Blogagem Coletiva – Umas tanto, outras nada.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e eu, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Como se costuma dizer no idioma de Shakeaspeare, with me there’s no perhaps. Meu mapa-múndi se divide em três categorias muito simples: os lugares NEVER WILL; os lugares NEVER AGAIN; e os lugares AGAIN AND AGAIN. Mas como a idéia aqui é só fazer duas listas, vou deixar de lado os lugares NEVER WILL (o que tem a vantagem adicional de não despertar a ira do Gabriel Britto…).

Então vamos aos lugares NEVER AGAIN, lembrando que não tenho nada contra eles. Simplesmente não pretendo voltar, pois o tempo é escasso e o mundo é grande demais.

Bruxelas. No fundo, no fundo, a famosa capital da União Européia e sede da OTAN se resume a uma praça. Vi-tá-visto (a não ser que a Daniela requisite minha presença…).

Viena. Antiga capital do império austro-húngaro, com palácios, parques, teatros, cafés, wiener schnitzel, sachertorte, apfestrudel, Sissi-a imperatriz, etc, a cidade parece ter tudo para conquistar. Mas não me conquistou. Que fazer? Simples: vi-tá-visto.

Montreal. Com Toronto de um lado e Quebec de outro, quem quer voltar para Montreal? Not me.

Budapeste. Foi a crise econômica? Foi a infeliz escolha de hotel? Foi a época do ano? Não sei. O que sei é que a cidade ficou muito aquém de minha expectativa.

Cracóvia. A segunda cidade da Polônia se insere na mesma categoria de Bruxelas (cidade-praça). Com a agravante de ficar mais longe. Enfim, fui, vi, tá visto.

E agora, tchan-tchan-tchan-tchan, os lugares AGAIN AND AGAIN:

Disparada na frente, Paris. Pelos motivos óbvios: a baguette, quer dizer, a beleza. O paté, quer dizer, a história. O vinho, quer dizer, os museus… Em segundo lugar, Madri (basicamente pelos mesmos motivos). O terceiro lugar? Elementar, meu caro Watson: Londres, a capital da diversidade. E,   last but not least, a gracinha de Lisboa.

Na mesma categoria AGAIN AND AGAIN, mas ocupando uma posição toda especial no coração de quem escreve essas mal traçadas linhas, enfileiram-se Roma, onde morei e da qual guardo gratissimi ricordi (tirando o calor, é claro);

Roma, bella Roma.

Sydney, por sua (não encontro nada melhor do que esse antigo clichê) beleza sem par. Mais o clima, a gente e o mar. Até rimou.

Sydney

Spoleto, pela concentração de séculos de história numa área menor do que o Ibirapuera. Sem falar da cozinha umbra…

Spoleto

Istambul, recém descoberta e felizmente com muito ainda por descobrir.

Istambul

Strasbourg, disputando pescoço a pescoço com Spoleto no quesito história e beleza.

Strasbourg

San Francisco, uma Sydney com menos fuso horário, de onde nem o prometido Big One consegue me afastar.

 

San Francisco

E, para encerrar, Nantucket: a ilha que, de tanto gostar, tenho até ciúme de  falar a respeito.

Nantucket

Ah, já ia me esquecendo: existe também uma categoria híbrida, que é o NEVER-AGAIN-SÓ-QUE-AGAIN-AND-AGAIN. Representante máximo, Miami: a cidade-somatória de tudo que não gosto, a começar do calor. Sempre digo que não volto mas, por trabalho ou circunstância, estou sempre voando para lá. Ainda bem que ali pertinho tem Fort Lauderdale

 

 

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Blogagem Coletiva: Umas com tanto, outras com nada. Lena.

Antuérpia. Foto Lena Máximo.

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a idéia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

 

Com a palavra, a Lena Máximo.

 

 

Quando vi por alto a conversa no twitter sobre cidades de uma vez só versus cidades de muitas vezes, que começou (acho) com as opiniões dos trips sobre Viena (onde muitos não querem voltar uma segunda vez), parei um minuto para pensar.  Será que eu tenho alguma cidade na minha lista para onde não quero voltar de jeito nenhum? Hummm…. Assim de sopetão só conseguia pensar em uma: O Havre, na Normandia.  Em Viena mesmo, eu estive uma única vez e acho que não fiquei nem 24 horas! Então não cheguei a esgotar a cidade e voltaria a ela com prazer, principalmente como parte de um roteiro englobando outras cidades que desejo conhecer. Na verdade, gosto de acreditar que voltarei a maioria dos lugares que visitei, mesmo aqueles de mais difícil acesso.

Aí pensei mais um pouquinho… Não valem aquelas cidadezinhas sem nenhum atrativo turístico, né? Daquelas onde a gente foi parar totalmente por acaso. Pensando então apenas nas cidades ou lugares onde fomos como destino e não de passagem, só porque estavam no meio do caminho.  Acho que algumas simplesmente cortamos por causa da distância e do custo que significaria uma volta até aquele lugar repetido, quando poderíamos investir em um lugar novo com a capacidade de nos surpreender.  Isso acontece principalmente com as cidades ou lugares que chamaria de “cenário” ou “cartão postal”. São lugares como Foz do Iguaçu, Lençóis Maranhenses,  Amazônia, Pisa, Bruges, Fiordes Noruegueses, várias praias, etc.  Foi, viu o cartão postal, tá visto. Será?

Eu não me importaria de ir novamente a Foz do Iguaçu, para acompanhar alguém querido. Mudaria um pouco o passeio ficando no hotel das Cataratas e fazendo aqueles passeios de bote que não fiz da outra vez. Os Lençóis Maranhenses eu considero um dos lugares mais especiais que existem. Adoraria voltar se não fosse tão longe e difícil de chegar. Poderia incluir uma área onde não estive da primeira vez, como Santo Amaro. Já a Amazônia é um lugar onde várias viagens são possíveis. Se da primeira vez passei por Belém (para onde iria de novo!), Marajó, Santarém, Alter do Chão e Alenquer, da próxima iria para Manaus e algum hotel de selva.

Trancoso. Foto Lena Máximo.

Quanto às praias, aí o critério é totalmente subjetivo.  A princípio não voltaria a Galinhos, nem São Miguel do Gostoso, a não ser que fosse de passagem , no meio de uma “road trip” entre Natal e Fortaleza. Ou seja, não pegaria um avião de São Paulo para Natal apenas para passar uns dias em Galinhos. Mas pegaria MIL  vezes um vôo para Porto Seguro, apenas para ir a Trancoso e Arraial d´Ajuda. Tipo do lugar onde não precisa ter nada para fazer;  a contemplação basta! Seja da paisagem, seja do Quadrado ou da lua que nasce atrás da igreja ;-)

Aruba seria um lugar que viu tá visto. Mas e aquele mar azulzinho tão mais perto de casa do que o Oceano Indico ou Pacífico? Iria de novo e incluiria Curaçao e Bonnaire, onde não fui da primeira vez. Voltaria também a Fernando de Noronha, Pipa, Maceió, rota ecológica e talvez a Jeri, que amei, mas é meio longe e difícil de chegar. Mas com certeza ela seria cotada para um réveillon especial!

Às vezes, cidades que não eram nada simplesmente acontecem! Caso de Tiradentes, por exemplo. Fiz o circuito das cidades históricas de Minas há muitos anos. Beeem turisticamente falando.  Adorei Tiradentes, mas passei apenas algumas horas ali. De lá pra cá, Tiradentes passou a ter Festival de Cinema, Festival de Gastronomia, etc. etc. Claro que gostaria de voltar, mas da próxima vez quero ficar lá. Nada de sobe e desce em ônibus para ver 5 cidades!

Quando morei no Texas como estudante de intercâmbio, tive oportunidade de passar uns dias em San Antonio, que eu nunca tinha ouvido falar e adorei! A cidade é uma belezinha, mas nunca pensei que um dia eu voltaria a pisar naquele Paseo Del Rio. Mas não é que muitos anos depois, fui visitar um casal de amigos em Dallas (outra de uma única vez) e acabamos indo passar o réveillon em San Antonio? Ou seja, coisas acontecem… Não precisaria ter voltado e a cidade não me pareceu nem um pouco diferente, mesmo 17 anos mais tarde.

Porém,  já me aconteceu de voltar para uma cidade onde absolutamente não tinha nenhuma intenção de voltar, mesmo tendo gostado bastante da primeira vez,  e experimentar uma sensação bem diferente.  Ninguém pensaria em voltar uma segunda vez a Saint Paul de Vences, exatamente por ser um cartão postal, um presépio. Eu voltei,  após 17 anos e me surpreendi  novamente! Achei muito diferente.  O tempo quando não muda os lugares, muda a gente!

A propósito, o TEMPO! Este cara tem o dom de às vezes nos roubar a experiência de ter estado em um lugar. Vendo hoje fotos de lugares onde estive há mais de 20 anos e que seriam lugares de uma única viagem, como a Escandinávia, seus fiordes e belas capitais, acho que se repetisse o passeio seria quase como se fosse a primeira vez!

Viagens diferentes também causam impressões diferentes. Ir a um lugar só ou acompanhada por amigos, é bem diferente de ir com um amor. E por este ponto de vista daria para fazer um repeteco de tudo! ;-)

Há várias cidades, tanto no Brasil quanto fora, que não esgotei. Cidades onde fiquei pouco tempo e não vi tudo o que gostaria de ter visto ou onde não tive uma experiência mais forte e, portanto, preciso de mais uma chance. Poderiam ser visitadas não como destino em si, mas como parte de um roteiro mais amplo. Exemplo: Munique, para incluir a rota romântica da Baviera. Madri, para ir até Toledo e arredores. Santiago, para visitar mais um pouco do Chile. Salvador, porque ainda não consegui sentir a cidade direito ;-)

Cidades onde gostaria de voltar: Montpellier pelo menos mais uma vez, porque passei uma temporada lá depois da faculdade e morro de saudades! Florença como base para um giro pela região. Roma, porque não explorei os arredores. Londres, porque é daquelas cidades onde uma visita nunca é igual à outra. Buzios, porque é deliciosa!

Algumas cidades são fáceis. As que ficam perto de casa, basta pegar o carro e possuem a incrível capacidade de nos oferecer uma enorme sensação de relaxamento, mesmo com toda a muvuca e trânsito para chegar até elas, como as praias do litoral Norte de São Paulo, incluindo Parati/RJ. Estas são para voltar sempre!

Paris. Foto de Lena Máximo.

Cidades onde eu iria várias vezes por ano se tivesse $$$$$: Paris, Paris, Paris, Paris! Nova York,  Rio de Janeiro, Buenos Aires.

Resumindo: acho que sou monótona! Não me importo em repetir lugares que gosto. E mesmo tendo muita vontade de conhecer países e continentes novos, se passasse o resto da minha vida tirando férias anuais para me esticar nas praias da Bahia, vagando pelo interior da França e da Itália, me emocionando em Paris, batendo perna em Nova York ou caminhando pelas ruas e praças de Ipanema e Leblon, eu já estaria feliz da vida!

 

 

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Todo mundo faz mas pouca gente conta!

Todo mundo que viaja volta com mil novidades, principalmente dos restaurantes e dos pratos maravilhos que teve ocasião de conhecer. É só ver atenção que todo blogueiro/a, seja do ramo ou não, dedica ao assunto. São narrativas, fotos, sugestões, linhas e mais linhas em torno do maravilhoso mundo da culinária: bistrôs, sushi bars, pizzarias, cantinas, tratorias, delicatessens, tendas, trailers, uma lista infindável dos mais variados locais.

Agora a coisa que nunca (ou quase nunca) vejo é o prezado viajor contar o que consumiu no aconchego do seu quarto. Exato: o famoso hotel-room picnic! E não me venham dizer “ah, eu não nunca fiz…”. Todo mundo já fez! Às vezes, apenas uma farofa básica. Outras vezes, refeições extremamente sofisticadas.

Faço essa breve introdução para propor aos milhares (ai!) de leitores do abrindoobico: deixem de lado a timidez e contem sua experiência de hotel-room picnic! E se for com foto, melhor ainda. Como, não tem foto?! Tem sim: todo mundo faz foto!

Dou aqui o exemplo: meu mais maravilhoso hotel-room picnic aconteceu em Paris. Quer dizer, já começou bem. Mas o quarto era minúsculo e os itens culinários vão fazer vocês rirem: frango assado, salada, baguette, frutas e vinho local. Mon Dieu! Tenho foto, sim. Só não consigo mostrar porque a própria é de papel e está no Brasil, dentro daquela coisa antiga que se chamava álbum.

Pronto, contei. E, agora, quem se habilita?

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E lá se vão dois anos…

Então, dois anos desde o dia em que virei blogueira.

O tempo passou voando (eu pelo menos tentei passá-lo assim, :lol: ). Para usar uma imagem do mundo real, o blog me abriu uma porta para um mundo de coisas boas: novos amigos, novos conhecimentos, novos lugares. Sei que existem mais de 160 milhões de blogs no mundo – e que, portanto, o abrindoobico é só uma gotinha d’água nesse oceano cibernético (puxa vida, que poético!). Mas é uma gotinha que me dá a maior alegria. Receber visitas, visitar, conhecer. Da Romênia ao Hawai, a gente poder falar, trocar experiência, como se estivéssemos num sarau do século passado (ou retrasado?).

 Bom, não estou falando nada de novo. A única novidade mesmo é o aniversário do blog. E eu até já apaguei as velinhas. Mas, assim como em toda festinha, elas insistem em acender de novo…Obrigado por tudo, pessoal!

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Nao sei se é best seller, mas é o best list que eu já vi.

Adolf Konrad Packing List

Ontem ganhei de presente de uma amiga um livro fantástico! Chama-se “Lists, To-Dos, Illustrated Inventories, Collected Thoughts and Other Artist’s Enumerations from the Smithsonian’s Archives of American Art” (ufa…!).

 

Como o nome já deixa claro, é uma compilação de listas feitas por vários artistas. Para quem não entende a razão de eu ter gostado tanto do livro, explico: eu sou a rainha das listas. Faço listas para tudo. Até lista para fazer lista.

 

Assim sendo,  não poderia deixar de mostrar um exemplo: uma lista visual! Fala sério, não seria bárbaro fazer uma lista de mala com essa criatividade e talento?

 

Tenho certeza de que isso contará com o “Selo de Aprovação” da Sylvia.

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O abominável efeito da neve.

Let it snow...

 

Não há nada mais lindo do que um white Christmas, não é mesmo? Mesmo quando a neve não cai exatamente no Christmas, mas no dia seguinte. Foi o que aconteceu aqui em New York e foi o que todo mundo viu na televisão e nos jornais do mundo inteiro.

 

Eu vi da janela de casa. Domingo, meio da manhã, a coisa começou. Lindo!! Floquinhos, depois flocos, depois flocões… e a coisa não parou até segunda de manhã. E a cidade amanheceu linda! Branquinha que nem algodão doce (ainda existe algodão doce?!).

 

Bom, esse é o lado bonito da coisa. Mas só que também tem o outro: o abominável efeito da neve. Alguns milhares de voos cancelados. Trens e ônibus soterrados. Metrô interrompido. Gente dormindo em aeroportos, estações de trem, ônibus, metrô ou qualquer canto que encontrasse. A cidade de pernas pro ar. Corrida aos supermercados, como se o país tivesse declarado alguma guerra.

 

Pior ainda, como ouvi um turista dizer: as lojas fechadas! Cidadãos que vieram que longe (com o cartão de crédito tinindo no bolso) sem poder consumir! Uma tragédia! E as lojas obviamente sem poder faturar. E o município sem poder arrecadar. E por aí afora…

 

Um outro efeito da neve é dar a chance aos administradores de mostrar quem realmente são. Três exemplos. O primeiro, o prefeito de New York. Tudo o que ele fez foi dizer que a coisa estava sob controle. Eu (+ a população em geral) continuo não vendo isso. Montanhas de neve ainda cobrem a cidade. E os serviços públicos ainda não voltaram ao ritmo normal. O segundo exemplo (comportamento exatamente oposto) é o prefeito de Newark, a cidade que possui a segunda ou terceira maior concentração de brasileiros: o homem pegou sua bela pá e foi pro meio da rua remover neve. Não sei se resolveu, mas que deu um belo exemplo, isso deu. O terceiro, lamentável: o governador de New Jersey, um dos estados mais castigados pela tempestade: pegou um aviãozinnho e foi pra Disneyworld…

 

E o pior de tudo é que o inverno mal começou…

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Os americanos acham os franceses antipáticos? Sério?

Comparando...

Estou lançando mão de meus muitos anos de estudos antropológicos (quer dizer, zero!) para tentar acabar, de uma vez por todas, com a lenda criada e perpetuada em grande parte pelos americanos: a de que os franceses seriam grossos e antipáticos. Hahá! Repito: hahá!

Baseada em dados científicos levantados pelo Instituto Comportamental Abrindo o Bico (que inauguro neste post) passo a fazer um breve relato da diferença que existe entre um voo doméstico daquela companhia americana, cujo nome tem dois A, e daquela francesa que tem um A e um F.

. Atraso: meu voo, na companhia francesa, sofreu um atraso devido ao mau tempo. Fui avisada pelo menos 4 vezes, com informação adicional sobre a previsão de saída e outros detalhes.  Se estivesse voando com a companhia americana, estaria até agora tentando saber what the hell was going on.
. O avião: Limpo. Eu disse: limpo. O tempo inteiro, banheiro inclusive! Na companhia americana, depois do primeiro pipi, não quero voltar lá nunca mais.
. As aeromoças: Sim-pa-ti-cí-ssi-mas. Sim, isso mesmo, extremamente prestativas, sorridentes, educadas, sem nenhum chilique ou surto.  Até bom apetite nos desejaram.  Bom apetite na classe econômica?! vocês devem estar se perguntando. Sim, leiam os ítens seguintes.
. Ainda na pista: Como a decolagem ia demorar um pouco mais de meia hora, o que fizeram as aeromoças? Serviram um snack para todo mundo. Além de água, é claro.
. Refeição: A surpresa já seria ter havido uma. Pois houve! Não aquele pacotinho com duas  míseras torradas que as adoráveis funcionárias do lado de lá do Atlântico despejam sobre os passageiros. Aqui, serviram uma refeição: salada, pasta, peixe, baguete e camembert. Simples, porém com uma apresentação bonita, e tudo muito saboroso. Tanto assim que o sanduba que eu tinha comprado, acostumada que sou a viajar nos Esteites – dançou! E vou repetir: a cada uma das 138 refeições que as funcionárias serviram elas desejavam, com um sorriso, bon appéttit!
. Bebida: Last but not least, vinho. Grátis. E francês, é claro. Quantos quisesse. E elas com aquele mesmo sorriso. How hard was that?
Da próxima vez que um americano falar que os franceses são “oh, so rude”, vou mandar ver esta história.

 

 

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Abrindo o bico pra soprar velinha.

o blolo do blog

Então, passou-se um ano desde que o Abrindo o Bico abriu o próprio pela primeira vez.

E eu obviamente não poderia deixar a data passar em branco ou em laranja que fosse. Pensei, pensei no que a experiência representou pra mim e acho que poderia resumir a coisa usando a surrada imagem das duas pontas. Na ponta de cá, o que o blog fez foi me tornar mais atenta ao chamado “mundo que nos circunda”. Exato: sabendo que tudo pode virar post, acho que nossa acuidade visual e auditiva – sensorial, na verdade – acaba se aguçando. O que, devo dizer egoisticamente, só enriquece a fruição (pensei que nunca fosse usar essa palavra!) do momento.

Na outra ponta, o que o blog me trouxe foi a oportunidade de descobrir (e fazer) novos amigos. A parte melhor de tudo isso. Os comentários virando diálogo virando amizade. É tanta gente nova batendo papo (ainda se usa essa expressão?) como se estivéssemos todos na padoca da esquina e não espalhados em territórios tão antípodas (uau!) quanto Brasil, Estados Unidos, Romênia, Chile, França, Portugal e uma pá de outros países por esse mundão afora.

A todos vocês que gastaram um pouquinho dessa-coisa-tão-preciosa-que-é-o-tempo pra clicar o Abrindo o Bico, muito obrigada de coração. Vou me aplicar ainda mais nos 365 dias que me separam da próxima efeméride (desculpem, mas eu não podia fazer um post de aniversário sem sapecar uma “efeméride”).

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