Blogagem Coletiva – Umas com tanto, outras com nada. Carina.

Foto gentilmente surripiada de http://www.kenya-advisor.com/images

Semanas atrás, numa tweeting conversation entre a Cláudia, Natalie, Carina, Patricia, Carmem e  Marcie, surgiu a ideia de listar os lugares que cada uma considerava “viu-tá-visto”. Aí a conversa evoluiu e dedidiram fazer também uma segunda lista – com cidades ou países para onde voltariam sempre. Como a ideia parecia boa, uma comentou aqui, outra comentou ali… no fim,  a notícia se espalhou e conquistou dezenas de adeptos. Diante disso, decidiu-se fazer uma blogagem coletiva.

Com a palavra, a Carina Dittrich

Eu vivo viajando!

Minha vida é viajar, diariamente.

Eu escolhi fazer roteiros de viagens como profissão e a cada roteiro que vou desenvolvendo vou viajando, retornando inúmeras vezes aos mesmos lugares. As mesmas praças, os mesmos museus, as mesmas estações de metrô… E não enjôo. Nunca!

Existem lugares que são unanimidades. Paris por exemplo.

Sou uma eterna encantada por Paris, estive 22 vezes na cidade (sim, eu conto cada uma delas) e não me importaria de voltar mais algumas 44…

E Paris é a cidade que eu mais voltei viajando da minha mesa de trabalho, é a cidade que mais fiz roteiros de viagem. Seguida de perto por Madrid.

Todos que vem à Europa QUEREM se encantar por Paris, ela é Dama do Coração de todos viajantes e por isto, incluí-la é fácil, é indispensável.

Mas pra onde eu voltaria sempre?

Vale dizer pra todas cidades que visitei?

Não, não vale, eu sei, e também nem é verdade, porque existe algumas cidades eu não voltaria tão fácil. Eu digo não voltaria tão fácil, porque dizer que eu NUNCA voltaria é demais. Quem sabe com um pouco mais de sol, com um pouco mais de gentilezas, com um pouco mais de conforto, um pouco mais de liberdade, eu voltaria sim, a todas elas!

A minha lista “Eu volto agora” é cheia de obviedades como Londres, Chicago, Volendam (na Holanda, fofíssima!), Bangkok, Maldivas (ahhh, as Maldivas…),  mas tem as bem menos óbvias como o Quênia, que ganhou meu coração como país mais receptivo que já pisei.

Aliás, a África é meu conflito.

Vivo desejando voltar pra lá, sempre que vou plaejar alguma viagem, a África entra como forte candidata a próximo destino, e é justamente na África que ficam os 2 lugares onde, hoje, eu não voltaria muito fácil.

Se você me convidasse pra ir agora pra Tanger, no Marrocos e pra Safaga, no Egito, eu iria agradecer e dispensar.

Pra Tanger toda viagem começou errada, o barco que sairia do sul da Espanha atrasou horas, a travessia de meia hora levou 2 horas e meia, e ao chegar lá fomos atacadas por inúmeros “guias” que queriam nos mostrar a cidade. Passei medo, achei tudo sujo e por inúmeras vezes me senti na idade média. Senti alívio de embarcar de volta pra Espanha e dali nasceu meu “temor” com o norte da África. Eu disse NORTE da África.

Safaga é um balneário à beira do Mar Vermelho, e ideal para prática do windsurf. E como tenho marido windsurfista wannabe, lá fomos nós. 3 x. (Sim, eu dei chance ao lugar).

E em todas elas, a questão cultural foi decisiva pra eu empurrar mais e mais pra frente minha ida ao Cairo e conhecer as pirâmides. Espero fazer isto ainda nesta vida!

Não tive boas experiências em Safaga e me senti invadida inúmeras vezes. Em lugares onde voce não se sente a vontade, o que você faz? Não volta. E não indica.

Lugares com pessoas treinadas pra te enganar, crianças ensinadas a pedir e mendigar me fazem questionar o ser humano. Miséria não é desculpa, afinal eu não escrevi acima que o Quênia foi o lugar onde melhor fui recebida até hoje?

Vá ao Quênia, sem medo de ser feliz, todos merecem ver aqueles sorrisos e entender que a felicidade depende menos do que você tem e mais de quem você tem!

Boa viagem!!

 

 

 

 

Participam dessa Blogagem Coletiva:

 

Abrindo o Bico

Agora Vai Mesmo

Aprendiz de Viajante

Área de Jogos da Dri

Big Trip

Blog da Nhatinha

Boa Viagem

Caderninho da Tia Helô

Colagem

Cristomasi

Croissant-Land

De uns tempos pra cá

De volta outra vez

Dicas e Roteiros de Viagens

Dividindo a Bagagem

Donde Ando? Por aí.

Dri Everywhere

Edu Luz

Filigrana

Flashes por Si

Guardando Memórias

Inquietos Blog

JB Travel

Jr Viajando

Liliane Ferrari

Ladyrasta

Mi Blogito

Mala de Rodinhas e Necessaire

Mauoscar

Mikix 

Olhando o Mundo

O que eu fiz nas Férias

Pela Estrada Afora

Pelo Mundo

Psiulândia

Rezinha Por aí

Rosmarino e Outros Temperos

Sair do Brasil

Sambalelê

Senzatia

Sunday Cooks

Turomaquia 

Uma malla pelo mundo

Uno en cada lugar

Viagem pelo Mundo

Viaggiando

Viajar e Pensar

Viagem e Viagens

 


 

 

 

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A propósito de piqueniques…

Olhaí, pessoal. Enquanto estamos todos falando de piqueniques, uma dupla de empreendedores aqui de New York acaba de abrir – no Lower East Side – a loja Perfect Picnic.

Sacolas (uma graça!) ou cestas com tudo o que você possa imaginar para um convescote no Central Park ou então, como já vimos, no aconchego de seu quarto de hotel. Além das iguarias, que incluem baguette, você recebe também os equipamentos necessários: talheres, guardanapos, abridor, toalha (xadrez, é claro) e por aí afora.

O preço básico (para duas pessoas) é de $ 28.00. Mas é claro que todo mundo acaba agregando uma coisinha ou outra. Além do vinho, que você vai ter que comprar em alguma Liquor Store.

Bem, então fica aí a dica para sua próxima viagem a New York:  uma “farofa” que já vem pronta.

Mas não posso fechar o post sem acatar a ordem, quer dizer, a sugestão do maridão de incluir aqui no texto uma referência ao filme Picnic. Falei que não tinha nada a ver uma coisa com a outra, mas não teve jeito. Ele considera o filme uma obra-prima e acha que eu não posso falar de piqueninque sem citar Picnic. Então, aí vai: Picnic, dirigido por Joshua Logan no longínquo ano de 1955. Com Kim Novak (que ele adoooora) e William Holden.

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Todo mundo faz mas pouca gente conta!

Todo mundo que viaja volta com mil novidades, principalmente dos restaurantes e dos pratos maravilhos que teve ocasião de conhecer. É só ver atenção que todo blogueiro/a, seja do ramo ou não, dedica ao assunto. São narrativas, fotos, sugestões, linhas e mais linhas em torno do maravilhoso mundo da culinária: bistrôs, sushi bars, pizzarias, cantinas, tratorias, delicatessens, tendas, trailers, uma lista infindável dos mais variados locais.

Agora a coisa que nunca (ou quase nunca) vejo é o prezado viajor contar o que consumiu no aconchego do seu quarto. Exato: o famoso hotel-room picnic! E não me venham dizer “ah, eu não nunca fiz…”. Todo mundo já fez! Às vezes, apenas uma farofa básica. Outras vezes, refeições extremamente sofisticadas.

Faço essa breve introdução para propor aos milhares (ai!) de leitores do abrindoobico: deixem de lado a timidez e contem sua experiência de hotel-room picnic! E se for com foto, melhor ainda. Como, não tem foto?! Tem sim: todo mundo faz foto!

Dou aqui o exemplo: meu mais maravilhoso hotel-room picnic aconteceu em Paris. Quer dizer, já começou bem. Mas o quarto era minúsculo e os itens culinários vão fazer vocês rirem: frango assado, salada, baguette, frutas e vinho local. Mon Dieu! Tenho foto, sim. Só não consigo mostrar porque a própria é de papel e está no Brasil, dentro daquela coisa antiga que se chamava álbum.

Pronto, contei. E, agora, quem se habilita?

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Smorgasburg: segundo o NYT, um Woodstock de comida.

O nome é uma mistura de Smorgasbord (o buffet sueco) com Williamsburg (o bairro do Brooklyn). E se trata de um mercado a céu aberto que acontece todo sábado, das 9:00 às 17:00, até 19 de novembro.

São 50 tendas vendendo iguarias caseiras num waterfront do East River. Sim, com vista para Manhattan. E mais 40 tendas vendendo ingredientes e objetos de cozinha. Tudo muito informal e que tem atraído legiões de visitantes. Parece que principalmente blogueiros… pois dizem que todo mundo fotografa o que acabou de comprar.

O lugar é lindo, mas as instalações são básicas. Algumas poucas mesas e só. No mais das vezes, você come de pé olhando para o rio. Quanto ao que pedir, as opções vão de porco até ostras, passando por tudo o que você possa imaginar de bom. Inclusive doces, como o sanduíche de sorvete.

O mercado – que é uma extensão do Brooklyn Flea Market – fica entre as North 6th & 7th Streets, na beira do East River, ao lado da Kent Avenue, Williamsburg. E a maneira mais gostosa de chegar, é claro, é com o East River Ferry.

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Vai dar branco.

Foto © Milliped

Tudo começou com um expatriado francês que resolveu voltar para sua terrra natal. Chegando a Paris, decidiu dar um jantar e rever todos os amigos de uma vez só. Só que, quando foi ver a lista, era amigo que não acabava mais. Pensou, pensou e saiu-se com a seguinte idéia: jantar no Bois de Bologne! E para que todos conseguissem se reconhecer, ele determinou também o dress code: todo mundo de branco!

Bom, nascia assim a tradição do Dîner en Blanc, que mudou um pouco ao longo do tempo mas conservou as características originais. Todo ano, milhares de pessoas se reunem no parque da Torre Eiffel, na esplanada do Louvre ou na frente da Notre Dame para jantar. Só que com o seguinte detalhe: todo mundo veste branco e traz a tralha toda, quer dizer, mesa, toalha, guardanapos, talheres, comida, bebida, o diabo.

Jantam, bebem, dançam, se divertem. E depois recolhem tudo, migalha por migalha, e depositam nas poubelles (recipientes de lixo) demostrando com o gesto a civilidade que parece faltar em tantos eventos tanto no novo como no velho mundo.

Mas vamos ao “dunque”, ou à conclusão, como se diz na Itália. Estou contando tudo isso porque, pela primeira vez, o Dîner en Blanc vai acontecer também em New York. A data, dia 25 de agosto. O local… ninguém sabe. Parece que há  uma waiting list  no site.

Mistério, enfim. E uma grande preocupação com as restrições impostas pela legislação municipal. Para começar, não pode haver álcool. O que, embora eu não beba, sei que acaba com qualquer festa. E depois o toque de recolher para eventos desse tipo que, dizem, é às onze da noite. Quer dizer, frustrante.

Vamos aguardar. Mas saibam todos que, mesmo vivendo no município, não posso deixar de registrar aqui minha total preferência pela versão original do evento. Na cidade-luz. Uma festa que seguramente fica a anos-luz de qualquer cópia que se venha a fazer. E olha que estou sendo boazinha…

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Devagar, quase parando.

Até 31 de julho, quem passar no Lincoln Center entre 20:45 e 23:45 vai poder assistir de graça a um espetáculo inusitado. Numa tela de 26 m X 14m, o artista David Michalek  estará projetando sua última criação: Portraits in Dramatic Time. Do que se trata? Trata-se de uma video installation. Num primeiro momento, o autor captou atores e atrizes do cinema e da Broadway (em ação) usando high speed & high definition cameras. Depois, ele simplesmente reduziu a velocidade do filme para slow-motion, com o objetivo de enfatizar cada movimento, cada emoção.

Essa na verdade já é a segunda instalação do artista. A primeira, que seguiu a mesma técnica, chamou-se Slow Dancing. Ah, sim, e foi bastante elogiada.

Portanto, se você estiver no pedaço e se sua programação também for meio slow motion, é só dar um bico (êpa): a projeção vai utilizar a fachada do famoso David H. Kock Theater - no Lincoln Center.

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Cadê o food truck que estava aqui?

A Suprema Corte de New York (exato, cada estado tem a sua) acaba de desenterrar uma lei dos anos 50 que tinha se perdido na poeira dos tempos: nenhum ambulante pode estacionar seu veículo nos assim chamados metering parking spots. Isso tira de circulação mais de 80% dos food trucks que há anos vem atendendo uma fiel clientela de nativos e turistas.

Mas o que fazer, não é? Por enquanto, parece que a polícia está sendo boazinha. O infeliz mal estaciona e já é mandado, sem multa, pra outra freguesia. Mas qual?! A lei vale para os cinco boroughs da cidade.

Parece que o departamento de parques da prefeitura estaria tentando uma solução: deslocar os trucks para as áreas verdes da cidade. Ah, tá bom. Então, só como exemplo, os fregueses do Rickshaw Dumpling Truck vão ter que andar da 38th (que é onde ele estaciona há quatro anos) até o Central Park?! Façameofavor!

Claro que os protestos já começaram. E o presidente da New York City Food Truck Association (exato, tem association pra tudo) já disse que não vai deixar barato. Bom saber, porque o que esses caminhõezinhos fazem é isso mesmo: vender barato uma refeição (claro que há exceções) de bastante boa qualidade.

 

Vamos ver quem ganha. O abrindoobico vai acompanhar o desenrolar dos acontecimentos. E até lá, nada de tortas, tacos, falafel, cemitas e outros bichos no meio fio…

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Rei morto, rei posto.

Em 31 de janeiro de 2010 escrevi sobre o fechamento do Bazzini, o centenário Cafe e Gourmet Market da Greenwich Street. Bem, passado pouco mais de um ano, eis que o local está sendo ocupado pela cadeia Sarabeth’s Kitchen. Criada em 1981 no West Side, essa pequena bakery começou vendendo geléias; depois de um tempo, passou a servir breakfast; depois de mais um tempo ainda, almoço; e no final acabou virando um restaurante completo.

O segundo passo foi multiplicar as locações: Sarabeth’s do East Side; Sarabeth’s do Chelsea Market; Sarabeth’s do Central Park South; Sarabeth’s Key West... uma lista que não pára de crescer. Mesmo porque a qualidade e o atendimento são bastante bons.

 

E agora o Sarabeth’s da Greenwich Street, que ainda vai abrir. Uma notícia de primeira mão. Na verdade, uma boa notícia. Claro que é pena que o Bazzini tenha fechado as portas, depois de cem anos de bons serviços. Mas, já que aconteceu, melhor que seja o Sarabeth’s a ocupar o espaço deixado – e não algum McDonalds da vida.

 

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