Um livro seu na biblioteca.

Se você sempre quis ter um livro seu numa biblioteca, seu sonho acaba de se realizar. Graças  ao Sketchbook Project, da Brooklyn Art Library, qualquer criança ou adulto, profissional ou amador, pode preencher um livro de 32 páginas e arquivá-lo nas estantes da instituição.

 

Até agora, a Brooklyn Library já recebeu mais de 12.500 obras de 130 países. Como é que funciona? Muito simples: você vai até lá, paga $ 25.00 e recebe o compêndio com 32 páginas em branco. Aí é só criar: desenhos, histórias, colagem, fotos, o diabo.

 

Se não quiser fazer in loco, também não precisa. Basta acessar o site e fazer o pedido: depois de receber a base em branco, você cria sua obra. Num segundo momento, ela é fotografada e digitalizada pela própria instituição. A única coisa é que  esse serviço online vai lhe custar 30 doletas adicionais.

 

Mas vale a pena, como se pode ver pelo acervo da Digital Library, que é o braço digital do projeto. Eu, pelo menos, fiquei interessada. Verdade que não sei ainda como preencheria as 32 páginas, mas também não deve ser difícil. Afinal, a essa altura da vida, quem é que não tem histórias pra contar, fotos pra mostrar ou papelada para colar…? :wink:

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Idlewild Books: uma livraria diferente.

Foto gentilmente cedida pela Danielle Levkovits.

Não posso dizer que seja novidade, mesmo porque a inauguração aconteceu em 2008. Mas posso tranquilamente afirmar que continua sendo a única livraria que arranja os livros na prateleiras utilizando o critério geográfico. Como assim? Simples: os guias de turismo da Itália, por exemplo, estão junto com os romances de autores italianos, com as gramáticas de língua italiana, com os livros de culinária italiana… com todos as obras, enfim, que tenham alguma coisa a ver com a Itália. Brilhante!

 

Claro que o sistema exige um certo background cultural por parte do prezado leitor, mas nada que os amantes de uma boa leitura já não possuam. E, depois, o lugar é tão convidativo que você pode browse tranquilamente pelas prateleiras e descobrir coisas maravilhosas.

 

Na verdade, a Idlewild é uma livraria de guias de viagem. E, em torno deles, literatura  e manuais de língua estrangeira. Além disso, a casa oferece também cursos de língua estrangeira, sendo os principais francês, italiano e espanhol.

 

Mas já aviso: a casa não tem poltronas e demais confortos que aprendemos a usufruir nas mega-stores. Mas, para compensar, também não tem seção infantil. Quer dizer, você pode fuçar com toda a tranquilidade do mundo. Ah, sim, como vocês podem ver pelo link,  a Idlewild fica em Manhattan mas – para variar – também tem uma filial no Brooklyn…

 

E por que cargas de H2O o lugar se chama Idlewild? Porque é uma livraria especializada em travel guides – e Idlewild, vejam vocês, era nome do JFK Airport enquanto o JFK ainda estava alive and kicking. E dá-lhe kicking… :lol:

 

 

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The mega book store is dead. Long live the small book store.

Nunca fui fã das mega-livrarias: as Barnes & Noble e Borders da vida. Foi a expansão delas que levou para o brejo centenas de pequenas e bem fornidas lojas. Verdade que, em New York, algumas ainda resistem bravamente. Como a Shakespeare & Co. Ou a Crawford Doyle, estrategicamente ao lado do Eat… Mas infelizmente são poucas as que se safaram rolo compressor das grandes cadeias.

 

Agora, vejam vocês, a história toma outro rumo. As lojas gigantes desaparecem uma depois da outra; e as pequenas e independentes botam as manguinhas de fora. Não que eu esteja feliz com o fechamento das gigantes; afinal, é sempre uma livraria que se vai. Mas fico feliz com a possibilidade de encontrar novas lojas, com personalidade própria, em vez da mesmice que eram as já citadas mastodônticas.

 

Bom, tudo isso para dizer que na Prince Street (exato, no SoHo, pertinho do Balthazar e  de tantos outros pontos de atração turística) existe a McNally Jackson Books. Eu sei que parece marca de whisky, mas é uma das livrarias mais descoladas do pedaço. Ou do pedação que é Manhattan.

 

Por quê? Bom, começa com a seleção de livros e revistas. O crème de la crème das várias categorias: fiction, non fiction, essays, poetry, travel, design, photography, etc, etc. E continua com o bom astral, o café (pequeno, é verdade) mas com Wi-Fi, e o subsolo com espaço para frequentes palestras e tardes/noites de autógrafo.

 

Todo mundo que vem a New York vai ao Soho, não é? Então, depois ou no meio das inevitáveis compritchas e passeios, dê uma passada na McJ. Você pode simplesmente respirar um ar mais cult; pode comprar um livro; ou ainda, surprise!,  pode imprimir em minutos o livro que você sempre quis publicar: basta trazê-lo num pen-drive. Mas, olhe lá, não exagere no número de cópias! Afinal, depois de ter corrido o SoHo, imagino que sua mala já esteja um pouquinho comprometida…

 

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