Ilha de Páscoa. Ou quase.

Chegada à ilha. Ou já seria a saída?

Sabe aquela viagem, aquela que eu já citei aqui, aquela em que eu conto os dias para chegar a hora? Então, você prepara tudinho: alerta os clientes, adianta o trabalho, arruma a casa, cancela a entrega do jornal, desliga os vários devices da parede, avisa os amigos que vai sumir do twitter (ai, o tecnovício…).

Aí você começa o (para mim) torturante processo de fazer mala, selecionar os livros pra levar, carregar o Ipod com as músicas no mood certo, até que finalmente chega o grande momento. Pé na estrada. Que, infelizmente, estava alagada numa extensão imensa – resultado da pior chuva dos últimos 200 anos. Filas, desvios, ausência de banheiro, ene pepinos que já começam a minar seu espírito pascoal.

De qualquer maneira, chego ao meu destino – mas ainda ignorante do que o próprio tinha preparado pra mim. Um belo ataque de bronquite asmática! Daqueles capazes de levar você ao único ponto desconhecido da ilha (e que poderia perfeitamente permanecer assim): o hospital. Na verdade, o Pronto Socorro do Hospital.  Impecável, mas nenhuma semelhança com o daquele famoso seriado americano. E sem os galãs da série. O médico, na verdade, estava mais pra Harvey Keitel do que pra George Clooney. Mas me atendeu direitinho e me mandou de volta para o hotel. De onde, mandei-me de volta para casa. No sábado da aleluia.

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