Plaza Food Hall: mais um mercado na cidade.

Basement à base de delícias

Não é novidade. Na verdade, abriu faz mais de dois meses. Mas é tão “in” que não posso deixar de registrar. Estou falando do Plaza Food Hall que transformou o basement do Plaza Hotel num mercado (coloque mercado nisso!) inspirado no San Lorenzo de Firenze e no Harrod’s de Londres.

É uma mistura de feira, pratos pra viagem e refeições informais em seis diferentes estações. A principal delas é uma espécie de filhote do famoso Plaza Oyster Bar: você senta lá (quem gostar, é claro, já que eu abomino) e se delicia com ostras (iéqui!), peixes variados e quetais.

Mas também tem a estação do hamburger, com açougue ao lado. E a do sushi. E a do dumpling. E a da pizza. E por aí afora. E você também pode comprar flores. Ou ter aulas de culinária. Ou seguir os vários eventos do calendário. Sem falar no Central Park, across the street, onde você pode queimar as calorias tão deliciosamente adquiridas.

Bom, definitivamente parece que virou moda. Chelsea Market. Plaza Food Hall. Eataly. E também o Food Parc, que deve abrir em 2011 no Kimpton Hotel. Tudo bem. Enquanto a balança e o orçamento permitirem, vamos aproveitar!

Em tempo: não posso deixar de citar a Vinegar Factory, pela qual me apaixonei muito antes de vir morar em New York. A “Fábrica” faz parte do império gastronômico de Eli Zabar – que vai do Eat, vizinho do Metropolitan Museum, até o Farmers Market de Amagansett, em Long Island. A Vinegar Factory é um espaço maravilhoso aberto em 1993, na rua 91, entre a 1a. Avenida e a York. É mais mercado do que restaurante, mas tem pratinhos deliciosos e um brunch aos domingos que costuma dar casa cheia.

E por hoje é só. Mesmo porque já estou ficando com fome…

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Vixe! Mais um boliche!

Boliche+Restaurante+Nightclub

Olhaí, pessoal: em outubro, o Bowlmor Lanes Times Square abre suas pistas, quer dizer, suas portas. Sabe onde?  Na antiga sede do venerando New York Times: 222 W 44th Street. Cinquenta, repito, cinquenta pistas ocupando dois andares.

Mas não é só. Cada grupo de pista será decorado tematicamente (Central Park, Times Square, Chinatown, etc). Mas ainda não é só. O restaurante, Stadium Grill, vai ser assinado pelo chef David Burke.

E, vejam vocês, o local também vai ser dotado de um night club: o Tribeca Loft.  Quer dizer, entertainment que não acaba mais. Ou acaba quando a energia e/ou o dinheiro acabarem.

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Para quem visita Manhattan, um pouquinho de manhattemática.

E agora?

Saber qual é a altura de um endereço numa avenida de Manhattan, sem saber qual é a rua mais próxima, é uma operação mais simples do que parece. Basta que você tenha e consulte essa tabelinha que eu chamo de manhattemática.

É assim, olha. Pegue o número que você está procurando numa das avenidas, despreze o último algarismo, divida por 2 e acrescente ou subtraia de acordo com a lista abaixo. O resultado vai-lhe dizer qual é a rua (cross town) mais próxima – e aí tudo vai ficar muito mais claro!  A fórmula infelizmente só não funciona para a Broadway abaixo da 8th Street.

Para as Avenidas A, B, C, D acrescente 3.

Para as 1a. e 2a. Avenidas,  acrescente 3.

Para a 3a. Avenida, acrescente 10.

Para a 4a. Avenida, acrescente 8.

Para a 5a. Avenida:até 200, acrescente 13; de 201 a 400, acrescente 16; de 401 a 600, acrescente 18; de 601 até 775, acrescente 20; de 776 até 1286, despreze o último algarismo e subtraia 18; de 1287 a 1500, acrescente 45; de 1501 a 2000, ascrescente 24.

Para a 6a. Avenida (Avenue of The Americas) subtraia 12.

Para a 7a. Avenida, acrescente 12 (acima da 110 St, acrescente 20).

Para a 8a. Avenida, acrescente 10.

Para a 9a. Avenida, acrescente 13.

Para a 10a. Avenida, acrescente 14.

Para a Amsterdam Avenue, acrescente 60.

Para a Audubon Avenue, acrescente 165.

Para a Broadway:dos números 754 a 858, subtraia 29; dos números 859 a 958, subtraia 25; acima da 100 St, subtraia 30.

Para a Columbus Avenue, acrescente 60.

Para Convent Avenue, acrescente 127.

Para a Central Park West: divida o nº da casa por 10 e acrescente 60.

Para a Edgecombe Avenue, acrescente 134.

Para a Lenox Avenue, acrescente 110.

Para a Lexington Avenue, acrescente 22.

Para a Madison Avenue, acrescente 26.

Para a Manhattan Avenue, acrescente 100.

Para a Park Avenue, acrescente 35.

Para a Pleasant Avenue, acrescente 101.

Para Riverside Drive: divida o nº da casa por 10 e acrescente 72 até a rua 165.

Para a West End Avenue, acrescente 60.

Um exemplo prático, só pra clarear mais ainda. Vamos supor que você queira ir à Bed, Bath & Beyond, que fica no nº 620 da 6a. Avenida (Avenue of the Americas). Primeiro de tudo,  como disse lá em cima, você tem que desprezar o último algarismo. Portanto, em vez 620, você passa a ter 62. Agora divida o resultado por 2, o que dá 31. Em seguida, é só consultar a tabelinha: para a Avenue of the Americas, você precisa subtrair 12. Portanto, 31-12= 19. A Bed, Bath & Beyond da 6a. Avenida fica na altura da rua 19!

Parece complicado, não é? Mas é uma tarefa da maior simplicidade. Comece a usar e você vai ver. A manhattematica, assim como a matemática, não falha nunca. A não ser, é claro, na volta de algum buddakan da vida, com cinco margaritas na cabeça…

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De novo, o assunto é Café.

O Chock Full O'Nuts está de volta.

Olhaí, gente. Falei há alguns dias dos novos cafés que estão surgindo, em New York, na contramão dos Starbucks da vida: mais para coffe shops do que para coffe houses.

Hoje, então, tem uma nova notícia: uma antiga cadeia de cafés, que chegou a ter dezenas de lojas na década de 50 (um tempo em que eu nem havia nascido!), reabre as portas amanhã, 13 de setembro, na rua 23, ao lado de nada menos do que o Eataly do Mario Batali.

É o Chock Full o’Nuts: café e comidinha barata. Comidinha é modo dizer, em se tratando de cardápio americano. Mas a geração que frequentou as lojas originais (os famosos babyboomers) diz que vale a pena. Sanduíches de matar a fome por uma fração do assim chamado preço de mercado. Um dia desses vou conferir – e depois eu conto.

Mas melhor que seja logo, pois já estão planejadas mais 50 lojas na cidade… E dá-lhe café!

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Brooklyn, Bourbon and Milkshake.

Depois do milkshake turbinado, você vai ver 20 pinos!

Eu sei que praticamente todo mundo que vem a New York acaba se limitando à area que vai da Century 21 (que pendura roupas) ao Guggenheim Museum (que pendura quadros). Nada contra. Essa é de fato a faixa que abriga 90% do que a cidade oferece de mais importante. Só que tem mais. E cada vez mais. Verdade que vivo zoando, a exemplo da Samantha do Sex & The City, que não frequento boroughs… Mas isso não é 100% verdade. Primeiro porque vou com razoável frequência a Brighton Beach (meu lado russo, o que fazer?). E à Ikea. E ao Queens… Etc.

Estou dizendo tudo isso só pra lembrar que o Brooklyn, um dos boroughs de New York City, deveria merecer uma maior atenção de cada pessoa que decida vir a Manhattan. Não só pelo bairro em si e pelo que ele representa culturalmente, mas também pelas possibilidades de compra, passeio e entretenimento. Exato. Cito rapidamente a Fulton Street, com boutiques de formato europeu. As livrarias. Os restaurantes. Uma pá de coisas a um pulinho aqui da ilha.

Bom, enrolei muito. Agora vamos ao que eu queria falar desde o início. Sei que ninguém vem pra NY pra jogar boliche. Mas é justamente o boliche que tem sido uma das grandes atrações do Brooklyn: Brooklyn Bowl. Não exatamente por causa das 16 pistas que comportam 8 jogadores cada uma. Mas principalmente por causa do bar e restaurante. O menu é o mesmo da cadeia Blue Ribbon de Manhattan, dos irmãos Bromberg (não confundir com o prefeito). Mas o que atrai mesmo é o bar, com seus shakes alcoólicos. Exato, milkshake com bourbon, tequila, vodka e por aí afora. Estranho? Pois saiba que é o maior sucesso, além de não ser uma grande novidade: foi o BLT de Manhattan que lançou a fórmula 4 anos atrás.

Não me pergunte como é. Mesmo porque não tomo álcool e parei com ice cream alguns meses atrás. Mas o que se lê e o que se ouve é que a coisa é boa de doer. E quanto mais ingredientes, dizem, melhor ainda: nutella, calda de cereja, cereais, mel, o diabo…

Sugiro uma visita porque a moda é cada vez mais moda. E, como a gente sabe, o pessoal aqui não perde tempo: já existe até a profissão de Master Shake-Maker e também de Shaketender. Pode, gente? Parece que sim. E  o Brooklyn Bowl está aí para provar.

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Quando Outubro Vier…

Vejo folhinhas e temperatura caindo.

O título do blog é um trocadilho com uma clássica comediazinha de Hollywood: Quando Setembro Vier. Tão clássica que infelizmente muito pouca gente se lembra… De qualquer maneira, serve para eu começar a dizer que, quando outubro vier, New York vai estar bombando nas várias artes que fazem dela the capital of the world! Senão, vejam só.

No teatro, vamos ter Al Pacino (O Mercador de Veneza);  Vanessa Redgrave e James Earl Jones (Driving Miss Daisy); Patti LuPone (Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos). E, é claro, o Homem Aranha de Julie Taymor (que ‘inventou” The Lion King).

Nas artes plásticas, o Whitney Museum abre as portas para a mais importante exposição de Edward Hopper dos últimos anos. Só isso já seria um motivo para visitar New York. Mas tem muito mais. Até o provocatório Jeff Koons: Exaltations, com fotos impublicáveis do pintor com sua então porno-esposa, Cicciolina.

No cinema, vamos ter o 41º filme de Woody Allen, com Josh Brolin; a infância de John Lennon (com Kristin Scott Thomas); a estréia de Phillip Seymour Hoffman na direção (Jack Goes Boating); a história do Facebook; Diane Keaton fazendo dupla com o indiana jones Harrison Ford (Morning Glory); e uma pá de outros títulos.

Na televisão, acho que não preciso citar mais do que o esperado Boardwalk Empire (HBO), a época da Lei Seca vista pelo gênio de Martin Scorcese.

Na dança e na ópera, também não acredito que precise me estender além dos 27 espetáculos que antecipam o Nutcracker do New York City Ballet (Jerome Robbins, Balanchine e Millepied, para citar três). Ou O Anel do Nibelungo, a produção de 16 milhões de dólares do Metropolitan Opera

E a coisa continua em áreas que vão da culinária (o Eataly de Mario Batali a todo vapor) à arquitetura (as torres gêmeas finalmente deixando o chão) aos livros (Philip Roth, Michael Cunninghan, Bob Woodward, etc) à informática. Aqui, arrisco um chute. Mas é só um chute: o novo ipad. Mais ainda porque a Samsung acaba de lançar seu Galaxy Tab

Enfim, quando outubro vier, que venham também os antenados no que existe de melhor em New York. Ah, sem falar que outubro traz o outono, quer dizer, as folhinhas amarelas, quer dizer, o frio… Êba!

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Sai a Barnes & Noble, entra a Century 21.

Low cost chega ao Lincoln Center

Já registrei aqui no blog minha, vamos dizer assim, aversão às mega-livrarias. Mas, convenhamos, é sempre  melhor uma mega-livraria do que uma ponta-de-estoque. Digo isso porque a icônica Barnes & Noble do Lincoln Center vai fechar as portas no começo do próximo ano. Venceu o contrato do prédio, o proprietário deve ter pedido mundos e fundos pela renovação, e à livraria não restou outra saída senão o fechamento.

Em quem virá em seu lugar? Tchan, tchan, tchan, tchan… Ninguém menos do que a loja rainha do desconto: a Century 21. Exato, no lugar de prateleiras de livros, araras de roupa. E dá-lhe roupa! Tenho certeza que muita gente vai ficar feliz com a troca. Mas confesso que estou triste. Mesmo que fosse uma mega-livraria, era sempre uma livraria. E livro, até onde eu sei, continua sendo um artigo muito mais essencial do que moletom…

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