para breve uma listinha dos hotéis, restaurantes, lojas de bolsas, lojas de sapatos, etc, que  farão parte de minha próxima viagem…

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Trazendo lixo de Paris.

 

lapoubelle

5.832 km depois...

 

Paris? Não sei se quero escrever sobre Paris. Talvez pudesse escrever sobre as exposições que visitei. Os filmes que vi. Os restaurantes que saboreei. Mas existe mesmo alguma coisa que já não tenha sido escrita sobre Paris? Outra opção seria lamentar a ausência do outono: pas de feuilles mortes! Mas nada disso. Vou escrever sobre algo inusitado que trouxe da assim chamada cidade luz (chamam ainda?!).

Mas antes o que já trouxe de outras viagens.

Como há 22 anos coleciono objetos e imagens relacionados com uma determinada classe de animais vertebrados, bípedes e ovíparos (mais exatamente, pelicanos) posso dizer com certeza que pelo menos 80% de minha coleção já viajou de um país para outro. Às vezes, pra mais de um. Os menores, confortavelmente instalados em alguma mala ou bolsa; já os maiores, verdadeiros “malas sem alça” que carreguei de um ponto a outro do planeta. Conto de um, que comprei no próprio atelier do artesão (Michelângelo) em Orvieto. O bicho, tá bom, a ave tinha mais de um metro de comprimento. Na verdade, essa era medida da base onde efetivamente se apoiava um pelicano de 60 cm de altura. Ele foi de carro pra Roma; de avião pra Londres; e de lá numa conexão para NY. Parecia um rifle embrulhado, mas felizmente a compra aconteceu antes do 9/11: quer dizer, ninguém criou problema. Exceto minha cara metade, ao fazer de conta que aquele estranho pacote não lhe dizia respeito.

Por que estou contando tudo isso? Porque no meu último dia em Paris – a poucas horas do fechamento da mala – achei um objeto de que estava à procura em NY desde junho: uma lata de lixo cor laranja. Sim, você leu certo: uma lata de lixo (para a cozinha). Na cor laranja. O tamanho? Grande demais para uma mala grande. Nenhuma chance, portanto, de caber na minha – pequena e já bastante ocupada.

Enquanto minha cara metade já iniciava seu processo de negação da realidade (eu não vira uma lata de lixo e muito menos estaria pensando em levá-la pra NY) consumei a compra e pedi à moça que providenciasse um pacote capaz de resistir ao delicados funcionários do setor cargas dos aeroportos de Orly e JFK. Enough said: ela prontamente produziu uma caixa, super-protegida por uma dupla camada de papelão. Não contente, me armei de duct tape, fechei tudo direitinho, criei uma alça… et voilá!  Ou melhor, voei aqui pra NY. O resultado disso? Uma cozinha muito mais bonita. E mais laranja.

 

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A arte (quer dizer, o artesanato) de matar saudade.

Minha casinha em NY é uma mini-filial da Vila Madá. Explico: cada vez que venho para São Paulo, levo de volta uma ou duas (ou mais!) peças de artesanato. E compro aqui também a maioria dos presentes de Natal para minhas amigas gringas: elas adoram receber, e eu adoro divulgar os talentos locais.

ProjetoTerra

Hoje, aproveitando um dia tranquilo e o fato de o meu chefe ter esquecido de mim, fui dar uma volta lá.

Marc.Trancoso

A Vila Madalena é para mim o que o SoHo e Tribeca são para os turistas de NY: um espaço para descobrir coisas novas e diferentes a cada visita. Fico fascinada com as novidades, e com muita vontade de conhecer todos aqueles barzinhos e restaurantes.

Reciclamundo

Foi um entra-e-sai de lojas (já sei, já sei: entra EM e sai DE). As de sempre e mais algumas que pintaram no caminho. Saldo final? Algumas sacolas, cartão de crédito com mais débito e menos crédito, e uma mala que me leva à constatação de sempre: artesanato pesa. Mas ajuda a matar a saudade.

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Contenha-se. Literalmente.

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Vou contar de uma loja que conheci em Atlanta em 1996, por ocasião das Olimpíadas. Não, não vou. Vou contar da filial dela que, anos depois, abriu em NY! Claro que muita gente já deve conhecer – mas é que gosto tanto da própria que não me contive em postar.

Chama-se The Container Store. E como o próprio nome já diz, ela contém tudo o que você pode vir a precisar pra conter suas inutilidades, quer dizer, suas coisas. Caixas, caixinhas, caixotes; gavetas, gavetinhas, gavetões; prateleiras, arquivos, embalagens para presentes; todo o material necessário para você enviar suas coisas pelo correio. Ou pra casa de mamãe, quando nada mais couber na sua.  Ou pra nova casa, em caso de separação…

E a loja projeta (gratuitamente, é claro) armários que você mesma consegue, na boa, montar. E eu assino embaixo dessa informação porque, tendo duas mãos esquerdas, sou uma nulidade para trabalhos manuais. Mas esses eu monto, sózinha, sem xingar muito.

Closet
E o interessante é que este mês, véspera das férias, a Container Store (que já são duas em Manhattan) está fazendo uma liquidação de artigos de viagem. Falei que ela também vende malas (que contêm nossa bagagem…)? E vidros, vidrinhos, potes, potinhos – tudo o que a gente precisa pra garantir a juventude mesmo longe de casa. E, claro, os travesseirinhos de avião, os cobertorzinhos (que algumas companhias aéreas já estão cobrando), etiquetas de identificação para nossas malas. Sem falar das necessaires….essas eu mostro na foto.

BeautyCases
E agora dá licença que vou guardar tudo o que comprei no exercício – sacrificado – de escrever esse post.

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