Ajude a mulher do autor a viajar.

Essa recomendação?Vocês vão amá-la...

Esse post faz parte da campanha “Ajude a Mulher do Autor a Viajar” e tem como objetivo motivar meus milhões (?!) de leitores a adquirir o livro QUANDO O PODER CORROMPE, CORROMPE A NÃO MAIS PODER. A autoria da obra, para quem ainda não sabe, é do maridão da blogueira. E toda a renda será revertida em benefício da própria – que a transformará rapidamente em passagens aéreas.

Agora falando sério: pincei cinco ou seis frases das 600 que compõem o livro só pra dar uma mãozinha pro rapaz (mesmo porque uma mãozona já deu o Riq!).

Ah, como vocês vão ver, meu critério de seleção foi bastante coerente com o post: viagens, lugarejos, essas coisas.

- Costa Azul: Região de onde se costuma voltar no vermelho.

- Do sábado de carnaval até a quarta-feira de cinzas, o Rio de Janeiro pára. Da quarta-feira de cinzas até o sábado do carnaval seguinte, o Rio de Janeiro continua parado.

- A diferença entre São Francisco e Nápoles é que, em São Francisco, se você esquecer um celular e um livro no carro, é provável que roubem o livro. Em Nápoles, é certeza que levam o carro.

- Por que é que, nos desembarques aéreos, chegam primeiro as malas das pessoas que chegam por último?

- Na Itália, horário comercial é o período de tempo em que as pessoas estão esperando ou digerindo o almoço.

- O coqueiro sempre esteve ligado à idéia de preguiça tropical: não é de admirar que ele seja uma das poucas árvores que produzem sombra e água fresca.

- Atenção, pelegrino: se a coincidência toponímica quer dizer alguma coisa, é para Santiago do Chile, não de Compostela, que os céus esperam que tu Andes.

- Não se deixe iludir pelos falsos privilégios: a primeira fila da classe econômica é tão classe econômica quanto a última.

Tá bom, não foram seis frases: foram oito. Mas ainda existem outras 592 à sua espera. E eu já estou arrumando as malas…

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Sessenta pianos nas ruas de NY. Você senta e começa a tocar.

Procuram-se pianistas.

De amanhã até 5 de julho, uma entidade artística dedicada ao serviço público (Sing for Hope) vai colocar solenes pianos em dezenas de pontos estratégicos de Nova York: Central Park, Columbus Circle, Brooklyn Bridge e por aí afora. Os instrumentos, doados por um grupo de profissionais da área, estarão à disposição dos anônimos pianistas da cidade – e obviamente também dos turistas que cruzarem a Grande Maçã nesse período.

A art installation tem, como nome, a frase-convite  “Play me, I’m yours” e, como objetivo, humanizar um pouco mais a cidade nesses tórridos dias de verão.

Por falar nisso: aplaudo a iniciativa, mas também  não ficaria chateada se, em vez do pianos, a cidade instalasse 60 aparelhos de ar condicionado…

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Todos a bordo!

Navegar é preciso.

Começa esta semana, em Nova York, o que podemos chamar de estação das águas. De agora até o início de setembro, o Hudson e o East River vão estar coalhados de qualquer coisa que flutue: ferrys, barcos, barquinhos, water taxis, veleiros, etc.

O início “oficial” da temporada é a abertura da Governors Island Water Taxi Beach onde, além de sol e praia, você vai encontrar restaurantes, shows de música e todos os assim chamados entretenimentos de verão (lembrando que, pra mim, o único entretenimento de verão continua atendendo pelo nome de air conditioning).

Bom, mas voltemos para a água. O assunto que sempre vem à tona (hum!) nessa época é a criação de uma rede municipal de transporte utilizando os dois rios. Parece que agora vão começar a levar o projeto a sério. Aí, além de ônibus e metrô, vamos ter  também a alternativa aquática.

Primeirona eu, é claro! Já pensaram, ir para o trabalho de barco? Como já faz muita gente, aliás. Hoje são 100.000 os commuters que se utilizam desse tipo de transporte. Pouquinho ainda, é verdade, se considerarmos que na cidade transitam alguns milhões de pessoas por dia.

Enquanto a rede não é criada, aproveite o que já existe à disposição: os tradicionais “cruzeiros” em volta da ilha (sem incluir jantar, por favor!); os já citados water taxis pra Governors Island; o ferry pra Staten Island; o ferry pra Ikea; os barcos para os estádios dos Mets e dos Yankees; os ferries pra New Jersey. Não, ‘pera aí! Com todo o respeito pelos meus muitos amigos do além-Hudson, o que é que alguém iria fazer em New Jersey?!

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Abrindo o bico pra soprar velinha.

o blolo do blog

Então, passou-se um ano desde que o Abrindo o Bico abriu o próprio pela primeira vez.

E eu obviamente não poderia deixar a data passar em branco ou em laranja que fosse. Pensei, pensei no que a experiência representou pra mim e acho que poderia resumir a coisa usando a surrada imagem das duas pontas. Na ponta de cá, o que o blog fez foi me tornar mais atenta ao chamado “mundo que nos circunda”. Exato: sabendo que tudo pode virar post, acho que nossa acuidade visual e auditiva – sensorial, na verdade – acaba se aguçando. O que, devo dizer egoisticamente, só enriquece a fruição (pensei que nunca fosse usar essa palavra!) do momento.

Na outra ponta, o que o blog me trouxe foi a oportunidade de descobrir (e fazer) novos amigos. A parte melhor de tudo isso. Os comentários virando diálogo virando amizade. É tanta gente nova batendo papo (ainda se usa essa expressão?) como se estivéssemos todos na padoca da esquina e não espalhados em territórios tão antípodas (uau!) quanto Brasil, Estados Unidos, Romênia, Chile, França, Portugal e uma pá de outros países por esse mundão afora.

A todos vocês que gastaram um pouquinho dessa-coisa-tão-preciosa-que-é-o-tempo pra clicar o Abrindo o Bico, muito obrigada de coração. Vou me aplicar ainda mais nos 365 dias que me separam da próxima efeméride (desculpem, mas eu não podia fazer um post de aniversário sem sapecar uma “efeméride”).

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