Assim dá até vontade de casar de novo!

Um belo presente de casamento, não?

Ontem recebi um convite de casamento. E, para poder escolher o presente com calma, fui correndo ver em qual loja o casal havia deixado a lista. Mas, no lugar da tradicional lista, eis que encontro uma novidade que  deu até comichão de voltar ao altar.

Funciona da seguinte maneira: o casal escolhe uma cidade para a lua-de-mel, escolhe o hotel, escolhe onde pretende jantar, os passeios que quer fazer, e até as doceiras onde vai parar para tomar um cafézinho. O próprio site atribui um valor a cada coisa e divide este valor em pequenos pacotinhos. Os amigos do casal, ao adentrar o site, são recebidos com as mais variadas opções – nas mais variadas faixas de preço.

Você pode presentear uma diária do hotel X, a US$ 120.00, ou um passeio, por US$ 85.00, ou um jantar no restaurante Y, por US$ 50.00.

Como os restaurantes (que o casal em questão escolheu) não me agradaram, optei por oferecer um passeio e um café da tarde numa das confeitarias que faziam parte da lista.  Os noivos já tomaram conhecimento de meu presente e já me agradeceram, prometendo trazer uma fotinho deles no local.

Achei o máximo – mas gostaria de inovar. Como não me vejo casando novamente, será que não daria para adaptar a mesma idéia para outras, digamos, ocasiões festivas? Aniversário e aniversário de casamento, por exemplo. Se sim, aguardem para breve uma listinha dos hotéis, restaurantes, lojas de bolsas, lojas de sapatos, etc, que  farão parte de minha próxima viagem…

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O Estádio do Touro Vermelho.

Foto gentilmente cedida por Omar Melo.

Metrô até o World Trade Center: 11 paradas. Trem até Harrison, do outro lado do Hudson River: 4 paradas. Caminhada de 300 metros e pronto: chego ao Red Bull Arena, o estádio que deu hoje seu pontapé inicial com uma partida contra Santos (sem Robinho, o que fazer?…).

Construção state of the art, capacidade para 25.000 pessoas, e do lado de Newark – cidade que ostenta uma das maiores concentrações de brasileiros e portugueses. Já fico imaginando o Benfica aqui… E o Corinthians então?! Se o timão vier, tomo duas red bulls e faço a pé as 11 paradas de metrô, as 4 de trem, etc, etc.

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Primavera-Verão em New York: Picasso encontra Tutancamon e é clicado por Cartier-Bresson!

Bye, bye winter!

Nem bem o calorzinho começou e a cidade já está badalando aos quatro ventos a programação cultural da temporada: no Metropolitan, mais uma mega-exposição de Picasso. Claro que todo mundo já viu tudo desse catalão genial, mas sempre é bom ver de novo. No MOMA, o mago da Rolleiflex, Henri Cartier-Bresson humilha, com seu talento, aspirantes e profissionais da fotografia. No Discovery Times Square Exposition, Tutancamon regressa de seu sono de 5.000 anos (imaginem o hálito!). E aqui pertinho, em Washington, um outro faraó (quer dizer, um outro rei) faz seu debut no assim chamado Newseum: a exposição Elvis! vai ser o hit do verão – que aliás vai ser hot.

E a coisa não pára aí. A Bienal de Arte no Whitney Museum. A arte budista, no Asian Society Museum. A Frick Collection, agora com a sede reformada. A Morgan Libray, com as obras do arquiteto Palladio que inspiraram vários landmarks de New York. O Onassis Cultutral Center, um endereço negligenciado na 5a. Avenida. E  muito, muito mais.

Enfim, o que eu quero dizer é que dá perfeitamente pra visitar New York e aproveitar as ofertas da Century XXI – mas sem deixar de lado a arte dos centuries XX, XIX, XVIII, XVII… e por aí afora até o pobre Tutancamon.

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A cidade-luz, à primeira luz da manhã.

Com vocês, la lumière.

Frequentemente… tá bom, às vezes… oquei, muito raramente acordo cedinho em Paris e saio pra fotografar. Cidade vazia, ruas lavadas, sol nascendo, essas coisas óbvias que podem dar uma mãozinha (na verdade, uma mãozona) no resultado dos meus cliques. Caminho a esmo até que a fome me obrigue a voltar correndo.

E de fato a fome vem com tudo, pois é esse o período do dia em que a cidade se reabastece. E dá-lhe reabastecimento: caminhões de verduras, caminhões de carnes, caminhões de queijos, caminhões de doces, caminhões de vinhos, etc, etc.

Cerveja chegando na hora do café au lait.

Então, para ilustrar esse post, escolhi aleatoriamente (portanto, sem nenhuma segunda intenção) um desses caminhões… Ah, e me lembrei de uma história: a primeira vez que vi essa cerveja, comprei correndo uma latinha. De volta a Roma, coloquei-a toda feliz no bar da sala – mas minha alegria só durou até a manhã seguinte. Dando pelo desaparecimento da dita cuja, perguntei à diarista onde estava a cerveja. E ela respondeu na lata: ué! tava vazia, eu joguei fora!

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Duas letras difíceis de encontrar em Heidelberg: WC.

Cinco Euros acima do nível do rio.

Estando em Frankfurt, nada mais adequado do que dar um pulo a Heidelberg, cidadezinha universitária que se espreguiça ao longo do caudaloso Neckar (pô, até que ficou bonito!). Fui de carro – e, como o escritório da Avis era na estação, me perguntei por que cargas d’água não escolhi o trem! Mas já era tarde demais. E lá fui eu, enfrentando as ilegíveis placas de sinalização alemãs (todas com uma economia absurda de vogais). Mas cheguei! Não sem antes dar uma parada no únicobanheiro visitável que encontrei no caminho: o do hotel Marriott (que não nos ouçam).

Bom, Heidelberg é uma gracinha (quem não concordar, levante a mão!). O rio, as ruas de paralelepípedos, a antiga ponte, as pracinhas, as igrejas… e lá em cima, majestoso (não podia ser outro o adjetivo), o castelo. Cuja visita nos obriga, de cara, a tomar uma decisão importante: usar a estradinha, usar as escadas ou usar o teleférico recém-reformado. Nas duas primeiras alternativas, você queima algo em torno de 5.000 calorias. Na terceira, queima 5 euros. Foi com essa que fiquei. Em poucos minutos, estava lá em cima – num cenário que descortina (pô, hoje to esbajando…) todo o vale à sua frente. Lindo o castelo, com as várias épocas arquitetônicas em evidência. Rodei, fotografei, rodei, fotografei… e aí corri de volta para o teleférico, pois os banheiros (a pagamento!) estavam todos fechados. Vai ver que não é costume frequentá-los aos sábados…

De volta ao nível do Neckar, um almocinho rápido (perdoem-me os puristas, mas fui a um chinês delicioso) e back to Frankfurt. Gostei muito de Heidelberg – e com banheiro, então, vou gostar muito mais!

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Piuí-chá-chá-chá. A melhor maneira de ir de cá pra lá ou de lá pra cá.

Trem bala. E põe bala nisso.

Na bagagem, só o necessário – além da necéssaire, é claro! Metrô até a estação. Embarque tranquilo, rodando sua malinha 4 rodas (viu, Riq?) até a plataforma. A bordo, jornais, revistas, eventualmente internet, lanches e bebidas. Na janela, cidadezinhas maravilhosas que você acaba pin-pointing pra voltar. E tudo isso sem deixar a assim chamada “terra firme”.

Aí, duas ou três horas depois, você pode estar na Alemanha, na Holanda, na Inglaterra, na Suíça, etc – com a vantagem adicional de descer no centro da cidade. O que mais pode pedir um turista?! Ah, sim: que o hotel seja perto e bom. É o que geralmente procuro fazer: rodar malinha pela calçada (tá bom, às vezes usando só 2 rodas) até o mais affordable xis estrelas do pedaço (xis, obviamente, podendo variar de país a país).

Enfim, gente: o que estou fazendo é a apologia deslavada do trem. Na Europa, é claro. Sim, vai ser mais caro do que as (in)famous low-cost-airlines. Mas há vantagens imbatíveis. Primeiro, fica aqui no chão. Segundo, você economiza taxi de e para o aeroporto. E terceiro (consequência do segundo) embarca e desembarca no centro da cidade. Ainda não é suficiente? Tá bom, então continue com seu aviãozinho apertado, turbulento e, 80% do tempo, atrasado. Eu vou em frente de piuí-chá-chá-chá.

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