Um caffe latte e lá se foi seu laptop.

Olhaí, pessoal. Mais uma prova de que primeiro mundo não significa necessariamente segurança pessoal – coisa que na verdade não existe.

Por mais que eu goste de NY ou de algumas cidades da Europa, não tenho nenhuma dúvida de que todas têm problemas nessa área. Tive a casa assaltada duas vezes em Roma (mas, como foi sem violência, a gente quase que agradeceu os gatunos…).

Bom, mas estou me afastando do assunto. Voltemos pra NY. Noticiam os jornais aqui que os 298 Starbucks da cidade (e não só eles) transformaram-se no território preferido dos chamados pickpockets.

Não passa um dia sem que a polícia receba uma reclamação de roubo. Os objetos mais comuns: laptops, ipads, celulares e bolsas. Por que o Starbucks ou lojas assemelhadas? Porque são as chamadas zonas de conforto. Cidadão entra, abre seu laptop, seu ipad, seu ipod, etc, e se esquece da vida. Levanta pra um caffe latte e quando volta: cadê meu computador?! Vai à toalette e quando volta: cadê meu celular?! Merguha em alguma rede social e quando volta ao mundo real: cadê minha bolsa?! E assim por diante, loja após loja, dia após dia.

Ao ler a notícia, minha primeira reação foi dizer: como é que pode não prestar atenção? Mas é assim mesmo. Esses lounges não foram feitos pra gente “desligar”? Poltronas de couro, jazz no sistema de som, um permanente aroma de café… tudo isso contribui pra um certo relax que tem, justamente, feito a festa dos ladrões.

O que fazer? O abrindoobico acha o seguinte: ninguém precisa abrir mão de um caffe latte – só precisa ficar esperto.

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Bonnet House. De tirar o chapéu.

Olha aí que bela surpresa!
Todo mundo sabe de minha aversão a lugares de clima tropical, subtropical, vice-subtropical e adjacências. Mas, quando o dever chama, infelizmente não há nada a fazer senão fazer a mala. Tudo isso pra dizer que estive em Fort Lauderdale dois inteiros dias!

 

Saí de NY já com a cabeça feita. Quer dizer, com a certeza de que não encontraria nada diferente do que existe em Miami – lugar pelo qual, digamos, não morro de amores. Mas não é que me enganei!

 

Fort Lauderdale é uma graça. Tão perto e ao mesmo tempo, na minha opinião, tão longe de Miami. A praia, de uma limpeza impecável. As ruas, idem. Numa área bastante reduzida, uma oferta surpreente de bares, restaurantes, cinemas, teatros. Exato, teatros – e com grandes produções: peças, musicais, concertos, ballets.
Se você estiver em Miami, vale uma visita – por curta que seja. Na verdade, quase tudo se concentra no Las Olas Boulevard e no Broward Center for the Performing Arts. O que não está nessa área, e que foi uma boa surpresa pra mim, é a Bonnet House.
Conto rapidamente: no começo do século passado, uma jovem pianista de Chicago casa com um artista plástico e recebe, de presente dos pais, uma faixa de mata em Ft Lauderdale. No centro dessa floresta, os dois constroem uma casa pra onde fugir durante o inverno. O casamento entretanto não durou muito: ela morre de câncer e ele não volta a Ft Lauderdale durante vários anos.

Até que Frederic (era esse seu nome) se casa com Evelyn, uma jovem também chegada às artes plásticas. E não é que eram feitos um para ou outro? Frederic, que já era aplicado, começa as produzir freneticamente. Mesma coisa Evelyn. E juntos eles completam o que hoje se chama Bonnet House. Faziam de tudo: do jardim aos candelabros; dos pisos aos tetos decorados. Ah, e compravam também. Rodavam o mundo, comprando objetos, móveis, louças, faqueiros, le diable.

Bom, está tudo lá exatamente como foi deixado. Frederick morreu mais cedo. Evelyn viveu até os 109 anos e, como último gesto, transformou a casa num museu – com a condição de que não mexessem uma palha.
Visitas, só com guia. Sessenta minutos. E dá pra ver tudo. A casa, de inspiração caribenha. O páteo interno, com fonte no centro. O ateliê em que ele trabalhava (impressionante); a cozinha que liga com a copa que liga com a sala de jantar (ainda com a mesa aparelhada); os corredores; a sala de estar… enfim, uma série de ambientes, todos frizados no tempo.  Além de outro cômodo impressionante: o estúdio  da primeira mulher, com o piano e a pauta de uma música de sua autoria. Na parede anterior, dois gigantescos espelhos que obrigaram Frederic a aumentar o pé direito da sala.

O que não está lá (mesmo porque não resistiriam à maresia do vizinho Atlântico) são alguns “quadrinhos” que o casal foi comprando quando de suas viagens à Europa. Antes de morrer, Frederic doou-os ao Museu de Chicago: Matisse, Van Gogh, Cezanne, Seurat, pra citar alguns… Na minha próxima ida a Chicago, pretendo conferir.

Bonnet House. Não é Gaudi, mas vale a visita.

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A terra de Frank Sinatra está cantando pneus.

Vai um carro aí?

Hoboken, mais conhecida – ou melhor – unicamente conhecida por ser a terra natal de Frank Sinatra, agora está fazendo notícia por causa de uma experiência pioneira no setor de trânsito.

Para eliminar os congestionamentos, eles decidiram colocar mais carros nas ruas. Você leu certo: mais carros na rua. Só que carros “públicos”, quer dizer, veículos zero quilômetro para serem partilhados pela população.

O projeto (que já é operativo) se chama Corner Cars e segue basicamente o mesmo modelo do Zipcar. Todo mundo conhece o Zipcar? São carros que você pode alugar por hora, pegando e largando praticamente onde quiser.

Bem, foi isso que fez a prefeitura de Hoboken. Espalhou carros públicos pela cidade para estimular os moradores a abrirem mão dos seus. Você se inscreve na internet e recebe um smart card (sua chave) pelo correio. A partir daí, você faz tudo online: reserva, por exemplo, um carro na rua X, esquina com a Y. E entrega na rua Z. Há vagas especiais na cidade inteira, identificadas por faixas verdes no meio fio.

Dependendo do carro, você só paga $ 5.00 por hora (mais taxas). Gasolina incluída! E os modelos são uma graça: Toyota Yaris, Toyota Prius, MiniCooper, etc. Bem que a idéia podia ser adotada por New York. Só não venderia meu carro porque não possuo um… Mas que eu seria uma cliente, isso seria.

Enquanto isso (para conhecer a experiência) o que eu posso fazer é atravessar o Hudson, alugar um desses carros, dirigir até o Frank Sinatra Park e ficar apreciando a paisagem… de Manhattan.

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Nada é sagrado.

Mais um templo do consumo.

Numa cidade em que tudo se transforma, é óbvio que as transformações têm que ser sempre mais grandiosas e/ou originais. A eterna necessidade de empurrar os limites éticos, estéticos e quetais.

Tudo isso pra dizer que a cidade acaba de atingir mais um “breaktrhough”. Desta vez foi uma igreja que cedeu lugar para um shoppingzinho. Cedeu lugar, não. A igreja continua inteirinha lá – mas, em vez de fiéis, o que ela abriga agora são consumidores.

A Mari já tinha cantado esse salmo, quer dizer, essa bola aqui. E eu estava esperando o fim de semana chegar (proletariado, entende?) pra poder conferir pessoalmente.

Oremos? Não, compremos.

De fato, é uma idéia original.  E, de fato, ficou simpático. Mas, como o espaço era pequeno, as lojas tiveram que fazer milagre (epa) pra caber tudo. Só para dar uma idéia: a Havaianas, que aqui vende como água, teve que se contentar com um estandezinho não maior do que um genuflexório…

Tudo muito bonitinho (notaram a ênfase no “inho”?) e com algumas áreas ainda a serem inauguradas. Na sacristia, por exemplo, eles seguramente vão abrir uma loja de vinhos (tá bom, essa foi infame). Mas no fim e no fundo a impressão que fica é que, quando crescer, o Limelight Market quer ser o Chelsea Market.

Bom, eu tinha mais uma piadinha pra esse contexto de igreja, mas o texto acabou antes. Que sacro!

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Hotel novo no pedaço.

Do outro lado da ponte.

Pegando uma carona na onda de revitalização do Brooklyn, o Sheraton acaba de inaugurar uma unidade na área.  É o primeiro hotel, desde 1998, a contemplar esse tradicional borough de New York City.

Como todos os brooklynites, o gerente do hotel afirma que o Brooklyn é a nova Manhattan. Não é, não, mas que o pedaço tem lá suas atrações, isso tem. E fica pertinho de Manhattan. Uma estação de metrô, na verdade. E, como o hotel já começa com 100% de ocupação, parece que mais gente partilha da mesma opinião.

Acho que vale a pena considerar. Hotel cheirando a novo, com preços inferiores ao de Manhattan, e muito, muito pertinho. É só cruzar a ponte – por cima ou por baixo, à vontade do freguês.

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Assim dá até vontade de casar de novo!

Um belo presente de casamento, não?

Ontem recebi um convite de casamento. E, para poder escolher o presente com calma, fui correndo ver em qual loja o casal havia deixado a lista. Mas, no lugar da tradicional lista, eis que encontro uma novidade que  deu até comichão de voltar ao altar.

Funciona da seguinte maneira: o casal escolhe uma cidade para a lua-de-mel, escolhe o hotel, escolhe onde pretende jantar, os passeios que quer fazer, e até as doceiras onde vai parar para tomar um cafézinho. O próprio site atribui um valor a cada coisa e divide este valor em pequenos pacotinhos. Os amigos do casal, ao adentrar o site, são recebidos com as mais variadas opções – nas mais variadas faixas de preço.

Você pode presentear uma diária do hotel X, a US$ 120.00, ou um passeio, por US$ 85.00, ou um jantar no restaurante Y, por US$ 50.00.

Como os restaurantes (que o casal em questão escolheu) não me agradaram, optei por oferecer um passeio e um café da tarde numa das confeitarias que faziam parte da lista.  Os noivos já tomaram conhecimento de meu presente e já me agradeceram, prometendo trazer uma fotinho deles no local.

Achei o máximo – mas gostaria de inovar. Como não me vejo casando novamente, será que não daria para adaptar a mesma idéia para outras, digamos, ocasiões festivas? Aniversário e aniversário de casamento, por exemplo. Se sim, aguardem para breve uma listinha dos hotéis, restaurantes, lojas de bolsas, lojas de sapatos, etc, que  farão parte de minha próxima viagem…

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O Estádio do Touro Vermelho.

Foto gentilmente cedida por Omar Melo.

Metrô até o World Trade Center: 11 paradas. Trem até Harrison, do outro lado do Hudson River: 4 paradas. Caminhada de 300 metros e pronto: chego ao Red Bull Arena, o estádio que deu hoje seu pontapé inicial com uma partida contra Santos (sem Robinho, o que fazer?…).

Construção state of the art, capacidade para 25.000 pessoas, e do lado de Newark – cidade que ostenta uma das maiores concentrações de brasileiros e portugueses. Já fico imaginando o Benfica aqui… E o Corinthians então?! Se o timão vier, tomo duas red bulls e faço a pé as 11 paradas de metrô, as 4 de trem, etc, etc.

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Carnaval em Varsóvia? Tem sim senhor!

Com a Denise e a Paula falando há séculos do carnaval da Pipa; a Majô voltando pra casa de uma maravilhosa viagem; a Flavia se esbaldando no Rio; e o Riq trabalhando arduamente; eu também não quis deixar a ocasião passar (literalmente) em branco.

Então trouxe para vocês, com exclusividade, o Carnaval de Varsóvia – onde ninguém rasga a fantasia… mesmo porque morreria de frio!

Marquês de Sapukaiowsky

Eu quero é botar meu floco na rua...

1º Prêmio, Categoria Luxo.

Só pra fechar: aí, quarta-feira de cinzas.  Aqui, quarta-feira totalmente branca.

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