Não se assustem: é só a polícia.

Can you hear me now?

Começou há alguns anos, aos pouquinhos: a assim chamada “fase experimental”. Mas está ficando cada vez frequente. Estou falando da Rumbler, a nova sirene da polícia de New York. Aplicaram toda a tecnologia disponível pra criar um som, ou melhor, uma vibração que atravessa portas e janelas.

Parece que o bicho faz uso das ondas de baixa frequência. Mais do que ouvir, a gente “sente” o som. Mesmo que você esteja dentro de um carro blindado. Ou plugado num ipod. Quem já passou pela experiência diz que provoca o maior susto. Impossível ignorar, o que obviamente era a intenção dos homens da lei.

Claro que já há grupos afirmando que o device é nocivo pra saúde. Mas parece que a polícia não está dando muito ouvidos pra eles. Mesmo porque, em decibéis, o Rumbler tem 10 menos do que a sirene tradicional. O negócio é mesmo a vibração…

Bem, então fiquem avisados os futuros visitantes da cidade. Se de repente vocês se sentirem dentro de uma batedeira de bolo, lembrem-se que não há motivo para pânico. É só a polícia fazendo um novo barulho.

 

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Duas novas obras de arte no Whitney Museum: café e apple pie.

Natureza viva no Whitney.

 

O badalado restaurateur Danny Meyer (do Union Square Cafe e do Modern) acaba de abrir o Untitled, no Whitney Museum. Carros-chefe do cardápio, café e apple pie. Dito assim, não parece nada. Mas tem o seguinte: o café é da respeitadíssima marca Stumptown; e as tortas, salted caramel apple, vêm do Brooklyn… É a primeira vez que a Four & Twenty Blackbirds (que arrasta multidões de aficionados para o borough) “vende pra fora”. E não vai ser só apple, não. O sabor vai mudar com as estações.

 

Bem, isso, como eu dizia, é o carro-chefe. Mas têm os salgados também. Menu de coffee-shop, é claro, mas de um senhor coffee-shop. De burgers (tô fora) a matzo-ball soup (tô dentro!). Breakfast, almoço, brunch e, dentro de pouco tempo, também jantar.

 

Então, fica anotado. Whitney Museum agora com o Untitled, uma “instalação” pra visitar antes ou depois da exposição. Aliás, quem for até 10 de abril, vai ter a oportunidade de ver Modern Life: Edward Hopper and his Time. Linda! Quem for depois, vai perder o Hopper. Mas as apple pies estarão lá!

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Hermitage: entre 3 milhões de obras, um pelicano…

Quem leu o ViajeNaViagem já sabe. Quem não leu, fica sabendo agora: estive no Hermitage e o Riq gentilmente postou meu relato no blog dele. A única coisa que eu não contei lá é o episódio aí de baixo.

 

Estava eu caminhando tranquila e cansadamente por um dos corredores dedicados à pintura flamenga. E eis que senão quando, ao olhar para o alto de uma porta, vejo acima do batente (estranho lugar para uma tela!) o quadro de um pelicano. O autor, Melchior de Hondecoeter. Um holandês que, venho a saber depois, só pintava aves! Ave, Deus! E morava, vejam vocês, pertinho da casa da Anne Frank – só que 300 anos antes. Enfim, resolvi contar o “causo” e postar o quadro pra quem se interessar em dar um bico…

 

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Os primeiros dias de Pompéia.

Visite antes que acabe. A exposição também.

Enquanto a chuva e o descaso do governo Berlusconi destroem Pompéia na Itália, aqui em New York ela está sendo cercada de mil atenções. O mega-espaço do Discovery-Times Square acaba de abrir suas portas para “Pompeii The Exhibit: Life and Death in the Shadow of Vesuvius”. Claro que nada substitui uma uma visita à verdadeira Pompéia (apesar do abandono em que se encontra). Mas, para aproveitar os recursos da tecnologia e vivenciar um pouco do que aconteceu naquele longínquo 24 de agosto de 79, nada como essa exposição – que deverá ficar em cartaz até 5 de setembro.

 

Como todo mundo se lembra, Pompéia foi destruída instantaneamente por um nuvem de cinzas e gases e um rio de lava do vizinho Vesúvio. Dos 25.000 habitantes, não sobrou ninguém pra contar a história. E a cidade, quer dizer, a ex-cidade caiu no esquecimento durante 16 séculos. Quando redescoberta (no século XVIII), os arqueólogos encontraram os restos mortais de 1.100 pessoas. E, com o tempo, descobriram-se ainda mais corpos carbonizados, não só em Pompéia como também em Herculano (que foi destruída no mesmo dia).

 

Além de mostrar moldes de inúmeros corpos (todos com a inevitável expressão de terror no rosto), a exposição faz uso de outros recursos tecnológicos para estressar a experiência do visitante: o vulcão “ruge”, o chão vibra e uma porta dupla se abre para um grupo de pessoas vivendo (melhor dizer, morrendo) seu momento final…

 

Para não dizer que seja só tragédia, a exposição reúne também 250 objetos (muitos deles exibidos pela primeira vez) além de touch screen kiosks onde você pode expandir sua pesquisa sobre a cidade. Ah, sim, uma informação importante: parte da bilheteria será usada para restaurar a verdadeira Pompéia.

 

Então é isso: quem estiver na região da Times Square, é só escavar um pouco pra descobrir esse (por mais triste que seja) tesouro da humanidade.

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A Apple está lançando…adivinha o quê.

A Apple num landmark da Big Apple.

 

Pode não ser um furo de reportagem (um furinho, talvez) mas ainda pouca gente sabe da última grande novidade da famosa empresa de Cupertino. Não, não se trata do Ipad 2 nem do Iphone 5 nem do Nano 14… Trata-se da nova loja que eles vão abrir no Grand Central Terminal de New York. Que é o nome correto da mais comumente chamada Grand Central Station.

 

E, como não poderia deixar de ser, será uma “Grand” loja. Na verdade, a maior do mundo. Exato, maior ainda do que a de Londres. Quando? Em setembro. Portanto, se o roteiro de sua viagem a NY já incluía a Grand Central  por causa da arquitetura, pode acrescentar um novo motivo:  a nova loja da Apple.

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We love New York.

A série  “A sua New York” chega ao fim. E quem escreve o “The End” é alguém que nunca foi a New York. Com vocês o Gabriel Prehn Britto.

 

Tudo começa com um tweet ainda em Guarulhos: GRU-JFK. Então são 10 horas de voo noturno e a aterrissagem logo no início do dia em Nova York. É quando vem a parte chata: a imigração. É impossível ficar 100% calmo, mas a maioria passa e segue em frente.

 

Do aeroporto para o hotel, dá para ir de várias formas. Tem limousine, van, metrô, ônibus e táxi. Este último pode ser mais caro e mais chato, mas aqueles carros amarelos são a cara da cidade e nada como entrar em um logo na chegada. Com sorte, você pega um motorista indiano com turbante. Mais perfeito que isso, só se o trânsito estiver fluindo até Manhattan.

 

Esqueça o early check-in no hotel. Salvo em invasões extraterrestres e catástrofes planetárias, você não vai querer ficar no quarto em Nova York. Apenas largue as malas e pergunte onde fica o café mais próximo (provavelmente será um Starbucks, aproveite para usar o wi-fi) para comer e iniciar a peregrinação turística.

 

Se você for prevenido, já vai ter lido o site da Time Out inteiro e chegado sabendo quais eventos e espetáculos quer ver, com tíquetes devidamente comprados pela internet. Então não se precupe com isso e esbalde-se entre algumas das atrações mais famosas do mundo: Guggenheim, Moma, Museu de História Natural, Central Park, Estátua da Liberdade (a história dela é linda, não desdenhe), 5ª Avenida, loja da Apple na 5ª Avenida, Broadway, Times Square, Rockefeller Center, Flatiron, Chrysler e Empire State Building, ONU, Grand Central Station, Ponte do Brooklin, Wall Street, o touro, Chinatown, Little Italy, o falecido CBGB, Downtown, Uptown, SoHo, Tribeca, Upper West Side, Upper East Side, Harlem, Bronx e bairros e mais bairros perfeitos para você encher os pés de bolhas, caminhando entre lojinhas, lojas e lojões, galerias, cafés e restaurantes.

 

Depois de alguns dias de desbunde total com a mistura de prédios, culturas, pessoas, criatividade, arte, modernices, tecnologias, compras e caos, prepare-se para voltar para casa com excesso de bagagem e de saudade. Não sem antes ficar peladão (virtual ou realmente) na frente de um agente da TSA no aeroporto, a caminho de casa.

 

Isso é Nova York.

 

Mas eu nunca fui a Nova York.

 

A maior cidade dos Estados Unidos é tão falada, escrita, fotografada e filmada que qualquer pessoa com um pouco de atenção é capaz de imaginar um roteiro básico por ela sem precisar ler guias.

 

Um dia eu coloco o meu roteiro imaginário em prática.

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A New York da Alexandra Aranovich.

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?

Já peguei Táxi e Shuttle. O Shuttle é sempre uma opção mais econômica, funciona bem e é possível agendar pela internet .

 

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

Primeiro,  respiro fundo e penso: “Nossa, estou em NY!” Fico ansiosa, tonta e tento me acalmar.  Procuro um bom café, sento com a minha listinha de anotações que planejei antes de partir. Depois, olho os mapas, as anotações e começo a traçar o meu roteiro por bairros/zonas.

 

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

Eu raramente entro em qualquer lugar (apesar de adorar ser surpreendida com um lugar gostoso que não estava na minha lista). Eu tenho os meus restaurantes e cafés favoritos (inclusive supermercados), mas procuro conhecer primeiro os lugares que ainda não fui. Gente, tem muito, muito restaurante bom em NY.

 

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?

Nas minhas primeiras visitas à NY eu fiz o lado turístico (prédios, parques, museus, etc) e os espetáculos da Broadway. Nas duas últimas viagens, eu comecei a “viver” o lado gastronômico. Adoro experimentar restaurantes, lanches, supermercados e cafés.

 

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?

Eu acho que cada área tem o seu charme particular. Já gostei muito do Soho, mas acho que hoje o bairro perdeu um pouco aquela “alma” jovem e moderna. Atualmente, o Brooklyn é o novo Soho.  Gosto das áreas com ruas pequenas,  prédios menores, algo mais intimista como o Village. E sempre adoro a área ao redor do Central Park, tanto no lado de Upper West Side quanto no de Upper East Side.

 

Outlet é out ou ainda é in? Qual?

Para mim o Outlet é sempre out em NY. A cidade é muito linda e tem diversas atrações. Em cada esquina tem uma lojinha interessante (e as grandes redes estão por tudo). Então, por que perder tempo dentro de um Outlet? Tudo bem, você vai economizar uns bons  dólares, só que vai perder muita coisa que acontece a todo o instante em Manhattan. Nessa equação, prefiro voltar com as malas cheias de  histórias, fotos e dicas ao invés de Ralph Lauren, Michael Kors, Abercrombie , Best Buy, Pottery Barn e assim vai.  Mas, confesso : no voo de volta bate aquele arrependimento de não ter comprado mais!

 

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).

O melhor conselho é ler e pesquisar na internet antes de ir. Conversar com os amigos que já foram ( de preferência amigos com gostos parecidos com os seus). Feito isso, selecione os locais que você mais deseja visitar e planeje a sua visita por áreas (Soho – Brooklyn, Village, Meatpacking, Central Park, etc)  incluindo sempre dicas de restaurantes e cafés em cada uma delas. Ah, ao aterrissar compre uma revista Time Out da semana e olhe as programações. Tem umas brasileiras que moram em NY que lançaram uns mini guias em pdf, também é uma boa consultar.

 

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

Sinto que levo uma bagagem de idéias e novidades. NY tem informação, conteúdo e um apelo visual fantástico (na rua, nas livrarias, nas lojas, em tudo).  Porém, nas últimas viagens tenho levado também grandes experiências gastronômicas. Viajar para NY é comer tão bem que sempre dá vontade de voltar e tentar não repetir o prato.

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