Essas festas são de morte!

Além o prometido aumento no preço do transporte, a outra coisa que mete medo em New York este mês é a obsessão com que a cidade se entrega às “comemorações” de Halloween. A indústria do medo-de-mentirinha gera, ou melhor, subtrai milhões de dólares de nossos bolsos (êpa, não do meu!). Decoração de lojas e casas; fantasias; gadgets; iluminação; cosméticos; é um frenesi (uma palavra da pá virada, como diria o maridão) que não dá para entender.

Mas não vou fazer a chata só porque não curto a festa. E para provar isso, vou falar de dois ou três eventos terríveis (no exato sentido da palavra):

Para quem gosta, tem a encenação de um funeral acontecido em 1865. Você tem que ir a caráter, entrar no clima de mourning generalizado, e acompanhar o enterro desde o Merchant’s Museum (que promove o “evento”) até o cemitério. Pagando 40 doletas… Façam-me o favor!

Para quem procura um pouco mais de festa, tem o Village Halloween Costume Ball. A iniciativa é do Theater for The New City. A festa começa em torno das 16:00 na rua. E às 20:00 abrem-se as portas do Webster Hall (rebatizado de Webster Hell para a ocasião). São quatro salas de teatro tematicamente decoradas para o baile, com direito a concurso de fantasia cujo prêmio são 5 mil doletas. Coisa da pesada. Visite o site e decida…

Para algo um pouco mais cult, a escolha é The Day of the Dead Celebration, da organização Mano a Mano cujo objetivo é celebrar a cultura mexicana  e promover suas tradições. Daí eles terem trazido aqui para New York o verdadeira evento que é o Dia de Muertos lá no México. A programação dura três dias e envolve, música, dança, poesia, culinária, etc.

Esses são só três exemplos, pois a cidade tem tudo o que você possa imaginar. Para todos os gostos e medos. Centenas de “festas” para manter distância ou para mergulhar de cabeça.

Eu, vocês já sabem o que vou fazer… 😉

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Comentários
  • Você ja fez a chata!
    Moeu as 3 festas…
    Moro aqui tb e me divirto. Levo na boa suas considerações sobre cada evento, e realmente foram literais e bem feitas.
    Só que: vc mesmo não querendo, ja se posicionou.
    Concordo q não é da nossa cultura e é meio q idiota, mas vale a brincadeira.
    Beijos.

    22 de outubro, 2012
  • Oi Marcie, tudo bem?
    do Halloween não posso opinar muito, ou melhor, nada! Mas que fachadas de predinhos e janelas ficam bem fotogênicas pras fotinhas de turista, ah isso ficam!
    O que achei bem interessante foi, ao dar uma volta de carro em Mount Kisco com um casal de amigos que morava lá, ver o gramado da igreja cheio de abóboras para serem vendidas. Já era noite e as abóboras estavam todas lá, esperando os compradores que viriam durante o dia. Infelizmente bem sabemos que em outros lugares, provavelmente, não amanheceriam abóboras no gramado.

    PS: contando os dias para fotografar Santa’s ao invés de Jack’s. 🙂

    22 de outubro, 2012
      • Eu vi, Marcie! E adorei a Bergdorf já embrulhada pra presente! 😉

        23 de outubro, 2012
  • Impressionante como eles levam a serio o halloween! Achei que é o carnaval deles,
    com fantasias, festas, paredes, etc! Uma empolgação só!
    Experimentei a noite do Madame Tussaud e não achei nada demais…Meio estilo noites do terror de qualquer parque de diversão e me peguei querendo ver as estátuas das celebridades em meio aos monstros! rsrs Mas tem um sustinhos engraçados!
    Existem também várias haunted houses pela cidade e redondezas, umas bem assustadoras e com clima pesado, com vc tendo que caminhar sozinho, com pessoas te tocando…bem terror! Dizem que uma das melhores/mais assustadoras desse tipo é a Blackout Haunted House.
    Acabei indo numa meio termo, numa companhia teatral no Brooklyn. Você é separado das pessoas com quem vc vai, mas nao fazem nada bizarro com vc! rsrs Foi bom para conhecer um pouco dessa parte cultural dos EUA, mas nao sei se iria de novo não! kkk

    23 de outubro, 2012
  • Cheguei tarde pras festas. Mas amei a inclusão de “frenesi”…

    2 de novembro, 2012

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