Finalmente um lugar onde não preciso soletrar meu nome.

Repartição pública : só muda a língua.

Gê de gato; Érre de Raquel; Ípsilon de York; Ene de navio; Bê de bola; Éle de Lima; A de Ana; Tê de tatu. Foi assim que a vida inteira eu tive que “explicar” meu sobrenome paterno. Mas hoje, não.

Pode parecer bem pouquinho, mas chegar a uma repartição pública e não precisar s-o-le-t-r-a-r Grynblat quase compensou o fato de (ainda) não ter achado o que procurava. Uma sensação de estar em casa – eu que estou há apenas 24 horas no país!

Tradução, por favor?

E não foi apenas uma repartição. Foram três. Com a ajuda de uma polonesa de nome Graça. Graças a ela, cheguei muito perto de conseguir os documentos que procuro.


Finalmente, algo que entendo.

Mas só perto, infelizmente. O que me leva a concluir, com toda a segurança e nenhuma originalidade, que o serviço público guarda incríveis semelhanças – seja ele brasileiro, italiano, português ou polonês.

Nos três postos aos quais compareci, a primeira palavra foi sempre “não”.  E foi só graças à Graça (ops, tô me repetindo) que conseguimos passar do “não” ao “talvez”.

Nº 11, aniversário do meu pai.

Resumo da ópera (cujo teatro, aliás, fica aqui ao lado do hotel) é que deverei preencher uma requisição explicando o porquê de meu interesse nas informações solicitadas (ou seja, por que quero saber onde meu pai nasceu e morou…).

No problem. Já “estou startando” isso. Vou ter que esperar três meses, mas é sempre mais efetivo do que sair perguntando pelas ruas de Varsóvia: – o senhor conheceu o Henryk Grynblat?

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11 Responses to “Finalmente um lugar onde não preciso soletrar meu nome.”

  1. Priscila (Inquietos) says:

    Essa pequena coincidência (do número 11) me lembrou quando meu pai estava atrás dos documentos para a cidadania italiana. No dia em que ele foi até o cartório de Silveira Martins (RS) e pegou a certidão de nascimento de minha avó, foi que se deu conta: era exatamente o dia do nascimento dela. Ele que há mais de 30 anos tinha perdido a mãe, se emocionou, claro.

    E aí lembrei de mais uma coincidência, essa super romântica: quando estavamos solicitando as certidões de batismo minha e do Vinicius para nosso casamento, descobrimos que fomos batizados no mesmo dia, mês e ano. Coisas do destino?

  2. Léo Luz says:

    Na torcida! Vá com fé.

  3. Martinha says:

    Dedinhos que cruzados..
    Precisando de qquer ajuda, só pedir..
    Bisous
    =))

  4. Paula Bicudo says:

    Boa sorte nas suas pesquisas amiga! Eu fico feliz que você tenha conseguido superar seus fantasmas e fazer essa viagem. Essa coragem não é pra qualquer um não. bjos no coração.

  5. Mari Campos says:

    Dedinhos cruzados aqui!!!!

  6. Majô says:

    Vai fundo minha querida, você vai conseguir !!!!

  7. Dani G. says:

    Se não me engano, seu pai uma temporada aqui na Romênia tb. Pq não vem pesquisar ? :=)

    Boa sorte !!!!!!

  8. Maryanne says:

    Sorte a sua Marcie, eu aqui na California continuo tendo que soletrar meu sobrenome, o que acho um absurdo. Alguem no Brasil pediria pra soletrar um sobrenome brasileiro? Só aqui mesmo…
    Boa sorte nas suas andanças, to torcendo pra que vc encontre tudo o que procura. beijo

  9. Mirella says:

    Espero que vc consiga muitas informações sobre sua familia.
    Deve ser emocionante estar de volta ao passado, né?
    Quanto ao sobrenome, eu tenho o mesmo problema, mas meu irmão ganha pois alem de sobrenome complicadinho (Matthiesen), meu pai resolveu “homenagea-lo” com o mesmo nome sonoro que ele tem: Gofredo (socorro, né?!). Ele sempre falou que quando tivesse um filho o iria chamar de João da Silva, assim não teria problema :)
    Mal sabe ele a complicação que é ter esses extras “de”, “da” no nome aqui na America do Norte ahahaha…
    bjks e aproveita

  10. Paulete says:

    Hahaha, eu também tenho esse problema de ter que soletrar o sobrenome TODA VEZ!! E olha que o meu começa com 4 consoantes seguidas!! Boa sorte na busca!

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