Contenha-se. Literalmente.

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Vou contar de uma loja que conheci em Atlanta em 1996, por ocasião das Olimpíadas. Não, não vou. Vou contar da filial dela que, anos depois, abriu em NY! Claro que muita gente já deve conhecer – mas é que gosto tanto da própria que não me contive em postar.

Chama-se The Container Store. E como o próprio nome já diz, ela contém tudo o que você pode vir a precisar pra conter suas inutilidades, quer dizer, suas coisas. Caixas, caixinhas, caixotes; gavetas, gavetinhas, gavetões; prateleiras, arquivos, embalagens para presentes; todo o material necessário para você enviar suas coisas pelo correio. Ou pra casa de mamãe, quando nada mais couber na sua.  Ou pra nova casa, em caso de separação…

E a loja projeta (gratuitamente, é claro) armários que você mesma consegue, na boa, montar. E eu assino embaixo dessa informação porque, tendo duas mãos esquerdas, sou uma nulidade para trabalhos manuais. Mas esses eu monto, sózinha, sem xingar muito.

Closet
E o interessante é que este mês, véspera das férias, a Container Store (que já são duas em Manhattan) está fazendo uma liquidação de artigos de viagem. Falei que ela também vende malas (que contêm nossa bagagem…)? E vidros, vidrinhos, potes, potinhos – tudo o que a gente precisa pra garantir a juventude mesmo longe de casa. E, claro, os travesseirinhos de avião, os cobertorzinhos (que algumas companhias aéreas já estão cobrando), etiquetas de identificação para nossas malas. Sem falar das necessaires….essas eu mostro na foto.

BeautyCases
E agora dá licença que vou guardar tudo o que comprei no exercício – sacrificado – de escrever esse post.

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Uma exposição fora do circuito MOMEGU (Moma-Metropolitan-Guggenheim)

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Chegando a NY, todo mundo fica logo sabendo: o Lucien Freud está no Metropolitan; o Frank Lloyd Wright está no Guggenheim; e o Armout Mik está no MOMA.

Mas muita gente se esquece (talvez por falta de tempo) de que lá no West Side, escondidinho entre o Museu de História Natural (alguém ainda curte dinossauros?) e o Lincoln Center, fica o New York Historical Society.

Este museu pequeno, mas de grande importância no cenário cultural da cidade, apresenta este mês as fotografias do chileno Camilo José Vergara, numa mostra denominada “Harlem, 1970-2009″. São apenas 100 fotos, um punhado das quais explorando o tema pelo qual o autor se tornou conhecido: testemunhar a passagem do tempo através da chamada “street photograph”. Vergara fotografou os mesmos lugares durante décadas, registrando pacientemente a transformação por que tem passado  o Harlem, um dos boroughs mais coloridos de NY. A construção ou o novo uso de um imóvel; a metamorfose contínua das fachadas; a deterioração da propriedade; sua eventual demolição; o indefectível estacionamento ocupando o espaço vazio; até a construção de um novo imóvel.  Esta sua insistência em clicar sempre as mesmas fotos, em intervalos regulares de tempo, rendeu-lhe, entre outros, dois grandes ensaios de Arquitetura Antropológica: “The New American Ghetto” e “American Ruins”.

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O trabalho ganha ainda mais valor quando se lembra que as fotos foram feitas  durante o horário de almoço do day-time-job do autor. Sobre suas motivações, Vergara afirma ter uma necessidade física de fazer esse tipo de foto-documentário: focar a mudança constante o distrai de suas ansiedades e, ao mesmo tempo, o conecta com uma cultura da qual ele – como imigrante – se sente afastado.

A única nota negativa é que a exposição, apesar de reunir fotos belíssimas, dedica pouco espaço ao tema pelo qual Vergara é mais conhecido: a transformação do tecido urbano. Mas, para quem curte fotografia, arquitetura ou quer apenas conhecer um novo museu, vale a pena.

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Jantando com Candice Bergen e Donald Sutherland

Bem, não exatamente. Mas ontem, saindo tarde do escritório, e com fome, fui jantar num dos meus lugares favoritos em NY: o Cafe Shun Lee.

ShunLee
Restaurante chinês daqueles que servem dumplings. Aqueles quitutes que vem num carrinho. Dois carrinhos, na verdade: um carrinho para os dumplings a vapor e outro para os dumplings fritos. Não, não tenho foto: ainda não sou blogueira profissional e não ando com a máquina. Essa foto eu surrupiei da internet. Mas mesmo que tivesse uma camera, eu – tentando agir como uma verdadeira novaiorquina – não teria fotografado celebrities . Enfim: numa mesa, com a mulher, estava Donald Sutherland. E do outro lado, Candice Bergen com o marido. Um mais charmoso do que o outro, e ela mais bela do que nunca. Babei um pouquinho – no guardanapo, tudo muito discreto, e fui embora, sem fazer a mínima menção de tê-los visto. New York é mesmo o máximo….

 

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Venha a New York e pass bem

Data: um dia desses. Local: o comentódromo do viajenaviagem. Assunto geral: a viagem do Fabio e da Mel a New York e, na sequencia, a da Paula, Mauricio e cia. Assunto específico: o New York Pass.

 

Bom, achei que esse pass pudesse dar um post.

 

Esses cartões, que podem ser adquiridos para 1, 2, 3 ou 7 dias, têm a principal vantagem de funcionar como fura-fila. Se você tem intenção não deixar pedra-sobre-pedra na sua proxima visita a NY, vale a pena considerá-los.

 

Olhem só algumas das atrações que estão incluídas no New York Pass:

 

- os zoológicos do Bronx, do Central Park e do Queens (pra quem gosta, é o bicho!);
- o Guggenheim, o Moma, o Whitney, o Brooklin Children’s Museums;
- o Carneggie Hall, o Madison Square Garden, o Radio City Music Hall, o Top of the Rock, o Lincoln Center e a NBC;
- o barco que leva à Estátua da Liberdade (e felizmente traz de volta)
- o Empire State Building (uma delícia furar suas filas quilométricas!);

- a ONU ( com guias que falam português, sim, senhor!).

 

Claro que é uma maratona, daquelas que você faz quando (1) é a primeira vez que você vem a NY ou (2) quando você decidiu que suas próximas quatro férias serão na Europa.

 

Como brinde, ao comprar o New York Pass, você ganha um guiazinho da cidade (bem chinfrim, portanto traga o seu) além de alguns cupons de descontos em restaurantes e lojas.

 

Os preços? À primeira vista, parecem um pouco salgados, mas a coisa muda de figura se você considerar o fator tempo e comodidade.
New York Pass para 1 dia:
adultos : a partir de US$ 67.49
crianças : a partir de US$ 47.49
para 2 dias :
adultos: a partir de  US$94.99
crianças: a partir de US$74.99
para 3 dias:
adultos : a partir de $124.99
crianças: a partir de US$97.49
para 7 dias :
adultos : a partir de US$159.99

crianças : a partir de US$119.99

 

Se depois disso tudo você ainda tiver energia para alguma coisa, meu próximo post fala de uma exposição incrível de fotografias.

 

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Carinho Virtual

Vocês sabem o que é carinho virtual?  A coisa funciona assim: você faz amizades virtuais e com o tempo acrescenta carinho e admiração à  receita. Tudo começou no blog do Riq, o viajenaviagem. Papo vai, papo vem, chega o Twitter, abraçamos todos essa nova “tequinologia”, e os papos começam a crescer em frequência e intensidade. Nossa comunidade fica cada vez mais unida, com todo mundo procurando ajudar todo mundo. Seja com dicas e informações, seja com palavras de incentivo – tudo sempre com muito carinho. Gente espalhada nos quatro cantos do mundo (o da China se chama cantão, rs, rs) na grande maioria das vezes sem se conhecer pessoalmente, mas que, talvez até pela distância, criou elos que transcendem a virtualidade.  Eu sou filha única e sempre considerei a amizade uma coisa muito mais séria do que família. Afinal, família a gente não escolhe, certo? Enfim, essa experiência de amizade virtual/blogal/tuital abriu um novo espaço no meu coração. Que eu decidi ocupar com esse blog: o abrindoobico é o resultado do carinho virtual, do incentivo virtual, dos muitos empurrõezinhos virtuais e, acima de tudo, da vontade de estar ainda mais – blogalmente que seja – mais perto de vocês, criando condições para que me conheçam melhor e vice-versa. Principalmente o vice-versa. Vou falar do pouco que sei, dividir tudo que aprender, e tentar ficar menos virtual. Espero que as carinhosas amigas virtuais não se arrependam dos carinhosos empurrões que recebi em direção da blogosfera. Mesmo porque não pretendo sair daqui tão cedo…

 

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