Em New York as grandes lojas têm de tudo, inclusive restaurante.

Este post é só para lembrar quem já sabe – e informar quem ainda desconhece – que as grandes lojas de departamentos de Manhattan não têm apenas cafeterias e praças de alimentação. As grandes lojas, as grandes grandes mesmo, possuem todas (tá bom, quase todas) um senhor restaurante. A começar pelo oitavo andar da Saks: o Cafe SFA. Que, além de um competente cardápio, tem vista para o rooftop garden do Rockefeller Center e para a Saint Patrick’s Cathedral.

 

Prefere a Bloomingdale’s? É só “pegar” o Le Train Bleu, que fica entre o sexto e o sétimo andares. Como o nome deixa imaginar, trata-se de um vagão restaurante estilizado. O cardápio não é nenhum Orient Express mas, como se costuma dizer, dá perfeitamente para o gasto.

 

Na Macy’s, como todo mundo já sabe, estamos mais para praça de alimentação, mas o Cellar Bar & Grill serve um honesto hamburger. Além de hot dogs com salsichas do tamanho de uma bengala…

 

Subindo do basement, e principalmente de nível, temos em seguida o Fred’s da Barneys New York. Lugar bonito, gente bonita, cardápio sofisticado, onde se destaca (iéqui!) o sanduíche de lagosta.

Subindo mais ainda de nível, vamos para a Bergdorf Goodman que, segundo a crítica, possui os dois melhores department store restaurants da ilha: o BG no sétimo andar, com vista para a 5a. Avenida e o Central Park; e o Goodman’s que, embora fique no basement, é considerado o number one da casa.

Se o Goodman’s estiver cheio, como costuma acontecer, uma dica é atravessar a rua para a Bergdorf Goodman men’s store e sentar no Bar III. O cardápio é o mesmo e raramente há espera.

Quem falta? Ah, a Lord & Taylor. A loja já teve restaurante próprio no passado, mas mais recentemente decidiu passar a bola para a cadeia Sarabeth’s. Nada de excepcional mas perfeitamente encarável.

E a Century 21? Que eu saiba, não tem restaurante. E, com todo o respeito que a casa merece pelos inestimáveis serviços prestados à comunidade brasileira, acho melhor mesmo que não tenha…

 

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A coisa está preta, mas a Black Friday promete.

Quando vários websites se autoproclamam o “website oficial disso ou daquilo”, na verdade nenhum o é. E é exatamente o que acontece com os vários websites oficiais da Black Friday que se aproxima. Aqui também nenhum o é.

 

Na verdade, o que existe são websites bons e menos bons. Eu ficaria com este. Além da contagem regressiva (da qual, é claro, ninguém precisa) você vai encontrar centenas de informações, dicas, pré-ofertas, anúncios “vazados” (alguém ainda acredita nisso?) e muito mais.

 

Você pode estar se perguntado: mas precisa? Bom, a essa altura é claro que todo mundo já desenvolveu uma certa cultura de Black Friday. Mas não deixa de ser útil saber, por exemplo, os horários malucos que as lojas vão fazer.  E está tudo lá. Além de uma longa relação loja a loja, com amostras do que virá por aí.

 

E para os realmente fanáticos por Black Fridays, o site oferece a comodidade de um iPhone app. Quer dizer, você vai receber dicas em real time e vai chegar na frente da multidão. Bom, em teoria é isso.

 

Outra alternativa é comprar online no recesso do seu lar. Vantagens? Você não vai passar frio esperando que as lojas abram. Nem vai correr o risco de ser pisoteado por aquele cidadão que, não interessa quão preta esteja a situação, não vai deixar a Black Friday passar em branco.

 

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Pulgas em New York. Quer dizer, mercado das pulgas.

Verão chegando, todo mundo saindo da toca. Já começou a ciranda de street fairs e flea markets nos vários boroughs da cidade. Na teoria, é uma iniciativa elogiável: é como se a moderna metrópole fizesse um passo atrás no tempo. Artesãos (será?) e mercantes ganham as ruas para vender seu peixe – que pode ser tudo: de comer, de vestir, de beber, de expor, etc, etc. Dizia, na teoria é legal. Mas, na prática, mon bon dieu! A cidade enlouquece. Ônibus são desviados. O transito pára completamente. Os taxis desaparecem. E os insultos voam em cada esquina. Isso sem falar do cheiro que invade os quarteirões…

Bom, dito isso, vocês já perceberam que não sou muito fã das street fairs  mas dos flea markets eu gosto, sim. Quer dizer, fuçar um pouco, enquanto o sol ainda está baixo. Os principais:

THE ANTIQUES GARAGE: 112 W com a 25th (entre a Avenida das Americas e a 7a. Avenida). Sábado e domingo, as 9:00 às 17:00.

GREENFLEA MARKET: Columbus Avenue altura da 77th Street. Domingo, das 10:00 às 17:45.

HELL’S KITCHEN FLEA MARKET: 39th, entre a 9th 2 10th Avenues. Sábado e domingo, das 9:00 às 17:00.

HESTER STREET FAIR: Hester e Essex Streets. Sábado, das 10:00 às 18:00.

WEST 25TH STREET MARKET: 25th entre Broadway e Avenue of the Americas. Sábado e domingo, das 9:00 às 17:00.

BROOKLYN FLEA, FORT GREENE: 176 Lafayette Avenue (entre Clermont and Vanderbilt Avenues). Sábado, das 10:00 às 17:00.

BROOKLYN FLEA, WILLIAMSBURG: 27 North Sixth Street (entre Kent Avenue e o East River). Domingo, das 10:00 às 17:00.

Pra terminar, um velho ditado: para quem está com coceira de comprar alguma coisa, nada melhor do que um mercado das pulgas…

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Sai a Barnes & Noble, entra a Century 21.

Low cost chega ao Lincoln Center

Já registrei aqui no blog minha, vamos dizer assim, aversão às mega-livrarias. Mas, convenhamos, é sempre  melhor uma mega-livraria do que uma ponta-de-estoque. Digo isso porque a icônica Barnes & Noble do Lincoln Center vai fechar as portas no começo do próximo ano. Venceu o contrato do prédio, o proprietário deve ter pedido mundos e fundos pela renovação, e à livraria não restou outra saída senão o fechamento.

Em quem virá em seu lugar? Tchan, tchan, tchan, tchan… Ninguém menos do que a loja rainha do desconto: a Century 21. Exato, no lugar de prateleiras de livros, araras de roupa. E dá-lhe roupa! Tenho certeza que muita gente vai ficar feliz com a troca. Mas confesso que estou triste. Mesmo que fosse uma mega-livraria, era sempre uma livraria. E livro, até onde eu sei, continua sendo um artigo muito mais essencial do que moletom…

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Nada é sagrado.

Mais um templo do consumo.

Numa cidade em que tudo se transforma, é óbvio que as transformações têm que ser sempre mais grandiosas e/ou originais. A eterna necessidade de empurrar os limites éticos, estéticos e quetais.

Tudo isso pra dizer que a cidade acaba de atingir mais um “breaktrhough”. Desta vez foi uma igreja que cedeu lugar para um shoppingzinho. Cedeu lugar, não. A igreja continua inteirinha lá – mas, em vez de fiéis, o que ela abriga agora são consumidores.

A Mari já tinha cantado esse salmo, quer dizer, essa bola aqui. E eu estava esperando o fim de semana chegar (proletariado, entende?) pra poder conferir pessoalmente.

Oremos? Não, compremos.

De fato, é uma idéia original.  E, de fato, ficou simpático. Mas, como o espaço era pequeno, as lojas tiveram que fazer milagre (epa) pra caber tudo. Só para dar uma idéia: a Havaianas, que aqui vende como água, teve que se contentar com um estandezinho não maior do que um genuflexório…

Tudo muito bonitinho (notaram a ênfase no “inho”?) e com algumas áreas ainda a serem inauguradas. Na sacristia, por exemplo, eles seguramente vão abrir uma loja de vinhos (tá bom, essa foi infame). Mas no fim e no fundo a impressão que fica é que, quando crescer, o Limelight Market quer ser o Chelsea Market.

Bom, eu tinha mais uma piadinha pra esse contexto de igreja, mas o texto acabou antes. Que sacro!

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Assim dá até vontade de casar de novo!

Um belo presente de casamento, não?

Ontem recebi um convite de casamento. E, para poder escolher o presente com calma, fui correndo ver em qual loja o casal havia deixado a lista. Mas, no lugar da tradicional lista, eis que encontro uma novidade que  deu até comichão de voltar ao altar.

Funciona da seguinte maneira: o casal escolhe uma cidade para a lua-de-mel, escolhe o hotel, escolhe onde pretende jantar, os passeios que quer fazer, e até as doceiras onde vai parar para tomar um cafézinho. O próprio site atribui um valor a cada coisa e divide este valor em pequenos pacotinhos. Os amigos do casal, ao adentrar o site, são recebidos com as mais variadas opções – nas mais variadas faixas de preço.

Você pode presentear uma diária do hotel X, a US$ 120.00, ou um passeio, por US$ 85.00, ou um jantar no restaurante Y, por US$ 50.00.

Como os restaurantes (que o casal em questão escolheu) não me agradaram, optei por oferecer um passeio e um café da tarde numa das confeitarias que faziam parte da lista.  Os noivos já tomaram conhecimento de meu presente e já me agradeceram, prometendo trazer uma fotinho deles no local.

Achei o máximo – mas gostaria de inovar. Como não me vejo casando novamente, será que não daria para adaptar a mesma idéia para outras, digamos, ocasiões festivas? Aniversário e aniversário de casamento, por exemplo. Se sim, aguardem para breve uma listinha dos hotéis, restaurantes, lojas de bolsas, lojas de sapatos, etc, que  farão parte de minha próxima viagem…

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Trazendo lixo de Paris.

 

lapoubelle

5.832 km depois...

 

Paris? Não sei se quero escrever sobre Paris. Talvez pudesse escrever sobre as exposições que visitei. Os filmes que vi. Os restaurantes que saboreei. Mas existe mesmo alguma coisa que já não tenha sido escrita sobre Paris? Outra opção seria lamentar a ausência do outono: pas de feuilles mortes! Mas nada disso. Vou escrever sobre algo inusitado que trouxe da assim chamada cidade luz (chamam ainda?!).

Mas antes o que já trouxe de outras viagens.

Como há 22 anos coleciono objetos e imagens relacionados com uma determinada classe de animais vertebrados, bípedes e ovíparos (mais exatamente, pelicanos) posso dizer com certeza que pelo menos 80% de minha coleção já viajou de um país para outro. Às vezes, pra mais de um. Os menores, confortavelmente instalados em alguma mala ou bolsa; já os maiores, verdadeiros “malas sem alça” que carreguei de um ponto a outro do planeta. Conto de um, que comprei no próprio atelier do artesão (Michelângelo) em Orvieto. O bicho, tá bom, a ave tinha mais de um metro de comprimento. Na verdade, essa era medida da base onde efetivamente se apoiava um pelicano de 60 cm de altura. Ele foi de carro pra Roma; de avião pra Londres; e de lá numa conexão para NY. Parecia um rifle embrulhado, mas felizmente a compra aconteceu antes do 9/11: quer dizer, ninguém criou problema. Exceto minha cara metade, ao fazer de conta que aquele estranho pacote não lhe dizia respeito.

Por que estou contando tudo isso? Porque no meu último dia em Paris – a poucas horas do fechamento da mala – achei um objeto de que estava à procura em NY desde junho: uma lata de lixo cor laranja. Sim, você leu certo: uma lata de lixo (para a cozinha). Na cor laranja. O tamanho? Grande demais para uma mala grande. Nenhuma chance, portanto, de caber na minha – pequena e já bastante ocupada.

Enquanto minha cara metade já iniciava seu processo de negação da realidade (eu não vira uma lata de lixo e muito menos estaria pensando em levá-la pra NY) consumei a compra e pedi à moça que providenciasse um pacote capaz de resistir ao delicados funcionários do setor cargas dos aeroportos de Orly e JFK. Enough said: ela prontamente produziu uma caixa, super-protegida por uma dupla camada de papelão. Não contente, me armei de duct tape, fechei tudo direitinho, criei uma alça… et voilá!  Ou melhor, voei aqui pra NY. O resultado disso? Uma cozinha muito mais bonita. E mais laranja.

 

Nota da Redação : apesar de o sistema não mostrar, este post gerou comentários. Para ler, é só clicar Comentários no final do texto.

 

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A arte (quer dizer, o artesanato) de matar saudade.

Minha casinha em NY é uma mini-filial da Vila Madá. Explico: cada vez que venho para São Paulo, levo de volta uma ou duas (ou mais!) peças de artesanato. E compro aqui também a maioria dos presentes de Natal para minhas amigas gringas: elas adoram receber, e eu adoro divulgar os talentos locais.

ProjetoTerra

Hoje, aproveitando um dia tranquilo e o fato de o meu chefe ter esquecido de mim, fui dar uma volta lá.

Marc.Trancoso

A Vila Madalena é para mim o que o SoHo e Tribeca são para os turistas de NY: um espaço para descobrir coisas novas e diferentes a cada visita. Fico fascinada com as novidades, e com muita vontade de conhecer todos aqueles barzinhos e restaurantes.

Reciclamundo

Foi um entra-e-sai de lojas (já sei, já sei: entra EM e sai DE). As de sempre e mais algumas que pintaram no caminho. Saldo final? Algumas sacolas, cartão de crédito com mais débito e menos crédito, e uma mala que me leva à constatação de sempre: artesanato pesa. Mas ajuda a matar a saudade.

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