A New York do Thiago Parente.

 

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?

Das três vezes usamos shuttle, aqueles operados por brasileiros. Da última vez, em março de 2010 usamos a Albatroz Limo, USD140,00 para 4 pessoas, mais barato do que o serviço do Sr. Jorge utilizado anteriormente, que era USD25 por cabeça. Ficamos muito satisfeitos.

 

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

Fui duas vezes no vôo diurno da TAM e uma vez no noturno. A chegada no hotel se dá por volta as 19:30-20hs quando se vai no diurno, então sempre engatamos um restaurante. Da ultima vez, agora em 2010 não estávamos tão cansados do vôo, então chegamos no hotel por volta das 8hs da manhã e não conseguimos early check-in guardamos as malas e fomos tomar café na Grand Central, a duas quadras do hotel. Depois já engatamos um mini roteiro turistico que abrangeu, Chrysler Bulding, a NY Public Library e Times Square. Em seguida emendamos um almoço com um primo que à época morava na cidade. Depois do almoço com algumas taças de vinho os olhos pesaram, votamos para o hotel com o plano de desabar nos sofás da recepção até disponibilizarem o nosso quarto. Não foi necessário, nossos quartos estavam prontos por volta das 13hs.

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

Sempre saio com a lista dos que quero ir (alguns até com reserva feita), também procuro pesquisar opções próximas dos locais turísticos que sempre passamos para não ter muito que ficar procurando. Nessa última viagem, fiquei muito satisfeito com indicações dos amigos “novaiorquinos”: o Solera, o Ed’s Lobster Bar e o Public indicados pelo me primo e o Brio, indicado por você e onde tive o prazer de te conhecer.

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?

Aproveitamos muito os museus e shows Off-Broadway (Stomp e fomos no Avery Fisher Hall, casa da Filarmônica de NY). Das outras vezes curtimos a Broadway e fizemos os passeios necessários.

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?
SoHo e Greenwich Village. A sensação de estar em NY, na minha opinião, é sentida ali. As ruas, os predinhos com tijolos, as escadas de incêndio. Tudo está ali.
Outlet é out ou ainda é in? Qual?

Out. Já fui, não volto. Com calma e paciência você faz excelentes compras na 5th Ave, Madison, SoHo, Macy’s. Tem também a Century 21, que não fui da última vez, mas que vale a pena, se você for cedo e pegar a loja ainda arrumada. Acho que no outlet se perde muito tempo e se compra muita coisa desnecessária. No fim das contas, você é um modelo ambulante de uma única marca, pois comprou todas as cores de camiseta polo da Ralph Lauren.

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!)

Pesquisar muito antes de viajar: blogs como o Viaje Na Viagem, o Abrindo o Bico e por que não o meu também, o Baião de Dois. Se tiver budget, faz um passeio de helicóptero, eu adorei. No mais, é se permitir absorver o máximo da cidade, sua gente, cheiros, e paisagens. Sentar no Central Park sem compromisso, andar, andar e andar pelas ruas. Sair da regra da Times Square. E ter sempre em mente que não se visita NY em 5 dias, e nem em 30. Então deixa a vida te levar.

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

O melhor de NY é a sensação de estar em NY, isso ninguém lhe tira e certamente ficará na sua memória para sempre.

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A New York da Sylvia Lemos.

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?


Como estavamos sem bagagem , só com uma sacola de mão , fomos de shuttle. Foi bem tranquilo e com direito a um mini tour para deixar os outros pax. Na volta , fomos de taxi pra o JFK.

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

Em NYC chegamos de manhã e logicamente tivemos que sair do hotel antes do apartamento estar liberado;fomos dar um rolê na rua do hotel ( 57th st) .Quando o ape está disponivel costumamos sair direto para turistar.
Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

Sempre levo uma relação de restaurantes e bares nas proximidades do hotel ( pra quando der preguiça ) e mais uma lista enorme em todos os lugares da cidade, para saber onde ir quando bater a fome .
Poucas vezes em cada viagem saimos especialmente  para jantar ou almoçar num lugar determinado ( a não ser que este seja um dos objetivos da viagem).

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas?


Podem me bater, mas uma das metas atingidas em NY era não fazer compras( considero uma super perda de tempo); o que fizemos nos 8 dias foi caminhar e caminhar. E olhar para cima !

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?

Chelsea: me apaixonei pelas casas, bares, cafés, restaurantes, e pelo Chelsea Market . Posso ficar uma vida inteira sem sair de lá .

Outlet é out ou ainda é in? Qual?


O que é isso ??

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).

Perder-se, um dia em cada bairro, para mim é o melhor que podemos ter de uma cidade .

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

O único excesso de peso que trouxe estava na minha barriga , mas veio conosco o imenso carinho com que fomos recebidos pelos Pellicanos.
Mais sobre viajar sem despachar:

Viajar sem despachar
http://migre.me/2y1My

Como arrumar a mala em 38 twites
http://migre.me/2y1Rh

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A New York do Marco Cavalheiro.

Pro JFK você voou. E de lá pro hotel, como é que você vai: taxi, limo, shuttle ou metrô?

Sem dúvida, shuttle. Acho o serviço confortável e rápido. O metrô é uma aventura que não me atrai muito, táxi do aeroporto até o hotel é provavelmente mais caro e aumenta o trânsito e a limo eu considero brega e anti-ecológico.

 

OK, você chegou ao hotel, desfez as malas, e já está na rua: qual é a primeira coisa que você faz?

Acho que vou pra rua antes de desfazer as malas! A primeira coisa que gosto de fazer em uma cidade nova é me perder. Sair sem rumo ou plano, deixar a cidade me levar. Lembro que em NY a primeira coisa que fiz foi pegar um ônibus qualquer na rua e ir até o ponto final. A sensação de ir para um lugar totalmente desconhecido me agrada. E depois de perdido, tentar re-encontrar um rumo que nunca tracei, e ao fazer isso começar a escrever minha experiência nesse lugar novo. A surpresa é um fator fundamental em uma viagem. Viajar é estar na rua, caminhando, interagindo, sentindo o lugar. Viagem com cronograma me deixa triste.

 

Deu fome. Você entra em qualquer lugar ou tem um ou mais restaurantes favoritos?

Apesar de devorar guias e blogs, eu gosto de decidir onde comer olhando as fachadas, a movimentação, as pessoas, a região… Raramente saio com o restaurante já definido, gosto de descobrir novos lugares ao acaso. Gosto de lugares pequenos, simples, sem glamour. Um pedaço de pizza no balcão, um sanduíche de pastrami em alguma deli, um bom queijo e pão do Dean & Deluca para comer no Central Park… Gostava de almoçar sentado nas escadarias da Biblioteca Pública, vendo o movimento… Nova Iorque é a rua. Adoro estes pequenos restaurantes e delis. Gosto desta cultura do “on the go”, da “street food”, bem ao estilo Anthony Bourdain. E em NY isso é representado pelas delis, pela “slice of pizza”… O cachorro quente do Grey´s Papaya ficou marcado na minha memória gustativa para sempre. E Dean & Deluca… ah, o paraíso na terra. Existe um rumor que eles abrirão uma filial em Buenos Aires, estou torcendo…

Além do roteiro de compras, de que outras maneiras você vive a cidade? Broadway, museus, passeios, cinemas? 

Eu nunca faço roteiro de compras. Viajar é muito mais do que carregar sacolas. Viajar é caminhar até a exaustão, conhecer histórias, olhar além dos guias, tentar entender as nuances do lugar, suas camadas simbólicas… E em Nova Iorque você encontra isso na rua, e não nos outlets. Sempre existe algo acontecendo na cidade, um mercadinho de pulgas no Village, uma exposição interessante no ICP ( International Center of Photography - http://www.icp.org/. Foi lá que conheci o Vik Muniz em uma palestra, e tenho até hoje seu autógrafo e telefone em NY, just in case…), um show de um futuro artista famoso em alguma esquina… Sem estar na rua, você nunca irá sentir o que NY realmente é… E lembre que existem milhares de coisas acontecendo que raramente aparecem nos guias… Pegue um exemplar do Village Voice para saber o que está acontecendo de interessante. E saia do lugar comum. Eu tive a sorte de conseguir um ingresso para assistir ao David Letterman Show, fiz o passeio do Kenny Kramer ( que inspirou o personagem do Seinfeld – http://www.kennykramer.com/)… NY é muito mais do que compras e um show na Broadway…

 

Qual é a área da cidade que você mais gosta e por quê?

Eu gosto muito da área que vai do Bronx até o South Street Seaport…. Brincadeiras à parte, morei por alguns meses na 87th e Lexington, pertinho do Guggenheim. Gosto muito daquela região, caminhar algumas quadras até o Reservoir do Central Park… Mas o que me fascina em Nova Iorque é iniciar uma caminhada  lá no Battery Park até o final do Central Park, aproveitando todas as mudanças de cenário. Projeto para um dia inteiro de caminhada, com várias paradas estratégicas pelo caminho….

 

Outlet é out ou ainda é in? Qual?

Outlet é sempre out. . . Imagina ir até NY e ficar brincando de cabo de guerra com camisas Lacoste com outros turistas enlouquecidos… NY é um paraíso para compras, tudo bem. Mas eu fora! Se bem que gastei várias horas na B&H (http://www.bhphotovideo.com/), onde comprei uma câmera Ansco de 1929 e na Dean & Deluca (http://www.deandeluca.com/)… Depois destas duas lojas entendo melhor a alegria feminina em lojas de sapatos… :)

 

Que conselho você daria para um brasileiro que ainda não conhece New York (se é que existe algum!).

Um conselho que vale para Nova Iorque, Buenos Aires, Paris… Para conhecer uma cidade, caminhe muito!!! Saia da rota turística e crie sua própria trilha! Não pense apenas em compras, dedique seu tempo para saber onde você está!!! O que está acontecendo na cidade? Talvez o Woody Allen esteja tocando clarinete no bar que você acabou de cruzar louco atrás de promoções de perfumes… Talvez naquele prédio que você nem notou um grande escritor está falando de seu livro favorito… Respire a cidade, conheça seus cantos mais distantes, deixe-se surpreender!!

 

Ao voltar pra casa, o que você sente que está levando de NY? Além do excesso de peso, é claro.

Ao voltar para casa levei a certeza de que eu nunca mais seria o mesmo depois daquela viagem. Nova Iorque moldou a minha forma de fotografar o que acontece nas ruas. Nova Iorque mudou a minha maneira de ver o mundo. Aquele sentimento de solidão no meio de uma multidão, de fazer parte, por milésimos de segundo, ok, mas de fazer parte da cidade mais arquetípica de todas as cidades, de Gotham City a Metropolis. Um catálogo vivo de todas as neuroses conhecidas da humanidade, e , paradoxalmente, de algumas das coisas mais lindas do mundo. Um melting pot de culturas, línguas, estilos de vida… Um caleidoscópio vibrante de novas possibilidades, o canto da sereia mais linda… Se o que você trouxe foi apenas roupas, Ipads e recibos, volte. Volte correndo, e faça tudo diferente.










 





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A sua New York.

A sua, qual é?

Copiando, com a maior wooden face, a idéia do Marco, do Buenos Aires Dreams, resolvi fazer uma enquete/entrevista com meus “incontáveis” leitores sobre a relação de cada um com New York. A idéia é você partilhar (bonito isso!) sua experiência: a maneira como você vive essa que é considerada a capital do mundo. E, depois, quem sabe isso não acabe contribuindo na programação da VnVNY2011?

 

Uma observação de ordem técnica: se você não recebeu a enquete – mil desculpas – e quiser participar, please me mande seu email que eu mando de volta as perguntas.

 

 

Então é isso: o Abrindo o Bico abre suas “disputadas” páginas para todo mundo que tenha algo a dizer sobre New York. Portanto (sei que a expressão já virou carna de vaca, mas cai como uma glove aqui) start spreading the news…

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O Abrindo o Bico “abril” mais uma página.

New York que nos aguarde!

 

Olha aí, pessoal interessado na VnV de abril. Para chegar à nossa página, é só clicar do lado direito (debaixo de Pages) na palavra VnVNY2011.
Nosso espaço já está ativo – e, com sua participação, daqui a pouco vai estar bombando! Passe lá sempre que der pra saber das novidades. Vai ser a melhor maneira de ficarmos todos literalmente na mesma página…

 

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Tudo na vida é de fato passageiro…

Mal abriu, já vai fechar...

A idéia era falar da novidade. O fato dela se chamar La Table du Pélican é só uma coincidência… Agora, sério: não é todo dia que a gente dá de cara com o decidiram chamar de “restaurante efêmero”.

Explico: a cerveja Pelforth (exato, a do pelicano) decidiu abrir um restaurante durante três semanas apenas para promover a parceria, dizem eles, entre a cerveja Pelphort e a culinária francesa.

A família está com o maior cartaz!

O endereço é 6, Rue de l’Odéon – no charmoso  Saint Germain de Prés. Estive lá hoje, mas foi só uma visita. O cardápio, sofisticadíssimo, infelizmente só incluía pratos que não fazem exatamente minha cabeça.

Fica o registro, porém, de que o local é uma graça. E estava assim, ó, daquele pessoal que no passado se costumava chamar  de novidadeiros. Ah, e pelicanos a dar com pau (coitadinhos, retiro a expressão).

Restaurante efêmero… Esse pessoal de marketing não tem mais o que inventar.

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No Central Park, mas não no centro do buxixo.

Não é aqui, mas é pertinho.

Grande como é o Central Park, é claro que os “lugares preferidos” abundam (epa!). Todo mundo que vai lá acaba elegendo seu spot favorito. Eu também. Mais ainda agora que o lago (o famoso The Pond) acaba de passar por uma reforma de alguns milhões de dólares.

Mas não estou falando do lago, não. Quer dizer, não do lugar onde todo mundo vai: o Loeb Boathouse. Não é que também não seja bonito ou prático. Claro que é: você pode alugar barco, gôndola (sim, gôndola), bicicleta, le diable. Mas o problema é que fica assim de gente…

Pertinho dali fica um cantinho chamado Wagner Cove. Uma espécie de oásis, com uma qualidade fundamental para quando o parque está superpovoado (quer dizer, sempre): tranquilidade. Lá você encontra um velho gazebo com dois bancos de madeira (além de um tronco de árvore meio tombado, onde também dá pra sentar). E na frente, o verde e o lago. E o silêncio. Com o devido cuidado, dá até pra levar farofa – mas sem álcool, é claro!

Fica aí a sugestão. Mas o mais provável é que no caminho até lá (entrada pela Central Park West e 72) você vai acabar achando outros lugares descolados. Afinal, num parque com  quase 10 km de perímetro, 24 mil árvores, 7 lagos, 36 pontes, 9.000 bancos, etc, etc, não é mesmo difícil encontrar um canto.

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Istambul: sem palavras.

 

Dinliyorum é uma célebre poesia turca, composta em 1966 pelo poeta Orhan Veli Kanik.  Uma tradução muito, muito livre da primeira estrofe seria:

Estou escutando Istanbul com os olhos fechados.

Primeiro de tudo, sopra uma brisa ligeira

E as folhas da árvores

flutuam docemente.

Lá fora, mais ao longe,

os sinos dos carregadores de água

soam incessantemente.

Estou escutando Istanbul, com os olhos fechados.

Por que coloquei essa poesia aqui? A resposta pode não ser criativa, mas é porque Istambul deixa a gente literalmente sem palavras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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