De Paris para New York: uma academia de make-up.

Já existia em Paris, Nice e Seoul. Agora você a encontra também em Manhattan. Estou falando da Make-Up Forever Academy, que acabou de abrir na Union Square. Make-up profissional com três cursos específicos: Beauty-Fashion, Television/Film e Stage/Artistic.

 

Quem fundou a escola em 2002 foi a famosa Dany Sanz, a mesma profissional que criou a marca Make-Up Forever em 1984. Acreditando existir uma lacuna (lacuna é bom, não é?) nesse mercado, Dany achou que era hora de dividir a experiência acumulada. Além, é claro, de criar um novo e rentável business para a marca.

 

Você pode pedir informações através do site, mas já adianto que o curso de 7 semanas custa em torno de $ 4,500.00. Não é pouco, mas o importante é que você sai de lá com um respeitável canudo nas mãos. Afinal, o brand Make-Up Forever é de fazer qualquer profissional tirar o chapéu. Com todo o cuidado para não desmanchar os cabelos, é claro…

 

Quero só ver se agora a Andrea não volta correndo pra cá…

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Em New York as grandes lojas têm de tudo, inclusive restaurante.

Este post é só para lembrar quem já sabe – e informar quem ainda desconhece – que as grandes lojas de departamentos de Manhattan não têm apenas cafeterias e praças de alimentação. As grandes lojas, as grandes grandes mesmo, possuem todas (tá bom, quase todas) um senhor restaurante. A começar pelo oitavo andar da Saks: o Cafe SFA. Que, além de um competente cardápio, tem vista para o rooftop garden do Rockefeller Center e para a Saint Patrick’s Cathedral.

 

Prefere a Bloomingdale’s? É só “pegar” o Le Train Bleu, que fica entre o sexto e o sétimo andares. Como o nome deixa imaginar, trata-se de um vagão restaurante estilizado. O cardápio não é nenhum Orient Express mas, como se costuma dizer, dá perfeitamente para o gasto.

 

Na Macy’s, como todo mundo já sabe, estamos mais para praça de alimentação, mas o Cellar Bar & Grill serve um honesto hamburger. Além de hot dogs com salsichas do tamanho de uma bengala…

 

Subindo do basement, e principalmente de nível, temos em seguida o Fred’s da Barneys New York. Lugar bonito, gente bonita, cardápio sofisticado, onde se destaca (iéqui!) o sanduíche de lagosta.

Subindo mais ainda de nível, vamos para a Bergdorf Goodman que, segundo a crítica, possui os dois melhores department store restaurants da ilha: o BG no sétimo andar, com vista para a 5a. Avenida e o Central Park; e o Goodman’s que, embora fique no basement, é considerado o number one da casa.

Se o Goodman’s estiver cheio, como costuma acontecer, uma dica é atravessar a rua para a Bergdorf Goodman men’s store e sentar no Bar III. O cardápio é o mesmo e raramente há espera.

Quem falta? Ah, a Lord & Taylor. A loja já teve restaurante próprio no passado, mas mais recentemente decidiu passar a bola para a cadeia Sarabeth’s. Nada de excepcional mas perfeitamente encarável.

E a Century 21? Que eu saiba, não tem restaurante. E, com todo o respeito que a casa merece pelos inestimáveis serviços prestados à comunidade brasileira, acho melhor mesmo que não tenha…

 

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Extra, extra: a banca agora aluga bicicletas.

Sabe aquela edícola octogonal na entrada west do Central Park, bem em frente do Columbus Circle? Aquela que já apareceu em trocentos longas metragens, inclusive Bullets Over Broadway do Woody Allen? Pois é, dançou. Não a edícola, mas o tipo de comércio. Como a licença do concessionário (acho que é esse o nome, não é?) ia expirar, o pessoal do Central Park pensou bem, viu que tinha outro jornaleiro ali pertinho, e decidiu virar a mesa. Quer dizer, a edícola. A partir de agora (quer dizer, na primavera) a Bike and Roll passa a comandar o espaço.

Claro que fico chateada com o jornaleiro que perdeu o ponto, mas para quem visita New York a mudança foi para melhor. É chegar ali, alugar uma bicicleta e virar o Central Park do avesso. Uma delícia, digo eu do alto de minha zero experiência com veículos de duas rodas. Mas também ninguém precisa ser ciclista para saber que bicicleta é o melhor meio de transporte num parque que tem quase 10 km de perímetro e ocupa 6% da área de Manhattan!

Cansa um pouco? Claro que cansa, mas é para isso que o parque tem 9.000 bancos (servindo de pit stop), 24.000 árvores (fornecendo sombra), e 150 fontes (garantindo água fresca). Quanto ao preço do aluguel, é em torno de 15 dólares por hora ou aproximadamente $ 45.00 para o dia todo.

A única coisa chata é que tem que usar capacete. It’s the law! Se você não concorda com a exigência, sempre sobra a alternativa de uma caminhada ou de um carriage ride. Ou simplesmente comprar um jornal numa edícola que continue funcionando e esparramar-se confortavelmente num banco. Uma coisa posso garantir: vai cansar bem menos…

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O metrô é o mesmo, mas o mapa mudou.

Quem viaja para as principais capitais do mundo, e costuma usar metrô, sabe muito bem que o subway de New York não é nenhuma Brastemp. Aliás, longe disso. Uma rede velha, lenta, barulhenta, insuficiente de um ponto de vista de cobertura, e com estações que deixam muito a desejar. A começar das inexistentes ou inoperantes escadas rolantes ( :wink: ).

 

Por essas e por outras é que sou uma usuária (e defensora ferrenha) do velho e bom ônibus. Pode demorar mais, mas sem o stress e o desconforto da lata velha que circula no underground dessa ilha bafejada pela fortuna.

 

Mas estou me afastando do meu tema. Tudo o que eu queria dizer, mesmo porque são milhões as pessoas que usam metrô e ninguém precisa necessariamente concordar com minhas opiniões; o que eu queria dizer enfim é que o mapa do metrô  de New York  mudou.

 

Verdade que você vai ter que prestar muita atenção para notar a novidade, mas os mais atentos vão acabar descobrindo. Não foi acrescentada nenhuma nova estação, é claro. Aliás, foram eliminadas várias, pois (vá entender isso) a prefeitura puxou o tapete de muitas linhas. A novidade do novo mapa, na verdade, está nas ruas que desapareceram literalmente do mapa e nas ruas que surgiram. O critério foi mostrar apenas as artérias (hic) significativas para quem esteja querendo localizar determinada estação.

 

Para saber o que entrou e o que saiu, você vai ter que consultar os dois mapas: o antigo e o novo. Mas, cá entre nós, pode manter o antigo. Você vai chegar ao seu destino do mesmo jeito: devagar quase parando.

 

Ah, sim, à parte o novo mapa, tem uma coisa muito positiva que não posso deixar de reconhecer: nas colunas de algumas estações, o MTA está colocando o roteiro completo do metrô em questão, estação por estação. Isso é muito bom, pois muitas vezes (ou quase sempre) a gente chega à plataforma e não sabe nem para que lado ir…

 

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Picasso, agora bem mais perto!

Como minha dica de Picasso em Connecticut não deu o menor Ibope, mexi os pauzinhos para que trouxessem o catalão também para New York  :lol:  . Fato é que a Frick Collection exibe até 8 de janeiro “Picasso Drawing’s 1890-1921: Reinventing Tradition” com três décadas de desenhos cobrindo os períodos rosa e azul do famoso pintor. Se uma simples visita à Frick já valia a pena pela concentração de arte que a mansão oferece, com Picasso o programa se torna mais maravilhoso ainda.

 

Segundo a imprensa do setor, é a maior exposição do artista na cidade em mais de vinte anos. São 61 desenhos, começando com a primeira obra que ele teria assinado… aos 9 de anos de idade. A partir daí, contando com o total apoio do pai – um pintor que  nunca decolou – o talento de Picasso desabrocha e, na exposição, a gente pode acompanhar esse fantástico crescimento em direção à genialidade. Uma conquista que, olhando a timeline das obras, parece muito fácil e natural. Mas que, como todos sabemos, foi extremamente suada. Falta de recursos, fome, incompreensão, tudo jogando contra. Mas o mestre felizmente resistiu.

 

Se você passar por New York até 8 de janeiro, coloque a Frick no programa. É bem mais perto do que Connecticut, é ao lado do Central Park, é um lugar maravilhoso, é recheado de obras-primas, e é onde 61 desenhos do mestre dos mestres vão estar expostos até a primeira sexta-feira de janeiro. Tempo suficiente para você não deixar passar a oportunidade. Tá bom, não vou insistir mais. Só vou lembrar que, para chegar até a Frick, enfrentei fila, bloqueio de ruas e a Spansih Heritage Parade se arrastando pela 5a. Avenida. Bom, pelo pelo menos era Spanish como Picasso…

 

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A chegada do outono vista da água.

Oficialmente o outono já começou, mas parece que ainda não avisaram as árvores. As de New York, pelo menos, continuam ignorando que suas folhinhas vão ter que mudar de cor. Deve ser um atraso natural, quer dizer, da natureza. O lado bom é que isso deixa mais tempo para todo mundo programar uma ida ao Central Park ou Connecticut ou, mais longe ainda, Vermont.

 

Esse ano, entretanto, acho que vou mudar. Vou olhar as folhinhas a partir do deck de um barco. Tá bom, não é bem um deck nem é bem um barco. É o New York Water Taxi, que esse ano vai fazer três viagens Hudson acima: dias 23 e 30 de outubro, e dia 6 de novembro. São apenas três domingos, depois baubau: as árvores, coitadinhas, vão ficar peladas até março/abril.

 

Os barcos partem às 12:30PM do Pier 17, South Street Seaport, e fazem uma escala às 12:50PM no Pier 84, West 44th Street. O preço, $ 45.00 por pessoa, com direito a chá e beverages. Mas também há um bar para quem preferir algo mais forte. O único problema é que os lugares são poucos e a natureza não espera.

 

Então, mãos à obra. O fall foliage é uma das grandes atrações da cidade. E, vista da água, pode ser mais atraente ainda.

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Whaddahell?

A lista é longa. Cito as principais: St. Patrick’s Cathedral, Trinity Church , Cathedral of St. John the Divine, Riverside Church, Mahayana Buddhist Temple, Central Synagogue, Saint Thomas Church , St. Bartholomew’s Church, Park East Synagogue, Church of Transfiguration, Cathedral of Saint Nicholas, Abyssinian Baptist Church, Eldridge Street Synagogue, Grace Church, Bialystoker Synagogue, Mosque of Islamic Brotherhood, etc, etc, etc.

Resumindo: New York tem aproximadamente 6.000 dos assim chamados places of worship. Desse total, 2.500 são igrejas de culto católico e protestante. Aproximadamente 1.000 são sinagogas. Mesquitas contam-se em torno de 100. Além de centenas de templos quakers, ortodoxos, budistas, indianos e, de novo, etc, etc, etc.

Não é pouca coisa, certo? Mas, apesar de tudo isso, em uma semana a cidade pegou a rebarba de um terremoto e agora tem o Irene pela frente. O que concluir de tudo isso? Na minha santa (ui!) ignorância, a única coisa que consigo pensar é a seguinte: places de worship a cidade tem bastante; o que talvez esteja faltando seja o worship propriamente dito.

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Engordando a maçã.

A Big Apple é como coração de mãe: sempre cabe mais um.

Em 2010 quase 2 milhões de brasileiros visitaram os Estados Unidos. Desse total, 438.000 incluíram Nova York no roteiro (pra onde é que teriam ido os outros?!). É quase meio milhão de brasileiros na Grande Maçã, ajudando a gastar 31 bilhões de dólares… que é o que a cidade faturou com turismo o ano passado.

Por que estou dizendo isso? Porque este ano, com a inestimável contribuição da VnVNY2011, esses índices vão explodir. De turistas, teremos (por baixo, por baixo) uns 50 a mais… O acréscimo no faturamento da cidade, então, mal dá pra calcular: muito dindim vai rolar nas compras, passeios e restaurantes…

Os institutos de medição que se preparem. Está pra começar mais uma VnV!

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