O fim da Judy Garland.
Arte, New York 2 years atrás 2 comentários

Vi recentemente End of the Rainbow, a nova peça da Broadway cujo título é uma ironia cruel com a música-símbolo da retratada na história: Judy Garland. Uma peça chocante, impactante, delirante, e tantos outros adjetivos nessa mesma linha que você queira acrescentar.

 

Estou longe, longíssima, longérrima de ser uma expert em Broadway, mas devo dizer que poucas produções me tocaram tanto quanta essa. O enredo é muito simples e narra uma das inúmeras tentativas da menina prodígio de Hollywood de retomar a carreira interrompida pelo álccol e pelas drogas.

 

Tudo acontece numa suite do Ritz Hotel de Londres e no Club em que ela se apresenta. O texto é eletrizante e faz o coraçãozinho da gente dar saltos nas mais de duas horas de duração da peça. Mas o que marca mesmo mesmo é a interpretação da Tracie Bennett (que já havia feito o papel em Londres). A impressão que dá é que ela não interpreta: ela realmente encarna a personagem. Tipo “baixou o espírito”. E o resto, quer dizer, o restante do elenco também é brilhante.

 

Bom, não vou contar mais. Só vou deixar aqui minha comovida recomendação. Sim, eu sei que  todo mundo vem a New York para se divertir, espairecer, assistir a um musical, a uma comédia, etc. Mas por essa peça vale a pena você abrir uma exceção.  E se o argumento ajuda, também não faltam músicas nos 138minutos do espetáculo. E é como se a gente estivesse vendo a Judy Garland cantar. Movida a álcool e a drogas.