Gordinhos, salivem!

Tutta roba buona!

A grande novidade culinária da cidade abre muito em breve, na West 23rd, pertinho da 5th Avenue: EATALY!

A idéia, importada de Torino, é mais um empreendimento dos restaurateurs Joseph Bastianich e Mario Batali – o que significa que a coisa já é sucesso, antes mesmo de ter aberto.

Projetado nos moldes do Chelsea Market, o Eataly vai ser um espaço enorme dedicado à gastronomia italiana: mercadinhos de comida, peixaria, açougue, lanchonetes e  alguns restaurantes. Claro que, sendo um local italiano, não podem faltar as gelaterie e uma imensa adega de vinho.

Uma informação perigosa para a cintura: a maioria das lojas vai ter um balcãozinho onde você pode saborear um antipasto, beliscar um pannino…portanto, clima de alerta total.

Curiosamente o maior restaurante, o Manzo, vai ser dedicado – como o próprio nome indica – aos prazeres da carne. Digo “curiosamente” porque, em 15 anos de Itália, nunca encontrei um prato de carne digno de write home about. Vamos conferir.

Comentários (25)

Nova-iorquinos trocam quatro rodas por duas. Às vezes, por três.

Todo mundo pedalando

É cada vez mais comum, em Nova York, encontrar homens e mulhers na direção de bicicletas ou triciclos. Indo para o trabalho ou para as compras; levando os filhos para  a escola; passeando; carregando pequenas cargas; usando enfim esse eco friendly veículo como principal meio de transporte.

Claro que ainda é uma reduzida, minúscula, irrelevante parcela da população – mas são justamente aqueles que ditam tendência. Costumo vê-los da janela de meu busão (eco friendly também!) a caminho do trabalho. Tribeca, Soho, West Village, esses lugares onde vivo dizendo que quero morar um dia.

Se conseguir isso, o próximo passo é aprender a andar de bicicleta, falha imperdoável na formação da pessoínha que vos fala.  Aliás, vejam o que aconteceu outro dia no parque: quando perguntei pro moço  (que aluga bicicletas) se ele teria um modelo com as rodinhas de treinamento, ele riu na minha cara. Deve estar rindo até agora…

Sério, agora. Os trikes são uma graça, mas não são tão baratinhos assim. Como se costuma dizer no Brasil, “estão na faixa” de 3 mil doletas. E as “montadoras” começam a se multiplicar: Worksman Cycles ou Rolling Orange, por exemplo, estão desovando bikes e trikes num ritmo surpreendente.

Claro que esse novo hábito não é a “solução da lavoura” (cheio de aspas meu post de hoje!) pois se trata de um produto sazonal. Quer dizer, rodam a cidade do início da primavera até meados do outono. Depois são encostados onde o pouco espaço permitir. E aos seus conscienciosos proprietários não resta outra solução senão voltar a poluir Manhattan. Ou então dividir o busão comigo.

Comentários (7)

A terra de Frank Sinatra está cantando pneus.

Vai um carro aí?

Hoboken, mais conhecida – ou melhor – unicamente conhecida por ser a terra natal de Frank Sinatra, agora está fazendo notícia por causa de uma experiência pioneira no setor de trânsito.

Para eliminar os congestionamentos, eles decidiram colocar mais carros nas ruas. Você leu certo: mais carros na rua. Só que carros “públicos”, quer dizer, veículos zero quilômetro para serem partilhados pela população.

O projeto (que já é operativo) se chama Corner Cars e segue basicamente o mesmo modelo do Zipcar. Todo mundo conhece o Zipcar? São carros que você pode alugar por hora, pegando e largando praticamente onde quiser.

Bem, foi isso que fez a prefeitura de Hoboken. Espalhou carros públicos pela cidade para estimular os moradores a abrirem mão dos seus. Você se inscreve na internet e recebe um smart card (sua chave) pelo correio. A partir daí, você faz tudo online: reserva, por exemplo, um carro na rua X, esquina com a Y. E entrega na rua Z. Há vagas especiais na cidade inteira, identificadas por faixas verdes no meio fio.

Dependendo do carro, você só paga $ 5.00 por hora (mais taxas). Gasolina incluída! E os modelos são uma graça: Toyota Yaris, Toyota Prius, MiniCooper, etc. Bem que a idéia podia ser adotada por New York. Só não venderia meu carro porque não possuo um… Mas que eu seria uma cliente, isso seria.

Enquanto isso (para conhecer a experiência) o que eu posso fazer é atravessar o Hudson, alugar um desses carros, dirigir até o Frank Sinatra Park e ficar apreciando a paisagem… de Manhattan.

Comentários (6)

A, lá, lá, ô, ô, ô, ô, ô, ô, ô….

...mas que calôôôôôôô!

O ano passado, para ver ver o termômetro bater 90º F, os nova-iorquinos (e os infelizes turistas) tiveram que esperar até agosto. Este ano, em julho,  a temperatura já chegou a 103º F. Algo como 39,5º C. Isso no Central Park. Já nas estações de metrô, o calor foi de fazer inveja ao diabo (que nos carregue).

Por sorte, não estou lá. Mas confesso que tenho suado à distância. E, como todo mundo, também estou preocupada. Superaquecimento, essas coisas. Leio que a temperatura média na cidade, em um ano, aumentou 8º F.  Só o aumento já é quente pra mim! Verdade que o record de calor ainda não foi quebrado (106º F!) mas era desde 1999 que a temperatura de três dígitos não durava dois dias consecutivos.

O pior é que nem dá pra dizer “Vou fugir pro Canadá!”. Tá fazendo 90º F em Montreal! Só se a gente subir mais: Alaska, por exemplo. Mas com a Sra. Palin lá, acho melhor ficar em NY e suportar estoicamente essa canícula.

Estoicamente, na verdade, quer dizer: em casa, com o ar condicionado à toda. É o que eu vou fazer assim que voltar. Perdão, planeta, mas não dá pra ser diferente. Estou reciclando tudo o que posso, não consumo plástico, não tenho carro, etc. Mas calor não dá! Sem falar na umidade, que provoca na gente a sensação térmica de mais calor ainda!

Agora, se você gosta dessa espécia de sopa urbana, há centenas de eventos pipocando em Nova York. A net está cheia de sites com dicas “quentíssimas”.  É só escolher. Mas não contem comigo. Me contem depois…

Comentários (15)