Só dá Brooklyn.

Por um prato de borscht, I will do borough.

O que é que eu posso fazer? Vou falar do Brooklyn de novo! Não tenho culpa se tudo anda acontecendo lá!

Dessa vez o foco do blog (chic, hein?) é um restaurante ucraniano. Simples, pequeno, familiar, e (opinião geral) muito, muito bom. Nome: Cafe Kiev. Localização: Gravesend, perto de Bensonhurst. Parecem lugares longínquos, não é? E são! Não são, não: estou só brincando. Na verdade, não é nada que um metrô e uma caminhada não resolvam. E uma vez lá, você vai encontrar a qualidade que o Ukrainian Village, restaurante da 2a. Avenida (também famosinho), promete mas não entrega.

Por que meu interesse pela cozinha da Ucrânia? Primeiro porque é aparentada com a russa (terra de meus antepassados). Segundo, porque o cardápio do Kiev inclui borscht e vareniki. Borscht frio talvez seja a única coisa que me faz gostar do verão (é só nessa época que o Eat serve a iguaria). E vareniki, por ser da família do pelmeni, também está na minha lista de favoritos. Outra boa notícia sobre o local é que não há nada que custe mais de 7 dólares! Das entradas às sobremesas. Mas seguramente não é pela economia que os manhattanites estão despencando lá. E sim pelo sabor de uma comida praticamente feita em casa: são os pais da proprietária que respodem pela cozinha.

Bem, se você se interessar, faço uma sugestão: antes de ir, leia mais uma ou outra matéria do abrindoobico sobre o Brooklyn. Assim, quem sabe, você mata dois ou três coelhos com uma cajadada, quer dizer, com uma viagem só.

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Arrivederci. Oops, não, au revoir!

Todo mundo sabe que I love New York. Mas não posso deixar de dizer que, nos dias de nossa conVnVenção, I loved New York ainda mais!  Claro que sou suspeita pra fazer qualquer avaliação sobre o evento, mas posso afirmar com toda isenção: espero que a VnVNY2011 tenha feito vocês tão felizes quanto fez a mim! Muito obrigada por tudo! E um obrigado especial à Julie, nossa hostess junior.

Confesso que, quando o número de pessoas começou a aumentar, fiquei meio insegura. Era muita “responsa”. Mas no primeiro encontro no parque, com todo mundo feliz de se ver, ficou claro que tudo correria smoothly. Havia amizade, alegria, afeto, camaradagem, essas coisas que tornam as relações mais fáceis e mais gostosas de viver.

Foi muito bom (ih, olha eu emitindo opinião..!)  O que mais posso dizer? Ah, sim, desculpem-me por eventuais falhas, tosses e espirros incluídos. Como anunciou o Comandante, parece que nos veremos em Paris (ulalá!).  Portanto, arrivederci! Êpa, arrivederci é pra 2013… rs, rs.

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Engordando a maçã.

A Big Apple é como coração de mãe: sempre cabe mais um.

Em 2010 quase 2 milhões de brasileiros visitaram os Estados Unidos. Desse total, 438.000 incluíram Nova York no roteiro (pra onde é que teriam ido os outros?!). É quase meio milhão de brasileiros na Grande Maçã, ajudando a gastar 31 bilhões de dólares… que é o que a cidade faturou com turismo o ano passado.

Por que estou dizendo isso? Porque este ano, com a inestimável contribuição da VnVNY2011, esses índices vão explodir. De turistas, teremos (por baixo, por baixo) uns 50 a mais… O acréscimo no faturamento da cidade, então, mal dá pra calcular: muito dindim vai rolar nas compras, passeios e restaurantes…

Os institutos de medição que se preparem. Está pra começar mais uma VnV!

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God save the Queens!

Montreal no Queens.

Da região de Quebec para o Queens borough. Mais exatamente, do famoso Au Pied de Cochon, de Montreal, para o M.Wells, o novo restaurante-atração de Long Island City. O chef, o badalado Hugue Dufour ao lado da esposa, Sarah Obraitis. Ele, do Canadá; ela, do Queens mesmo. Uma união de cozinhas que deu mais do que certo. De início, o M. Wells só servia breakfast e almoço – um começo cuidadoso. Mas, já há alguns meses, teve início também o serviço de jantar – por enquanto só três vezes por semana.

 

Claro que você já deve estar dizendo: mas no Queens?! Simples, é só tomar o metro 7, direção Hunters Point. Quanto ao local, não há como errar: o M. Wells ocupou o espaço de um tradicional diner com paredes externas cromadas. Do tipo American Graffitti (alguém se lembra?).

Bom, o cardápio é um festival de calorias. E, pra ser gostoso, não poderia ser de outra maneira, estou errada? Cozinha “quebecois-American”, com pratos que vão de patinha de rãs (iéc!) a picles de língua de porco (iéc!) passando por beef tartare, rolls de lagosta, meatloaf, tamales de foie gras, pizza de panela, spaghetti com meatballs, etc.

 

Embora façam parte do cardápio, os tourtieres – uma meat pie tradicional de Quebec e que fez a fama de Dufour por lá – são muito difíceis de encontrar. Mas há muita caloria, quer dizer, iguaria pra todo mundo se (in)fartar.

Wells. No Queens. Pra quem não does boroughs, até que tenho falado bastante deles… :wink:

 

 

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De volta para o futuro.

No passado, isso era o futuro.

 

Olha aí, pessoal. A New York World’s Fair de 1939 está de volta no Long Island Museum of American Art, History and Carriages. Na verdade, na mesma exposição, também está de volta a New York World’s Fair de 1964. As duas edições, revisitadas a partir de uma extensa coleta de filmes e objetos espalhados por várias coleções particulares, também conta com fiéis reconstruções cenográficas. O melhor exemplo: as duas filas de colunas que abrigam a tela  onde são projetadas imagens de cinegrafistas amadores que visitaram as feiras originais.

 

Passada a tela, de um lado fica a exposição de 39. Do outro, a de 64 que, além de objetos de coleções particulares, conta também com o acervo do Queens Museum of Art que – vejam vocês – ocupa hoje um edifício que foi usado nas duas feiras.
Falei em duas feiras, mas na verdade tem mais. Há também um pavilhão onde você pode viajar no tempo e nas feiras que aconteceram de 1853 a 1982: “Centuries of Progress: America’s World’s Fairs, 1853-1982”. Todas elas tendo como objetivo a introdução e a disseminação de novas idéias e produtos.
Um pequeno exemplo de um “produtinho” apresentado na Feira de 39: a meia de nylon. NY-LON porque foi um projeto conjunto de cientistas trabalhando em New York (NY) e London (LON).
Se eu fui? Não, não fui ainda, mas acho que vale a pena. Afinal, às edições originais vieram a Rainha Elizabeth, o Rei George VI (exato, o que gaguejava) e até a Pietà do Michelangelo.
Long Island não é perto, mas também não é longe. Se em 1939 – com todas as limitações de transporte – compareceram 51 milhões de pessoas, hoje deve ser bem mais fácil…

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